Lev Davidovich Bronstein 1879-1940

A 20 de Agosto de 1940, Trotsky foi atacado selvaticamente por um agente a mando de Estaline. Morreria no dia seguinte.

Ao cabo destes setenta anos a sua obra e o seu legado político estiveram longe de convencer as grandes massas de trabalhadores e poucas foram as correntes que conseguiram reconstruir a Quarta Internacional além da força de um determinado partido nacional. Muitas erros justificaram a marginalidade da corrente. A entrada no governo Mitterrand dos Lambertistas, o Guerrilheirismo dos Mandelistas e o Leninismo dos Morenistas são algumas das acusações que se trocam com vista a justificar as derrotas ou a traição das suas convicções. No presente, estas e outras correntes do trotsquismo, oscilam entre os círculos de opinião com uma dúzia de pessoas, partidos de meia centena de militantes e federações cheias de partidos mas vazias de influência na vida concreta do movimento operário. Perdidos no oportunismo dos novos partidos de esquerda, o programa de transição e a revolução permanente continuam órfãos daquela que é a sua principal ferramenta: uma internacional.

As novas gerações de revolucionários não têm só a opção de continuar a fazer como as velhas, a culpar, a caracterizar, a expurgar, a depurar uma linha e uma organização política imaculada, ou simplesmente a resignar-se à rotina eleitoral a que a união de facto  com a  nova esquerda obriga. Isso levará irremediavelmente aos mesmos erros. Se querem sair do obscurantismo ao qual se remeteram precisam de uma vez por todas procurar perceber onde é que erraram e começar tudo de novo.

Podem e devem lembrar nesta data os crimes da revolução traída mas devem perder o vício de encontrar sempre  nos outros a desculpa para os seus próprios fracassos.

Três obras fundamentais e de inquestionável actualidade:

“The completion of the socialist revolution within national limits is unthinkable.”

Theory of Permanent Revolution

“The ancient philosopher said that strife is the father of all things. No new values can be created where a free conflict of ideas is impossible. To be sure, a revolutionary dictatorship means by its very essence strict limitations of freedom. But for that very reason epochs of revolution have never been directly favorable to cultural creation: they have only cleared the arena for it. The dictatorship of the proletariat opens a wider scope to human genius the more it ceases to be a dictatorship. The socialist culture will flourish only in proportion to the dying away of the state.”

Revolution Betrayed

“The democratic regime is the most aristocratic way of ruling.”

Discussions on the Transitional Program

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