Sec. de Estado Pedro Marques, a história dos meninos da JS que nunca tiveram de procurar emprego

Este “jovem socialista”, cujo nome poucos reconhecerão, é da fornada de Rui Pedro Gonçalves, Perestrello ou Paulo Penedos. Mais uma figura sinistra a quem parcos anos de subserviências várias terão aberto as portas do aparelho de estado. No seu curriculum orgulha-se de ter entrado como assessor no Ministro do Trabalho e da Solidariedade dirigido por Paulo Pedroso, quando teria uns 23 anos. Depois, a sua carreira foi sempre em ascensão até chegar, aos 29, a Secretário de Estado da Segurança Social, lugar do qual não mais saiu.
Infelizmente, tive a oportunidade de me cruzar com esta figura na qual pude constatar uma elevada competência na função de preservar os financiamentos máximos das “instituições certas” – ainda que sem objectivos de carácter social.
As suas declarações, como se pode ver, denotam a sua sensibilidade social. Desejo-lhe cinco anos de desemprego.

O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, desdramatiza o fim dos apoios complementares ao Rendimento Social de Inserção (RSI). “Muitas vezes, representam apoios que deviam ser prestados pelos serviços públicos. As famílias que não conseguem pagar uma renda de casa, por exemplo, devem recorrer à habitação social. As câmaras é que, dentro das suas disponibilidades, podem fazer atribuição de habitações.”
Sabe que há necessidades para as quais os serviços públicos não têm resposta, como uns óculos ou um medicamento. Mas para isso, diz, há a acção social. Há uma dotação orçamental gerida pelos centros distritais. O Porto, por exemplo, já não está a responder. “Pode eventualmente haver transferência entre distritos”, diz. Também justifica o fim dos subsídios de gravidez e para o primeiro ano de vida, a majoração a partir do terceiro filho: “Foram criadas outras respostas importantes.” Hoje há abono pré-natal, subsídio parental, majoração do abono para crianças até doze meses e para o 2.º e 3.º filhos, e para famílias monoparentais. A inserção, na sua opinião, sai até reforçada. “Todos os beneficiários entre os 18 e os 55 anos, que não estejam no mercado de trabalho e que tenham capacidade para isso, vão ser abrangidos por medidas de educação, de formação, reconhecimento e revalidação de competências ou de emprego.”

Notícia do Público

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6 Responses to Sec. de Estado Pedro Marques, a história dos meninos da JS que nunca tiveram de procurar emprego

  1. Morgada de V. says:

    “Foram criadas outras respostas importantes”. Suponho que seja a resposta “não há dinheiro para quem não o tem”.
    A ler, as reportagens da Ana Cristina Pereira no Público de hoje (além da que o AF já indicou, tb “Era mau, vai ficar pior” e “Carlos precisa de um telhado novo”).

  2. Tiago Mota Saraiva says:

    Camarada Morgada, os artigos para que chamas a atenção são arrepiantes.

  3. Manuel Mendes says:

    Ontem alguém dizia «…que alguma coisa se modifique para que tudo fique na mesma…», hoje esta frase é demasiado progressista e podemos optar «…que nada se modifique para que tudo fique pior…»

  4. im says:

    Medina Carreira e as condições de trabalho( a escravatura) que defende…
    Não o mando para as termas, porque já está nas termas à nossa custa há tempo demais!
    Não entrem por favor em “Plano inclinado” demasiado tempo , caso contrário teremos que mandar mais para lá e “ fica caro à economia que nós temos”…
    Reajam, não inclinem , nem “Crespam” muito…

  5. Pingback: Diário de um vampiro | cinco dias

  6. Álvaro says:

    O triste percurso de fedelhos servis promovidos a gente crescida.

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