E agora Dr. Pinto Monteiro?

Vítor Magalhães e Paes de Faria, os procuradores responsáveis pela investigação do caso Freeport desde Outubro de 2008, pediram formalmente, no dia 12 de Julho, para ouvir o primeiro-ministro e o ministro da Presidência por escrito. O pedido foi dirigido à sua superior imediata, a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, e foi acompanhado dos questionários dirigidos a Sócrates e Pedro Silva Pereira, bem como dos respectivos anexos documentais. A resposta não consta dos autos, mas, como se sabe, os procuradores escreveram no despacho final que a fixação do prazo de 25 de Julho, para concluir o inquérito, inviabilizou a realização daquelas e doutras diligências.

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8 Responses to E agora Dr. Pinto Monteiro?

  1. blu says:

    Continuo sem perceber.
    Estes Procuradors foram titulares do processo Freeport durante quase dois anos.
    Anteriomente a investigação prolongara-se durante quatro anos. Porque é que concluíram que seria útil fazer perguntas a José Sócrates e a Pedro Silva Pereira precisamente na véspera da conclusão do inquérito??? Será que só no fim do inquérito e prestes a redigir o Despacho final é que os procuradores tiveram conhecimento de factos ou indícios novos?
    De onde provém esse conhecimento?

    Isto é inexplicável.

  2. Precipitou-se nas afirmações, agora engole o fel. O PGR parece um acólito de Sócrates!

  3. Luis Rainha says:

    blu:

    «Os autos do processo – que deixaram de estar em segredo de justiça no dia 27 – evidenciam, contudo, que os procuradores, três semanas depois de terem recebido, a 21 de Junho, o relatório final da Polícia Judiciária (PJ), com 535 páginas, e quando ainda aguardavam resposta a quatro cartas rogatórias dirigidas a autoridades estrangeiras, pediram para ouvir Sócrates e Silva Pereira. E que não lhes foram criadas condições para que isso acontecesse.»
    Já percebe melhor a coisa?

  4. Justiniano says:

    Rainha, seria então caso para que os dois magistrados procedecem formalmente junto do PGR, do PR, da Rainha de Inglaterra da bancada, junto à estrada etc… Mas nada disso justifica que, por tal, escarrem no despacho que produziram e a eito, à laia de cão amuado, arremessem com a trampa para cima dos outros!!

  5. Carlos Vidal says:

    Justiniano, nem parece um comentário vindo da sua tremenda argúcia…
    Dois profissionais recebem um dossiê de 530 pp. Trabalham-no em poucas semanas, pedem uma inquirição ao primeiro e ao seu clone. A resposta para tal não só não vem, como a superior hierárquica decreta o fim abrupto dos trabalhos. Nesse caso, os senhores devem fazer queixa ou colocar as perguntas não efectuados… no despacho??
    Claro que é a última a opção correcta.

  6. Justiniano says:

    Ora, caro Vidal, vamos lá ver o seguinte.
    (como sempre disse, o combate ao regime socrático não passa por aqui, está muito para além disto…e como digo a continuação deste assunto apenas aproveita ao chefe do governo)
    Os dois magistrados, ou três ou quinhentos, tinham, têm e terão, em mãos um determinado processo que, por determinação do superior hierárquico, haveria de ser concluso até determinada data. Lá chegádos, e sendo que afinal entendiam não estar concluído, ofereceram-no, ainda assim, como previamente determinado. Insatisfeitos pela insuficiencia que acossou as suas almas, e ao invés de recusarem a entrega e a justificarem, largaram a odiosa sobre o outro e o meristema!!
    Pergunta-me o caro Vidal, se “devem fazer queixa ou colocar as perguntas não efectuados… no despacho??”. Parece-me evidente, como disse!! Mas que tenho eu que ver com as contingencias do Ministério Público, da trampa dos outros tipos, com o preço do trigo, com as portagens…
    Tomaram-nos por reféns e o Vidal acha bem!?

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