“Se querem pagar amendoins, contratem macacos!”

Via Revista Rubra

Discrição de uma jornalista portuguesa na capital de Moçambique: “Maputo está «sitiado» pela população contra o aumento de preços de bens básicos, a população meteu árvores a arder e tem pedras na mão que manda para qualquer carro que queira entrar na cidade. As ligações automóveis à África do Sul estão encerradas e a cidade de Maputo totalmente parada. Acredito que tudo isto seja também contágio da extraordinária greve de decorre na África do Sul, mas não tenho mais dados sobre o assunto.”

Como podemos ver no que atentamente o Paulo Granjo tem escrito aqui, aqui ou aqui, a tensão social em Moçambique acrescenta-se à que já se vinha a viver há algum tempo na África do Sul. Terá sido a poderosa greve geral na África do Sul, o bater de assas da borboleta que parece estar a despertar o continente adormecido?

Veja aqui as imagens mais recentes da vaga de greves que continua a varrer o país do ANC.

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23 Responses to “Se querem pagar amendoins, contratem macacos!”

  1. Abilio Rosa diz:

    É triste reconhecer.

    O continente africano, depois das independências, está muito pior do que estava.

    Não por culpa das independências em si , nem por «mérito» dos diferentes «colonialismos», mas sim por culpa das novas classes que tomaram o poder e que enriquecem à custa da miséria da generalidade da população.

    Até na rica África do Sul, o povo está a viver com as mesmas dificuldades que vivia no tempo do «apartheid».

    O próprio ANC, é um antro de corrupção, negocismo e nepotismo.

    Afinal, qual é a diferença os moçambicanos serem explorados por um branco ou por um negro?

  2. Leo diz:

    Estas análises não têm ponta por onde se lhes pegue. No filme da RTP vê-se não os milhares de manifestantes que supostamente tinham invadido a cidade em protesto mas a entrada principal de cidade cortada com pneus a arder e uns troncos.

    Obviamente que se cortam as entradas ninguém entra. Daí dizer que a população está a cercar Maputo é um disparate que raia a provocação.

    Moçambique além da guerra colonial sofreu uma brutal guerra civil. Não nos ponhamos com dramatismos e a mandar palpites. Que por lá houve mãozinha de reacça só não vê quem não quer.

    Aliás, não é por acaso que na cidade os palcos do vandalismo tenham sido perto da zona nobre da capital (das embaixadas e de organizações internacionais), no bairro de Magoanine, na zona do Alto Maé. Também não é por acaso que a STV, televisão privada esteve a fazer directo durante toda a manhã.

    Mas tudo acalmou, a cidade está de volta à rotina e esperemos que amanhã seja um dia melhor. O de hoje foi muito mau: 6 mortos e 42 feridos.

    Espero que este comentário entre. O Paulo Granjo censurou-me parvamente e indecentemente.

  3. Leo diz:

    Segundo a Lusa:

    Sindicato dos Trabalhadores rejeita responsabilidades

    Maputo РA Organiza̤̣o dos Trabalhadores de Mo̤ambique (OTM) descartou qualquer responsabilidade pela organiza̤̣o dos protestos que esṭo hoje (quarta-feira) a decorrer nas ruas de Maputo contra o elevado custo de vida.

    “Os sindicatos não organizaram a manifestação”, garantiu o porta-voz da OTM, Francisco Mazoio, apesar de admitir que a organização sindical estava ciente do descontentamento dos moçambicanos relativamente ao “aumento exponencial” de alguns bens e serviços. 

    Em declarações à Lusa, o responsável adiantou que existiam já “rumores” de que estaria a ser preparado um protesto, para os moçambicanos
    expressarem o seu descontentamento. 

    “Os protestos não foram espontâneos. As pessoas foram convocadas para aderir a estes protestos através dos equipamentos celulares [telemóveis] e através de sms, que chegaram até a alguns de nós.

    Há já vários dias que circulavam rumores de que isto estaria a ser preparado”, revelou o porta-voz da OTM, sublinhando que o movimento sindical defende o “diálogo com o Governo” para resolver a situação. 

    Francisco Mazoio disse ainda que a OTM estava a organizar, a nível interno, um conjunto de reuniões destinadas a avaliar o descontentamento dos trabalhadores face ao aumento do custo de vida e igualmente para “encontrar formas de dialogar” com o Governo. 

    “O movimento sindical não vai desistir de dialogar com o governantes”, garantiu Mazoio, apelando “à calma” dos populares. 

    O responsável, que se encontrava na sede da organização, relatou que estava a acompanhar os acontecimentos pela televisão, apesar de “ouvir tiros nas ruas” e de “haver ainda focos de manifestações” em vários pontos da cidade. 

    Pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas, quatro das quais em estado grave, nos confrontos entre populares, que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais, e a polícia.

    Os protestos começaram nos arredores de Maputo, mas se estenderam ao centro da capital. 

  4. Diogo diz:

    O povo moçambicano é «sereno» e desarmado. Donde, nada de mais será de esperar a não ser um aumento drástico da fome.

  5. Manuel Monteiro diz:

    Bem-vinda a luta dos explorados, em Moçambique, na África do Sul, na Grécia…Por todo o mundo…
    Manuel Monteiro

  6. A. Laurens diz:

    Os comentários que por aqui se lêem dão vontade de rir. Há saudosistas vingativos que dizem estar tudo pior que antes da independência, outros dizem que aquilo não é nada assim. Tuga salazarento é mesmo assim. Uns sonham sabe-se lá com quê, outros temem que a populaça portuga se lembre de fazer o mesmo. Estejam calmos, que Salazar deixo-lhes no carácter o estigma de cornos mansos.

  7. Leo diz:

    Distúrbios em Maputo e Matola: quatro mortos e vinte e sete feridos, confirma policia

    Quatro mortos, 27 feridos, entre os quais dois agentes da Polícia da Republica de Moçambique (PRM) e 142 cidadãos detidos é o balanço preliminar da onda de protestos ocorridos ao longo de dia de hoje na cidade de Maputo e da Matola.

    Estes são os dados que foram apresentados no fim da tarde de hoje pelo o porta-voz da PRM, Pedro Cossa, falando em conferência de imprensa, em Maputo.

    Na ocasião, Cossa fez questão de frisar que estes são dados preliminares e que poderão sofrer alteração ao longo desta noite e do dia de quinta-feira.

    De facto, a AIM apurou de fontes credíveis a ocorrência de pelo menos 10 mortos e de várias dezenas de feridos.

    Outros danos causados durante os distúrbios incluem três autocarros da empresa de Transportes Públicos de Maputo (TPM) que foram parcialmente queimados, 32 estabelecimentos comerciais vandalizados, mais de cinco viaturas queimadas ou vandalizadas, um posto de abastecimento de combustível queimado, quatro postes de energia derrubados ao longo da Estrada Nacional número quatro (EN4), que liga a cidade de Maputo a cidade sul africana de Witbank, saque de três vagões carregados de milho na zona da Matola-Gare, na província de Maputo.

    Pedro Cossa, que disse lamentar a mortes registadas durante os distúrbios fez saber que as mesmas ocorreram em circunstância ainda por esclarecer.

    Ele fez questão de referir que os agentes da manutenção da lei e ordem viram-se forçadas a usar em alguns casos o uso de gás lacrimogéneo e balas de borracha para conter os ânimos.
    “A polícia vai continuar a patrulhar todas as ruas da cidade capital, as ruas da cidade da Matola. Na verdade, a polícia também esta a patrulhar tudo o que e’ território da Republica de Moçambique”, asseverou Pedro Cossa.

    A semelhança do dia anterior, Cossa explicou que esta foi uma manifestação não autorizada, pelo facto de não ter sido requerida em nenhum município.

    Questionado sobre as condições de segurança para a quinta-feira, Cossa limitou-se a dizer que a PRM vai continuar a trabalhar

    “Se as pessoas se comportarem como se comportaram hoje e’ evidente que a polícia não vai permanecer nas esquadras. A polícia irá para a rua para estabelecer a ordem e segurança pública”, rematou. (AIM/RM)

    http://www.rm.co.mz/

  8. Leo diz:

    Matola: destruições e saques marcam manifestações na cidade-satélite da capital moçambicana

    O Município da Matola, tal como aconteceu na cidade do Maputo, viveu hoje um dia turbulento, caracterizado por destruições e vandalismo, na sequência das manifestações populares em protesto ao elevado custo de vida.
    A título de exemplo, a Estrada Nacional Número Quatro (EN4), que liga a cidade industrial sul-africana de Witbank e o Porto de Maputo, em Moçambique, ficou bloqueada em vários troços da Matola, com recurso a troncos, pedras e pneus, bem como outros materiais.

    Um armazém de venda de mobiliário e outros materiais, incluindo motorizadas, localizado nas proximidades da SHOPRITE, na antiga fábrica de bolachas CERES, foi saqueado.

    Já na zona de Tsalala, pouco depois da terminal de transportes semi-colectivos de passageiros de Malhampswene, a empresa TRICANO também foi vandalizada.

    Aliás, ao longo do trajecto entre o bairro Malhampswene até a chamada Casa Branca, na Matola Lingamo, o piso da estrada em alguns troços ficou seriamente danificado devido a acção dos pneus queimados. Ate mesmo alguns alpendres montados ao longo da via para abrigar os passageiros em caso de intempéries foram vandalizados.

    Junto a estação de distribuição de gás natural, ainda no bairro de Malhampswene, alguns indivíduos, a coberto das manifestações, incendiaram pneus colocando em risco a segurança daquela infra-estrutura.

    No mercado informal deste bairro, alguns vendedores evitaram que uma mini-mercearia fosse saqueada quando um grupo de indivíduos, maioritariamente jovens, começaram a arrombar as portas daquele estabelecimento, num acto de oportunismo.

    Na ocasião, a direcção do mercado com o apoio de alguns vendedores convenceram aqueles indivíduos a abandonarem os seus intentos, já que o proprietário do estabelecimento em causa é um dos que também sofre os efeitos da subida de custo de vida.

    Enquanto isso, dezenas de viaturas idas da vizinha África do Sul, entre ligeiras e pesadas, ficaram retidas numa estação de serviços a entrada do Município da Matola.

    Algumas das viaturas transportavam passageiros, os quais tiveram que continuar a marcha à pé para os diversos destinos, incluindo aqueles que se deslocavam às províncias de Gaza e Inhambane e outros destinos a norte do país.

    Ademais, alguns automobilistas de longo curso vindos da África do Sul tiveram que abandonar os seus veículos no bairro de Tchumene, no extremo oeste da Matola, devido ao bloqueamento, pelos manifestantes, da EN4.

    Ao longo desta via, os pontos críticos se localizaram na terminal de transportes semi-colectivos de passageiros de Malhampswene, junto a fabrica DARLING, no cruzamento para a fábrica MOZAL, na Matola “B” vulgarmente conhecido por “Avenida” e junto do complexo comercial “SHOPRITE”.(AIM/RM

    http://www.rm.co.mz/

  9. Leo diz:

    Distúrbios em Maputo: Ministro do Interior promete restaurar a ordem pública

    O Ministro moçambicano do Interior, José Pacheco, afirmou hoje em Maputo que as forças da segurança estão a trabalhar sem mãos a medir para a restauração da ordem e tranquilidade públicas, como um acto complementar ao apelo lançado terça-feira através do porta-voz do Comando Geral da Polícia.

    Pacheco, que falava a Rádio Moçambique (RM), emissora pública, disse que os moçambicanos podem manifestar-se livremente desde que façam a notificação prévia das autoridades administrativas locais e ou autárquicas.

    Entretanto, desde as primeiras horas de hoje, as cidades de Maputo e Matola foram palco de violentas manifestações protagonizadas, segundo o ministro, por aventureiros, bandidos e malfeitores que além de causar mortes danificaram vários bens colocados ao serviço dos cidadãos.

    “Estamos perante actos de vandalismo a incidir sobre cidadãos honestos e trabalhadores vendo os seus bens pessoas a serem danificados e ou pilhados por aventureiros, bandidos e malfeitores a par de danos que estão a ocorrer nos bens que todos nós colocamos ao serviço dos cidadãos”, sublinhou Pacheco.

    Perante estes actos violentos, a corporação está, todavia, a agir no sentido de repor a ordem, segurança e tranquilidade pública.

    Questionado sobre o uso de granadas de gás lacrimogéneo e balas de borracha contra os manifestantes, Pacheco explicou que foi uma medida que tinha como objectivo repor a ordem.

    “Usamos o gás lacrimogéneo para repudiamos actos de vandalismo”, disse o ministro.

    Pacheco admitiu a existência de mortes resultantes dos confrontos entre manifestantes e a Polícia da República de Mocambique (PRM) apesar de terem sido usadas apenas balas de borracha.

    “As balas de borracha podem em alguns casos resultar na morte se uma pessoa for atingida numa região do corpo sensível”, explicou Pacheco.

    Aliás, no fim da manhã de hoje já havia o registo de pelo menos três mortos confirmados que deram entrada no Hospital José Macamo na cidade do Maputo.

    Também foi reportada a morte de uma criança algures na cidade de Maputo, razão pela qual Pacheco aproveitou a ocasião para endereçar as suas condolências a família da vítima pelo incidente.

    Pacheco concluiu a sua intervenção apelando a população em geral para trabalhar com mais afinco, no sentido de aumentar a produção e produtividade.

    “As pessoas precisam de produzir. Só com a produção e’ que vamos resolver o problema do elevado custo de vida”, rematou.

    http://www.rm.co.mz/

  10. Caro Manuel Monteiro,

    Há países onde não é necessária a luta dos explorados: Vietname, Laos, Coreia do Norte, Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba ou China, pois, quem os governa, são os partidos dos trabalhadores!

  11. Leo diz:

    Podem pois comparar os relatos produzidos pela Rádio Moçambique, Lusa e Paulo Granjo.

    Até à data ninguém apareceu a reivindicar as “manifestações” que os sindicatos já repudiaram.

    Que cada um tire as suas conclusões.

  12. Leo diz:

    Resumindo: em Maputo houve quatro mortos, 27 feridos, entre os quais dois agentes da Polícia da Republica de Moçambique (PRM) e 142 cidadãos detidos. Entre os danos causados durante os distúrbios incluem-se:

    Рtr̻s autocarros da empresa de Transportes P̼blicos de Maputo (TPM) que foram parcialmente queimados;

    – 32 estabelecimentos comerciais vandalizados;

    – mais de cinco viaturas queimadas ou vandalizadas;

    – um posto de abastecimento de combustível queimado;

    – quatro postes de energia derrubados ao longo da EN4;

    Рsaque de tr̻s vag̵es carregados de milho na zona da Matola-Gare.

    Em Matola as destruições e vandalismo provocaram:

    – Um armazém de venda de mobiliário e outros materiais, incluindo motorizadas, localizado nas proximidades da SHOPRITE, na antiga fábrica de bolachas CERES, foi saqueado.

    – Na zona de Tsalala a empresa TRICANO também foi vandalizada. Aliás, ao longo do trajecto entre o bairro Malhampswene até a chamada Casa Branca, na Matola Lingamo, o piso da estrada em alguns troços ficou seriamente danificado devido a acção dos pneus queimados.

    РAlguns alpendres montados ao longo da via para abrigar os passageiros em caso de intemp̩ries foram vandalizados.

    – Junto a estação de distribuição de gás natural, ainda no bairro de Malhampswene, alguns indivíduos, a coberto das manifestações, incendiaram pneus colocando em risco a segurança daquela infra-estrutura.

    – No mercado informal deste bairro, alguns vendedores evitaram que uma mini-mercearia fosse saqueada quando um grupo de indivíduos, maioritariamente jovens, começaram a arrombar as portas daquele estabelecimento, num acto de oportunismo. Na ocasião, a direcção do mercado com o apoio de alguns vendedores convenceram aqueles indivíduos a abandonarem os seus intentos, já que o proprietário do estabelecimento em causa é um dos que também sofre os efeitos da subida de custo de vida.

    – Enquanto isso, dezenas de viaturas idas da vizinha África do Sul, entre ligeiras e pesadas, ficaram retidas numa estação de serviços a entrada do Município da Matola.

    – Ao longo da EN4, os pontos críticos localizaram-se na terminal de transportes semi-colectivos de passageiros de Malhampswene, junto a fabrica DARLING, no cruzamento para a fábrica MOZAL, na Matola “B” vulgarmente conhecido por “Avenida” e junto do complexo comercial “SHOPRITE”.

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  14. Abilio Rosa diz:

    Camarada «Leo»:

    Os pobres moçambicanos manifestaram-se porque estavam fartos de comer «frango à cafreal»!…

    Oh amigo «Leo», vai lá fora ver se está chovendo…

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  16. Leo diz:

    Presidente Guebuza considera que manifestantes foram “usados” e apela “à calma e serenidade” da população

    01/09/2010

    O presidente Armando Guebuza, considera que os cidadãos que se deixaram usar nos distúrbios ocorridos ao longo do dia de hoje, nas cidade de Maputo e da Matola, estão apenas a contribuir para trazer luto e dor no seio da família moçambicana, e para o agravamento das condições de vida no país.

    Nas primeiras horas desta manhã os cidadãos de Maputo e Matola foram abalados por uma onda de protestos contra a subida do custo de vida.

    Num discurso a nação proferido no início da noite, o estadista moçambicano deplorou o facto de, ao contrário de uma manifestação pacífica e ordeira, ter-se assistido a distúrbios que resultaram em mortes e feridos graves, que também resvalaram para cenas de vandalismo, bloqueio de vias de acesso e destruição e saque de bens.

    Aparentemente, explica Guebuza, saquear uma barraca, loja ou armazém, vandalizar uma viatura ou uma residência pode parecer um retrocesso apenas para o seu proprietário.

    Contudo, o estadista moçambicano adverte que “no meio da emoção esquecemos que também representa um retrocesso para aqueles que dele dependiam para abastecimento, para transporte ou emprego, que também inclui mesmo alguns indivíduos envolvidos nesses actos”.

    Prosseguindo, Guebuza disse que “destruir mercados, estradas e outras infra-estruturas sociais e económicas é atentar exactamente contra aquilo que nos tem estado a ajudar a combater a pobreza na nossa Pátria Amada”.

    Guebuza asseverou que o governo está consciente da situação em que vive a população moçambicana, “que é agravada por factores externos, tais como a crise financeira e de alimentos e a subida dos preços dos combustíveis”.

    Para conter o impacto destas crises na vida do cidadão, o governo adoptou uma série de medidas entre as quais se destacam os subsídios para combustíveis e para a importação do trigo, explicou o estadista moçambicano.

    Acresce ainda, a implementação do Plano de Acção de Produção de Alimentos (PAPA) e uma maior ênfase na luta contra a pobreza nos meios urbanos e no campo.

    Segundo Guebuza, registam-se progressos na implementação do PAPA, bem como no abastecimento de água e saneamento do meio, nos transportes e comunicações, na saúde e educação e na melhoria das vias de acesso.

    Estes progressos, disse Guebuza, são resultado do trabalho dos moçambicanos que também se empenham na melhoria da sua habitação, no abastecimento em produtos diversos aos seus compatriotas bem como na aquisição de viatura para uso pessoal ou para o transporte colectivo de passageiros.

    O estadista moçambicano garante que o governo está ciente que isso ainda é pouco para o nível das necessidades dos moçambicanos, razão pela qual o governo continua empenhado na luta contra a pobreza que aparece em destaque no Programa Quinquenal do Governo.

    Na ocasião, o estadista moçambicano vincou que a observância da lei, ordem e tranquilidade públicas é também uma condição fundamental para a atracção de mais investimento nacional e estrangeiro que contribui para a geração de mais postos de trabalho.

    Por isso, Guebuza exortou aos moçambicanos para se manterem calmos e serenos e não aderirem a qualquer tipo de agitação.

    Exortou ainda aos cidadãos para dissuadirem os ingénuos, manterem a vigilância e denunciarem às autoridades os agitadores e a preparação ou organização de actos que atentem contra a lei, ordem e tranquilidade públicas. (AIM/RM)

    http://www.rm.co.mz/

  17. mamene diz:

    O ‘presidente’ gebuza,mais um cabrão da classe (neste caso,de côr preta) exploradora,tem um montão de dinheiro em Portugal.Nesses bancos da opus gay,aventais e outros q tais.

  18. Renato Teixeira diz:

    All good fellows.

  19. Carlos Carapeto diz:

    Leo; não seja tão minucioso em descrever passo a passo o que está acontecendo, basta dizer as razões do protesto, poupa-se a si e a mim também.

  20. Leo diz:

    “O que está a acontecer agora é que os marginais começam a saquear as lojas”, revelou o escritor moçambicano Mia Couto.

    O levantamento popular que hoje está a decorrer em Maputo (Moçambique) “parece ter acalmado”, segundo o escritor moçambicano Mia Couto, que adiantou que se vive agora o momento do vandalismo e dos saques.
    “O que está a acontecer agora é que os marginais começam a saquear as lojas”, revelou Mia Couto, que se encontra em casa, seguindo a advertência transmitida pelos meios de comunicação social moçambicanos, que aconselham os populares a permanecerem nas respetivas habitações.

    http://aeiou.expresso.pt/maputo-a-situacao-esta-mais-calma-diz-mia-couto=f601679

  21. Abilio Rosa diz:

    O Mia Couta deve estar doido da cabeça!

    Quem passa fome também já é marginal?

  22. Manuel Monteiro diz:

    Leo
    Desculpa, mas fazes análises como se a FRELIMO ainda fosse a heroica vanguarda do povo moçambicano. Mas não; a FRELIMO de hoje não passa de uma cáfila de dirigentes corruptos que se banqueteia com a riqueza colectiva, enquanto o povo está na miséria. Um bocadinho de análise sobre a luta de classes, não ficaria nada mal. Aliás, o mesmo se passa na África do Sul, onde o ANC assumiu o papel de nova burguesia exploradora, onde os capitalistas pretos e brancos se unem para sugar até ao tutano a classe operária e o povo.
    José Manuel Faria
    Nos paises que mencionas há situações muito diferentes, mas um traço é comum: em nenhum deles existe um regime socialista, onde o poder seja do povo. Nalguns, como na China e na Coreia do Norte, existem ferozes regimes capitalistas – embora sobre o rótulo de socialistas- que devem merecer a nossa frontal oposição.
    Então, não desamines, meu velho camarada, porque a luta continua.
    Tu, imaginando que de reforma em reforma chegaremos ao socialismo. Eu, empedernido esquerdista, sonhando com a revolução mais pura e enebriante
    Como diria o outro: cada um dá o que pode e a mais não é obrigado…

    Manuel Monteiro

  23. Renato Teixeira diz:

    Inacreditável esse texto do Mia Couto.

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