“Tirez Sur Les Keufs”

Abdul X está a ser processado pelo Estado francês por causa do vídeo que acabou de ver. O bélico-fóbico ministro do interior de Sarkozy, Brice Hortefeux, alega que a mensagem produzida pelo rapper atenta contra “homens e mulheres que, em condições às vezes difíceis, asseguram a segurança de nossos concidadãos”. Em função disso, qual governante zeloso da sua missão, sossega os mais inquietos: “Não deixarei que um rapper sem notoriedade os ameace”.

Brice entende ainda que esta canção de Abdul X é um “autêntico chamado à violência, e pior ainda, um chamado à morte”, e isso é delito exclusivo do estado de direito. De processo em processo se moldam as curvas do regime. Valha-nos a certeza de ser infinita a lista de artistas que não deixam de dizer o que pensam em nome do bom senso da indústria musical ou do respeito pelo politicamente correcto.

Muito a propósito, os Facção Central lembram que “isto aqui é uma guerra” porque entre outras razões “a fome virou ódio e alguém tem que chorar”. Como eles, Brice e Sarkozy estão bem cientes dessa realidade. Brice como Sarkozy sabem que são generais de uma guerra que enfrenta uma guerrilha cada vez maior e todos os meios são válidos para eliminar a dissidência. Como se viu com dramática clareza no despejo e na carga policial sobre as mulheres de um subúrbio de Paris, estes senhores não querem acabar com a mensagem da violência. O que procuram é mostrar que só a eles pertence o monopólio do medo.

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52 Responses to “Tirez Sur Les Keufs”

  1. Pedro says:

    E porque é que, em vez de dizer aos outros que matem policias, não faz ele próprio o gosto ao dedo? Isso sim, seria um acto politicamente incorrecto. Eu acho que o tipo está a ser muito politicamente correcto e a fazer o jogo da reacção. Assim, não vamos a lado nenhum. Quantos porcos chuis repressores inimigos do povo é que já foram mortos por causa da canção? O tal rapper é um porco reformista, mesmo à beirinha da democracia cristã. E acho que o Renato também.

  2. Renato Teixeira says:

    Pedro, não está em causa o Abdul X e a sua qualidade como músico ou agitador. Esta não é uma posta de crítica musical.

    Quanto ao “porco reformista mesmo à beirinha da democracia cristã” permita-me apenas uma pergunta: porquê? em que se baseia? nesta posta? noutras? em quê?

    Com tanta vontade de apertar o gatilho é como diz o outro. “Do it yourself”, não vá ter que aplicar a si a caracterização que de forma tão superficial aplica aos outros.

  3. Pedro says:

    Renato, eu estava, obviamente, a brincar. Quanto a mim, o tal Abdul é imbecil e, mais do que isso, é criminoso e devia ser engavetado. Quer guerra? Pois deviam fazer-lhe a vontade. Acho curioso que os revolucionários europeus passem a vida a dizer que estão em estado de guerra e que depois venham acusar o outro lado de lhes fazer guerra. Mas renovo-lhe a pergunta: porque se limita ele a incitar outros a matar policias e não o faz ele próprio? Como é evidente, não estamos a falar de música, como bem assinalou.

  4. Renato Teixeira says:

    Uma vez mais erra a questão. O problema não está na imbecilidade deste ou daquele rapper. A questão está em saber a origem da violência e sobre a tentativa que sempre fez para obter monopólio do seu uso.

  5. José Borges Reis says:

    O vídeo de Abdul X já foi retirado do youtube, o que naturalmente só redobra os esforços para encontrá-lo. Ainda se encontra no Dailymotion, sugiro que o actualizes.

  6. Von says:

    É pá, mas quando são os “amigos” iranianos a reprimir e com as tais cargas policiais, já é justificado… estranha esta diferença de critério…

  7. Renato Teixeira says:

    Grande Zé, já está. Boa dica. O Youtube cada vez está mais higienizado. Praticamente tudo o que tem alguma dissonância é removido. Que vergonha.

  8. Renato Teixeira says:

    Von, não leu em nenhuma posta do 5dias elogios à repressão iraniana. A sua crítica é um espelho da sua dinâmica analítica.

  9. Von says:

    Aliás, justificar a violência em geral, generalizar o sangue com sangue, sempre com o velhíssimo argumento da liberdade de expressão, já enjoa. E então, quando essa liberdade de expressão não existe e se torna justificável em certas ditaduras (apenas porque na vossa douta opinião, não são ditaduras), o vosso sentido de justiça é uma burla. Uma farsa própria de quem justifica os meios para atingir os fins. O vídeo da Facção Central, é o retrato dessa farsa. Dizendo-se injustiçados, o crime é justificado pela corrupção e derivados. E nessa justificação, onde ninguém é inocente, tome-se o lugar do corrupto. O hip hop deste tipo de mensagem tem muito a aprender com movimentos como o punk. Atende-se aos também brasileiros Ratos de Porão, e a forma de denúncia, que não implica este cego incitamento à violência gratuita.

  10. Renato Teixeira says:

    Von, Perceber a origem de um dado problema não o justifica apenas o compreende para lá do fumo da propaganda oficial.

    O meu problema no caso não é a liberdade de expressão, importante mas secundária neste particular. O meu problema é o monopólio da violência nas mãos do Estado e de figuras como Brice Hortefeux.

  11. Von says:

    E por fim, acerca de cromos como Abdul X, é difícil admitir algo mais que um aproveitamento hipócrita, uma mensagem com nítidas motivações económicas e fama rápida, num mundo actual onde a provocação vende. Acreditar em Abdul X como um paladino da verdade e um combatente da repressão do estado, é uma anedota. Veja-se o vídeo de MIA “Born free” (http://vimeo.com/11219730) e verifique-se o que é mensagem inteligente no sentido de pôr a pensar as pessoas, em vez de as “mandar” matar uns fulanos…

  12. Von says:

    Renato, manter viva a lei do dente por dente, é a forma mais obtusa de querer evoluir.

  13. Von says:

    Sabe qual é o meu problema básico: não constatar que as “Facções Centrais” se empenhem tanto em “liquidar” quem vive da prostituição infantil, problema em franca expansão no Brasil. A título de exemplo…

  14. Pedro says:

    Renato, a “imbecilidade” é a parte do meu comentário irrelevante, porque é uma simples apreciação pessoal. Assim como seria irrelevante eu dizer que o gajo canta mal. A questão não é essa. Uma história: uma vez meti-me com um tipo da http://www.occupiedlondon.org/blog e ele disse-me que antes das manifestações no centro de Atenas em que participava tinha o cuidado de retirar o carro dele das ruas por onde iam passar. Foi de uma ingenuidade tão tocante, que não tive coragem de lhe dizer mais nada (ainda lá deve estar na caixa de comentários). Poderia ter-lhe perguntado o que faria se lhe roubassem o carro e ele ter-me-ia dito que chamava a policia. Não temos de ter medo de manifestar o que desejamos, porque manifestar o que desejamos é irrelevante. Muitos libertários de direita e esquerda que passam a vida a escrever que não querem o Estado, poriam o Estado em Tribunal se o Estado os despedisse ou não lhes assegurasse a protecção social a que estão habituados. Há mesmo quem assuma, preto no branco, que uma coisa é o que são e o que fazem e o que querem, outra coisa é o que defendem que deve ser, o que me deixa sem palavras.. Da mesma forma, há revolucionários que manifestam o desejo de que o Estado não tenha o monopólio da força, mas que ao mesmo tempo só entrariam em certos bairros acompanhados de policias com pistola carregada. Curioso é que já há locais no mundo onde o Estado não tem o monopólio da violência, nem sequer quota parte dela, mas isso, suponho, já não interessa nada.
    Eu tinha-lhe feito uma pergunta, a que não me respondeu: porque não é ele a matar? Se “isto aqui é uma guerra”, porque não pega ele em armas e atira a matar?

  15. Renato Teixeira says:

    Von, até aqui pensava que não compreendia a ideia que procuro expressar. A partir dos seus últimos dois comentários concluo que alimenta esta polémica sem sequer se dar ao trabalho de ler o que lhe respondo.

    Pela última vez, não está em causa o elogio do trabalho artístico de Abdul X mas nem o gosto estético sobre o “olho por olho e o dente por dente”. Experimente ler, estou certo que vai perceber.

  16. Renato Teixeira says:

    Pedro, não tenho mandato para responder a perguntas que só o Abdul X pode responder. Ainda assim recomendo que passe os olhos nas notícias. Verá que o facto de isto aqui ser uma guerra leva demasiadas pessoas “a pegar em armas e atirar a matar”.

  17. Von says:

    Renato, através de personagens como Abdul X, o objectivo será o de retirar esse monopólio de violência, numa join-venture onde os dois lados bélicos demonstram a “força” dos seus argumentos, em detrimento de toda a restante população. Se a questão é a violência, não será certamente a violência que o irá resolver.

  18. Von says:

    Renato, um exemplo. Sou um enorme apreciador artístico de Ice T e dos seus Bodycount. E penso que canções como Copkiller (tal como Tirez Sur Les Keufs) são realmente incitações à violência. E nesse pormenor técnico, o tal Brice Hortefeux tem razão.

  19. Renato Teixeira says:

    Ufa Von, estava a ver que não saia dos lugares comuns.
    Abdul X não faz uma joint-venture porque como diz e provavelmente com razão o discurso contra a polícia neste autor é apenas um golpe de asa publicitário. Pelo menos é isso que se conclui ao ler as declarações do rapper onde afirma que a letra da música não corresponde àquilo que pensa sobre a polícia.

    Não obstante, parece-me que tudo é melhor do que uma situação de monopólio.

  20. Von says:

    Só mais um pormenor. Quando os Facção Central, cantam “a fome virou ódio e alguém tem que chorar”, ouço hipocrisia em todas as direcções. A hipocrisia típica de quem justifica o crime com a miséria alheia.

  21. Von says:

    “Não obstante, parece-me que tudo é melhor do que uma situação de monopólio.” Claro que sim: o número de balas perdidas em direcção aos restantes cidadãos, será muito maior.

  22. Renato Teixeira says:

    Agora tem a história contra o seu argumento. Todos os regimes cujo Estado dispôs do monopólio da violência dispararam sempre mais tiros do que aqueles com rivais externos ou inimigos internos igualmente dotados de chumbo.

  23. Pedro says:

    Portanto, o homem é um cobarde hipócrita. Era exactamente isso que eu já sabia e queria dizer. Que o Renato não o tenha entendido e que lhe tenha dado aqui voz como se ele fosse um herói ou um representante das massas oprimidas, acho estranho. E que sugere então o Renato para acabar com o monopólio da violência por parte do Estado? Imagino que tenha vontade de dizer que não lhe compete a si falar pelas massas oprimidas. Mas isso, creio, não o impede de ter uma opinião sobre o assunto. Vamos então assentar que vivemos numa sociedade oprimida pelo Estado, em que os policias são a sua sinistra guarda pretoriana. Está assente, ponto final. Como imagina que seja viver numa sociedade em que o Estado não tenha o monopólio da violência, digamos em que não há forças policiais organizadas pelo Estado, e em que toda a gente tem acesso livre a armas?

  24. Von says:

    Às vezes, quando se “desfaz” esse monopólio, “aparece” a guerra civil. Em estado de guerra civil, não me parece haver menos projéctil. Que o digam os iraquianos, por exemplo.

  25. Renato Teixeira says:

    Pedro, para que não se feche o caminho à violência revolucionária que tem feito a humanidade dar passos gigantescos de humanidade é importante defender o direito a que Abdul X’s exprimam as suas convicções. É que por aqui não se defendem nem monopólios nem joint-ventures. Defende-se o povo em armas. Espero ter sido claro, agora que a pergunta também pode ser respondida por mim.

  26. Renato Teixeira says:

    Von, o estado de guerra civil não é propriamente um Estado, não será assim?

  27. Von says:

    Um estado, sinónimo de situação, não deixa de acontecer num Estado.

  28. Renato Teixeira says:

    Ya Von. É isso mesmo. Arre…

  29. Von says:

    Ó Renato, você não pode (ou não deve) vir com preciosismos acerca de estado e Estado, e depois amuar na resposta.

  30. Pedro says:

    Que diabo é “o povo em armas”? Calma aí, Renato, não ficou nada claro. A violência revolucionária, como sabe, desembocou sempre em monopólios de violência por parte de estados, entendido o tal monopólio da violência como a existência de uma força armada organizada do Estado, versus “povo em armas”. A humanidade não tinha dado nem um passo se assim não tivesse sido. Em algum momento, há-de o Renato defender o tal monopólio, para isto poder avançar um bocadito. Pode-me é dizer que este não é o momento, e aí aceito, se me explicar porquê. Ver o “povo” permanentemente “em “armas”, é que me parece um bocado assustador, até porque não sei bem o que é o “povo”. Essa unidade orgânica já está bem delimitada e classificada? E cada uma das células desse composto orgânico é autónoma no uso da sua arma? Nada disto me parece claro.

  31. Renato Teixeira says:

    Ó Von, qual amuo qual quê. Invariavelmente manda o debate às malvas, centra-se nos seus desejos e esquece a realidade. Não vejo por onde continuar… só isso.

    O Estado durante uma guerra civil está em disputa. Além disso a comparação era referente a estados consolidados.

    Pedro, aulas de história meu caro, aulas de história. É só o que lhe posso recomendar. Sem a violência revolucionária ou seria escravo, ou senhor, ou capataz. Dessa vaga às sucessivas sempre se avançou. Sempre.

    Não saber o que é o Povo é bem capaz de estar na origem do seu problema de compreensão. Descanse. Meia volta ele mostra-se com outro vigor.

  32. Von says:

    Também gostava de perceber em pleno, essa do “povo em armas”.

  33. Von says:

    Não fuja Renato. Você não falou em povo, mas em “povo em armas”. E se a história mostra que a violência foi a solução para os problemas, então o mundo de hoje revela-se pela sua forma de construção.

  34. Longe daí says:

    Já que estamos em maré de videoclips e artistas, este, no youtube, ainda não foi objecto de qualquer “higienização”:

    http://www.youtube.com/watch?v=FU7bFpPJiww

    Pergunto-me a mim mesmo se isto ↑ 1. pretende ser mero ‘agitprop’, desse que também a ajuda vender discos, dvds e merchandize diverso, 2. se terá aspirações a, qual simulacro de qualquer coisa disfarçado de micro-documentário, retratar a tal “guerrilha cada vez maior” contra o “monopólio do medo”, ou 3. se será pura e simples propaganda ‘sarko-facho’ travestida de alegre momento musical. Sinceramente não sei…

    O que sei é que o realizador se chama Romain Gravas.
    Deve querer dizer qualquer coisa…

  35. Von says:

    Ao longo do debate, dei exemplos onde estes ditos paladinos da verdade revolucionária mostram a sua hipocrisia, e você não disse palavra acerca disso. Escuda-se na sua ideia em que o monopólio da violência é pior que a violência dos dois lados. E eu acho que ambos os casos é mau suficiente. Um não deve justificar o outro. Um não deve ser melhor que o outro. Ambos devem ser condenados. E se chegarmos à conclusão que nada melhora sem violência, então devemos assumir um recuo às cavernas, porque não aprendemos nada nestes últimos milhões de anos.

  36. Renato Teixeira says:

    Von: povo+armas=povo em armas.

    Pode, o Von e eu, clamar pelo que gostamos ou não gostamos, mas a realidade é só uma: quem semeia ventos, colhe tempestades.

    E o que quer dizer Longe daí?

  37. Longe daí says:

    Eu? Nada em particular. Sinceramente, só estava à cata de opiniões.

  38. Von says:

    O vídeo dos Justice, foi o ponta de lança que empurrou Gravas para o vídeo da MIA. Sem receio de ser rotulado, apenas digo isto: o de MIA obriga a pensar e não incita obrigatoriamente a uma violência primária e gratuita. O dos Justice corre esse risco. Qualquer um dos dois, pode ser mal interpretado seja por quem for. Como o Bambi pode ser o gatilho para alguém dar um balázio num caçador. Todos estes vídeos, incluindo os de Abdul X e Facção Central, devem existir na premissa da liberdade de expressão, mesmo se essa liberdade possa ser utilizada maliciosamente e com fins negativos. Afinal, um tal cartaz do PNR, seria perfeitamente admissível, debaixo da figura da liberdade de expressão. Porém, incluía uma imagem de insulto, que de certa forma existe em todos estes vídeos, quanto mais não seja, na generalização dos alvos. O problema deste tipo de liberdade de expressão, é se o natural e evidente receptor, lhe der uma leitura demasiado básica e linear e a interpretar como modelo a adoptar. O que é evidentemente perigoso.

  39. Pedro says:

    Renato, não é só preciso aulas de história, conceitos de mecânica das marés e termodinâmica, seja lá o que isso for, também são importantes. Lá está: as vagas. É como as ondas. Entre uma onda e outra o mar fica quieto. E de vez em quando, a malta gosta de um marzinho chão, de água tépida. Ninguém aguenta a vida toda em equilíbrio em cima de uma prancha de surf, nem o mar deixa. Mas eu disse o contrário do que você diz? Não disse. É preciso haver de vez em quando uma revolução correctiva, que corra sangue. Mas é preciso que o sangue coagule (diss bem?), que feche a cicatriz, uma vez por outra. Um povo permanente em armas é como uma criança hiperactiva, fica com défice de atenção e não aprende nem desenvolve. É preciso que acalme a passarinha por momentos. O povo. Se eu sei o que é o Povo? Continuo a não saber bem, mas já não interessa. Sei, de certeza, que você arriscar-se-ia a ficar escravo de um dos tais elementos do povo, se este decidir que assim é que deve ser, se em determinado momento não houver policia que lhe garanta a liberdade. Vamos imaginar que sou do Povo. Reze para que não seja. Porque, calhando, até me dava jeito que trabalhasse para mim de graça na mira de uma espingarda. Viesse depois mais um grupo de povo tentar libertá-lo que eu chamava o meu povo e tinhamos sarilho do grosso.

  40. Renato Teixeira says:

    Von, não quero o Estado a proibir os cartazes do PNR. Quero o povo em armas a deitar-lhe o fogo.

    Pedro, afinal dispensa as aulas de história. No seu último comentário fica claro que percebe bem o que é o Povo. Diria mais, percebe até que ele se divide em classes. Muito bem. Como aluno já caminha em terreno positivo. Como “povo”, teremos sarilho do grosso mais cedo que tarde. Espero.

  41. Von says:

    Renato, se o povo em armas lhe deitar fogo (ao cartaz), e o “povo em armas” do PNR o defender com fogo, está armado um belo oligopólio. Para perigo do povo ser armas, que passar perto.

  42. Renato Teixeira says:

    Nessa altura, é tempo de clamar pela “organização popular”. O povo sem armas poderá sempre arranjar uma canhota.

  43. Von says:

    Não terá a história contra o seu argumento? Se me conseguir mostrar com exemplos tão cabais, dessa organização popular contra violência de dois lados… E se o povo preferir não ter “canhota”, azarinho. Porque em tempos de violência, não se admite mãozinhas preguiçosas.

  44. Pedro says:

    Tá bom, então, se tem que ser que pegue o povo em armas. Mas arranjem um Spartacus ou um Robespierre para organizar a coisa. Pelo menos alguma organização era preciso. Um rapper também serve. O Renato não pode é precipitar-se nas pesquisas do youtube e arranjar um gajo como esse ai em cima, que não tarda, com tanta cagança, está a cantar em bailes de beneficência dos chuis.

  45. Renato Teixeira says:

    Ora viu como chegou lá Von. A ideia é precisamente essa, combater a preguiça do povo.

    Pedro, antes Spartacus.

  46. Von says:

    E quem define o que é e o que não é preguiça, é o senhor. Como um bom professor à antiga, de ponteiro em riste, pronto para disciplinar o “infractor”.

  47. Renato Teixeira says:

    Afinal entre o meu ponto de vista e o seu, há espaço para a partilha da vontade de interferir na preguiça dos outros.

  48. Von says:

    Desde que a interferência permite a liberdade de escolha. Sempre a liberdade de escolha. Sempre!

  49. Renato Teixeira says:

    Ora nem mais. Esperemos que o Abdul X as consiga para o seu rap de forma a que não nos venham chatear com as “nossas” diatribes.

  50. Renato Teixeira says:

    Deixou de haver onde encontrar os vídeos do Abdul X. Tudo dito, portanto.

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