
Com efeito, o indivíduo da foto, um tal M. Sousa T., nunca pára de nos surpreender. Como é que eu hei-de dizer: socialista dos quatro costados e colunista “independente”, muito “independente” (“sem medo de ninguém”, falando forte ao poder… ou seja, pelas entrevistas que tenho visto, falando forte ao poder fraco e fraco ao poder forte – recentemente, vi-o crucificar o ex-inspector Gonçalo Amaral, uma crucificação em uníssono com o governo de Sua Majestade, e vi-o suavemente “conversar” com um tal J Sócrates, que acho que ainda é qualquer coisa no governo da nação).
De que se lembrou agora este M. Sousa T.?
Nada mais nada menos que se arrogar de porta-voz da classe média, da mais pobre e espoliada pelo recente aumento de escalão do IRS? Corajoso? Não, nem por isso. Apenas defensor de quem aufere (apenas, apenas) 7 000 Euros mensais (um trabalhador “independente”, pois claro, não confundir com parasitas e artistas).
Trata-se de um texto do último “Expresso” (ed. impressa, 17/7/2010), intitulado sintomaticamente “António, classe média, idiota de serviço”: sim, o colunista independente (íssimo, sublinhe-se) diz que num país escandinavo tudo isso poderia fazer sentido, mas não cá. Porquê? Ora, porque vivemos num país onde os professores faltam impunemente e se arrastam nos seus lugares apesar da sua incompetência; ah essa incorrigível canalhada, que nem essa grande especialista de temas educativos de nome Maria de Lurdes Rodrigues (com um único título na sua bibliografia!! E 4 anos de trabalho paranóico), nem esse grande vulto da nossa ciência pedagógica soube, como dizer, “endireitar” (sempre muito bem acompanhada por esse génio Valter qq coisa).
Mas vejamos a coisa de mais perto: 7 000 Euros mensais, nada mau. Algo que nem um professor universitário doutorado (coisa que o sr. M. Sousa T. não sonha o que seja) pode aspirar pela metade.
Acho que é mesmo por isso que, para o indivíduo da foto, essa classe desalmada é ou está recheada de incompetência intersticial.
Nem uma palavra sobre transferências de capitais para offshores (17 000 milhões de Euros).
Nem uma palavra sobre mais-valias bolsistas (importantíssimas para o crescimento da economia).
Nem uma palavra sobre as privatizações em curso (desta feita sem golden shares, já avisou quem de direito).
Apenas solidariedade pela dor de António, 7 000 Euros mensais.
E chega.




A inveja é muito feia…
Ou então é a incompetência de querer chegar aos 7 mil e não se conseguir.
Vidal, como tudo na vida: há os capazes e os incapazes.
Não se preocupe nem todos podem ser bons e ser remunerados por isso
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O M.S.T., que deve ser primo num grau qualquer daquele outro chamado M.S.P., tem-nos habituado às melhores prestações mediáticas nessa arte bem recompensada que é a ‘crítica espectacular do espectáculo’. Ninguém como ele desmonta superficialmente o sistema para deixar tudo de pé. É um exercício muito em voga, bem sei, mas ninguém como M.S.P., perdão, M.S.T., para fazê-lo com a dedicação de uma vida e com o zelo de um devoto que o sistema forjou para iludir a crítica.
«««Mas vejamos a coisa de mais perto: 7 000 Euros mensais, nada mau. Algo que nem um professor universitário doutorado (coisa que o sr. M. Sousa T. não sonha o que seja) pode aspirar pela metade»»»».
como?
Esse MST está é necessitado duma boa desintoxicação.
E não falo do tabaco, da nicotina ou do catarro.
Falo daquela cabecinha que tem mais areia do que o deserto do Sarah, aquele deserto que ele tanto adora na qualidade de beduíno montado num jeep com ar condicionado.
Oh MST vai mas é tratar-te!
Qual é a dúvida, “ovotas”??
(Prof Auxiliar, 2000 € “limpos” mais coisa menos coisa, OK? Oh diga-me que estou engando….)
Não escrevendo aulas, não escrevendo conferências, não publicando ensaios, fazendo antes equadores, talvez ganhe um pouco mais.
Resumindo, o Paulo Coelho sabe disto, o tipo da foto não (mas tenta).
melhor dar azo ao platonismo das ideias e deixar os em carts em paz.