L’esprit du temps

Washington e Tel Aviv devem estar com diferentes estados de espírito depois de ler esta notícia. O Líbano, esse, vai passar a dormir mais descansado.

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21 respostas a L’esprit du temps

  1. Carlos Carapeto diz:

    Consultei agência de noticias iraniana, irna.ir. Consta lá o teste do drone Karrar e também do missil Qiam.
    A coisa está-se a complicar para aquelas bandas. O Irão é a principal porta de entrada para o controle dos hidrocarbonetos da Bacia do Cáspio e da região estratégica da Ásia Central.
    É a de teoria de Mackinder na sua “Hertland”. E de Brezinski no “Grande Xadrez, a funcionar a todo o vapor.

    Cumprimentos

  2. Olhem aqui uma data de ‘fascistas horrorosos/as’ a protestarem ( e a pagar com a vida…) contra esse tenebroso regime cheio de padrecas de Allah e outros f.d.p’s equivalentes…

    http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2006/12/18/Iran372.jpg

  3. Diogo diz:

    Já é a enésima vez que vejo o Irão a anunciar armamento sofisticadíssimo. Pergunto-me se o governo de Ahmadinejad não estará conluiado com o Pentágono (do qual, Israel é uma divisão).

  4. fr diz:

    Num país que não tem homossexuais, é mais vibrador que arma, elementar.

  5. Ah, e é uma pena, o ‘estudantariado’, o pessoal urbano, os comerciantes dos bazares, têm pouco a ver com o grosso do povo, esse está com os mullahs…
    Os sites iranianos são fantásticos, arranja-se por lá de tudo um pouco, porém contra espingardas e polícias muito bem armados pode-se muito pouco.

    Montes de pessoas escolhem emigrar…

    🙁

  6. Carlos Alberto diz:

    Ainda bem que vejo quem são os “compagnons de route” da padralhada do Irão.

  7. José diz:

    Pois é: o Líbano do Hezbolah, do Amal, da Falange, das ambições sírias, já pode dormir o sono dos justos. Enfim…

  8. Renato Teixeira diz:

    Curiosamente José, todos esses, por mais que não tenham nada a ver uns com os outros, e até se combatam, vão mesmo todos dormir melhor.

    Carlos Alberto, sou Compagnon de Route da autodeterminação e da soberania das nações. E o senhor? Alinha com os cruzados?

    Diogo, Irão e o Pentágono? Em conluio? Não serão filmes a mais?

    Bom ponto de vista Carlos Carrapeto, e melhor conclusão. As coisas vão mesmo complicar-se. Mas até lá, o sono é mais tranquilo.

  9. miguel diz:

    Renato Teixeira, vossemecê está ensanduichado entre o Monarca sem reino que insiste em espetar-lhe o dedo no cu para o recordar que está a mijar fora do penico da democracia reinante e a turba sionista que o fustiga por apoiar a padralhada concorrente. Ó Renato Teixeira, ninguém o obriga a meter-se nestas posições, caramba!

  10. Renato Teixeira diz:

    Miguel, já deixei de ler o Anarquista Régio, que no final até parece ter reino. Nem leio, nem respondo, nem linko nem nada. Quando a barbaridade extravasa a idiotice e entre no campo do insulto aí respondo na mesma moeda, mas sem a mínima expectativa no debate. Nem caixa de comentários abrirei sempre que tiver que responder àquele que parece um enviado divino para me colocar na linha do senhor.

    Sobre o que interessa, entre o vírus e a bactéria em que diz que me meti, estou certo de haver antibiótico.

    Curiosamente ambos têm responsabilidade na questão Palestina. Os “democratas” que andaram anos (e continuam) a vender processos de paz que só mascararam a guerra santa da “turba sionista”.

    Não e não é o que toda a gente passou a dizer a esses senhores no Médio-Oriente. Já chega da paz dos cemitérios.

  11. Pingback: O Insurgente

  12. Se vcs. forem a Atenas, a Berlim ou a Paris ou a Nova Iorque (não mais que por exemplo…) encontram montes de iranianos/as por lá, gente incrível e muito mais civilizada que a “nossa”, e com muito bom aspecto e tudo…

    Just a thought…

  13. Pingback: cinco dias » A ressurgência de um insurgente

  14. miguel serras pereira diz:

    O autor do post escreve: “sou Compagnon de Route da autodeterminação e da soberania das nações”.
    Que as más companhias já o tinham levado a atirar para as urtigas o internacionalismo com que, de vez em quando, ainda enche a boca, não é segredo para ninguém. Mas o problema é que parece entender também, tal como os porta-vozes do regime iraniano, que a soberania e autodeterminação das nações justificam o direito da padralhada a lapidar quem fornica fora do legítimo casamento islâmico?
    Depois de o vermos justificadamente horrorizado com a perspectiva de a fornicação na Madeira vir a necessitar de licença, era de esperar que propusesse uma intifada contra o Führer da Pérsia e os seus esbirros. Ou a soberania nacional continua a ser “autodeterminação” de um povo quando os seus direitos são os da tirania exercida sobre esse mesmo povo?
    Finalmente, onde é que se viu as leis da gravidade ou do pensamento político racional impedirem alguém de denunciar por igual o expansionismo da jhiad e o imperialismo ocidental. Os versalheses de Thiers e o estado-maior prussiano entenderam-se para esmagar a Comuna – mas os insurrectos de Paris opuseram-se por igual aos prussianos e ao exército de Thiers, e, se estavam interessados na autodeterminação popular, estavam-se nas tintas para soberanias e independências nacionais.

    msp

  15. José diz:

    Renato, não duvido que todas as facções libanesas, depois de afastado o denominador comum israelita, vão dormir muito melhor… na paz do Senhor, seja ele qual for e se chamar.

  16. Carlos Carapeto diz:

    Pouca sorte a minha; dei a dica esperando que alguém pega-se no assunto a sério.
    Não é o programa nuclear Iraniano que está em causa. O que se está ali a jogar é o controle das principais fontes energéticas a nível mundial e da região geoestratégica mais sensível do planeta, a Eurásia.
    O principal objectivo da América é dominar a Eurásia, porque quem dominar toda essa vasta região domina o mundo.
    As guerras no Afeganistão, no Iraque, o Tibete, o apoio aos Uigures do Xinjiang, as bases militares no Quirguistão, a tolerância aos ditadores que se eternizam no poder nalguns desses países da região (Karimov, Emamolli Rakhmanov, Nazarbaev, o outro “Kim Jong –il” que herdou o poder do pai, Aliev aquele outro do Turquemenistão que tem um nome enorme) o grande apoio financeiro a Shaakachvilli por parte da EU e dos EUA. Encaixam todos nesse puzzle, inclusivamente Israel, é uma peça muito importante desse jogo.
    Tudo isso faz parte da mesma estratégia. Dominar a região, desestabilizar a China pelas costas e atingir a parte mole da Rússia (a que os estrategas designam por barriga, que é toda a bacia pouco povoada do Obi até ao Árctico rica em hidrocarbonetos. Existe mesmo um plano para dividir a Rússia em três. É também sabido que a China é impenetrável pelo Mar.
    Era isto que eu esperava ver aqui discutido a sério.
    Obama elegeu o Afeganistão nas suas ambições “pacifistas” não é porque pretenda honrar o Nobel.
    Cumprimentos

  17. Renato Teixeira diz:

    É mais ou menos isso Carlos Carapeto. Para a semana publicarei uma entrevista ao Fisk em que ele diz algo muito parecido com isso. A ideia é que toda essa linha de conflitos faz uma linha, (Fisk chama-lhe “uma segunda cortina de ferro” para deixar a China do lado de lá do muro), não tem como objectivo principal uma cruzada teológica, mas a sempre prioritária disputa pela quota de mercado. Tudo o resto é gasolina.

  18. Carlos Carapeto diz:

    Renato; confesso que os meus conhecimentos são parcos a esse respeito e a forma de os saber apresentar é medíocre. No entanto tenho uma noção básica dos interesses que desde a antiguidade se têm jogado na região.
    Porque por ali passou a Rota da Seda, passaram Alexandre, Temerlão, Ghengis Khan, cruzaram-se impérios, mais bem perto de nós processou-se o Grande Jogo. Foi sempre um local com caminhos de chegadas e partidas.
    Foi por esse facto que lancei a primeira dica esperando que alguém mais elucidado que eu agarra-se o assunto.
    Infelizmente não; a questão resvalou para ditoches caseiros e acabou-se por esquecer o essencial.

    Não admira porque temos bons mestres. Talvez sejam os reflexos da infantilidade politica com nos brindam os nossos dirigentes. Discutem-se ao pormenor as banalidades que uns e outros dizem, mas os grandes problemas do país são sonegados.
    Desculpe este aparte.
    Cumprimentos.

  19. Carlos Carapeto diz:

    Renato; confesso que os meus conhecimentos são parcos a este respeito, e a forma de os saber apresentar é bastante medíocre. No entanto tenho uma noção básica dos interesses que desde a antiguidade se têm jogado na região.
    Porque por ali passou a Rota da Seda, passaram Alexandre, Temerlão, Ghengis Khan, cruzaram-se impérios, mais bem perto de nós processou-se o Grande Jogo. Foi sempre uma região com caminhos de chegadas e partidas. E hoje é a cobiça das imensas riquezas naturais que desperta a atenção.
    Foi por esse facto que lancei a primeira dica esperando que alguém mais elucidado que eu agarra-se o assunto.
    Infelizmente não; a questão resvalou para ditoches caseiros e acabou-se por esquecer o essencial.

    Não admira porque temos bons mestres. Talvez sejam os reflexos da infantilidade politica com nos brindam os nossos dirigentes. Discutem-se ao pormenor as banalidades que uns e outros dizem, mas os grandes problemas do país são sonegados.
    Desculpe este aparte.
    Cumprimentos.

  20. Renato Teixeira diz:

    Tem toda a razão Carlos. Espreite a tal entrevista ao Fisk na sexta feira no i ou aqui pela tasca. Ele é provavelmente a tal pessoa mais elucidada que pode desenvolver a dica que colocou com perspicácia. Não tem que pedir desculpa. É notória a capacidade que todos temos para perder demasiado tempo naquilo que não merece metade do tempo que já lhe dedicamos.
    Cumps.

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