Perceber o Irão além da lapidação, só um bocadinho. Combater a lapidação além do Irão, também só um bocadinho.

A lapidação é uma prática medieval, prepotente e criminosa e há quem pense que um dia vai acabar por se repetir à exaustão que a lapidação é uma prática medieval, prepotente e criminosa. Sobram poucas alternativas para quem vai por aí. Sonhar com o regresso do Xá da Pérsia ou com a mão “libertadora” da força aérea norte-americana.

Pode contudo caminhar-se de outra maneira. A emancipação das mulheres e dos homens iranianos depende de muitos factores, mas acima de tudo depende da sua determinação. Podemos escrever mil vezes que a lapidação é uma prática medieval, prepotente e criminosa, mas essa repetição, desprovida de pensamento, transforma-se numa espécie de catatonia que por si só não vai salvar ninguém do martírio. Pode ser um bálsamo para os samaritanos ou até um ansiolítico para aqueles com um sono mais difícil, mas também é algo mais grave do que isso. Malogrado a boa ou a má fé dos seus propagandistas, essa via vai apenas contribuir para que mais cedo que tarde chova fósforo branco no céu de Teerão, impondo à medieval vontade do povo iraniano o primitivismo que se anda a exportar para todo o lado. Se assim não fosse, porque é que todos sabemos o nome de Sakineh Ashtiani e ninguém conhece nenhum dos nomes das vítimas de lapidação na Arábia Saudita? Ou no Sudão? Ou na Nigéria? Porque se esquecem todas essas vítimas nas manifestações que se convocam? É que se é para descer à rua contra a lapidação está muito bem, se é para cair na ratoeira de trocar uma luta tão justa em nome de uma manifestação sectária e anti-Irão, não contem comigo.

Se as lições do Iraque e do Afeganistão ainda não bastam, não obriguem o povo iraniano a explicar-vos tudo outra vez.

De seguida deixo um pequeno contributo para ajudar a combater a ignorância de quem nada percebe do Irão ou dos que sobre ele apenas sabem repetir banalidades.

O Estado do Profeta

Reportagem sobre os 30 anos da República Islâmica do Irão (RDP-Antena1)

[Impõe-se um lembrete que o insurgente Rui Oliveira se esqueceu de responder na sua segunda ressurgência: Ao dizer que “não se pode menosprezar a ameaça que o Irão representa” na mesma frase em que se declara que a República Islâmica é “um tigre de papel” é ou não “motivo para entrar em pânico”?]

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54 respostas a Perceber o Irão além da lapidação, só um bocadinho. Combater a lapidação além do Irão, também só um bocadinho.

  1. Evidente que toda a gente é contra a lapidação. Mas aproveitar ser contra isso, para outros fins, é que não. Por exemplo, existe a lapidação de homens, também. Sei que existe, porque cheguei a falar com pessoas desses países.
    No entanto, e também serve como prova de que sei do que falo, faço notar que não se deve dizer que é um hábito “medieval, porque não houve época medieval nesses países, por serem não-ocidentais, não-cristãos. Pode-se utilizar outras expressões, como hábitos arcaicos, por exemplo. )

    Já no meu blogue, em http://logicasentida.blogspot.com/2010/08/objectivo-de-noticias-talibas.html , tinha feito o reparo para grande parte destas noticias pseudo em defesa das mulheres. Na realidade, levadas a cabo por feministas radicais, a soldo de certos interesses.

    Novamente, o link.
    http://logicasentida.blogspot.com/2010/08/objectivo-de-noticias-talibas.html

    Mas esta, de se utilizar , omitindo que também homens sofrem, e procurando atingir um país, é nova para mim.
    E acreditem, estou habituado a muita coisa.

    Irei colocar uma referencia e ligação a este artigo, s.f.f.

    Agradecia já agora, que colocassem um link para o meu blogue. Sou comentador habitual do Blasfemias e do Arrastao, para ter uns certos pontos de vista opostos, e tenho um blogue próprio pela primeira vez. A todos os que lerem e colocarem um link, agradeço também, pois se os meus comentários são geralmente apreciados, o blog é novo e tem zero links.
    No Blog, segue-se o que lá está (linha masculinista – corrigir o feminisno radical , defender homens e crianças , algo não existente em portugal, pelo que se pode estranhar , mas existente lá fora)
    Obrigado desde já.

  2. José diz:

    Amina Lawal. Nigéria.
    O Renato anda distraído.
    A lapidação já existia ainda antes da Idade Média.
    É uma pena tão prepotente quanto qualquer outra que qualquer Estado inclua no seu código penal e, como o Estado, qualquer estado, tem o monopólio da violência e da justiça, não faz parte do rol dos crimes.
    Haverá outros adjectivos para se aplicarem à lapidação, haverá, talvez, outras formas de se combater esta prática e a Realpolitik de que faz alarde define-o: os inimigos dos meus inimigos, meus amigos são.
    Estranhas companhias, práticas reveladoras.

  3. MFerrer diz:

    Saúdo a grande coragem de questionar esta campanha anti-IRÃO e de enfrentar as consequências de se opôr ao sionismo mais bárbaro.
    Tambémtenho tido intervenção nessa área e recolhido os maiores insultos e até ameças implícitas.
    Israel não dorme nem hesita e há por aí imensos idiotas úteis que se não são os autores da campanha, são os tamborzonhos da banda.
    Aconselho sobre esta matéria:
    http://restoringisrael.org/BiblicaDivorce-Remarriage.html
    http://homem-ao-mar.blogspot.com/2010/08/enorme-superioridade-moral-do-judaismo.html#links
    http://homem-ao-mar.blogspot.com/2010/08/as-muitas-correias-de-transmissao-dos.html#links
    http://homem-ao-mar.blogspot.com/2010/08/incomodidade-do-sangue-dos-outros.html#links
    ou ainda,
    http://jugular.blogs.sapo.pt/2119775.html#comentarios
    e que cada um faça um acto de contrição dos seus silêncios sobre a continuidade de crimes de israel e da sua responsabilidade pela criação e alimentação do pior dos islsmismos. Fenómenos em espelho, entenda-se!
    Cumps.

  4. miguel serras pereira diz:

    Bom, contra a lapidação (não só iraniana, mas também praticada na Arábia Saudita, na Somália, nas zonas do Afeganistão sob o controle dos talibãs, etc.); contra os planos de reedição das guerras do Golfo – nada mal. Dois indiscutíveis passos em frente do autor do post. Por este andar, qualquer dia ainda o temos a compreender também que “república islâmica” e liberdade ou emancipação popular são realidades antagónicas e que um governante como Ahmadinejad não passa de um miserável ditador, rosto visível de uma oligarquia religiosa fanática que, ao contrário e para maior inveja de outras, conseguiu instaurar e manter um regime de poder absolutista.
    Claro, não basta ser-se inimigo de Ahmadinejad para se ser solidário com a reivindicação da liberdade e da igualdade na região – como demonstra, por exemplo, a política do governo de Israel. Mas uma coisa é certa: não se pode ser democraticamente solidário da libertação do povo iraniano sem combater Ahmadinejad e o seu regime.
    Recusar uma terceira cruzada animada pelo mesmo espírito e propósitos das duas que visaram o Iraque e sustentar que as ameaças de acções preventivas brandidas pelo governo de Israel põem em risco a paz a nível mundial, não deve impedir-nos de compreender
    que o governo iraniano não é protecção para ninguém (não o é nomeadamente para o seu próprio povo) nem garante de equilíbrios que tornem mais remotas as perspectivas de conflito militar.
    O apoio às – e a solidariedade com – as oposições laicas nos Estados étnico-religiosamente definidos tanto em Israel como no Irão e outros países da região parece ser a única atitude razoável. Mas, nesta perspectiva, o panorama é pouco animador porque, embora por razões e de modos diferentes, estamos a falar de uma via activamente combatida pelo grosso dos responsáveis dos campos em confronto, e também de uma via que a Europa e os Estados Unidos têm sabotado.

    msp

  5. augusto diz:

    Não tente confundir as coisas, denunciar esta situação é um dever , e qualquer tentativa de o justificar, é incompreensivel….

    Não é por eu achar que o Alvaro Uribe era um pulha , e um mandante de assassinos, que vá isso dar o meu apoio aos criminosos da Farc

  6. Renato Teixeira, observação: uma mão não lava a outra.

    E depois essas barbaridades (também há umas penalidades menores como vergastadas, excisão, decepar mãos, crucificar, etc.) quanto a mim dependem menos da geografia que de… pois, isso mesmo.

    🙁

  7. Carlos Alberto diz:

    Já só me faltava ouvir esta espécie de argumento. Não protestamos porque bla…bla…bla…
    Devemos protestar sempre que algo de errado e de bárbaro acontece.

  8. Renato Teixeira diz:

    Lógica Sentida, be by guest. Logo que possa farei uma visita ao seu blogue. Pelo arranque do seu comentário: “Evidente que toda a gente é contra a lapidação.” é um bom aperitivo e um prenuncio de que não se perderá tempo no seu espaço.

    Claro, Amina Lawal, José. A Nigéria. E o cartaz? Dá esse exemplo de luta ou permite-se ficar pelo seu ódio “selvagem” ao Irão? O movimento que a salvou dava-se a este luxo de tomar toda a gente por parva? Pretendia bombardear a Nigéria? Havia essa eminencia? Vá lá, é que ao menos um bocadinho é mesmo preciso para perceber alguma coisa. Não lhe chega a atenção. Da Arábia Saudita? Conhece um nome que seja?

    O autor do comentário do Serras Pereira, que só pode mesmo ser o Serras Pereira, pelo número de caracteres por segundo e pelo traço islamofóbico. Apenas o registo de um avanço. Contra o Irão já se junta à direita da liberdadezinha. Estamos no bom caminho. Seguramente.
    Vá, vá ouvir rádio de qualidade que é só um clique onde diz ESTADO DO PROFETA. Ouça. Pense. Volte. Leia a posta de novo e de preferência retome o seu caminho democrático, republicano e claro, régio.
    Boa manifestação.

    Augusto, leu? A manifestação não é contra a lapidação, é contra o Irão num contexto de guerra-fria. Não lhe parece estranho? Uma cavalgadura? Um oportunismo? Uma mentira? Uma irresponsabilidade?

    Alvega, é precisamente esse o problema desta manifestação. Uma mão lava a outra.

    Carlos Alberto, devemos manifestar-nos sempre, pelas causas justas e sem comer gato por lebre. Evidentemente. Sem mais blá, blá, blás.
    Eu neste cartaz, só vejo Irão, Irão, Irão e mais Irão. Quatro vezes. E o resto?

    Faz sentido uma manifestação contra o capitalismo europeu mas omisso sobre o capitalismo americano? Contra a pena de morte nos açores mas sem falar da Madeira? Contra a lapidação no Irão sem falar na Arábia Saudita? Muitas perguntas. Poucas respostas.

  9. carmo da rosa diz:

    @ R.T.: “há quem pense que um dia vai acabar por se repetir à exaustão que a lapidação é uma prática medieval,”

    Há também quem arranje desculpas (ideológicas) para não mexer um dedo, sobretudo quando não são os americanos ou os israelitas quem lapida…

    @ R.T.: “A emancipação das mulheres e dos homens iranianos depende de muitos factores, mas acima de tudo depende da sua determinação.”

    Caro Renato Teixeira, isto equivale a dizer que o sucesso da Festa do Avante depende do clima! Ou então que o Benfica, se no próximo domingo não perder ou ganhar, vai certamente empatar…

    @ R.T.: “chova fósforo branco no céu de Teerão”

    Eu acho que se o fósforo serve para acabar com as lapidações em Teerão, então que chova fósforo…

    @ R.T.: “porque é que todos sabemos o nome de Sakineh Ashtiani e ninguém conhece nenhum dos nomes das vítimas de lapidação na Arábia Saudita? Ou no Sudão? Ou na Nigéria?”

    Claro que conhecemos! Sobretudo os anti-fascistas bem informados. Aqueles que já chegaram à conclusão lógica de que o Islão não é uma religião mas – nas próprias palavras do predicante muçulmano fundi de origem afro-americana Khalid Yassin – um ‘faith-based system’. Mais um eufemismo para ideologia fascizante…

  10. miguel serras pereira diz:

    De acordo com muitos destes comentários, acrescentaria o seguinte: quando condenamos um regime que pratica a lapidação, a pena de morte, a censura, a interdição das liberdades políticas e sindicais, e é um Estado confessional que considera crime penalmente punível com a tortura e a morte qualquer ofensa à fé que professa – quando condenamos esse regime e o seu Führer estamos não só a cumprir um dever de solidariedade e de combate à opressão, como a defender os nossos próprios direitos e a sua extensão, aprofundamento, generalização a nível global, contra todas as formas de prepotência oligárquica e classista. Na realidade, se aceitarmos, invocando considerações tácticas, cálculos de relações de forças, razões instrumentais e utilitárias, que os direitos elementares, que são condição necessária (ainda que não suficiente) da liberdade e igualdade democráticas, podem ser sacrificados em nome de “bens” superiores, estaremos, não só a justificar a utilização como arma de eventuais exércitos de escravos e/ou súbditos servis que mais não podem do que reproduzir ou reciclar a tirania e a desigualdade, como a enfraquecer e a comprometer fatalmente a nossa posição quando defendemos, AQUI, os nossos direitos e liberdades, tendo em vista a nossa própria emancipação dos jugos oligárquicos locais.
    Mais ainda, como se sabe os regimes de tipo iraniano reivindicam não só o direito de oprimir, em nome da sua identidade de portadores da verdade universal revelada, os povos que já governam, mas também o direito de aplicar o seu direito penal a cidadãos de outros países. Nesse sentido, são, para alguns de nós de facto e potencialmente para todos, uma ameaça imediata e directa. Basta pensar no caso Rushdie e na fatwa contra ele – e, já agora, contra os tradutores dos Versículos Satânicos, entre os quais me conto – para nos darmos conta de que é assim. Mais recentemente, o caso das caricaturas de Mafoma e outros episódios confirmam que nada mudou, ou que, melhor dizendo, o mesmo sanguinário zelo expansionista parece ter adquirido novos fôlegos.
    É também em legítima defesa que agimos quando nos manifestamos contra as repúblicas islâmicas que começam por fazer guerra aos seus próprios povos.

    msp

  11. pepe diz:

    É natural que a opinião pública ocidental fique chocada por haver países com leis que condenam o adultério, que tenham a pena de morte, que executem pessoas por apedrejamento, etc. Como se sabe, esse “choque” é cultural e decorre da cartilha dos Direitos Humanos que tem como origem o Ocidente, o Iluminismo, as revoluções americana e francesa no sec.XVIII.
    Por isso tantos países pretendem que os Direitos Humanos sejam interpretados à luz da sua História e Cultura. Que os intérpretes sejam governantes, clérigos ou generais, pode parecer algo limitativo, mas quem pode criticar senão os próprios habitantes desses países?
    Pode ser que nesses países o direito à crítica, à oposição, à liberdade de expressão, etc, não existam ou sejam negados na prática mediante repressão, mas mais uma vez arriscamo-nos a cair na tendência de julgar os outros através de valores que pertencem a outras tradições.
    Provavelmente o regime iraniano não está isento de críticas, mas sendo uma força dinâmica contra o capitalismo americano e a sua influência no mundo qualquer campanha como esta é necessariamente tida como um acto contra essa dinâmica e a favor desta influência. E isso, como tanto iraniano já demonstrou publicamente nas ruas do seu país, será sempre interpretado como um desafio ao regime e cumplicidade com o inimigo.
    Sem querer fazer humor com a vida de ninguém, este assunto faz-me recordar uma citação (muito) livre dum autor que fez História: “A morte de milhões de pessoas é uma tragédia, a morte duma pessoa é estatística”.

  12. Vcs. podem embirrar à vontade e pelas próprias razões particulares que possam ter com o msp, porém o que ele diz acima faz todo o sentido.

    Perante o horror não há justificação possível para o injustificável nem considerações laterais ou acidentes de circunstância que sirvam de álibi.
    No fundo a ‘coisa’ resume-se a isto: faz-se o que se deve fazer ou não ?

  13. koshba diz:

    Para o onanista e reaccionário ‘entelectual’ msp, com ‘amor’…

    http://resistir.info/chossudovsky/chossudovsky_13ago10.html

  14. José diz:

    Renato:
    Não vejo quem no cartaz pode ler que se pretende o bombardeamento do Irão.
    Não vejo vantagens nesse bombardeamento, mas a sua ansiedade neste aspecto pode levar a crer que é isso que deseja. Esperemos que não aconteça, para bem de todos nós.
    As penas previstas nas Sharia são repugnantes, seja qual for a sua geografia, independentemente da natureza do seu regime.
    Manifestações de rua não me parece que possam produzir quaisquer resultados. Outras formas haverá para manifestar seriamente o que o Ocidente pensa sobre esta matéria, mas, para isso, necessário seria vontade, interesse, constância e unidade. Que não existem.
    Seja como for, constata-se que a sua Realpolitik mantém o Irão fora do radar das críticas, que guarda para os seus ódios de estimação.
    Como escrevi acima: estranhas companhias.

  15. carmo da rosa diz:

    R.T>: ”Faz sentido uma manifestação contra o capitalismo europeu mas omisso sobre o capitalismo americano?”

    Caro Renato Teixeira, também é preciso ter muito cuidado com as manifestações contra o capitalismo, seja ele europeu ou americano? Não quererão os organizadores no fim presentear-nos com as regalias da Albânia do tempo do Sr. Enver Hoxa, ou da Roménia do tempo do tempo do Sr. Nicolae Ceaucescu?

  16. Catarina Sousa diz:

    Eu sou contra todos os estados e regimes teocráticos, da Arábia Saudita ao Irão, passando pelo Libano (e seu hezebolá) e pela faixa de gaza (e seu hamas). Pertencem todos à mesma família política, grosso modo (no que diz respeito à aplicação dos princípios teocráticos).

    O Renato sub-estima inteligência dos cidadãos. É possível criticar as políticas dos EUA, Israel, EU etc e, AO MESMO TEMPO, criticar estes regimes hediondos. Para o Renato, criticar o Irão, hezebolah (cujas práticas de censura e de conformidade religiosa são ainda mais radicais do que as praticadas pelo regime iraniano) significa defender os EUA, Israel, UE etc. É perfeitmamente possível e legítimo criticar TODOS, sem excepção. Coisa que o Renato não faz. Não se pode ou deve legitimar o regime iraniano com a ideia absurda que ele não faz mais do que “resistir” ao império Americano. O império Americano não tem rigorosamente nada a ver com o apedrejamento de mulheres no irão ou no Libano, Arábia Saudita ou Gaza. NADA.

  17. Deixa ver se eu percebo, porque existe uma mulher que vai ser lapidada no Irão o Renato já não se manifesta. Se fosse noutro país já ia à manifestação. Coerente pá!

  18. Carlos Carapeto diz:

    Oh Miguel Serras Pereira
    Em breves palavras, diga-me o nome de um candidato concorrente às ultimas eleições realizadas na Arábia Saudita, para qualquer órgão de soberania?
    Conhece algum artigo da Constituição Saudita, só os mandamentos da Sharia?

    No Irão não é assim. Mais transparentes ou menos, mas há eleições, existe uma Constituição aprovada num plebiscito popular. Em termos de legitimidade os dirigentes Iranianos, podem ser considerados “uns distintos democratas” em relação aos seus vizinhos.

    De acordo que uma situação não pode justificar a outra. Mas você está a dar um péssimo exemplo de imparcialidade quando tenta objectivamente denunciar o que se passa no Irão, omitindo situações muito mais aberrantes no desrespeito pelos direitos humanos nos países envolventes.

    Já alguma vez a comunicação social cá do burgo noticiou os rituais macabros das decapitações publicas às sextas feiras na Arábia Saudita? A mutilação habitual de dedos e mãos, por furtos, incluindo a crianças? O casamento de octogenários com meninas de 12 anos? Nunca.

    Neste aspecto as suas declarações não são mais que alguém a tentar camuflar-se na neve com um fato preto.

    Tenham muito cuidado com as acções que tomam, não empurrem as pessoas para os braços da teocracia Iraniana, com este tipo de manipulações. Porque a populaça já vai abrindo os olhos.
    Cumprimentos

    PS; existe alguma recolha de assinaturas para salvar Ashtiani? Se existe diga-me que assino já.

  19. paulo diz:

    renato é ou não contra a lapidação e a que tipo de manif se digna a ir?

    o relaticvismo moral não ajuda
    o renato deviaa ir a esta manif e propor outra contra a lesta pratica na As no sudão que lá estaremos
    não é dizer que esta manif é convocada por maus motivos…
    nem é coerente com a sua defesa da resistencia islamica, com a qual diz não concordar mas que apoia..

  20. miguel serras pereira diz:

    Caro Carlos Carapeto,
    subscrevo o essencial dos seus considerandos (de resto, tenho referido, nos textos que escrevi sobre o assunto, que o Irão não é um caso isolado, citando nomeadamente, nessa ordem de ideias, como a Amnistia Internacional também faz, a Arábia Saudita e outros países ). No entanto, não me parece que nada do que me diz absolva o regime iraniano (do mesmo modo que a tirania no Irão não justifica a irresponsabilidade criminosa da política adoptada pelo governo de Israel). Se há divergência entre nós, isso não o impedirá de apoiar a campanha em curso “para salvar Ashtiani”. Aqui vai o link (que lhe dará acesso a informações sobre abusos e campanhas internacionais em curso contra eles muito para além do caso iraniano, israelita, norte-americano ou chinês…): http://www.es.amnesty.org/actua/acciones/iran-lapidacion-mujer/

    Saudações democráticas

    msp

    koshba

    não preciso de ler – o que farei, apesar de tudo – o texto que me recomenda para denunciar como monstruosamente inaceitáveis quaisquer planos que reeditem contra o Irão as anteriores guerras do Golfo. Tenho-o feito regularmente, como não menos regularmente tenho denunciado a política ocidental e do governo de Israel na região. O que não me impede de considerar que o regime iraniano é uma tirania e de ser solidário com aqueles que oprime. Do mesmo modo, o facto de desejar que Israel se transformasse numa república supra-nacional e laica de judeus e palestinianos, em que a cidadania comum se sobrepusesse às origens étnicas ou nacionais, não me impede de considerar o Hamas portador de um modelo político infame, apostado na recusa da liberdade e da igualdade e dos direitos sociais e cívicos elementares ao seu próprio povo.

    msp

  21. Aniceto Azevedo diz:

    Renato,

    apenas um conselho, se mo permite: não coloquiar, nem sequer indirectamente, com o destacado homenzito do 25 de Novembro de 1975 que, de quando em vez, aqui vem novembrar e arengar. Deixe-o voltar para a manjedoura. Não se rebaixe, de acordo?
    Além do mais, nesta altura do campeonato, os leitores já conhecem bem o novembrista. Ele já se apresentou e reapresentou e tornou a apresentar…

    Um abraço.

  22. Niet diz:

    Caro Renato Teixeira: Procurem-se consensos e evitem-se questões pessoais/temperamentais de pecaminoso significado político.Peço desculpa pelo conselho dirigido a experimentados militantes e a opinion makers tão relevantes. Creio, acima de tudo, que existem muitos pontos de contacto e convergência entre todos. E agora como estamos na ” Semana do Pensamento de Trotski “, não resisto a publicar esta análise circunstanciada sobre o ” Marxismo e o Pacifismo “, que o magistral líder teceu na” Revolução Permanente “: ” No III Congresso da Internacional Comunista, Zinoviev, Thalheimer, Thaelmann, Bela Kun e outros, que eram então ultra-esquerdistas, defenderam uma táctica ´putchista `no Ocidente como sendo a via de salvação que se apresentava para a URSS sitiada e flagelada. Com Lénine, expliquei-lhes, da maneira mais acessível, que a melhor forma de nos ajudarem seria a de fortalecerem sistemática e regularmente as suas posições preparando-se para a conquista do poder, e não improvisarem aventuras revolucionárias. (…) o fundo da argumentação de Lénine e da minha foi dirigida contra a ” fórmula excessiva ” dos ultra-esquerdistas. Entretanto, demonstrando-lhes que o revigoramento do partido e a pressão crescente do proletariado constituiam sérios factores nas relações internas e internacionais, nós acrescentávamos sempre que essa ” pressão ” não era mais do que uma função da luta revolucionária pelo poder e dependia desta inteiramente. Eis porque, na hora do encerramento do congresso, Lénine pronunciou, numa grande sessão privada das delegações, um discurso contra as tendências para a passividade e a expectativa. Podemos resumir pouco mais ou menos esse discurso da seguinte maneira: Não vos lanceis em aventuras mas, mesmo assim, apressai-vos, caros amigos, porque não podemos aguentar por muito tempo apenas com a ” pressão “. Salut! Niet

  23. Renato Teixeira diz:

    Carmo da Rosa: @ R.T.: “chova fósforo branco no céu de Teerão”

    Eu acho que se o fósforo serve para acabar com as lapidações em Teerão, então que chova fósforo…

    Tudo dito.

    Catarina Sousa, Líbano e Palestina? Países teocráticos? Tenha juízo. Leia mais do que o Correio da Manhã.
    Quanto ao resto deveria ler o que escrevi antes de dissertar sobre as minhas opiniões. Ouça a reportagem. Estou certo que a deixará mais elucidada.
    A manifestação que apoia não é contra a lapidação. É contra o Irão. Não me parece haver aí qualquer hipótese de defender o contrário.

    Ricardo Ferreira, há Lapidação em meia-dúzia de países que ainda têm a lapidação. O chamado ao protesto não refere nenhuma dessas vitimas. A manifestação está-se borrifando para as vítimas. Defende outra coisa qualquer e ataca exclusivamente o Irão num contexto de guerra fria.

  24. Renato Teixeira diz:

    Carmo da Rosa: @ R.T.: “chova fósforo branco no céu de Teerão”

    Eu acho que se o fósforo serve para acabar com as lapidações em Teerão, então que chova fósforo…

    Tudo dito.

    Catarina Sousa, Líbano e Palestina? Países teocráticos? Tenha juízo. Leia mais do que o Correio da Manhã.
    Quanto ao resto deveria ler o que escrevi antes de dissertar sobre as minhas opiniões. Ouça a reportagem. Estou certo que a deixará mais elucidada.
    A manifestação que apoia não é contra a lapidação. É contra o Irão. Não me parece haver aí qualquer hipótese de defender o contrário.

    Ricardo Ferreira, há Lapidação em meia dúzia de países além do Irão. O chamado ao protesto não refere nenhuma dessas vitimas. A manifestação está-se borrifando para as vítimas. Defende outra coisa qualquer e ataca exclusivamente o Irão num contexto de guerra fria.

  25. simon'eil diz:

    Que se há-de dizer quando o escriba, sem cartilhas, já o diz todo como havia a dizer?!

  26. Pode ser defeito meu, ou pode ser que não seja…
    Quando uma pessoa (Catarina Sousa, e não sei quem seja e nem tenho procuração de parte…) diz akilo que eu gostaria de ter dito se por acaso me sobrasse a veia e a inspiração, o melhor é subscrever e calar-se bem caladinho.

    É o que vou passar a fazer.

    🙂

  27. Comentário de Renato Teixeira
    ” Lógica Sentida, be by guest. Logo que possa farei uma visita ao seu blogue. Pelo arranque do seu comentário: “Evidente que toda a gente é contra a lapidação.” é um bom aperitivo e um prenuncio de que não se perderá tempo no seu espaço. ”

    1- Lógica Sentida é o nome do meu Blogue. Se tivesse lá ido, veria que está assinado.
    2- Quando afirmei “toda a gente é contra a lapidação”, foi uma forma generalista de escrever. Evidente que pelo menos, quem a pratica, não é contra. Devia ter percebido isso, na ideia geral do que escrevo, e não num mero lapso de escrita, para me denegrir
    Para quem é contra a lapidação, vc é bastante rápido a julgar.

    3- Deve ter falta de auto-confiança, ou um ego mto grande (vitima do machismo, mas enfim), pois nem percebeu que eu estava a concordar com o seu post. Imagine, e vc ainda me critica. Até pedi licença para o citar. E vc critica-me e ataque-me, ehe. Deve ler melhor o que os outros escrevem. Principalmente, se manda bocas “deve ler mais do que o Correio da manha”. Vc ao menos, deve ler o que as pessoas lêem. Seja no Correio da Manha, ou onde for.
    Então eu a concordar consigo, homem, e vc ataque-me ?

    4- E vc não tem nexo. Diz que vai ao meu blogue, mas não vai perder lá muito tempo (tentativa de descredebelizar).
    É irracional da sua parte. Primeiro, por ter pegado num mero erro de escrita, para me julgar.
    Segundo, se acha na sua opinião (que vale o que vale) que vai lá estar pouco tempo, porque lá vai, sequer ? O mais lógico, seria nem ir lá
    5- Pegou nessa frase, e não ligou a nada mais do que eu disse a seguir. A prova é como eu disse, eu ter concordado consigo, e vc atacou-me, ehe.
    E no meu comentário, digo coisas, e factos, que vc não pode desmentir.

    Sabe, Renato, certos julgamentos de “lapidações”, são assim mesmo.
    Pegam numa frase, num acto da pessoa, e julgam-na rapidamente.
    VC que pensa ser justo, afinal, na mentalidade, faz o mesmo.

    Só termino numa coisa a concordar consigo. Tem razão. Nem toda a gente é contra a lapidação. Você tentou lapidar-me, e ao meu blogue, e a todo o meu comentário, por um simples erro de escrita.
    Tinha razão nisso, e obrigado por ter sido você mesmo a dar o exemplo

  28. Renato Teixeira
    ” Eu acho que se o fósforo serve para acabar com as lapidações em Teerão, então que chova fósforo… ”

    Penso que por “chova fósforo”, quer dizer que haja bombardeamentos.
    Entendo.
    Percebo

    Na linha do Bush, e agora a mesma coisa, com a nova desculpa “RP” de Obama.

    E eu que concordei concigo.
    Se tivesse lido o meu comentário, como deve ser, e o meu blogue, escusava de dizer disparates como esse.
    Esse tema de “bombardear” teerão para acabar com o sofrimento de algumas mulheres, é lá abordado.

  29. Comentário de Renato Teixeira
    ” A manifestação está-se borrifando para as vítimas.”

    Ahh, pronto. Afinal, voltou a dizer algo interessante. É verdade renato, as feministas gostam de usar as pessoas, e as vitimas, para ajudar os grandes interesses.
    Prinicpalmente as feministas radicais.
    Ainda bem que começa a perceber isso, ou então, é intuição.
    Se for intuição, nunca lá chegará. E como não quer ir ao meu blogue, nunca perceberá o que são, nem como actuam as feministas radicais.
    È o unico blogue que fala sobre essa ideologia, em lingua portuguesa.
    Veja lá bem.

  30. Comentário de paulo
    Data: 24 de Agosto de 2010, 13:44
    ” o relaticvismo moral não ajuda ”

    Sim, e relativismo moral, é fazer manifestações por causa de coisas que acontecem no IRÂO . Pasme-se. Como se isso fosse influenciar algo. Evidente que nisso o renato tem razão. Os objectivos são outros. Porque omitir outros paises, outros assuntos, inclusivé ao pé de si, no seu país, esse é que é o verdadeiro CRIME. O verdadeiro Relativismo Moral.

    Ao pé de si, milhares de homens, são lapidados. Ficam sem os filhos. Ficam sem as casas. Dão-lhes cabo da saúde. Tiram-lhes o dinheiro.
    Mas como é ao pé de si, no seu país, vc não liga.
    Liga mais, se for o mesmo feito a uma gaja no irao.
    Francamente

    Note-se : ele nem vai perceber do que estou a falar, quando digo que tiram filhos, os levam. Tiram casas. Etc. Anda mesmo a leste. Neste caso, realmente, só pensa no médio oriente.
    O que acontece cá, nem uma virgula, quanto mais uma manif

  31. Renato Teixeira diz:

    Paulo, leia o texto. Estou certo que consegue descobrir o que penso sobre a lapidação. Acho que repito e tudo. Verifique sff.

  32. Renato Teixeira diz:

    Lógica, estou a ver que está sentido com as feministas radicais. Veja lá se isso não lhe faz mal. Ao blogue irei, como lhe disse, assim que me sobrar tempo ao trabalho. Do que gostar, como de costume, logo me manifesto.

  33. carmo da rosa diz:

    @ Pepe: ”História: “A morte de milhões de pessoas é uma tragédia, a morte duma pessoa é estatística”.”

    A frase é do Pai dos Povos, Josef Djughashvili Stalin, mas é ao contrário: ”a morte de uma pessoa é uma tragédia, a morte de milhões é apenas uma estatística.”

    P.S. Mas que isto fique entre nós! Porque creio que o José Estaline continua muito bem visto por estas paragens, até não me admiraria nada que não fosse escolhido este ano como a mascote da Festa do Avante…

    @ Carlos Carapeto: ”Em termos de legitimidade os dirigentes Iranianos, podem ser considerados “uns distintos democratas” em relação aos seus vizinhos.”

    Esquece-se de um pormenor importante! Antes das eleições todos os candidatos têm que corresponder a rigorosos requisitos e normas islâmicas que uma comissão ligada ao Presidente da Republica, Ali Khamenei, exige. Quem não for da corda não é elegível. Por exemplo, o Renato Teixeira, apesar de apoiar o regime, não passaria no exame, porque come carne de porco, bebe álcool, não jejua durante o Ramadão e não acredita em Alá (imagino!)…

    @ Renato Teixeira: ”Tudo dito.”

    Como vê, abreviar é o meu forte…

  34. carmo da rosa diz:

    @ Renato Teixeira: ”Catarina Sousa, a manifestação que apoia não é contra a lapidação. É contra o Irão..”

    Renato Teixeira, com franqueza, essa é forte, porque equivale a dizer em 1973: “Catarina Sousa, a manifestação que apoia não é contra a tortura e a PIDE, é contra Portugal”.

  35. Renato Teixeira diz:

    Carmo da Rosa, é só ver o cartaz. Não custa muito.

  36. carmo da rosa diz:

    @ Renato Teixeira: ”….é só ver o cartaz. Não custa muito.”

    Mas o que é que o cartaz tem a ver com a sua afirmação ”a manifestação que apoia não é contra……”? E com a minha analogia?

    De qualquer forma eu no dia 28 estarei presente no Beursplein em Amesterdão (caso queira beber um copo depois da manif é só dizer): contra as lapidações, os enforcamentos de homossexuais, a prisão e tortura de dissidentes, resumindo, contra o regime islamo-fascista de Ahmedinejad que governa o Irão…

  37. Renato Teixeira diz:

    Continua a separar a Arábia Saudita logo o cheiro a esturro persiste. Não creio que lhe tenha escapado a semiótica do cartaz. Nem a si nem a nenhum dos leitores. É por demais evidente.

  38. miguel serras pereira diz:

    Renato,
    é provável que Sakineh Ashtiani, se tivesse sido incriminada na Arábia Saudita, já tivesse sido lapidada a estas horas. Mas é também verdade que a Amnistia Internacional e as outras organizações em cuja área se recrutam, creio, os promotores (quando ligados a alguma coisa mais para além da sua condição de cidadãos) da manifestação, não teriam deixado de protestar e de acusar o regime saudita. Basta ir ao site da Amnistia para ver que a Arábia Saudita é um dos países alvo de maior número de denúncias (e não só por praticar a lapidação).
    Que haja quem queira aproveitar isto para “limpar” o cadastro do governo de Israel, é mais do que provável. Imagino que você não queira deixar a esses o monopólio da crítica – o que seria estranho em alguém que, por formação, se habituou a não deixar a crítica da URSS e outros regimes burocráticos à burguesia e/ou outros agentes do capitalismo ocidental.
    Deixando de lado a troca de galhardetes polémicos (que já foi longe de mais entre nós), o que é que o impede de subscrever posições como a do Zé Neves e do Nuno Ramos de Almeida? Será o facto de serem compartilhadas por mim, seu bode expiatório de estimação? Se é isso, tem bom remédio. Adira às posições deles que eu aderirei – publicamente, se quiser – às suas: a respeito deste caso, bem entendido.

    msp

  39. carmo da rosa diz:

    @ Renato Teixeira: ”Continua a separar a Arábia Saudita…”

    Renato Teixeira, isto está cada vez mais confuso! Parto do princípio que não faz de propósito!

    Mas onde quer você que eu meta a Arábia Saudita? Estou apenas a respeitar a temática do seu post: o Irão… Quer que eu critique a Arábia Saudita também?

    Se é esse o problema aqui vai: que chova também fósforo na Meca – e pode mesmo ser durante o Hadj…

  40. carmo da rosa diz:

    @ Renato Teixeira: ”Não creio que lhe tenha escapado a semiótica do cartaz.”

    Renato Teixeira, peço desculpa de voltar à carga mas tinha-me esquecido desta parte. Só há muito pouco tempo é que fiquei a saber que afinal ‘semiótica’ não era uma doença grave….

  41. Renato Teixeira diz:

    MSP, sublinho o seu achaque de civismo. Como lhe disse em tempos pago sempre o amor pelo menos mesma moeda.

    As posições do NRA e do Zé Neves não têm nada que ver com a posição expressa pela manifestação. Concordará por certo, principalmente agora que prefere prescindir dos galhardetes.

    Quanto à geopolítica das subscrições, se quer que lhe diga, é coisa que na blogosfera me preocupa pouco. Nada mesmo.

  42. miguel serras pereira diz:

    Renato,
    não me parece que estejamos de acordo, o Renato e eu, quanto à leitura que fazemos da manifestação. Quanto ao resto, mantenho o que disse acima. E saúdo a sua resposta.

    msp

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  44. Carolina diz:

    Renato,

    O hezbollah e o hamas implementam a sharia tal como os regimes de teerão e da arábia saudita.

  45. Renato Teixeira diz:

    Está enganada Carolina, uma vez mais. O Hezbollah participa de um governo de coligação, onde tem quatro ministros e a participação de praticamente todos os grupos religiosos no Líbano.
    Se tem dúvidas clique “beirute” e “festa” no seu motor de busca e verá que a capital do Líbano é a melhor prova da tolerância do Hezbollah.

    O Hamas é um pouco diferente mas ainda assim garantem querer uma democracia representativa e não escrevem em nenhum lado que querem transformar as leis islâmicas nas leis do Estado.

  46. carmo da rosa diz:

    @ Renato Teixeira: ”Está enganada Carolina, uma vez mais. O Hezbollah participa de um governo de coligação, onde tem quatro ministros.”

    A Carolina não está nada enganada!

    O Hezbollah participa realmente, mas além da actividade governamental e parlamentar (legal), tem uma milícia (particular) armada até aos dentes que não aceita instruções do parlamento nem do governo, mas apenas de Hassan Nasrallah e do Irão…

    E o Hamas não garante coisa nenhuma! A primeira coisa que fizeram quando se apoderaram de Gaza foi fuzilar centenas de militantes da Fatah, os restantes fugiram para o West-Bank…

  47. Carolina diz:

    Renato,

    Eu conheço bem os dramas da regiao. Nao sera um reporter quero-ser-fisk que me vai convencer do contrario. Ja leu a Carta do Hamas? E o Documento do hezbola’? Esta tudo la. Preto no branco. Aplicacao literal da sharia, tal como no irao etc. As mulheres infieis sao brutalmente punidas em Gaza pelo hamas e em beirute pelo hezbola’. Poupe-se. Eu sei do que falo. Nao sera voce a convencer-me do contrario.

  48. carmo da rosa diz:

    @ Carolina: “Nao sera voce a convencer-me do contrario.”

    Carolina, por outro lado é preciso compreender que ter a nossa (sexo masculino) disposição quatro mulheres para todo o serviço, e com o devido apoio legal (sharia), tem o seu charme…

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