the right to the city…

At this point in history, this has to be a global struggle, predominantly with finance capital, for that is the scale at which urbanization processes now work. To be sure, the political task of organizing such a confrontation is difficult if not daunting. However, the opportunities are multiple because, as this brief history shows, crises repeatedly erupt around urbanization both locally and globally, and because the metropolis is now the point of massive collision—dare we call it class struggle?—over the accumulation by dispossession visited upon the least well-off and the developmental drive that seeks to colonize space for the affluent.

One step towards unifying these struggles is to adopt the right to the city as both working slogan and political ideal, precisely because it focuses on the question of who commands the necessary connection between urbanization and surplus production and use. The democratization of that right, and the construction of a broad social movement to enforce its will is imperative if the dispossessed are to take back the control which they have for so long been denied, and if they are to institute new modes of urbanization. Lefebvre was right to insist that the revolution has to be urban, in the broadest sense of that term, or nothing at all.

Apesar de já conhecer este texto de David Harvey há algum tempo, hoje tropecei nele de novo nas minhas andanças lefebvrianas. Enjoy…
(também aqui)

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

8 respostas a the right to the city…

  1. Ana Paula Fitas diz:

    Obrigado, Paulo… boa evocação!

  2. miguel serras pereira diz:

    Caro Paulo,
    é sempre bom ver que ainda há quem leia e fala de Henri Lefebvre.
    Um abraço “crítico da vida quotidiana”

    msp

  3. Paulo Jorge Vieira diz:

    apaixonado mesmo anda comigo aos trambulhoes misturado com outros dois classicos (Benjamin e Foucault) e uma data de “novatos”…
    ja agora que está mesmo publicado em portugues de Lefebvre?

  4. AMCD diz:

    Não sabia da disponibilidade deste artigo desse grande geógrafo que é David Harvey.

    Obrigado pelo link.

  5. miguel serras pereira diz:

    Paulo, em português (de Portugal), muito pouca coisa, e suponho que nada nos anos recentes.
    Uma arqueológica edição da Moraes do clássico Para Conhecer o Pensamento de Lenine e da obra polémica (com Barthes, amigavelmente; com Foucault, Althusser e outros, com mais dureza) “anti-estruturalista” Contra os Tecnocratas. Na Ulisseia, três títulos – só um deles posterior, e não muito, ao 25 de Abril: A Linguagem e o Pensamento, A Vida Quotidiana no Mundo Moderno e O Reino das Sombras: Hegel, Marx, Nietzsche. Na Afrontamento, A Reprodução das Relações de Produção. Finalmente (mas pode ser que eu esteja a deixar escapar alguma coisa), na Presença, uma recolha de ensaios dispersos, reunidos sob o título Materialismo Dialéctico e Sociologia. Há também, no volume colectivo Literatura e Sociedade, editado pela Estampa, um texto apaixonado e carregado de sugestões sobre a “arte como festa fúnebre” e algumas trocas verbais muito curiosas com Lucien Goldmann.
    Sugestão de tradução: a última reflexão, postumamente publicada, mas seminal, sobre a cidade – as cidades e os seus ritmos, etc.: Éléments de rythmanalyse (1992).

    Abraço

    msp

  6. miguel serras pereira diz:

    Ah, esqueci-me de outra obra traduzida (pelo António Reis, para a Dom Quixote, antes do 25 de Abril): O Fim da História…

    msp

  7. Paulo Jorge Vieira diz:

    pois era o que me parecia… poucas traduções e bastante antigas… eu ando a ler… devorando em doses comedidas a versão em inglês do Éléments de rythmanalyse. Claro que ja li “La production de l’espace” que ainda é uma das minhas obras fetishe!

  8. miguel serras pereira diz:

    Também é extremamente interessante reflectir sobre a trajectória política de Lefebvre, e assim acrescento mais duas sugestões de tradução (ainda que sem grandes esperanças): Rémy Hess, Henri Lefebvre et l’aventure du siècle (1988) e o testemunho político do próprio Lefebvre depois da ruptura com o PCF, La somme et le reste (1958 – várias reedições até à actualidade).
    E, como não há duas sem três, claro que a tradução de La production de l’espace já deveria estar feita, editada e reeditada há muito tempo… Mas se nem sequer temos (a não ser em português do Brasil) Le droit à la ville…

Os comentários estão fechados.