“Por contraste, o único assassinato político que merece ser classificado como tal no Estado Novo foi o de Humberto Delgado”, escreve Pacheco Pereira.
Eduardo Mondlane, Ribeiro dos Santos, Amílcar Cabral, Catarina Eufémia, Militão Ribeiro, Bento Gonçalves, Dias Coelho… São tantos os homens e mulheres que têm de ficar fora da história de Pacheco Pereira. Mais um contributo para a construção da história de uma ditadura simpática, sem Fascismo e cheia de Estado Novo.




Ele acredita que o futuro é num país muito próximo.
Pois, também dei pela bela forma como JPP procede a uma limpeza história. Já refleti sobre isso no meu blogue.
O problema é este “fotógrafo de bancos de jardim” ter tanto tempo de antena em vários orgão de comunicação, onde vai passando estas “verdades”.
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Lendo o texto na íntegra, percebe-se que a referência que fazes está descontextualizada. Eis aqui alguns outros excertos:
“Claro que os 16 anos da República não podem ser comparados aos 48 anos da ditadura, que instituiu todas as formas de violência numa organização estatal estável e muito mais eficaz, e que penetrou a sociedade portuguesa com mecanismos repressivos ao lado dos quais os da Primeira República parecem amadores”
“Quem desculpa o Estado Novo com os excessos da Primeira República não sabe do que está a falar ou então está a fazer outra coisa”
João, li o texto antes de o colocar aqui. É óbvio que qualquer citação de um parágrafo é uma descontextualização, mas aquela frase disse-me mais do que as demais palavras.
O Pacheco Pereira, um maiosta inveterado (quando se é maiosta é para toda a vida, é como os padres!) que usa e abusa da dialéctica do paleio fiado, qualquer dia classificará o regime fascista do Salazar como «fascismo de rosto humano».
Pacheco Pereira é um revisionista da História e quando afirma que o «único» assassinato politico do anterior regime foi o do Gen.Humberto Delgado, está a ofender a memória de muitos portugueses e africanos que lutaram contra o regime e pereceram às mãos assassinas dos seus carrascos.
Qualquer dia o maoista Pacheco Pereira ainda nos vai dizer que o campo do Tarrafal era uma «colónia de férias» do Jornal «O Século»…
Oh Pacheco, deves estudar mais.
Esses ares da Marmeleira estão a fazer muito mal aos teus neurónios!
Caros Tiago e João,
Ao ler esta frase do representante da inquisição da Marmeleira,apetece-me dar-lhe no focinho. E eu que ao contrário do Vidal, não sou um moço violento.
Quanto à eventual descontextualização, dar umas a abater no fim do texto, não altera a frase em causa. A mesma, é una, falsa e assasina.
Este gajo só com um tiro nos cornos
Manuel Monteiro
Bem dito, M. Monteiro!