O apelo ao voto em branco do PCP

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Com a pré-anunciada recandidatura do inenarrável Cavaco, a  tão desejada (pelo próprio) candidatura socrática de Alegre, a respectiva vassalagem do Bloco de Esquerda e o discurso vazio, pouco incisivo e francamente desanimador de Nobre, faltava ver o que faria o Partido Comunista Português (excluindo a hipótese de haver um candidato alternativo de direita).

Demarcando-se do ridículo apoio do Bloco a Alegre, o PCP tinha a oportunidade de, mesmo mantendo o seu sectarismo característico, apresentar um candidato forte, capaz de capitalizar votos a um sector de esquerda desolado com este cenário presidencial, no qual me incluo. Carvalho da Silva seria o homem certo no local certo. Não sendo aposta (por motivos mais que óbvios), haveria alternativas menores, mas ainda assim interessantes, entre as quais a recandidatura do próprio Jerónimo, que compensa a linha ortodoxa, com uma genuinidade popular altamente carismática

Ao apresentar uma mera marioneta do Comité Central, com um percurso na rectaguarda e essencialmente na obscuridade ao serviço do partido, o PCP revela muito mais do que ortodoxia extrema. Revela, acima de tudo… estupidez. É que das duas uma: ou desiste e faz uma figura igual ou pior do que o Bloco ou vai a votos obtendo um resultado fraquíssimo.

Posto isto, a não ser que haja alguma surpresa de última hora, pouco me resta nesta eleição que não seja VOTAR EM BRANCO…

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24 Responses to O apelo ao voto em branco do PCP

  1. Carolina says:

    Carvalho da Silva, né, aquele que diz que já leu Marx, Weber e o Bim-pim, né, aquele doutor da sociologia, né, aquele queixoso que nunca explica o que pretende fazer mas sabe criticar o que foi feito com a ferocidade de um lemingue furibundo, né…

    Poupem-me. Porque é que não escolheram o Baptista Bastos, já agora!

  2. Nuno Ramos de Almeida says:

    Sem discutir as qualidades e defeitos da candidatura do Francisco Lopes queria dizer o seguinte: Uma “mera marioneta do comité central” é uma expressão que tu não usas para outros partidos. Não me lembro que fosse normal apelidar os candidatos Fernando Rosas , Louçã, e em outras eleições, Miguel Portas de meras marionetas da direcção do Bloco. Há aí um preconceito de classe, os principais dirigentes do PCP são atrasados mentais, os outros candidatos que foram dirigentes partidários: Cavaco e Alegre, só para me reportar a estas eleições, são uns tipos fenomenais.

  3. JMG says:

    Carolina, gostei muito do seu texto. Mas um lemingue furibundo? Um bichinho tão simpático? Não ficaria melhor um ratel?

  4. João Torgal says:

    “Uma “mera marioneta do comité central” é uma expressão que tu não usas para outros partidos”

    Estás enganado. Passo a vida a dizer que o maior paradoxo da democracia actual é que as suas principais estruturas, os partidos políticos, não sejam elas democráticas. O que vale para o PCP (a única diferença é que no PCP a coisa é francamente mais vincada), vale para os outros e é por isso que dificilmente deixarei alguma vez de ser partidariamente desalinhado.

    “Cavaco e Alegre, só para me reportar a estas eleições, são uns tipos fenomenais.” Não deves ter lido o primeiro parágrafo do meu texto…

  5. Nuno Ramos de Almeida says:

    Li o primeiro parágrafo e até concordo com a tua análise. Apenas te digo que não menorizas intelectualmente nenhum outro candidato. E pelo que percebo, a razão disso é que eles não são do comité central do PCP. Não sendo a pertença à direcção do PCP razão para dar o prémio Nóbel a ninguém, tb não deve ser razão para lhe chamar marioneta.
    A questão da obscuridade é ainda mais interessante. faria que todos os candidatos tivessem de ser socialites, artistas do morangos com açúcar ou jogadores de futebol. O Lopes foi funcionário do PCP desde 1975, militou nas frentes de trabalho do PCP, que não têm visibilidade social nem comunicacional, não quer dizer que isso seja um trabalho de rectaguarda ou burocrático, é apenas uma actividade a que os meio de comunicação não dão nenhuma importância. Iniciativas do PCP, greves dos sindicatos, conferências especializadas ,manifs e outras formas de militância são um pé de página nesta sociedade, em relação a um espirro da Lili Caneças.
    O que me irrita no teu post é o evidente preconceito, tanto mais irritante quanto eu estou de acordo que o PCP teria a ganhar com um candidato de esquerda mais abrangente e com outra ambição.

  6. Carolina says:

    Alegre, Cavaco, Carvalho da Silva, Francisco Lopes, Louçã, Passos Coelho, Jerónimo Martins, Sócrates, Portas etc são todos uns tipos fenomenais. A sério. São fantásticos. :(

  7. Pingback: cinco dias » Dois reparos rápidos ao post em baixo do João Torgal, sobre o “voto em branco”, Francisco Lopes e o PCP

  8. diogo silva says:

    parece-me que a “comentadora política” da tvi24 conhece melhor esta “marioneta” do CC que o “comentador” do 5Dias…pelo menos padece de menor preconceito…sobre uma “marioneta” que além de ser responsável pela inteira organização partidária do PC, das questões sindicais e laborais, foi ainda “cabeça de lista” por Setúbal

    http://www.tvi24.iol.pt/artmedia.html?id=1186798&tipo=2

    (quanto ao Carvalho da Silva fico-me pelo 1o ponto da resposta de Vidal)

  9. joão vilaça says:

    Nuno Ramo de Almeida,
    também concordo que muitas vezes existe um preconceito de classe em relação aos dirigentes do PC mas parece-me que, nesta discussão, há duas coisas a considerar: que a eleição presidencial tem um carácter mais personalizado e que, por esse motivo, as características pessoais e de percurso têm mais importância (e não devemos confundir isto com mediatismo ou fotogenia); que Francisco Lopes, não estando em causa a sua honestidade e a sua opção de dedicação de vida e trabalho quase em exclusivo ao PCP, é alguém que, pelo menos, na minha opinião, não acrescenta na sua actividade pública (como dirigente e deputado) absolutamente nada de politicamente relevante, para além de não demonstrar conhecimento aprofundado sobre qualquer matéria. É um funcionário do partido e repeito essa sua opção, o que não quer dizer que essa seja uma razão suficiente para me levar a votar nele numa eleição presidencial. E dizer isto não corresponde, como parece estar implícito no teu comentário, a alinhar pelo mediatismo acrítico e vulgar da comunicação social e da sua escolha dos “acontecimentos” e “personalidades públicas” nem querer condenar a política a um desfile de socialites.
    Cumprimentos.

  10. M Silva says:

    Tanto formalismo na discussão. O candidato foi indicado por quem o devia indicar, por quem o conhece bem, e quem o fez tem naturalmente objectivos concretos e não pode satisfazer todos os gostos pessoais (não se incluem os primários e universitários anticomunistas que nestas alturas só querem o bem do PCP), não é um candidato travestido, não pretende enganar ninguém. Demarca-se claramente dos restantes pela ruptura com a actual política e com o papel do PR no cumprimento da CRP. Apresentou os seus principais objectivos, que parece ninguém quer comentar. A contagem dos votos só se faz no fim.

  11. andre says:

    Nuno quem viu ontem o Francisco Lopes na TVI ficou com a certeza de que ele é uma marioneta.Foi uma hora terrivel de sofreguidão para papaguear o ditado. Confesso que esperava mais do Partido.
    Um Abraço

  12. Em nome do Professor Cavaco Silva venho agradecer-lhe a sua tomada de posição.

  13. antónimo says:

    João Vilaça diz que “eleição presidencial tem um carácter mais personalizado”. Curioso quando apenas as máquinas partidárias têm sido capazes de mobilizar e eleger presidentes.

    Diz ainda ser “alguém que [...] não acrescenta na sua actividade pública (como dirigente e deputado) absolutamente nada de politicamente relevante, para além de não demonstrar conhecimento aprofundado sobre qualquer matéria”.

    José Manuel Fernandes, na TVI, estava impressionado com a capacidade de trabalho do Francisco Lopes na AR: Que o número de questões levantadas, de propostas, de trabalho feito (designadamente em relação a assuntos do distrito de Setúbal) é brutal. São José Almeida, insuspeita de simpatias com a actual direcção comunista, também lhe vincou o papel sindical e na organização de manifestações.

    Quanto ao facto de “não demonstrar conhecimento aprofundado sobre qualquer matéria”, confesso que não sei. Acho que um tipo com as responsabilidades que ele tem dentro de um partido político e há tantos anos e ainda por cima promovido pelo Álvaro Cunhal dificilmente será um simples verbo de encher.

    E isto digo eu que nem sequer estou a pensar em votar nele.

  14. joão vilaça says:

    Caro Antónimo,
    quanto à competência e capacidades de Francisco Lopes apenas posso falar pelo que sigo da sua intervençãp – e normalmente faço um esforço para acompanhar as intervenções na ar e até mesmo a actividade do PCP, o partido em que normalmente voto. Não o conheço pessoalmente nem tenho, não sendo jornalista, acesso a certas informações, pelo que fico, como a esmagadora maioria dos eleitores, pelo que dele posso conhecer através dos media (e aqui incluo também os canais de informação partidária do PCP). A capacidade para organizar manifs não me diz rigorosamente nada nem me parece que seja um atributo essencial a um candidato presidencial. Interessa-me, neste caso, o perfil da pessoa e não apenas a posição política que ela representa – se for como nos dizem o Carlos Vidal ou o Vitor Dias ou outros comentadores comunistas, alguém “distintivo” para marcar a diferença em relação a Alegre, poderiam ter posto qualquer outro militante de base do PCP. Estas coisas fazem-se em função de uma estratégia – em meu entender errada (uma espécie de auto-sabotagem por parte da própria direcção do partido, que parece não ter compreendido nada das circunstâncias específicas destas eleições). Aliás, esse é um dos grandes problemas do PCP – achar que as pessoas não contam nada, apenas contam os príncipios, os “quadros gerais”.
    As intervenções de Francisco Lopes a que assisti revelam uma pessoa com um assustadoramente baixa capacidade de comunicação e argumentação e limitam-se a reproduzir os comentários burocráticos do Partido. Daí eu não conseguir perceber se ele tem ou não um conhecimento profundo sobre alguma matéria.
    Quanto à questão do carácter personalizado das eleições, é um facto que as máquinas partidárias têm um peso grande. A maior prova, no entanto, de que esse aspecto não lhes retira especificidade e exigência de um perfil vincado do candidato é o facto de o PCP ter tido, ao longo dos últimos anos, votações mais baixas nas presidenciais do que nas outras – excluindo a de Carlos Carvalhas.
    O facto de ter sido um delfim de Álvaro Cunhal nos +ultimos anos é um dado que me vou abster de comentar porque implicaria fazer outro tipo de apreciações deslocadas desta discussão, relacionadas com as ideias e o papel de AC nos seus últimos tempos de actividade dentro do partido.
    O que queria dizer é apenas isto: estas eleições representavam uma oportunidade, pelas razões que toda a gente conhece, para o PC se apresentar como uma força mais convergente, ampla e interventiva no quadro partidário. A candidatura de Francisco Lopes parece-me que vai apelar apenas ao voto dos funcionários e militantes activos do PCP – parece-me que nem mesmo alguns militantes de base ficaram agradados com esta escolha (já para não falar dos simpatizantes, nos quais me incluo). É uma candidatura de trincheira, que não entendo a não ser, como alguns dizem, enquanto préteste eleitoral a um futuro SG – o que só reforça a minha convicação na abstenção – uma forma de recusar indirectamente este dirigente para líder do PCP.
    Cumprimentos

  15. Xico says:

    Dentro de 5 anos … quero ver o que dizem de Carvalho da Silva!!!

  16. Pedro Penilo says:

    É espantoso que o João Torgal saiba tanto de uma PESSOA que ele desconhece profundamente. É “obscuro”, trabalha nos “bastidores”, nunca ninguém o viu, mas o João Torgal “sabe” e chama-lhe “marioneta”. Aparece como mosquinha nas reuniões da Comissão Política e vê o Francisco Lopes de olhos esbugalhados a tomar nota de tudo o que Alguém (Deus, O Comité Central Entronizado, o Jerónimo, etc) lhe dita.

    Há gente, que depois de ver televisão vem para o computador escrever posts. E não têm um milímetro de vergonha na cara. Não sei se é o caso do João Torgal. Só lhe conheço este post. e não falo do que não sei. Nem que o José Rodrigues dos Santos me acordasse todos os dias a dizer que o João Torgal é uma “marioneta”.

  17. João Valente Aguiar says:

    Foda-se. Para si o importante é o que você chama de “ortodoxia extrema” ou as propostas políticas de cada candidato?

    Foda-se. Para si o importante é o que você chama de “marioneta” ou o que cada candidato fez nos últimos anos contra o governo PS e contra o neoliberalismo?

    Você debita o que a merda dos media da burguesia dizem cá para fora e não aborda, nem numa linha, a substância dos argumentos dos vários candidatos. O Carvalho da Silva era bom candidato porque unia a “esquerda”? Ser de esquerda é só táctica e eleitoralismo? E as propostas e as práticas políticas não contam?

    Continue assim e ainda acaba no antro de facto…

  18. José Pedro Namora says:

    João Torgal, bicho vaidoso, quis ser original. Sacou da monumental ignorância, juntou-lhe uma tonelada de preconceito, sorriu antevendo o efeito que a prosa suja teria na mente de torgais como ele e pimba!, toca de insultar o Francisco Lopes, como se o candidato comunista fosse responsável pelas litradas de sopa azeda que o torgal papou com medo dos comunas.
    Tens razão, João Valente Aguiar: foda-se!

  19. JP says:

    Só faltou dizer que cheira mal da boca e que isso se deve, como é óbvio e natural, ao facto de ele pertencer ao CC há tanto tempo, por ser cinzento e ter o hábito chocante de sectariamente não usar lantejoulas.

    Mas já que o João não apresenta nenhum argumento e se limita ao insulto ou ao debitar daquilo que ele ouviu dizer nos media “de referência” (resta saber de quem é que eles são referência…) então aconselho-o fraternalmente:

    Jovem, se o que queres são fados e guitarradas, malta jovem e gente moderna e desempoeirada, pronta a insultar essa malta cinzenta “do operariado”. Se o que queres mesmo é desfilar no meio da esquerda democrática, da gente-bonita da esquerda (olá Câncio, dá cá uma beijoca ó Daniel), então vota no Bardo ou no AMIgo. Ficas com uma consciência tranquila e com uma lista de contactos capaz de fazer inveja ao Malato…

    É claro que quando a “esquerda democrática” vier cobrar e tu já tiveres dificuldade em sentar-te, então não venhas para cá choramingar!

  20. João Torgal says:

    “todos os candidatos tivessem de ser socialites, artistas do morangos com açúcar ou jogadores de futebol” – Não, mas ter posições mais vincadas, ser uma figura mais visível no contexto do partido, parece-me importante tratando-se de um candidato presidencial . Detesto a preponderância que se dá a grandes truques de imagem e ao predomínio da forma sobre o conteúdo na política e todos sabemos das especificidades de actuação do PCP (para o bem ou para o mal), mas apresentar um candidato com algum carisma, parece-me que é o mínimo de táctica política exigível. Sob pena de, sendo referenciado como sendo da linha mais ortodoxa do partido, ser facilmente conotado precisamente como “uma marioneta do comité central”.

    “não deve ser razão para lhe chamar marioneta” – há marionetas e funcionários “fiéis” em todos os partidos, a começar pelas respectivas Juventudes Partidárias. Não é preconceito maior contra o PCP, até porque, ao contrário dos outros partidos, esta fidelidade sucede genericamente por convicção e não por interesse pessoal, o que é seguramente melhor.

    “Iniciativas do PCP, greves dos sindicatos, conferências especializadas ,manifs e outras formas de militância são um pé de página nesta sociedade, em relação a um espirro da Lili Caneças”. Estamos completamente de acordo em relação à revolta que nos dão as ocas prioridades mediáticas.

    O Carvalho da Silva seria um bom candidato não só por unir a esquerda, mas principalmente pelas suas provas dadas no sindicalismo e, acima de tudo, por ter horizontes alargados e pela capacidade manifestada de pensar pela sua cabeça e ter opinioes próprias, algo que seguramente não sucede com os meros funcionários do partido (independentemente dos seus méritos e da sua valia nesse papel).

  21. João Torgal says:

    João Vilaça:

    Não poderia concordar mais com a sua análise.

  22. joão vilaça says:

    João Torgal,
    consigo nao concordo apenas quando se refere a FL como uma marioneta do Comité Central: eu julgo, pelo contrário, que este é o manipulador da marioneta (como a personagem do teatro de sabbath do philip roth), um dos dirigentes com mais poder e influência dentro do PC. O que revela com clareza qual a estratégia para esta eleição: uma candidatura para dentro, uma auscultação das sensibilidades internas, dirigida apenas aos militantes, e que abre um processo de reorganização de poderes dentro da hierarquia dirigente.
    Cumprimentos.

  23. João Valente Aguiar says:

    João Torgal,

    fico espantado com a sua argumentação. Diz aí no comentário das 15:40 que «apresentar um candidato com algum carisma, parece-me que é o mínimo de táctica política exigível». E então isso não é precisamente o que você condena, no mesmo comentário, no processo de subordinação do conteúdo em relação à forma? O importante é a táctica ou os princípios POLÍTICOS de um candidato? Quais os princípios que VOCÊ espera dos candidatos apresentados? Isto sim é que você devia responder ou pelo menos abordar.

    E essa do João Vilaça dizer que há uma «reorganização de poderes dentro da hierarquia dirigente» do PCP é o máximo. Gabo-lhe a capacidade de conseguir penetrar nas reuniões da Comissão Política, do Secretariado e do Comité Central do PCP. Temos politólogo.

  24. joão vilaça says:

    João Valente Aguiar,
    o seu comentário não faz nenhum sentido mas ainda assim vou tentar responder-lhe. Eu tenho uma opinião política acerca da candidatura de FL e suponho que ainda não seja um necessário que, para que um eleitor adquira o direito a ter uma opinião ou votar no PCP, tenha de ter acesso às reuniões dos órgãos da direcção do partido – mas com candidaturas destas estamos quase lá. O que fiz foi tentar interpretar a nomeação de FL para estas eleições e dar-lhe um sentido, o que tem sido difícil. Imagino que para os dirigentes do PC seja importante ter este tipo de impressões, a não ser que estejam a pensar marcar eleiçoes só para militantes e suponho também que para o João Valente Aguiar ter uma opiniao sobre as orientações do BE ou o PS nao lhe seja necessário passar pelas reuniões desses partidos, por isso permita-me a liberdade de querer formar a minha própria posição relativamente a este assunto. E já agora, qual é a sua? Porque apoia este candidato específico e neste contexto eleitoral (não vale dizer que apoia sempre, sem reservas, o PCP em qualquer eleição ou que o apoia porque é comunista) – sem remeter, por favor, para os comunicados oficiais do PCP que esses eu posso encontrá-los sozinho.

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