A ânsia de aproximar quem me lê e eu próprio da verdade sobre os “factos no terreno” do mais complexo conflito militar do planeta, leva a que esteja novamente de partida para o Médio Oriente. Irei com os olhos postos nas lideranças que jogam um papel na região mas também no quotidiano das pessoas. Extrapolando o que diz Robert Fisk, numa entrevista ao ípsilon brilhantemente conduzida por Margarida Santos Lopes*, quem faz reportagem nesta região tem que recusar o epíteto de repórter de guerra, pois se não o fizer, digo eu, estará a assumir o papel de soldado ao serviço dos exércitos beligerantes e em nome da cruzada imperialista. Se não mandar postais aqui para a tasca, conto tudo no regresso. Se não voltar, sabem por onde começar a procurar.