Como a maioria dos portugueses (para não dizer mais), achava a C.P.L.P. uma coisa inútil e cara, que se limitava a copiar, sem outra imaginação, a Commonwealth e a Francophonie, e que produzia jogos sem público, cimeiras por demais maçadoras e gatherings inconsequentes de pessoal diplomático. Retiro tudo o que disse: a C.P.L.P. dá frutos, e foi capaz de produzir o homo novus lusophonus: ele está aqui, e em todas as esquinas de Lisboa. Calai Camões! – pois é assim que a pátria agora fala.




Ditosa a pátria (ou a língua) que tais filhos consegue gerar
Entrevistei a peça há uns meses para o público angolano. É bom rapaz e entre outras coisas canta alguma injustiça, embora esteja longe de perceber que a lusofonia passou acima de tudo a significar patranha neo-colonial. O Boss AC não o ajudou a perceber isso no ensemble que fizeram juntos…
O seu efeito nas mulheres é assombroso. Nunca visto.
E o que é a lusofonia comparada com isso?…
beg your pardon? diria Zeinal Bava.
«O seu efeito nas mulheres é assombroso. Nunca visto.»
Efeito nas mulheres? Mas se é «homo»… homo lusophono
Eu estou à vontade nessse assunto, porque sou racista de uma ponta à outra.
Gosto de pretos…
Quer dizer “homo novUS latinUS”, não é?
Ah, esse elitismo de meia latinofonia…
Fantástico.
Hmmm… um post um tanto snob…
O tipo é angolano e tem o ambiente cultural e social que tem.
A lusofonia ( ou a francofonia ou qualquer outra fonia, for what it matters) vive de múltiplas fontes e não apenas do padrão continental.
Pode e deve-se tentar influenciar, mas a língua é um organismo demasiado vivo para se confinar aos cânones.