Muito interessante.
Igualmente demonstrativo da pouca credibilidade que alguns pares revisionistas, como Benny Morris, lhe dão enquanto historiador, acusando-o de se deixar toldar pela sua ideologia.
Quem conhece razoavelmente a história do Médio-Oriente vê as lacunas no seu discurso, que só podem ser propositadas.
Seja como for, continuo a achar interessante ouvir/ler as outras vozes/leituras sobre a realidade do Médio-Oriente.
“Pappe’s work should be be ignored not because he is a communist or an anti-Zionist, but because he is a bad historian and what he writes is not history, but vicious and polemical historical fiction. Pappe explained his approach to history in a documentary movie that was made about the battle of Latrun:
[V]ery pedantic and empiricist historians like to argue and to waste a lot of ink so to speak on figures, on numbers, as if the numbers are really important for the construction of myth, or if you have the accurate number you can destroy a myth or debunk it and I don’t think it’s very true.
Facts, figures, and numbers are for “bourgeois science” and pedants. This approach was first illustrated by Soviet scientist Trofim D. Lysenko, who fudged experimental data to “prove” that acquired characteristics can be passed on to future generations, because that is what Soviet ideology required.
If the revolution requires that mice who had their tails cut off will give birth to mice with short tails, then the Ilan Pappes of the world will produce the necessary “data.” As Pryce-Jones notes, Pappe has stated:
‘We do [historiography] because of ideological reasons, not because we are truth seekers… ‘there is no such thing as truth, only a collection of narratives’.
If the man announces that he is going to lie to you, why waste time on his work? Pappe’s approach is exemplified by the saga of Theodore Katz. Theodore Katz, a Haifa University Master’s student who was supervised by Pappe, presented a thesis alleging that a massacre of 200 Arabs was committed by the IDF’s Alexandroni Brigade at the village of Tantura in May of 1948. Veterans of the brigade sued Katz, claiming he had falsified oral evidence, and Katz withdrew his allegations. Katz’s interview tapes were examined, and it was shown that Katz’s transcriptions of the taped conversations did not correspond to what witnesses stated in those tapes. Katz had apparently faked the “evidence” for the massacre. This open and shut case of fraudulent research was nonetheless defended by Pappe, and anti-Zionists continue to insist, based on this invention, that there was a massacre at Tantura.”
É das críticas mais suaves que historiadores lhe fazem.
Israel recebe actualmente três mil milhões de dólares por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.
Nalguns aspectos claramente demarcados, o actual apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controle de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.
Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, “É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal [americana], uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho.” O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível afundar.
O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.
Na realidade, um Estado israelita em constante estado de guerra – tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos, está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.
.
Isto nem merece comentário. Tantas inverdades históricas juntas numa só pessoa indicía um propósito…
O facto de ninguém o levar a sério na comunidade de historiadores, não retira o que está por trás… a propaganda. A propaganda é um hábito comum nos regimes totalitários; a lavagem cerebral, a educação das crianças… assim de repente, lembro-me da mocidade portuguesa, da propaganda nazi na alemanha, do mundo fantástico que se vivia na união soviética… hoje em dia, isto é visivel na campanha anti-israel, anti-sionista, anti-judaica; propaganda que vai ecoando por paises meios manhosos de regimes aonde o fanatismo religioso e o fanatismo ideologico se sobrepõem aos interesses do próprio povo.
Alimentam constantemente a mentira, na esperança de tanta as vezes a repetir, se torne a Verdade.
O tipo do Irão afirma que o Holocausto nazi foi uma invenção. Chaves afirma que os terramotos são provocados pelos gringos americanos.
E espante-se, esta gente tem seguidores… qual religião, acreditam.
Uns e outros seguem a manada. De olhos fechados seguem o estouro da manada. E não vêm que caminham para o precipicio…
O «Sioux» devia ter pena dos pobres palestinianos.
Não foram também os «Sioux», os «Apaches», os «Navajos», os »Comanches», os «Iroqueses», os «Cherokis», etc., vítimas de geñocídio e roubo de terras pelos democratas povoadores norte-americanos?
O problema da Palestina é tão velho como a «salvé-rainha».
É mais um doloroso capítulo da pulhice humana.
O que se passa no Médio nada tem a ver com «religião», «choques de cultura» e outras tretas intelectualóides.
Tem a ver com rapina, ladroagem, filha da putice, arrogância,etc.
Naquele sítio, são os sionistas a fazerem o papel de ladrões, trafulhas e assassinos.
E não me venham com as vicissitudes da diáspora hebraica, que eu cago nisso!
Luís: que pena…
Miguel: transido de receio!
Augusto:”O problema ainda é a capacidade de os amigos de Israel (…)” Pois é, o mundo seria delicioso se fosse a preto e branco e apenas os da minha cor sobrevivessem, não é, Augusto? O problema é haver quem não concorde com o Augusto…
Diogo: brilhante análise. Falta esclarecer o que ganham os EUA com a presente situação de “O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.”, sobretudo considerando que, com excepção da Síria, todos os restantes vizinhos de Israel são aliados norte-americanos, no caso da
Arábia Saudita ainda antes da existência de Israel. Os interesses estratégicos norte-americanos estão muito mais próximos da Arábia Saudita, do Koweit e do Iraque do que de Israel.
Sioux,
é normal que estejamos intoxicados pela propaganda comuno/arabe, afinal , eles dominam as agências de noticias de todo o mundo e até nos conseguiram convencer que existiam armas de destruição maciça nos EUA.
P.S. Já agora, alguns estados americanos negam que o homem descende do macaco .
José longe de mim querer calar a discordãncia, o autor que eu citei Simon Epstein é de religião judaica, e professor da Universidade de Jerusalem.
O que está em causa é a propaganda, e nisso o actual estado de Israel é mestre.
E sabe utilizar bem , os muitos amigos, que tem nos orgãos de comunicação social , a nivel mundial.
Felizmente, que muitos cidadãos de religião judaica, abominam os crimes que o Estado de Israel pratica em seu nome.
Ainda recentemente em Paris , Simone Veil , esteve presente num comicio, de repúdio pelo criminoso ataque , aos barcos que tentaram furar o bloqueio a Gaza…..
“José longe de mim querer calar a discordãncia, o autor que eu citei Simon Epstein é de religião judaica, e professor da Universidade de Jerusalem.”
Augusto: que tem a religião a ver com isto?
Eu não sou judeu ou cristão, nem professo qualquer religião. Sou agnóstico. E você? E em que é que este tipo de classificação de pessoas interessa para os argumentos em causa?
“Ainda recentemente em Paris , Simone Veil , esteve presente num comicio, de repúdio pelo criminoso ataque , aos barcos que tentaram furar o bloqueio a Gaza…..”
Não precisa de sair da Ásia para ver manifestações contra a actuação do governo israelita no caso Marmara: os seus próprios cidadãos organizaram manifestações, eventos que dificilmente encontram paralelo nos seus vizinhos.
Muito interessante.
Igualmente demonstrativo da pouca credibilidade que alguns pares revisionistas, como Benny Morris, lhe dão enquanto historiador, acusando-o de se deixar toldar pela sua ideologia.
Quem conhece razoavelmente a história do Médio-Oriente vê as lacunas no seu discurso, que só podem ser propositadas.
Seja como for, continuo a achar interessante ouvir/ler as outras vozes/leituras sobre a realidade do Médio-Oriente.
“Pappe’s work should be be ignored not because he is a communist or an anti-Zionist, but because he is a bad historian and what he writes is not history, but vicious and polemical historical fiction. Pappe explained his approach to history in a documentary movie that was made about the battle of Latrun:
[V]ery pedantic and empiricist historians like to argue and to waste a lot of ink so to speak on figures, on numbers, as if the numbers are really important for the construction of myth, or if you have the accurate number you can destroy a myth or debunk it and I don’t think it’s very true.
(Quoted in a film about the Latrun battle and originally posted on the Web here – http://www.olinfilms.com/latrun/script.html).
Facts, figures, and numbers are for “bourgeois science” and pedants. This approach was first illustrated by Soviet scientist Trofim D. Lysenko, who fudged experimental data to “prove” that acquired characteristics can be passed on to future generations, because that is what Soviet ideology required.
If the revolution requires that mice who had their tails cut off will give birth to mice with short tails, then the Ilan Pappes of the world will produce the necessary “data.” As Pryce-Jones notes, Pappe has stated:
‘We do [historiography] because of ideological reasons, not because we are truth seekers… ‘there is no such thing as truth, only a collection of narratives’.
If the man announces that he is going to lie to you, why waste time on his work? Pappe’s approach is exemplified by the saga of Theodore Katz. Theodore Katz, a Haifa University Master’s student who was supervised by Pappe, presented a thesis alleging that a massacre of 200 Arabs was committed by the IDF’s Alexandroni Brigade at the village of Tantura in May of 1948. Veterans of the brigade sued Katz, claiming he had falsified oral evidence, and Katz withdrew his allegations. Katz’s interview tapes were examined, and it was shown that Katz’s transcriptions of the taped conversations did not correspond to what witnesses stated in those tapes. Katz had apparently faked the “evidence” for the massacre. This open and shut case of fraudulent research was nonetheless defended by Pappe, and anti-Zionists continue to insist, based on this invention, that there was a massacre at Tantura.”
É das críticas mais suaves que historiadores lhe fazem.
José, um denodado advogado do Diabo! Sim, até o Diabo tem direito a advogado. (Eu é que já não tenho paciência…)
José, teve receio de citar a fonte desse discurso? http://www.zionism-israel.com/log/archives/00000292.html
Israel recebe actualmente três mil milhões de dólares por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.
Nalguns aspectos claramente demarcados, o actual apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controle de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.
Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, “É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal [americana], uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho.” O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível afundar.
O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.
Na realidade, um Estado israelita em constante estado de guerra – tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos, está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.
.
Afinal nada de novo que já não se soubesse há muito, não é caro comentador José….
Por exemplo o Simon Epstein , na sua Histoire du Peuple Juif ao XX siècle, abordava já a limpeza étnica de 1948.
O problema ainda é a capacidade de os amigos de Israel, inundarem os meios de comunicação a nivel mundial com as suas versões dos crimes que cometem.
Isto nem merece comentário. Tantas inverdades históricas juntas numa só pessoa indicía um propósito…
O facto de ninguém o levar a sério na comunidade de historiadores, não retira o que está por trás… a propaganda. A propaganda é um hábito comum nos regimes totalitários; a lavagem cerebral, a educação das crianças… assim de repente, lembro-me da mocidade portuguesa, da propaganda nazi na alemanha, do mundo fantástico que se vivia na união soviética… hoje em dia, isto é visivel na campanha anti-israel, anti-sionista, anti-judaica; propaganda que vai ecoando por paises meios manhosos de regimes aonde o fanatismo religioso e o fanatismo ideologico se sobrepõem aos interesses do próprio povo.
Alimentam constantemente a mentira, na esperança de tanta as vezes a repetir, se torne a Verdade.
O tipo do Irão afirma que o Holocausto nazi foi uma invenção. Chaves afirma que os terramotos são provocados pelos gringos americanos.
E espante-se, esta gente tem seguidores… qual religião, acreditam.
Uns e outros seguem a manada. De olhos fechados seguem o estouro da manada. E não vêm que caminham para o precipicio…
‘a morte saiu à rua num dia assim…’
Sioux
O «Sioux» devia ter pena dos pobres palestinianos.
Não foram também os «Sioux», os «Apaches», os «Navajos», os »Comanches», os «Iroqueses», os «Cherokis», etc., vítimas de geñocídio e roubo de terras pelos democratas povoadores norte-americanos?
O problema da Palestina é tão velho como a «salvé-rainha».
É mais um doloroso capítulo da pulhice humana.
O que se passa no Médio nada tem a ver com «religião», «choques de cultura» e outras tretas intelectualóides.
Tem a ver com rapina, ladroagem, filha da putice, arrogância,etc.
Naquele sítio, são os sionistas a fazerem o papel de ladrões, trafulhas e assassinos.
E não me venham com as vicissitudes da diáspora hebraica, que eu cago nisso!
É exactamente isso, Sioux! Eu não saberia dizer melhor… Extraordinário!!!
Luís: que pena…
Miguel: transido de receio!
Augusto:”O problema ainda é a capacidade de os amigos de Israel (…)” Pois é, o mundo seria delicioso se fosse a preto e branco e apenas os da minha cor sobrevivessem, não é, Augusto? O problema é haver quem não concorde com o Augusto…
Diogo: brilhante análise. Falta esclarecer o que ganham os EUA com a presente situação de “O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.”, sobretudo considerando que, com excepção da Síria, todos os restantes vizinhos de Israel são aliados norte-americanos, no caso da
Arábia Saudita ainda antes da existência de Israel. Os interesses estratégicos norte-americanos estão muito mais próximos da Arábia Saudita, do Koweit e do Iraque do que de Israel.
Sioux,
é normal que estejamos intoxicados pela propaganda comuno/arabe, afinal , eles dominam as agências de noticias de todo o mundo e até nos conseguiram convencer que existiam armas de destruição maciça nos EUA.
P.S. Já agora, alguns estados americanos negam que o homem descende do macaco .
José longe de mim querer calar a discordãncia, o autor que eu citei Simon Epstein é de religião judaica, e professor da Universidade de Jerusalem.
O que está em causa é a propaganda, e nisso o actual estado de Israel é mestre.
E sabe utilizar bem , os muitos amigos, que tem nos orgãos de comunicação social , a nivel mundial.
Felizmente, que muitos cidadãos de religião judaica, abominam os crimes que o Estado de Israel pratica em seu nome.
Ainda recentemente em Paris , Simone Veil , esteve presente num comicio, de repúdio pelo criminoso ataque , aos barcos que tentaram furar o bloqueio a Gaza…..
“José longe de mim querer calar a discordãncia, o autor que eu citei Simon Epstein é de religião judaica, e professor da Universidade de Jerusalem.”
Augusto: que tem a religião a ver com isto?
Eu não sou judeu ou cristão, nem professo qualquer religião. Sou agnóstico. E você? E em que é que este tipo de classificação de pessoas interessa para os argumentos em causa?
“Ainda recentemente em Paris , Simone Veil , esteve presente num comicio, de repúdio pelo criminoso ataque , aos barcos que tentaram furar o bloqueio a Gaza…..”
Não precisa de sair da Ásia para ver manifestações contra a actuação do governo israelita no caso Marmara: os seus próprios cidadãos organizaram manifestações, eventos que dificilmente encontram paralelo nos seus vizinhos.