INDESCULPÁVEL


Há actos que são “o acto”: Definem tudo. Anulam tudo. Não há desculpas nem relativismos. Matar mulheres à pedrada não tem factos de enquadramento. Ser contra isso, não significa apoiar um ataque ao Irão, mas apenas dizer que não se aceita aquilo que é insuportável. Só isso.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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55 Responses to INDESCULPÁVEL

  1. Renato Teixeira diz:

    Confundes os teus desejos com a realidade. Só isso. Apesar disso ser muito mau.

  2. Ze_Lucas diz:

    Que simples seria a vida se fosse assim tudo tão “preto ou branco” !

  3. António Figueira diz:

    Tudo tem factos de enquadramento, Nuno, a menos que acredites em Deus Nosso Senhor.

  4. Renato Teixeira diz:

    A imagem é falsa, sabemos, embora represente a lapidação em todo o mundo. Onde fica o que disseste a propósito da violência das imagens (reais, bem reais) das crianças palestinianas a propósito desta posta?
    http://5dias.net/2010/06/13/philosemitisme-em-gaza/

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Renato,
    Coloquei a imagem porque é uma representação de uma lapidação. Não colocaria a lapidação. Não arranjo dessculpas para uma lapidação.
    Sei que és contra a lapidação, mas a tua posição não é a minha. Eu não me oponho às pessoas que são contra a lapidação, pq isso pode ser confundido com ser contra o Irão. Manifestei-me contra as guerras do Bush e não se confundia com ser contra os americanos.
    A parte dos desejos e realidades não percebi.

    Figueira,
    Não percebo o que queres dizer.

    Lucas,
    A vida tem muita coisa a preto e branco.

  6. Renato Teixeira diz:

    Há outra coisa importante que baralhas, confundes ou não entendeste bem. Ninguém contestou a manifestação com o argumento de que esta prática era de algum modo desculpável. Ou passou-me alguma coisa ao lado?

  7. Renato Teixeira diz:

    Desejas que as 100 manifestações sejam de facto contra a lapidação. A realidade diz, com clareza, outra coisa diferente.

  8. tricPro-VidaHumana diz:

    “Há actos que são “o acto”: Definem tudo. Anulam tudo. Não há desculpas nem relativismos.”

    Seja no Irão, na China, na Arábia Saudita, nas Áfricas, em Israel ou em Portugal…A Vida Humana é Inviolavel!!!

    http://www.scribd.com/doc/12682233/Gestacao-e-Aborto-Imagens-Fortes

  9. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Renato,
    Eu não tenho a tua opinião. Acho que manifestar-se contra a lapidação não é pedir que ocupem o Irão. Que sejam contra os palestinianos. Apoiar a invasão do Líbano.
    Eu não contemporizo com este regime que assassina militantes de esquerda e mata mulheres. Não concordo com gente que não toma posições claras sobre crimes, à conta de não dar armas ao inimigo.
    Uma das passagens mais tenebrosas do Persepolis é quando a família de uma adolescente comunista recebe uns trocos dos seus carcereiros islâmicos que a violaram e mataram, mas que se “casaram” antes com ela, para estarem de acordo com a Sharia. Essa gente só tem o meu desprezo e ódio. Se pudesse matava-os. Tenho nojo desses tipos. Não quero ser confundido com os seus apoiantes. Mesmo sabendo que não é o teu caso. Não quero confusões.

  10. António Figueira diz:

    Nuno,
    O comentário das 17:04 (com o qual eu nada tenho a ver!!!) explica aquilo que a tua habitual argúcia desta vez não conseguiu ver.
    Abraço, AF

  11. Justiniano diz:

    Aqueles calhaus são regulamentares!!??

  12. Renato Teixeira diz:

    Estamos entendidos ainda que como dizes, sem acordo. Não tenho nenhum amor à República Islâmica do Irão mas acho que ao contrário do que pretendes esta manifestação só gera confusão e não faz nada contra a lapidação. O resto esperemos para ver, que isto de medir bolas de cristal é debate pouco interessante.

  13. Nuno Ramos de Almeida diz:

    António,
    O matar uma mulher à pedrada não tem justificação. Há coisas que são o mal absoluto. É diferente de fuzilar um criminoso de guerra. Não tem nada que ver com uma interrupção da gravidez. O conceito de “o acto”, caro a Badiou e Zizek será na tua opinião o advento de Deus nosso senhor. Não é a minha opinião.

  14. Leo diz:

    Quem é que está de acordo com a lapidação? Ou com a força? Ou com a cadeira eléctrica? Ou com injecções mortais? Ou com bombas por drones? Por mim não estou de acordo com nenhum destes métodos nem com prisões perpétuas. Seja sobre homens, mulheres, jovens ou idosos. E seja no Irão, USA, Israel ou Portugal, ou em qualquer outro lado sob que circunstância for. E sim, Nuno, alinhar neste protesto de hoje é alinhar numa campanha de demonização do Irão.

  15. miguel serras pereira diz:

    Nuno,
    muito bem, na hora certa.
    Abraço

    Renato,
    parece-me haver uma confusão persistente nos seus argumentos entre o Irão e o regime que o governa. Eu sei que é contra a lapidação, a pena de morte como punição do adultério, etc. Nisso, estamos de acordo. Mas não aderir a um protesto justo porque pode haver quem queira aproveitar-se dele para fins duvidosos, ou porque se supõe que não vai resolver o problema, parece-me relevar mais do impulso emocional do que da razão laica.

    msp

  16. Ze_Lucas diz:

    Como toda a gente sabe, a forma mais simple de controlar “ as massas” , é esta:
    1 – Criar o problema ( Neste caso dar suficiente cobertura mediática a uma situação fácil de congregar toda a gente, escondendo tudo o que não interessa para o fim que se pretende como, se ainda se lembram, as famosas “armas de destruição massiva” )
    2 – Espalhar o pánico ( Aquí é o metralhar constante da ideia de quem é mau, eles, o Irão, esses assassínos, aproveitando a boleia que alguns bem-intencionados dão. Ainda se lembram das campanhas mediáticas contra o horrível regime Iraquiano, com todas as suas “armas de destruição massiva”?)
    3 – Apresentar a solução ( acho que esta é auto-explicativa , pelo menos para alguns, os que já ouvem os tambores a rufar e se lembram do que aconteceu com as “armas de destruição massiva”)

    E aquí, digo com José Régio,
    Não sei por onde vou,
    Não sei para onde vou
    Sei que não vou por aí

  17. Renato Teixeira diz:

    Não MSP. Não é uma questão de aproveitamento. É uma questão de quem lança a campanha e dos seus objectivos. Já sabe quem pagou o certame?

  18. miguel serras pereira diz:

    Leo,

    nada há em tudo isto que demonize o Irão. Qual Irão, de resto? O Irão é o regime iraniano? O regime iraniano e o seu sistema judicial são o Irão e atacá-los é atacar o Irão? Atacar o governo de Sócrates é atacar Portugal? Pedir sanções internacionais contra Israel ou a República Popular da China é atacar os judeus ou os trabalhadores chineses? Reivindicar a República em Espanha é ser anti-espanhol?
    Quem se demoniza a si próprio sem remédio é um regime – seja o do Irão, o da Arábia Saudita ou o do raio que o parta – que aplica, justifica e se vangloria de um sistema judicial (entre outros atributos pouco recomendáveis) que declara o adultério um crime punível com a lapidação, recorre à tortura, à mutilação, e o resto dispenso-me de repetir. Decidir protestar contra esta injustiça, mas não contra aquela outra que lhe é idêntica, conforme o bloco geoestratégico em que a situamos é, como há dias disse o Zé Neves, um raciocínio de general do Pentágono. Ponto final.

    msp

  19. Leo diz:

    Qual Irão? O que existe. O que tem o regime que tem, o presidente que tem, as forças de segurança que tem, as políticas que tem, os recursos naturais que tem, o programa nuclear que tem. O Irão que existe, com o povo que lá vive. Exactamente como é. E sim, estes protestos servem para avacalhar o Irão tal como existe, servem para demonizar o regime e as suas actuais autoridades. Porquê? Porque persistem na sua, defendendo os seus direitos nacionais.

    Goste ou não goste, o Irão que existe apenas diz respeito aos iranianos. Exactamente como o Portugal que existe apenas diz respeito aos portugueses. Eu não quero para os outros o que não quero para o meu país.

  20. Perante o mal, o horror, a absoluta estupidez as palavras escasseiam e a voz descai.

    Uma coisa é “compreender” (“ah pois vem daqui, de ali, ou de acolá“) outra profundamente diferente é “aceitar”, isso implica um envolvimento com a barbárie e isso define-te enquanto gente.

    🙁

  21. miguel serras pereira diz:

    Leo,
    já que está de humor patriótico, aplique o seu raciocínio ao Portugal de Salazar e Caetano, substitua, no seu texto, “Portugal de Salazar e Caetano” a “Irão”, e depois mostre o resultado a qualquer familiar, amigo, camarada ou simples conhecido (não fascista), perguntando-lhe o que pensaria ele da prosa se lhe tivesse caído nas mãos nesse tempo.
    Você adopta, sem se dar conta, precisamente o argumentário que a ditadura opunha à oposição antifascista, considerando-a “anti-portuguesa”, “anti-patriótica” e fazendo equivaler a um ataque a Portugal qualquer contestação do regime.

    msp

  22. Leo diz:

    Sim, e então, não foram os portugueses que resolveram os seus problemas? Claro que foram, quer no tempo de Salazar quer no do Marcelo. O único que me lembro que andou a pedir batatinhas foi o que se entregou (e nos entregou) aos Carluccis, Miterrands e Schmidts.

    Deixem o Irão em paz, bem sabemos das suas imensas riquezas naturais e culturais, compete aos iranianos e apenas a eles decidirem dos seus assuntos internos. De todos os seus assuntos internos, sem excepção.

  23. MC diz:

    Que ninguém me venha com a história das diferenças culturais, da manipulação sionista e imperialista e por aí fora, porque qualquer pessoa com um mínimo de decência e sensibilidade ( seja de esquerda, de direita, do centro, de cima, de baixo) condenará o que está a ser feito a esta iraniana, condenada por ter cometido adultério depois de enviuvar(?????).
    Mas ainda que eu mal vos pergunte, alguém leva a sério estas manifs que só servem para as fernandas câncios, as ineses de medeiros, as tenebrosas (e malcriadas) irmãs pires e quejandos exibirem a sua imensa caridade? Não seria mais eficaz, por exemplo, fazer um embargo ao Irão como se fez para a África do Sul?
    Já estou a imaginar o que vai suceder: primeiro os membros da “crème da la crème” da intelectualidade e do activismo de bom tom vão encontrar-se no local combinado. Beijinho para aqui, acenos para ali, “olá fofo, que bom ver-te por cá” para acolá e olhares desconfiados e desdenhosos dirigidos a eventuais desconhecidos e wannabes com pretensões a pertencerem ao selecto clube do activismo pelos direitos humanos.
    Depois quando chegarem as TV’s começam a berrar as palavrinhas de ordem e a agitar os cartazes, tudo em bicos de pés a ver se aparecem nem seja por 2 segundos no ècran.
    Quando as TV’s se forem embora, acaba a manif, manda-se a Sakineh às urtigas e vão todos acabar a noite nos copos, lá para o Bairro Alto, nos restaurantes, bares e discotecas da moda. E discotecas gay, claro está, pois “tolerância” e modernice oblige, mas só as dicotecas gays BCBG, porque isto somos todos muito giros, muito modernos e muito práfrentex, mas esta coisa da tolerância não é a casa da Joana e não se “tolera” assim o primeiro “mariconço” que nos apareça pela frente. Era o que faltava…
    Enquanto se dirigem para esses locais “in”, vão animadamente discutindo e escolhendo (a dedo, evidentemente), qual será a próxima “vítima” da sua caridade.
    Se esta gente tivesse que trabalhar em pleno Agosto, a recibos verdes, e chegassem ao fim de semana e tivessem que agarrar no aspirador, esfregona, pano de pó, ferro de engomar, etc., porque isto não dá para pagar mulheres a dias, queria ver se tinham cabeça para manifs caridosas.
    PALHAÇOS!

  24. miguel serras pereira diz:

    Leo,

    é a sua posição – muito bem.
    Mas toda a oposição procurou os apoios externos que podia, da mais diversa natureza – da Amnistia Internacional, do Vaticano, de organizações internacionais, de governos estrangeiros vários, de estações emissoras (nunca ouviu falar da Rádio Moscovo, da Rádio Voz da Liberdade?), de partidos-irmãos ou afins -, ao mesmo tempo que, de um modo geral, saudou todas as pressões internacionais que contrariassem a ditadura.

    msp

  25. José diz:

    “Goste ou não goste, o Irão que existe apenas diz respeito aos iranianos. Exactamente como o Portugal que existe apenas diz respeito aos portugueses. Eu não quero para os outros o que não quero para o meu país.”
    Estamos falados de internacionalismo. E de obtusidade.
    “Não MSP. Não é uma questão de aproveitamento. É uma questão de quem lança a campanha e dos seus objectivos. Já sabe quem pagou o certame?”
    Admitamos que o pagamento tenha origem nos EUA. Será imediatamente de rejeitar qualquer contacto com essa gente, mesmo que estejamos de acordo nesse ou noutro ponto. Tacticismo a mais leva a obtusidade.
    A pena de morte é repugnante, seja qual for o método utilizado. Mas há métodos mais nojentos do que outros, mais sádicos do que outros. Não tenhamos dúvidas de que a lapidação, para além da tortura lenta que é infligida na pessoa executada, apela ainda ao mais baixo que existe em cada uma das pessoas que é “convidada” para ser carrasco. Não só a execução é pública, como é efectuada com recurso ao público.
    Dificilmente se achará método mais fascista, de apelo ao ódio e aos sentimentos mais baixos que uma multidão, que um ajuntamento de pessoas pode segregar.
    Há muito mal no mundo, e este é apenas um grão de areia. Grão a grão…

  26. Leo diz:

    Contra os jugoslavos e a Jugoslávia instrumentalizaram a mentira das violações. Contra os iraquianos e o Iraque instrumentalizaram a mentira das armas de destruição maciça. Contra os iraquianos e o Irão instrumentalizam a mentira da lapidação.

    São tão tótós que depois de tantas mentiras ainda pensam que convencem alguém. E um idiota, mais de 36 anos depois ainda pensa que a Rádio Moscovo era de moscovitas, ou que a Rádio Voz da Liberdade era de marcianos, se calhar.

    Destruíram a Jugoslávia, destruíram o Iraque e querem fazer o mesmo ao Irão. Cambada de idiotas assassinos.

  27. LMR diz:

    Mas qual é a mentira aqui, Leo?

  28. Justiniano diz:

    Leo, se te calhar um “regulamentar” na tola, e te surpreender, mete explicador!!

  29. David diz:

    Grande confusão que por aí vai! Ainda me lembro quando era de bom tom a esquerda manifestar-se contra a ditadura laica do xá, que se sentou no trono depois de a CIA e os serviços secretos britânicos terem fomentado o derrube de Mossadegh, e contra os crimes da sua tenebrosa polícia política, a Savak. Depois, veio o Khomeini, instalou-se a ditadura religiosa e o pessoal, népia, eh, pá, a gente não se intromete com aqueles gajos, afinal são anti-imperialistas, criticá-los é o mesmo que andar com os EUA ao colo.
    Eu estou-me nas tintas que sejam anti-EUA, não vou alinhar com a famosa frase «o gajo é um filho da puta mas é o nosso filho da puta», o reaccionarismo do governo de Teerão é o mesmo da Arábia Saudita e de todos os talibãs, incluindo os caseiros. O que me chateia neste tipo de manifestações é alguma hipocrisia. É monstruosa a condenação daquela mulher, como são monstruosas todas as condenações semelhantes, ali como na Arábia Saudita, no Sudão, na Somália, mas, então, diga-se, «Sim, queremos salvá-la, mas também queremos que o regime acabe». E não é preciso, com isto, ouvir a falácia de que se pretende uma chuva de bombas de fósforo sobre o Irão. A oposição interna e as pressões internacionais derrubaram o xá, mas o regime actual decapitou a oposição e as «pressões internacionais» não passam da ameaça, porque também convém aos EUA ter os seus «vilões». Enquanto o pessoal anda distrído com eles deixa passar ao lado outras coisas. E, sim, abaixo a ditadura iraniana.

  30. LMR diz:

    Presumo que já saiba que as lapidações têm mesmo ocorrido: http://www.stop-stoning.org/en/node/622

  31. miguel serras pereira diz:

    Leo,
    deixe lá o “idiota” que ainda se pode voltar contra si e magoá-lo (Veja o que aconteceu ao Vidal depois de se meter com o Luis Rainha: tem de inventar conspirações contra a sua pessoa para subsistir).
    Voltando ao ponto preciso e à matéria factual: as emissoras que citei funcionaram ou não graças a um apoio internacional, configurando da parte de quem o dava uma interferência nos assuntos internos do Portugal de Salazar?

    msp

  32. miguel serras pereira diz:

    Ora, David, claro que a manifestação é também contra um regime que adopta o sistema judicial em causa: não pode deixar de ser. Mas isso não faz dela uma manifestação contra o Irão. Como os estrangeiros que denunciavam nos seus países a PIDE não denunciavam Portugal, mas só a ditadura.
    Quanto ao resto – que é o principal – concordo consigo.

    Saudações laicas e democráticas

    msp

  33. JDC diz:

    Eu suponho que o sr. Leo seja um dos maiores críticos do que se passou na Primavera de Praga…

  34. Renato Teixeira diz:

    MSP desta vez ultrapassou o arrojo do CV. É que criticar o escriba por fazer uma posta a dar uma traulitada na reaça anónima é uma forma de luta avançada, já fazer uma posta sobre isso mesmo depois de aqui criticar esse tema é algo que me surpreende e revoluciona toda a teoria revolucionária sobre a blogosfera. Desta vez caro MSP, mas só desta vez, superou o CV. Aqui fica a devida vénia e os meus mais sinceros parabéns.

  35. Numo Ramos de Almeida Há muito tempo que aqui não aparecia. Por acaso hoje vim aqui … Deixei um Comentário no Texto do Renato Teixeira. Não guardei o referido comentário, porque do passado ficou-me a boa memória de publicarem sempre o que se escrevia. Sinistramente parece que isso mudou.
    O indivíduo Renato Teixeira alega da minha parte mau Português. Se tiveres acesso ao comentário, depressa perceberas que não foi o mau português Y sim outra coisa. Pena que tenha sido censurado. Pois diz muito mais do que denominar o Texto do Indivíduo que por aqui escreve Y q censura quem lhe diz que o que escreve é um disparate Y o fundamenta inequivocamente.

    Y é mesmo pena re-encontar o 5dias com esta atitude.

    Informa igualmente o referido Indivíduo que eu sou A De Puta Madre Y não o Puta Madre. Obrigada.

    PS.: Pena ele ter branqueado o comentário. Tu que me conheces. Vai ler. Surpreende-te.

  36. Leo diz:

    O LAM é outro idiota e tão idiota quanto o David. Nem descobriu que o link é duma das duas madames que convocaram este protesto, a da norte-americana, a que fabricou as mentirolas que estão no cartaz e nos press release. A mentira é que ocultam que há uma moratória e que nos últimos anos a nenhum iraniano foi aplicada a pena da lapidação.

    Torno a repetir: há uma moratória na aplicação desta pena, nos últimos anos não foi aplicada esta pena e não o será neste caso.

    E como se vê, o objectivo deste protesto era mesmo avacalhar e diabolizar o Irão e os iranianos, com base numa mentira. Para a Jugoslávia usaram a mentira das violações, para o Iraque a mentira das armas de destruição maciça, para o Irão a mentira da lapidação.

  37. Leo diz:

    “Segundo as informações transmitidas pelas autoridades judiciais competentes no Irão, Sakineh Mohammadi Ashtiani não será lapidada, anunciou na 6ª feira 9 de Julho, a embaixada do Irão em Londres num comunicado citado pelo Times e Guardian.”

    Fonte: http://www.awid.org/fre/Enjeux-et-Analyses/Library/Iran-Sakineh-Mohammadi-Ashtiani-ne-sera-pas-lapidee

  38. José diz:

    AMNESTY INTERNATIONAL
    Background note
    16 August 2010
    AI Index: ACT 50/008/2010
    Stoning: Global summary
    Judicial executions by stoning
    Judicial executions by stoning have been reported only in Iran in recent years. At least 6
    people have been stoned to death in Iran since 2006, despite a 2002 moratorium. “Amnesty
    International knows of at least eight women and three men currently sentenced to death by
    stoning in Iran. The 2008 report End Executions by Stoning gives a full account of Iranian law
    and implementation of stoning. https://www.amnesty.org/en/library/info/MDE13/001/2008/en

    “An Iranian woman who was going to be stoned to death for adultery has been given a temporary stay of execution.” http://english.aljazeera.net/news/middleeast/2010/07/20107121354041711.html

    Segundo a Amnistia Internacional, essa organização criminosa imperialista, a moratória, de 2002, tem sido repetidamente ignorada.

    Segundo a Aljazeera, esse canal de televisão inventado pelos americanos, a execução por lapidação foi temporariamente adiada.

    Leo: inimigo do meu inimigo, meu amigo é. Estranhas companhias.

  39. David diz:

    Para Leo.
    Estou-me borrifando para o link, e nem sequer interessa muito que a senhora não seja lapidada. O que interessa, sim, é a sua condenação, o que interessa é denunciar o fascismo teocrático iraniano. E pare de chamar idiota a quem não concorda consigo. Só um idiota o faz. Há muitos anos que lido com gente com antolhos e conheço a técnica toda.

  40. João Tiago Sousa diz:

    Pois não Leo, ao que as notícias dizem será enforcada! Assim já ficamos mais tranquilos, não é?

  41. M coutinho diz:

    Escrever, para quê? escrevi o meu e voçês utilizaram o lápis azul à boa maneira da Pide. Somos todos iguais, mas uns são mais do que os outros. Aqui, o triunfo tambem é dos porcos. Melhores cumprimentos. M. Coutinho

  42. Leo diz:

    Se há pessoas que por aqui por mais de uma vez se tenha demarcado das penas de morte e da prisão perpétua eu estou nesse lote. O João Tiago sabe que o caso não é esse. O caso é a mentira deliberada em nome do qual se organizou este protesto. A mentira deliberada para atiçar repulsa e ódio contra iranianos, exactamente igual à mentira que atiçou repulsa e ódio contra jugoslavos e à mentira que atiçou ódio e medo contra iraquianos.

  43. Leo diz:

    Em 10 de Agosto de 2010 a Amnistia Internacional repete o que as madames organizadoras do protesto já tinham dito, há um mês antes, quando convocaram o protesto, José.

    Acha mesmo que há alguma seriedade nisso? Não há. A moratória está em acção já há alguns anos.

  44. José diz:

    Leo: uma vez por outra convém ler, antes de comentar.
    “At least 6
    people have been stoned to death in Iran since 2006, despite a 2002 moratorium.”
    E tem razão: a Amnistia Internacional não é séria, está vendida ao imperialismo ocidental.

  45. Leo diz:

    Sim, o “pelo menos seis pessoas foram mortas por lapidação desde 2006, apesar duma moratória de 2002” é coisa que a AI gamou da prosa das madames. E que por aqui o MSP já tinha falado há dias numa destas caixas de comentários. Pedi-lhe que me indicasse um nome dos alegadamente mortos por lapidação e continuo à espera, ele está como está a AI, limita-se a papaguear a treta das madames. Se o José precisar eu até lhe arranjo uma carta-tipo que as madames cozinharam para os “indignados” se manifestarem e onde constam todos esses números. Números, sem qualquer fundamento, repito.

    Há de facto uma moratória em vigor desde há alguns anos e apesar de um ou outro juiz ter decretado uma ou outra pena de lapidação, foram todas anuladas pelo tribunal superior. Todas, sem excepção. exactamente como o caso actual.

  46. André diz:

    Factos de enquadramento? Uma campanha de diabolização antes de um ataque implacável à Republica Islâmica do Irão? Seria contraproducente, não? Então propomos salvar as mulheres Iranianas das pérfidas garras da Guarda Revolucionária e afins para depois as bombardear até ao tutano? Que plano genial. Iniciativas como estas tornam qualquer intervenção bélica MENOS provável. Vocês são mesmo idiotas. Nem sequer sabem pensar. Felicito-Vos por isto.

  47. Leo diz:

    Acontece André que nem sequer é das “garras da Guarda Revolucionária” que eles querem supostamente salvar seja quem for, mas do sistema de justiça do país! Esses “génios” até acham que é normalíssimo a ingerência no sistema de justiça do Irão. E logo nós portugueses estaríamos supostamente em condições de dar lições a outros sobre justiça!

  48. Pedro diz:

    Irão, iraque, irão, iraque, Leo, tu nesse frenesim, nem te dás conta, aliás nem queres saber, que o Iraque do Saddam e o Irão muito pouco tinham em comum, e que a invasão do Iraque foi uma excelente notícia para o Irão. Que Saddams laicos e ayatolhas, são filhos da puta de famílias diferentes. É que na verdade estás-te nas tintas, para isto, como para tudo, inclusive para o que aí se passa e à tua volta. A que a questão não é este caso concreto; a questão é que a lei iraniana prevê o apedrejamento de mulheres até à morte. Não basta, não? Ainda por cima, nada nos diz que não vem um ayatolah supremo dizer que afinal a mulher deve ser apedrejada, num acto de clemência. Toma lá com que pensares um bocado e não digas que vais daqui:

    http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:2m3I3MljhpgJ:www.apostatesofislam.com/media/stoning.htm+stoned+Iran&cd=2&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt

    Essa de não se ir a manifestações, só porque podem ser mal aproveitadas por outras, também está boa. Vai-se a ver, devemos ficar imóveis, sempre, porque, tá claro, qualquer acto nosso de indignação do que quer que seja, está sujeito a ser aproveitado por outros de uma forma que não queremos….

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