O Pragmatismo (taticismo?) de uma esquerda moderna (moderna??)

 

“É que o que Rui Tavares bem no fundo nos vem dizer é que toda a experiência nacional e de um número infinito de outros países em presidenciais tem estado errada porque bom e razoável seria mesmo que só houvesse, em cada uma dessas eleições, os candidatos com reais possibilidades de vencerem o pleito e, em regra, pertencentes ou afins das duas maiores forças políticas da degradada «alternância». E que todas as outras forças políticas deviam nas presidenciais seguir as escolhas de terceiros, desistirem de ter vozes próprias nessa batalha política, com a óbvia consequência de, pelo menos durante quase três meses, abdicarem das suas convicções e projectos e oferecerem uma trégua às políticas que quotidianamente contestam e combatem.
E fazer exactamente o contrário desta atitude de submissão e encarneiramento é para Rui Tavares, tristemente o assinalo, «picar o ponto», expressão e fórmula que, a meu ver, aproximam perigosamente Rui Tavares daquilo que eu, sem hesitações nem punhos de renda, chamaria de grau zero em matéria de pensamento político e de muito debilitada e pobre cultura democrática.”

Victor Dias, ler na integra aqui.

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