Catalunha, NÃO / Tauromaquia, SIM!!

Um dos factos da passada semana, foi a proibição estúpida e patética pelo Parlamento da Catalunha, que entrará em vigor em Janeiro de 2012, das touradas, da manifestação tauromáquica, fiesta de España, sim, mas assunto muito, muito mais vasto, como veremos.

A tourada não é apenas fiesta, isso seria esquecer a sua potência de exorcismo e transformação de uma “coisa” em “ente sagrado” (como teoriza Bataille). É, certamente fiesta secundariamente, mas, acima de tudo, resíduo de afirmação do sagrado, é ainda um arquétipo formal (que ganha foros estéticos, num segundo plano, repito), uma disputa entre a masculinidade-convexa do touro e a concavidade-feminina do toureiro (e falo em “arquétipo formal”, pois é também a partir desta relação concavo-convexo  que Bataille caracteriza a presença da arquitectura, uma convexidade invasiva das nossas vidas, no “monumento” por exemplo, que Walter Benjamin define como “documento de barbárie”), sacralização e instante de sagração da vida (e nunca da morte) que, por razões que desconheço nos seus mais ínfimos detalhes, na Ibéria foi sobrevivendo e afirmando-se.

Os obtusos, ignorantes e irresponsáveis (politicamente falando, como se verá) do costume aplaudiram a iniciativa, sem perceberem patavina que esta sanha persecutória da tourada, da corrida, representa a transposição para o espaço ou reino animal, digamos assim, de uma condenação nazi-fascista a que nós, há muito, no seio deste pestilento demo-liberalismo ou capital-parlamentarismo, temos sido sujeitos ou sujeitados.

Concretamente, fomos e estamos sujeitos à condição de “vida nua”, somos apenas limpas coisas biométricas, em resultado do banimento ou rasura de todas as formas de sagrado, sagrado que não é forçosamente equivalente à presença ou crédito de uma divindade, mas pode sinalizar uma forma de consciência e elevação que o mórbido capitalismo tardio não pode consentir, porque o seu contexto é apenas a biopolítica. Ora, por onde então começar para esclarecer esta estúpida superficialidade?

Por exemplo, pelo último livro de Giorgio Agamben, filósofo devoto do flamenco (espaço criativo nada distante da tauromaquia). Em Il Sacramento del Linguajo: Archeologia del Giuramento (2009), livro de que não completei leitura (nele peguei há pouco), partindo inicialmente de análises de Licurgo, Hiérocles ou Benveniste, pode-se perceber que há uma certa forma de sacralização da linguagem, no juramento, que não tem o conteúdo impositivo de uma divindade (nem qualquer outro), mas antes aponta para o reforço do compromisso assumido. Ou seja, o juramento não diz respeito ao enunciado, mas à garantia da sua eficácia. A ideia que aqui proponho é que a rasura do sagrado em nome de uma vida “limpa” ou “civilizada” (liofilizada, pasteurizada…) leva-nos ao que noutro lugar o mesmo Agamben chama de “vida nua” a partir de uma antiga figura do direito romano que é o “homo sacer”. Ora bem, este, o “homo sacer” é aquele que não pode ser sacrificado, mas pode ser morto. O que é aplicável ao patético e perigoso decreto catalão e ao lugar que reserva para o animal.

Portanto, o “homo sacer” é uma pessoa sem direitos nenhuns, nem civis nem sagrados, ele é apenas “sacer”/sagrado em sentido nulo. Este pode ser morto, o indivíduo-corpo, a (não) pessoa, mas, porque desprovido de tudo, não pode ser sacrificado, ofertado. Enquanto dádiva ou contradádiva, esta simples e absoluta “vida nua” não faz sentido nem tem lugar: nada vale, não pode desaparecer num sacrifício, mas pode ser, sem consequências, rasurada, morta (no matadouro industrial, no campo de concentração que lhe foi destinado).

Deste modo, diremos que esta “vida nua” já não pode pertencer à lei (porque pode ser rasurado de qualquer modo, desde que essa morte não expresse qualquer valor para o morto), mas está ao mesmo tempo na lei que não pode ser morto sacrificialmente. O “homo sacer” está, simultaneamente, dentro e fora da lei. Tal como o Soberano, para Agamben (que parte de Carl Schmitt): este cria, ao mesmo tempo, a lei, e decreta a “suspenção da lei” (ou “estado de excepção”). A esta gestão da vida, resumindo, chama Foucault biopolítica, que Agamben tem teorizado como a característica essencial do nosso tempo: de Auschwitz a Guantánamo. De um ponto ao outro, de Auschwitz a Guantánamo, ao longo do pós-guerra, a “vida nua”, a sujeição ao Soberano não pára de se expandir, ou seja, noutros termos, o “poder soberano” (bíos) vem progressivamente tomando conta da “vida nua” (zoé).

É esta biopolítica que, provavelmente sem o saberem, os adeptos do imbecil Parlamento da Catalunha vêm aplaudindo como “avanço civilizacional”, incautos uns, ignorantes em extremo outros. E isto tem as suas consequências: precisamente, a expansão da “vida nua”. Querendo “proteger os animais”, alargam a todos os campos as vias nuas que somos, pois os “animais protegidos” são ao mesmo tempo mortos mas insacrificáveis.

Basta pensarmos um segundo para não aplaudirmos medidas destas, que contêm o gérmen de um mundo neo-nazi. Limpo, eficaz – não na vida, mas na morte industrial.

(Ver também)

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

43 respostas a Catalunha, NÃO / Tauromaquia, SIM!!

  1. Carlos,
    Estás um bocadinho Aznar. É, certamente, da falta de férias. Acho que o salvamento dos touros foram consequências colaterais da afirmação política da Catalunha e da contestação as restrições impostas pelo Tribunal Constitucional de Madrid ao estatuto. Quiseram, basicamente, chatear os espanholistas. A filosofia e a arte não foram para aí chamadas. Podiam ser corridas de borboletas que eles proibiam na mesma, desde que se chamassem festa espanhola.

  2. Carlos Vidal diz:

    Boa.
    Nem leste a coisa.
    É Julho, anda aqui um gajo a escrever para o boneco.
    Não, não gosto desta Catalunha, terra de antepassados meus
    (vou já riscar o meu “Vidal Tenes” – isto é coisa de família, pá, não percebes)

  3. Carlos diz:

    A maioria votou favoravelmente.
    A democracia é uma chatice, Vidal.

  4. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos,
    Está mt calor para ler. Mas, ao contrário de ti, gosto da Catalunha e até sou pelo Barça. Nada a fazer.

  5. Numa grande parte do País a tourada faz parte da tradição e cultura dessa gente. Deixem em paz quem admira esse culto. Um tiro na testa do coelho selvagem é um assassinato traiçoeiro e animalesco. Proíbam a caça.

  6. Carlos Vidal diz:

    (Ok, mas eu tb te disse que isto era coisa entre primos.)

  7. Carlos Vidal diz:

    Exactamente sr. Carlos (se fosse “Carles”, seria diferente).

    Não verá nenhum postezinho meu que seja “democrata”.
    É vírus que aqui não entra.

  8. Ricciardi diz:

    Estranho é este mundo… aonde se aprova a proibição da matança a ferros de um Touro (animal) e aonde, simultaneamente, se aprova a matança a ferros de um Feto (humano).

    Os valores andam trocados.

    Há dias via um filme americano, que se passava num tribunal com jurados. Uma espécie de comédia. A descrição dos crimes do réu era monstruosamente dilacerante, mas os jurados mantinham-se impavidos e serenos e com um certo desprezo pelas descrições que estavam a ouvir.

    Por fim, o advogado do MP usou o maior trunfo de todos; desta vez acusou o réu de, além dos crimes descritos, não separar o lixo de casa. Os jurados revoltaram-se finalmente. E com uma tamanha alarvidade tal que todos condenaram o réu.

    Enfim, em nome da liberdade de alguém, concede-se o direito sobre a vida de outrém;

    Neste caso, a vida e o massacre do Touro foi considerada um valor a preservar e superior à liberdade de expressão e de tradição da espécie humana.

    No outro caso, a vida do Feto (mesmo que considerada não humana)é um valor inferior à liberdade de escolha de quem meramente o transporta.

    É caso para dizer… há animais com mais sorte do que outros.

    RB

  9. Carlos Vidal diz:

    Ricciardi,
    Começo a perder a paciência para os seus comentários.

    Depois do fanático sionismo, isto…..

  10. koshba diz:

    Pois, sr. Ricciardi e a vida tirada às crianças com tiros e bombas. Não se esqueça…

  11. Carlos Vidal diz:

    É um sionista delicado, este Ricciardi.
    Muito delicado…

  12. Manuel Monteiro diz:

    Carlos
    Está bem, a teoria é aceitável e tal. Mas e o touro? O que pensará dos filhos de puta que o maritizam.
    A este proposito lembrei-me de um verso do Alexandre Onil:

    Uma coisa pensa o cavalo
    Outra o que o está a montá-lo.

    No meu último livro de poemas publico um cujo titulo é, MANIFESTO A FAVOR DO TOURO, e acaba assim:

    …Eu que perdi o paraíso quando era proletário
    (grita a burguesa: ai que horror temos aqui
    um incendiário!)
    Peçoaos poetas que não louvem os toureiros
    Nem outros ofícios de tortura:
    cravar no sangue um ferro
    É um acto de cultura?

    Manuel Monteiro

  13. Economista55 diz:

    Esta é claramente uma situação em que a democracia não se devia aplicar.

    Abr

  14. Economista55 diz:

    É proibido proibir!

  15. Pingback: Sobre textos e imagens « Paulo Jorge Vieira

  16. Pingback: cinco dias » Sobre textos e imagens

  17. Pingback: cinco dias » Não dá, agora não dá, vai-te queixar à prima…

  18. Dylan diz:

    Sr. Carlos, prepare-se, a Catalunha é aqui ao lado. É só vir por aí abaixo…
    Azar o seu, sorte a dos touros.

  19. Pingback: cinco dias » a bem da verdade…

  20. Pingback: a bem da verdade… « Paulo Jorge Vieira

  21. brunopeixe diz:

    Camarada Carlos,

    Confesso que este teu texto me deixou perplexo, e demorei algum tempo a conseguir fazer sentido dele, até que se me fez luz: este é um daqueles posts irónicos em que escreves o contrário do que pensas – fizeste o mesmo naquele post em que elogiavas Maria de Lurdes Rodrigues. Uma estratégia que faz lembrar o tom provocatório-dialéctico do Zizek (que não suporta o Bataille).
    De que outro modo é que posso compreender a tua defesa da tauromaquia como reserva do sagrado nas sociedades contemporâneas, ainda mais assentes no ritual sacrificial e na comunhão mística? Na verdade, até sei com quem estás a ironizar: o alvo da tua paródia é o teu ódio de estimação de sempre, certo? Aqui está o post com que gozas: http://arrastao.org/sem-categoria/a-memoria-da-vida-e-da-morte/
    Se o espectáculo tauromáquico é reduto do sagrado nas sociedades contemporâneas, é lugar de encenação arquetípica da ligação homem-natureza, essa é uma excelente razão para acabar com ela. Dissolvamos as últimas réstias do sagrado nas aguas geladas do cálculo axiomático-comunista.
    Mais prosaicamente, a tourada é coutada de uma cultura marialva, machista e retrógrada e diria que se o Estado ainda pode ter alguma utilidade de um ponto de vista emancipatório é ao acabar sanitariamente com espetáculos desse calibre. Próximo passo: proibir todo o desporto de competição.
    Vamos a isso?

    Um abraço,
    Bruno.

  22. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal, brilhante, como quase sempre!!
    Cruzaria apenas, se me permitir, com a imagem da celebração!
    A festa, a celebração e o sacrifício!
    A imagem isolada da instrumentalização do animal é a imagem redutora de um vazio antropologico da contemporaneidade. A tendencia de cindir a realidade em propósitos, utilidade, de modo a superar o estado nihilista (nihilismo contemporaneo) acaba por produzir mais e mais vazio!!
    Depois há a questão incontornável da utilidade como economia (é sempre importante). A “tourada” é, hoje, a única razão para que o touro se não converta em boi!! O valor económico da paixão permite ainda oferecer àquele animal a escassez da superfície terrena para que aquele seja quem é!!
    Um bem haja para si,

  23. Carlos Vidal diz:

    Bruno,
    O Zizek não suporta o Bataille.
    E isso incomoda-me muito… (Talvez eu prefira o Bataille, o diletantismo, por vezes, incomoda-me. O Zizek é sagrado, é?)

    O sagrado, fica para a próxima. Agora não tenho muito tempo (também me estás a dever um texto; já agora, antes do desporto de competição, experimenta esvaziar – dessacralizar – o museu, os museus, lá dentro está essa coisa divinizada pela indústria cultural chamada “arte”).

    A violência – é uma boa questão, uma coisa boa, aliás. E eu, aí, não cederia nada: nunca apoiaria nenhuma forma legislativa de redução ou banimento da violência. Em nome de nenhum “direito”.

  24. Bruno Peixe diz:

    Carlos,

    podes preferir quem quiseres. Não se trata de invocar argumentos de autoridade. Não me parece é que aqui o Zizek esteja a ser diletante (nem aqui nem noutras matérias). O desagrado do Zizek pelo Bataille é uma decorrência do seu Marxismo e da sua proximidade com Badiou, parece-me. Tal como Marx celebra o manifesto a erosão do sagrado operada pelo capitalismo, trata-se para o Zizek (e para mim) de recusar o ritual como resistência à lei da utilidade capitalista, de que fala o justiniano. Não é por aí, pela comunhão ritual, que seremos anti-capitalistas. Fieis à ontologia subtractiva do Badiou, também não é pelo re-investimento de sentido e pelo regresso do sagrado que nos vamos opor ao nihilismo contemporâneo. A resistência é uma questão de lógica, a militância decorre de axiomas e não de qualquer êxtase místico ou de comunhão ritual. O mundo encantado da “Sagração da Primavera” não tem lugar, e ainda bem, no comunismo. Vamos deixar os deuses lá no caixão deles.
    Quanto à arte, tens toda a razão. Como muito bem apontaste, em 2008, no Congresso Marx, é preciso resistir ao dispositivo de re-sacralização da arte, ou da sua devolução ao religioso, montado por museus, bienais, exposições e comissariados, e devolver ao pensamento o fragmento de verdade que é a obra de arte.
    Se a violência é uma coisa boa tenho as minhas dúvidas. Diria que não é boa nem má – não deve ser recusada, mas muito menos deve ser celebrada. A revolução não é um picnic, mas também não deve ser um massacre.

    Abraço grande,
    Bruno

  25. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo,

    A violência em si mesma é boa? É, quando necessária. Só é possível um projecto, qq que ele seja, de emancipação (bom, “qq que ele seja” está errado, porque ou é emancipação ou não é, claro) quando for superado o dogma da democracia – que existe para que tudo se mantenha. Aqui, suponho que estamos de acordo.

    Parece-me que confundes o mundo da “Sagração da Primavera” com a própria obra. Explica lá a coisa.
    Quando no Congresso Marx, de 2008, critiquei a ressacralização da arte, vi como ela se processava, e o quanto de oportunismo aí se alojava. Eu explico. Tinha estado na grande exposição do Pompidou “Traces du Sacrée”, e vi que a dimensão do sagrado para os comissários era TUDO – o que me pareceu um enorme equívoco: lá aparecia a mística de Malevich (aqui aceito o sagrado, o dele, do autor – tu não? Mas aquilo tem um sentido de busca do sagrado, fala com o morte se puderes); a de Mondrian (a ligação à teosofia, que ilumina a sua fase inicial) e Kandinsky (nunca largou o conceito de espiritual); aparecia a ligação surrealismo-loucura, por via de Artaud (e aqui já me pareceu demais: a loucura era uma forma de sagrado!?); o “teatro pobre” de Grotowsky, mais Kantor, ainda toda a história da performance, de Acconci a Abramovic (é forçada a sua colocação no sagrado), o Living Theatre, o Accionismo Vienense, o vídeo de Gary Hill ou Shirin Neshat (esta talvez, o primeiro não), ainda Pina Bausch e Aby Warburg, mais a loucura de Nijinsky…. Em suma, forçava-se um alargamento a tudo do sagrado.
    Mesmo nós os críticos da expo podíamos aí ver vantagens e desvantagens: se tudo era sagrado, então o sagrado não existia (claro).
    Por isso, a única atitude teórica que me pareceu interessante foi a que propus no Congresso Marx: a defesa de uma arte que se reivindicava única e exclusivamente da pesquisa FORMAL, o que sempre foi definido pejorativamente como “formalismo”, que eu tentei equivaler ao entendimento e consciência do medium (sempre alicerçado em Clement Greenberg). Mas também aí surgiam alguns problemas: Pollock, por exemplo, o paradigma greenberguiano tivera ligações á psicanálise de Jung, e lá voltava o “sagrado”.
    Então, o meu trabalho e a minha ideia só podia estar ou está “in progress”.

    Mas há que distinguir agora duas coisas: 1) a sacralização da obra de arte, mesmo que nada nela se reporte tematica ou processualmente ao sagrado; e 2) uma obra em que o sagrado é central. O monocromo poderia ilustrar a 1ª hipótese, Malevich a segunda hipótese. Mas o próprio monocromo desviou-se para o sagrado: Barnett Newman produziu a séria “Stations of the Cross” e Rothko uma capela (onde, no exterior, se encontra o obelisco quebrado de Newman). Como sair disto?

    Vejo que tens respostas simples. Eu talvez não.
    (Continua)

  26. Pingback: cinco dias » Vida, arte, sociedade e sagrado (uma introdução ainda dispersa)

  27. É por posts como estes que continuo a achar o CV dos unicos bloggers que vale a pena ler.

  28. António Figueira diz:

    PP: You have a point.

  29. miguel dias diz:

    CV, épá! é só para dizer que sim! iá?

  30. Carlos Vidal diz:

    Iá.
    Já regressaste ao Porto?

  31. miguel dias diz:

    refiro-me concretamente a isto:
    “Querendo “proteger os animais”, alargam a todos os campos as vias nuas que somos, pois os “animais protegidos” são ao mesmo tempo mortos mas insacrificáveis.”

  32. Carlos Vidal diz:

    Ok, certo, mas, concretamente, já voltaste à tua cidade?

  33. miguel dias diz:

    não. só em setembro/outubro

  34. miguel dias diz:

    bem. eu estou na minha cidade.

  35. Pedro Lourenço diz:

    Inacreditável quando se defende a tourada como “avanço civilizacional”. Já cheiras a naftalina, ó Vidal. Vai-te lavar, pá.

  36. Carlos Vidal diz:

    Este pobre diabo deste Lourenço, já é a quarta ou quinta tentativa que faz para alguma coisa deixar nesta caixa. Foi tudo para o lixo.

    É tão tonto quanto o outro.

    E, no fim, há que dizer: entregue a débeis deste calibre a defesa dos animais está muito bem, está.
    E nenhuma associação os ajuda? A estes tipos e aos animais, claro.

    • Morgada de V. diz:

      É, o amor pelos animais é tão absorvente que não deixa espaço para o menor sinal de consideração pela humanidade. Eu detesto touradas, mas com argumentos desse tipo ainda acabo a fazer coro com o Craft dos Maias.

  37. Carlos Vidal diz:

    (Convém apenas sublinhar que a expressão “avanço civilizacional” não foi usada por mim, não a uso pura e simplesmente. Porque ela faz parte das tentativas várias de lubrificação e branqueamente do capitalismo, e essa farda eu não uso.)

  38. Carlos Vidal diz:

    Parece não haver outra alternativa, querida Morgada.

    E mais: a palavra “civilização”, por vezes usada não por mim mas pelos “defensores dos animais” é cá uma coisa…

    O famoso alemão sacava do revolver quando ouvia a palvra “cultura”, eu compraria um revolver para me defender da “civilização”, do “humanismo”, sei lá que mais… (até sei, mas agora fico por aqui)

    Grande abraço.

  39. Carlos Vidal diz:

    Vejo que não há ironia no comentário do Party Program (2 de Agosto, 19:34).
    Sempre me habituei ao seu companheirismo.
    Un saludo.

  40. Justiniano diz:

    Caro Vidal, permita-me daqui um abraço ao caríssimo miguel dias e dizer que o Porto estará sempre com o miguel dias, mesmo que o não queira!!
    Por fim, permita-me o seguinte. A incompreensão do ethos normativo, que é característica da chamada comunalha ranhosa, como alguém aqui costuma dizer, não é partilhada pela heterodoxia do caro Vidal!! Para o demonstrar há este e muitos outros textos que aqui nos tem dado!!
    Um bem haja, por isso!!

  41. Cu diz:

    Interesting text but muita teoria e pouca humanidade. What do you say about Einstein’s:

    “A human being is a part of the whole called by us universe, a part limited in time and space. He experiences himself, his thoughts and feeling as something separated from the rest, a kind of optical delusion of his consciousness. This delusion is a kind of prison for us, restricting us to our personal desires and to affection for a few persons nearest to us. Our task must be to free ourselves from this prison by widening our circle of compassion to embrace all living creatures and the whole of nature in its beauty.”

  42. Pingback: Se este tipo fosse vivo, gostava de vos ver e ouvir oh catalanitos santos, limpinhos, civilizados e puros (é que se vissem o tipo da foto escondiam a cabecinha, não era?) | cinco dias

Os comentários estão fechados.