Abdul X está a ser processado pelo Estado francês por causa do vídeo que acabou de ver. O bélico-fóbico ministro do interior de Sarkozy, Brice Hortefeux, alega que a mensagem produzida pelo rapper atenta contra “homens e mulheres que, em condições às vezes difíceis, asseguram a segurança de nossos concidadãos”. Em função disso, qual governante zeloso da sua missão, sossega os mais inquietos: “Não deixarei que um rapper sem notoriedade os ameace”.
Brice entende ainda que esta canção de Abdul X é um “autêntico chamado à violência, e pior ainda, um chamado à morte”, e isso é delito exclusivo do estado de direito. De processo em processo se moldam as curvas do regime. Valha-nos a certeza de ser infinita a lista de artistas que não deixam de dizer o que pensam em nome do bom senso da indústria musical ou do respeito pelo politicamente correcto.
Muito a propósito, os Facção Central lembram que “isto aqui é uma guerra” porque entre outras razões “a fome virou ódio e alguém tem que chorar”. Como eles, Brice e Sarkozy estão bem cientes dessa realidade. Brice como Sarkozy sabem que são generais de uma guerra que enfrenta uma guerrilha cada vez maior e todos os meios são válidos para eliminar a dissidência. Como se viu com dramática clareza no despejo e na carga policial sobre as mulheres de um subúrbio de Paris, estes senhores não querem acabar com a mensagem da violência. O que procuram é mostrar que só a eles pertence o monopólio do medo.




Esse “povp em armas” deu num Mussolini, num Franco, num Hitler e, até, num Estaline… depende de quem se gostar.
Chato é que nem sempre chega quem se gosta!
Com esses todos o povo ficou foi sem armas…