Não, não morreu, nunca morreu ninguém em Gaza (são sempre assim estas manifs? Em Paris como em Lisboa?)

Bernard-Henri Lévy, sempre BHL, o imbecil e patético Bernard-Henri Lévy… E eu sei lá se este tipo não quer ser o próximo Monsieur le Président…

Dele, e dos “novos filósofos”, Jean-Marie Benoist, André Glucksmann, Christian Jambet…, terá dito Deleuze:

O que eu lhes critico é fazerem um trabalho sujo, trabalho esse que se insere num novo tipo de relações imprensa-livro perfeitamente reaccionário: inovador é certo, mas conformista ao mais alto grau. Não são os novos filósofos que interessam. Mesmo que eles desaparecessem amanhã, a sua obra seria recomeçada. Com efeito, ela representa a submissão de todo o pensamento aos meios de informação: ao mesmo tempo, ela dá a esses meios de informação o mínimo de caução e de tranquilidade intelectuais para suprimir as tentativas de criação que os fariam tremer. Quanto mais debates cretinos, quanto mais filmes narcísicos de autor na televisão – menos criação possível na televisão e no resto. Gostava de propor uma carta de intelectuais, na sua situação actual face aos media, tendo em conta as novas relações de força: recusar, fazer valer as suas exigências, tornarem-se produtores em vez de serem autores que apenas têm a insolência dos criados ou a ostentação de um palhaço de serviço. (…) Mas os novos filósofos são verdadeiramente a infecção que se esforça para impedir tudo isto. Por eles não passa nada de vivo, mas terão desempenhado o seu papel se se mantiverem em cena o tempo suficiente para mortificarem alguma coisa.

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14 Responses to Não, não morreu, nunca morreu ninguém em Gaza (são sempre assim estas manifs? Em Paris como em Lisboa?)

  1. Abilio Rosa diz:

    Um dos grandes embustes deste último meio século foi a emergência dalguns novos «filósofos» franceses, como aqueles que o distinto autor do post revela, e que foram sempre uns especialistas na mistificação e na desonestidade intelectual.

    Essa cambada de «novos» (mais velhinhos como a salvé-rainha!) são normalmente oriundos da célebre extrema-esquerda francesa, de circulos sionistas e adoradora de mitos urbanos.

    Foram cúmplices dos maiores crimes da Humanidade e agora aparecem com o manto branco da virgindade.

    Então, esse Bernard-Henri Levy é o supra-sumo da idiotice muito comum nos intelectuais das brasseries parisienses.

    Só falta mesmo para cômpor o ramalhete dessas desgraças é o outro palhaço do Maio de 68: o Daniel Cohn-Bendit!

    E chamar «filósofo» ao BHL é fazer pouco do meu pastor alemão….

  2. Abilio Rosa diz:

    Como disse hoje o João Pereira Coutinho no «Correio da Manhã» essa manifestação em Lisboa:

    «Cortejos contra a lapidação, de preferência com câmaras de tv por perto, são formas de vaidade: o manifestante abre a gabardine e, em pose exibicionista e masturbatória, mostra ao mundo o tamanho da sua compaixão. Entre a pornografia iraniana e as pornografias lisboetas que se preparam por aí, não sei qual me repugna mais.»

  3. Carlos Vidal diz:

    (Pobre pascoal,
    V. faz parte do índex.
    É mentecapto ao ponto de não ter percebido.
    Não é preciso post, não é verdade?)

  4. Pascoal diz:

    Mas é à mesma pidesco não é?
    Publica o post , se tens coragem de te mostrar como és.

  5. Carlos Vidal diz:

    Já está, versão-síntese sintética.
    (E conversa finita. A partir de agora, vai-te queixar à tua bófia. Isto não é o Jugular, não se multiplicam de qq maneira comentários. Aqui não funcionam os “números”.)

  6. LMR diz:

    Ó Abilio, justificar seja o que for com um texto desse imbecil onde ele diz que só com intervenções militares à Bush é que as coisas se compunham… é francamente de mais.

  7. augusto diz:

    Quanto é que a Embaixada do Irão está a pagar a estes escribas a soldo…..

  8. Abilio Rosa diz:

    LMR:

    «À Bush» ou à boa maneira soviética.

    Não é por acaso que as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central são laicas e são um tampão ao avanço do fundamentalismo e extremismo islâmico.

    No Afeganistão as forças progressistas mostraram ao Mundo como é que se lida com a escumalha subvencionada pelos senhores da guerra e pelos regimes autocráticos e corruptos do Golfo e dos próprios EUA.

    Ao contrário da ex-URSS, os EUA (loby sionista e conglomerado militar-industrial) já perderam a guerra do Iraque, preparam-se para sair do Afeganistão com o rabo entre as pernas, onde enterraram biliões de dóllars; onde sustentam um governo fantoche e corrupto que contemporiza com as práticas mais medievais e retrógadas da sociedade afegã, e vai deixar toda esta terra queimada à mão de semear dos talibans, que deviam ser todos arrasados, mas como uma bomba atómica.

    O LMR é um idiota; não percebe nada de Guerra; não percebe nada de Geopolítica; e vem para aqui largar postas de pescada como isto fosse uma tertúlia «rosaeufémia».

    Vai-te catar!

  9. Bom, não sei bem o que diga, ou mesmo se o drbia dixer.

    Mas no tempo em que vcs. eram um projecto de vida ou andavam de fraldinhas, esse tipo, o Geismar, o Sauvageot o Daniel C-B, o Rud, o Allan e tb. uma série de ‘tugas’ que não identificarei andávamos nos cornos aos CRS, eles armadinhos e nós sem nada, a não ser les pavés.

    Nas tintas p’ra o que ele escreveu ou deixou de escrever depois.

    Existe uma pequena diferença entre nós, mas seria uma ligeira indelicadeza fazê-lo….

    E daí… (you just talk you lil’ fuckers you )

  10. Niet diz:

    E lá está o C.Vidal a dar-lhe na Cruzada contra o BHL! Tenho à minha frente o livro de dois jornalistas pariseenses, Jade Lindgaard e Xavier de la Porte, publicado na ” La Découverte ” em 2004. Escalpelizam tudo: a fabulosa riqueza/herança do filho de ” pied noir” e o dossier monumental das polémicas criadas pela publicação de livros e reportagens. Trata-se de um dos mais recentes. Qual a parte mais polémica e ” negra”: a cobertura que B.-H.L. “deu” ao regime argelino durante a Guerra Civil, 1993/1998. André Glucksman ” participou ” na missão também, o que nos faz enraivecer. E contam-nos também o tratamento requintado que forneceu aos seus companheiros de aventura jornalística -à La Jean-Edern Hallier- com o falhanço do “L´Imprévu”, que ulteriormente nos no consulado de Mitterrand gerou a sumptuosa revista ” Globe “, a “Actuel” dos socialistas e milionários paga a peso de ouro…Bom Vento! Niet

  11. Carlos Vidal diz:

    Amigo Niet,
    Não nos alonguemos mais com este BHL, tentemos outras matérias com o nome de interessantes.
    Mas vamos lá ver: regressemos apenas aos anos 70, aos “novos filósofos”. Houve momento pior no ensaísmo e na teoria francesa desde a II Guerra?
    Diga-me lá, caro amigo, sff.
    CV

  12. Carlos Vidal diz:

    E que tal, meu caro, um homem como esta coisa que dá a cara pela morte de 1300 pessoas em troca da libertação de um soldado???
    Que tal?
    Que “homem” é este?
    Diga então.

  13. Injustiça: também me lembro do Glucks lá estar, e da malta toda da Sorbonne IV e de Nanterre…

  14. Niet diz:

    C.Vidal: Citou um texto do Deleuze, salvo erro, de 1977. Eu referi-me à prática política de BHL dos anos 90, meu caro, com a ” gravíssima ” cobertura mediática que proporcionou aos generais torcionários da Argélia. Por outro lado, B-HL tem tanta “massa” que pode corromper tudo e todos, se lhe aprouver. A começar pela Universidade e a acabar nos Média. O PH. Sollers não cessa de dizer que BHL é o homem mais bem informado de França…E não regateou o apoio a Ségolène Royal em 2007 nas Presidenciais. O Guillaume Durand até lhe perguntou se havia transacção no vale-dos- lençóis, o que era natural e edificante! Salut! Niet

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