Ainda sobre a largura de vistas da dama de ferro do socialismo democrático

“(…) Estou ainda para ver o resultado das invasões que apoiei (afeganistão e iraque).”

Fernanda Câncio em Agosto de 2010

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23 respostas a Ainda sobre a largura de vistas da dama de ferro do socialismo democrático

  1. António Figueira diz:

    Faz lembrar aquela do Chu-en-lai, que quando perguntado o que pensava da Revolução Francesa disse que ainda era cedo para se pronunciar

  2. Renato Teixeira diz:

    E será que já tirou conclusões do Vietname?
    Será que a senhora chega a tirar conclusões?
    Com humanistas destas quem precisa de Pachecos Pereiras ou José Manueis Durões Barrosos?

  3. João Sebastião diz:

    Mas quem é a Fernanda Câncio?

  4. Renato Teixeira diz:

    Ora, não sabe quem é a dama de ferro do socialismo democrático? Alguém com este grau de humanidade merece ser conhecida, com certeza. Siga o link e delicie-se. Verá que não voltará àquela tasca tão cedo.

  5. Leo diz:

    Pelo menos a Câncio tem a virtude de sem papas na língua dizer que apoiou as invasões do Afeganistão e do Iraque. Vem com 9 anos de atraso, mas antes tarde que nunca. Esqueceu-se do apoio à Jugoslávia, mas tenho quase a certeza que foi uma das que embarcou no histerismo sobre as inventadas violações de massas pelos mauzões sérvios.

  6. António Figueira olhe que o falecido Zhou não era exactamente o primeiro estúpido que “aconteceu” por aí, e se lhe tivesse apetecido teria tido outra vida.

    Confira:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Zhou_Enlai

  7. António Figueira diz:

    E alguma vez me ouviu chamar estúpido ao camarada Chu-en-lai?

  8. Renato Teixeira, a vida muda, e as pessoas também, e eu pelo meu lado não sou Zeus e portanto não me cabe julgar ninguém, concorde ou discorde do que dixem ou faxem agora.

    Mas lembro-me das duas pessoas que citou de outras primaveras, e quando não era fácil e não havia votos p’ra ninguém, eles estavam

    E também se podiam ter deixado ficar quietinhos, ou ter-se chegado para o lado.

    Não tenho procuração e nunca me deu para pertencer às ‘confrarias’ respectivas de um ou de outro, nem as antigas nem as actuais.
    Mas tenho memória…

  9. Ah e sobre a substância, ia-me passando…

    Há ‘una señorita’ que “apoia invasões” ?

    E como, dando à língua ??
    Se me permitem, isso significa exactamente o quê ??

    E ir lá, e dar o corpinho ao manifesto, não é nada que lhe passe pela cabeça ???

    Jeezzuzz Khristum, anda cá abaixo ver… a quantidade de imbecilidade que por aki anda…

  10. Leo diz:

    “Se me permitem, isso significa exactamente o quê ??” Espalhar mentiras, atiçar ódios, atiçar medos, atiçar repugnâncias. Guerra psicológica, em resumo.

    Foi exactamente isso e o que colegas dela fizeram para avacalhar jugoslavos, iraquianos, afegãos e que estão agora a fazer para diabolizar iranianos.

    Há sempre guerra psicológica potenciando a guerra das bombas e balas. Esta gente é desonesta e muito perigosa.

  11. Carlos Carapeto diz:

    Esta Senhora escreve mais ao menos o que Sócrates pensa. Ou será o contrário? Provávelmente até podem ser as duas coisas.

  12. O mais ternurento na câncio é a ideia que ela tem que o sol nasce e põe-se para ela. O que seria das tropas do EUA sem o apoio dela. Seriam precisas, pelo menos, mais 10 divisões de combate, para colmatar o apoio da senhora.

  13. André diz:

    Não insulte a grande Margarida.
    A Fernanda Câncio nem sequer sabe o que é ferro.
    Meninas futéis e parvas.

  14. Diabo, meus senhores, vcs. andam ‘arrabiados’… e na calha ainda têm razão e tudo, aí abstenho-me.

    Há uma coisa antiga, If looks Could Kill… creio que era com (e do) John Cleese, esse que era dos Monty P.

    Bom, transcrito para hoy, if words could kill someone would be very dead by now…

    🙂

  15. Renato Teixeira diz:

    André… fúteis e parvas?!? Não substime o poder bélico das Jugulares. Aquilo é verdadeiro material de guerra!

  16. Niet diz:

    Oh, caro Renato Teixeira, gosto é de ver a psy Ana Matos Pires a fazer equilibrio dialéctico sem ponta de jacobinismo. Que pena ela não pensar que se enganou de ” cena “.Transmite-nos o sentido de uma ” pessoa ” que já viu quase todos os lados da vida, o que é óptimo. No início ela ia a todas e não me parecia nada arregimentada ou favorável a ” socretinismos “. Isso já lá vão quase 24 meses…Agora não sei, perdi-lhe o rasto.Niet

  17. Carlos Carapeto diz:

    É de lamentar a F Câncio ter metido a mão na consciência depois de a carnificina estar consumada. Será por uma questão de remorsos? Ou esta confissão de mea não será também uma forma de tentar desvincular-se do embuste que correu muito mal aos organizadores da agressão? Porque de certeza se as coisas tivessem corrido como o previsto ela não dava este passo atrás..

    No caso presente desejo duas coisas apenas.
    Primeiro; que não desmobilizem para continuarem a apoiar causas idênticas que acontecem noutros lugares.
    Segundo; que nunca se venham a arrepender em ter contribuído para a ascensão de um Phalevi qualquer no Irão. Eles estão aí à espera.
    Não brinquem com coisas sérias.

    Cumprimentos

  18. Renato Teixeira diz:

    Carlos Carapeto, “mão na consciência???” Leu bem o que ela escreveu?: “Estou ainda para ver o resultado…”.
    Acho que ainda teremos que esperar mais uns anos pela devida auto-crítica.

  19. Leo diz:

    “Acho que ainda teremos que esperar mais uns anos pela devida auto-crítica.”

    Mais uns anos? Penso que toda a vida! Siga o link e leia Até amanhã, no Iraque, por FERNANDA CÂNCIO, 13 Agosto 2010:

    http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1639997&seccao=Fernanda%20C%E2ncio&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

    E repare nisto: “Confesso: apesar de não ter a menor estima por Bush e de não ter comprado a treta óbvia das armas de destruição maciça, apoiei a invasão americana. As razões políticas e geoestratégicas de um intervencionismo voluntarista – criar uma oportunidade para a democracia num país cuja liderança era contestada não só dentro mas em todo o Médio Oriente e portanto não ocasionaria uma retaliação dos países limítrofes – pareciam-me, no mundo pós-11 de Setembro, ter sentido.”

    Uma afirmação mais neo-con é impossível!

  20. arturios diz:

    realmente…. a dona f. desiludiu-me e muito.
    em relação ao iraque, não acredito que ela seja assim tão inocente e se o é, então ela deveria estar no big brother na época da pré invasão, pois não deve ter visto (entre outras) a figura triste do Colin Powell na onu a tentar explicar o inexplicável, dizendo que as ditas armas eram fabricadas em vagões dos comboios, etc…uma figura de parvo que não convenceu ninguém (nem o próprio parecia convencido).
    mas se ela não engoliu a historia das armas, ela acreditou na boa vontade os americanos??????? eles iam exportar a democracia para o médio oriente????? santa inocência…ou santa cara de pau. tanta uma como outra não abonam nada em favor da dona f.
    já agora está aqui o que acontece a muitos dos que são a favor da intervenção e dão o corpo ao manifesto:
    http://icasualties.org/OEF/index.aspx

  21. Salah al Din diz:

    Por muito menos que isso, em 1945, Brasillach, intelectual collabo, acabou no poste com 12 balas no coirão… Ainda estava a ver o resultado das invasões nazis que apoiara…

  22. Peninha, o Robert Brasillach ou o Frédéric Céline e mais uns outros terem escolhido ser akilo que foram, uma pessoa tinha que se esconder para os ler.

    Do outro lado (e eu continuo a dixer que ‘uma mão não lava a outra’…) há o Ishmail Kadaré, o Ilya Ehrenburg e muitos mais.

    A minha vida teria sido outra (e muito mais pobre…) se nunca os tivesse lido.

  23. Ora explique lá direitinho o que quer dizer e a que propósito, Niet.

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