Teoria Queer: o futuro por vir

O termo inglês queer significa bizarro, estranho, enfermo, anormal. O seu significado, e a sua quase impossibilidade de tradução dos sentidos semânticos que a sua origem anglófona possui, levou à não tradução da mesma para a maioria das outras línguas.
A teoria queer problematiza as categorias fixas que determinam a identidade das pessoas. É importante por isso, inicialmente referir que uma das suas principais reivindicações é o questionamento da naturalização das categorias binárias de homem e mulher, do masculino e do feminino, da hetero e da homossexualidade. Categorias estas muitas vezes consideradas como realidades imutáveis e fixas mas que são na realidade construções culturais. Na realidade o queer define-se em primeira instância como o tudo que não cabe nessas muitas “gavetas” em que somos colocad@s nas nossas interacções sociais. O queer é assim o questionar dos modelos classificatórios das multitudes e diversidades que somos todos nós.
Considerando a clara diferença entre teoria queer, enquanto discurso na teoria social, a política queer, e as práticas sociais queer, pretenderemos a partir de algumas referências de textos queer discutir o modo como este mesmo discurso teórico tem, em potência, a construção de uma utopia transformadora das sociedades contemporâneas.
Assim esse “futuro por vir”, esse futuro socialista será também queer, na sua transgressão, transitividade, e desestabilização das fronteiras. Teremos pois de ver quais as marcas de potência presentes nesse “ainda não” da utopia queer.

aqui ficam algumas das provocações do workshop que irei dinamizar no domingo por aqui

(publicado aqui)

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3 Responses to Teoria Queer: o futuro por vir

  1. Pingback: Teoria Queer: o futuro por vir « Paulo Jorge Vieira

  2. E já agora, queer também signica bicha ou se preferires o termo P.C. (políticamente correcto..) “homemsexual”.

    Mas para isso precisavas de ter andado com o coirinho por lá, em vex de leres a tua sabedoria toda a partir de livros.

    Acontece.

    🙂

    E como deves calcular nosotros fartamo-nos de rir…

    🙂

  3. Sorry, didn’t mean to insult you, out of line…

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