O passado é um país distante

“Por contraste, o único assassinato político que merece ser classificado como tal no Estado Novo foi o de Humberto Delgado”, escreve Pacheco Pereira.

Eduardo Mondlane, Ribeiro dos Santos, Amílcar Cabral, Catarina Eufémia, Militão Ribeiro, Bento Gonçalves, Dias Coelho… São tantos os homens e mulheres que têm de ficar fora da história de Pacheco Pereira. Mais um contributo para a construção da história de uma ditadura simpática, sem Fascismo e cheia de Estado Novo.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

10 Responses to O passado é um país distante

  1. Antónimo says:

    Ele acredita que o futuro é num país muito próximo.

  2. JFD says:

    Pois, também dei pela bela forma como JPP procede a uma limpeza história. Já refleti sobre isso no meu blogue.

  3. João Silva says:

    O problema é este “fotógrafo de bancos de jardim” ter tanto tempo de antena em vários orgão de comunicação, onde vai passando estas “verdades”.

  4. Pingback: Tweets that mention cinco dias » O passado é um país distante -- Topsy.com

  5. João Torgal says:

    Lendo o texto na íntegra, percebe-se que a referência que fazes está descontextualizada. Eis aqui alguns outros excertos:

    “Claro que os 16 anos da República não podem ser comparados aos 48 anos da ditadura, que instituiu todas as formas de violência numa organização estatal estável e muito mais eficaz, e que penetrou a sociedade portuguesa com mecanismos repressivos ao lado dos quais os da Primeira República parecem amadores”

    “Quem desculpa o Estado Novo com os excessos da Primeira República não sabe do que está a falar ou então está a fazer outra coisa”

  6. Tiago Mota Saraiva says:

    João, li o texto antes de o colocar aqui. É óbvio que qualquer citação de um parágrafo é uma descontextualização, mas aquela frase disse-me mais do que as demais palavras.

  7. Abílio Rosa says:

    O Pacheco Pereira, um maiosta inveterado (quando se é maiosta é para toda a vida, é como os padres!) que usa e abusa da dialéctica do paleio fiado, qualquer dia classificará o regime fascista do Salazar como «fascismo de rosto humano».

    Pacheco Pereira é um revisionista da História e quando afirma que o «único» assassinato politico do anterior regime foi o do Gen.Humberto Delgado, está a ofender a memória de muitos portugueses e africanos que lutaram contra o regime e pereceram às mãos assassinas dos seus carrascos.

    Qualquer dia o maoista Pacheco Pereira ainda nos vai dizer que o campo do Tarrafal era uma «colónia de férias» do Jornal «O Século»…

    Oh Pacheco, deves estudar mais.

    Esses ares da Marmeleira estão a fazer muito mal aos teus neurónios!

  8. mesquita says:

    Caros Tiago e João,
    Ao ler esta frase do representante da inquisição da Marmeleira,apetece-me dar-lhe no focinho. E eu que ao contrário do Vidal, não sou um moço violento.
    Quanto à eventual descontextualização, dar umas a abater no fim do texto, não altera a frase em causa. A mesma, é una, falsa e assasina.

  9. Manuel Monteiro says:

    Este gajo só com um tiro nos cornos
    Manuel Monteiro

  10. psd da boa-fé says:

    Bem dito, M. Monteiro!

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>