Espero que esse Templo da Ética do Prémio Nobel da Ética DOliveira, retire o post seguinte de S. Lavos (tema a que junto aqui outros documentos e factos que farão pensar)

Uma frase de Le Pen se tornou célebre esta semana,
dita com alguma rapidez e no meio de sorrisos logo no princípio do clip ou pedaço do vídeo que se segue:

“J’ai acheté une maison de campagne pour permettre à mes enfants qui habitaient le 15e arrondissement de voir des vaches, au lieu des Arabes”

Por outro lado, um post de S. Lavos, como em baixo refere o Renato, arrisca-se rapidamente a tornar-se celebérrimo para promover uma manifestação marcada para o dia de amanhã contra a lapidação de uma mulher. Contudo, parece-me que a manifestação pretende ir muito mais longe, ou não houvesse já quem tivesse dito que a condenação de Sakineh Ashtiani é um assunto “francês” (??), assunção precisamente daquele que será recordado como o deportador-mor de ciganos e o Nero incendiário de bairros de escumalha (que recebeu uma carta de agradecimento do “palhaço de serviço” – antiga expressão de Deleuze – Bernard-Henri Lévy, a mais estúpida aberração sionista do mundo intelectual francês desde os anos 70; note-se ainda que a revista deste palhaço sempre de serviço, La Règle du Jeu, tem como secções destacáveis estas: “Anti-semitismo”, “Arte”, “Literatura”, “Irão”, etc. o que nos diz tudo sobre a personagem, e muito pouco sobre o seu empenho no destino trágico de Sakineh, sobre quem Bernard-Henri Lévy julgo estar menos precupado do que o próprio Ahmadinejad).

Retomemos a frase de S. Lavos:

“Esta manifestação, que se vai realizar em várias cidades à mesma hora, também pode ser uma oportunidade de ouro para muitos dos nossos comentadores geralmente indignados contra o Islão; é altura de passar das palavras aos actos: compareçam!” 

Ora, ao contrário do post-scriptum feito pelo Renato com um comentário de S. Lavos para si mesmo e sobre o seu “dito”, não há nenhuma hipótese de sentir ou pressentir a mínima ironia na frase citada.

Repare-se na ironia e/ou subtileza (?): “… uma oportunidade de ouro para muitos dos nossos comentadores indignados contra o Islão”. Ora bem, não está lá “Irão”, por exemplo, mas “Islão”, aliás como Le Pen diz, rindo, “árabes”. Depois, mais ou menos como já aqui se disse, eu não percebo como se convocam “pessoas indignadas com o Islão” para uma manifestação contra a lapidação de uma mulher, pena que nem sequer admito que me/nos perguntem qual a nossa opinião acerca dela.

Devastadoramente trágico, sim, é ver esta mulher, Sakineh, entre as mãos de Sarkozy-Lévy e Ahmadinejad.

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