Bajulice e (débil) sede de vingança. Não? Então é o quê?

1.
Não, não concordo com o meu amigo blogosférico João Gonçalves quando ele aplaude esta interrogação do indivíduo da foto: “se os cortes do Estado nos apoios à cultura ameaçam os artistas independentes, porque lhes chamam independentes?” (Expresso, ed. impressa, 10/7). E explico porquê, estando eu certo de que João Gonçalves entenderá isto perfeitamente, até porque é um intelectual genuíno, mas também sei que o fotografado, que pessoalmente desconheço de todo (graças a Deus) mas intelectualmente o tenho por sobremaneira obtuso, não entenderá peva do que vou tentar explicar.

Parece-me fácil explicar o que é um “artista independente”, e é natural que o indivíduo acima mostrado tenha como detestadas estas duas profissões: o  professor “parasita” (claro!, como não, por quem nunca na sua actividade jornalística estudou a fundo o que quer que seja, a não ser uns mapas para uma viagenzecas de jipe a sul…), e, naturalmente, o intelectual ou o artista independente. Até digo mais, o artista ou é independente ou não é.

O artista independente é-o porque, na sua relação com a sua obra, se concentra não no público, nas vendas (isso o “Equador” muito bem cumpre!), na recepção reduzida ao  momento presente, mas… no espectador. Explico: quando entramos na Capela Scrovegni de Giotto percebemos de imediato que toda a obra e a narrativa da obra é realizada em função do espectador, mas o tema “público” é um absurdo não convocável. Quando estamos perante obras que participaram da invenção da perspectiva linear, de Leonardo, Ucello, Masaccio, Piero…, sabemos que o que Alberti denomina “quadro-janela” é-o para o espectador, que esse espectador não é o “Manuel”, o “Joaquim” (que eventualmente lêem o “Equador” e se contam aos milhares), mas é o Olhar, que o ponto de fuga perspéctico coloca na “posição certa”. A posição do ponto de vista, que desaparecerá da pintura desde Turner, como se sabe.

O artista independente responde perante os “acontecimentos” (Badiou) artísticos, perante a razão estética, perante os problemas intrínsecos da forma artística, perante a evolução do conceito de forma, de Aloïs Riegl e o seu Kunstwollen (vontade de formar) ou o seu Kunstschaffende Gedanke (o pensamento criativo), de Riegl à ostraniene (arrastamento perceptivo) de Shklovsky e a sua “ciência literária” tão cara às vanguardas, ou à flatness (planitude, na pintura) de Greenberg….. Claro que o indivíduo da foto de nada disto sabe, claro que ele nem suspeita que o artista independente se relaciona com os conceitos que fez brotar (estes e muitos outros, da música à literatura, passando pela dança) e que depois de aparecidos com ele, a ele se dirigem. O artista independente relaciona-se com, em suma, a arte, o Olhar, a audição, a escuta, e não com um milhão de livros vendidos em cima dos quais se senta.

Claro que o Estado tem a obrigação de financiar as obras de Luís Miguel Cintra, Oliveira, Pedro Costa, Vera Mantero, Mónica Calle, como deve encomendar obras a Pinho Vargas ou o Estado russo deve fazê-lo a Sofia Gubaidulina e o finlandês a Kaija Saariaho, etc. Sim, DEVE!, e deve o mais possível ignorar os Sousas Tavares deste mundo. Evidentemente. Qual é a dúvida? Ora, é porque são apoiados pelo Estado que são independentes. Percebido?

2.
E lembrei-me disto porquê? Porque mais uma vez o indivíduo da foto veio com uma teoria mirabolante num texto do “Expresso”, também de 10/7 último: que Manuela Moura Guedes não tem de processar Sócrates quando este a acusou de fazer “jornalismo travestido”, mas Sócrates deve processar Moura Guedes pelas peças que passou sobre o Freeport. Ora, aqui o que mais me espanta é que o indivíduo da foto andou anos e anos a passear-se opinativamente (sobre tudo: do défice a Pinto da Costa) no Jornal de Moura Guedes, jornalista que agora persegue (sede de vingança?? De quê? Porquê? E algum de nós tem algo a ver com isso?). E como é que ele pode pôr-se tão declaradamente do lado de J Sócrates quando as peças (sobretudo a célebre conversa na qual o sr. Charles Smith faz revelações espantosas) mostradas são do maior interesse jornalístico, sendo que determinadas figuras deste governo (e do partido que o apoia), neste e em muitos outros processos, só por motivos formais se libertaram e libertam da justiça (oh, a ilegalidade das escutas, o “estado de direito” como diz o inchado Prémio Nobel da Ética da Câmara de Felgueiras!!).

3.
Por fim, para não ser maçador, um texto de António Guerreiro, também no “Expresso”, desta feita de dia 3. Citava Guerreiro, e muito bem, Marx, quando dizia que a estupidez era o direito consuetudinário à opinião (oposição verdade-opinião que nos leva de Platão a Badiou, como se sabe), ou Musil, quando este referia brilhantemente que cada “inteligência tem a sua estupidez”, ou, adaptado ao nosso caso, a pretensa inteligência é inevitavelmente estúpida. Mas o erro de Guerreiro era o alvo do texto: o céptico e derrotado/derrotista trágico Vasco Pulido Valente. Bastava a Guerreiro mudar o alvo para o seu texto ser de um brilhantismo à prova de bala. Pois é, meus caros, quem é que opina sobre tudo semanalmente há anos a esta parte, não com a gravidade descrente de Pulido, mas com uma certeza alimentada não se sabe de quê? (António, muda o nome-alvo do teu texto, vamos.)

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16 Responses to Bajulice e (débil) sede de vingança. Não? Então é o quê?

  1. João Torgal diz:

    Definitivamente, a desonestidade intelectual (ou o mais simplista bitaite?) de Miguel Sousa Tavares nao tem limites.

    Mas, enfim, o que eu não percebo é como é que este sujeito ainda é levado a sério quando disse um dia que José Sócrates era o melhor primeiro-ministro desde o 25 de Abril…

  2. JMJ diz:

    Continuo sem perceber porque razão este marmanjo do MST consegue viver (e muito bem) à custa de mandar bitaites que quando oiço na esplanada do café toda a gente acha estupidos e abrutalhados.

    Admito a minha inveja. Também eu gostava de poder viver à custa da minha ignorancia, que é muito maior que a minha inteligência.

  3. Niet diz:

    Caríssimo Carlos Vidal: Cada País tem os MS Tavares que merece! Ele, MST, pertence ao clube dos ” culottes dorées “…Mas existe muito pior: os Rogeiro, os Ribeiro e Castro-fase-colunista,a vice do PSD. Paula Teixeira da Cruz, o A.Ribeiro Ferreira, aquele homem-de-borracha, multicartas-partidário- Carlos Pinto Coelho, os manos Rangel, e etc e tal… Está a ver…o filme de terror e de malandrice! Niet

  4. Carlos Vidal diz:

    caríssimo Niet, como sabe, viver da “opinião”, ter uma vida a assemelhar-se à interminável “opinião” é a pior forma de viver (apesar de legal, claro).
    Prefiro o Rogeiro, leitor de Jünger. Infinitamente superior ao sr. do “Equador”, em todos os aspectos.

  5. Niet diz:

    Oh, meu caro C.Vidal, por onde anda aquela figura sapiente,o douto Justiniano? Ele muito versado na ” conspiração dos iguais “, por certo, como um relâmpago, via logo o alcance da minha classificação de ” culottes dorées” em oposição aos ” sans-culottes “…Ela provém de um livro absolutamente fabuloso de 1909 sobre a ” Grande Revolução
    Francesa(1789/94), onde Kropotkine antecipa de forma magistral o conceito estratégico dos sovietes…É preciso limpar as armas, com efeito, porque os reformismos e o oportunismo tomaram conta dos blogues ideológicos mais atrevidos e despudorados. Niet

  6. in doxa est paradoxa.

  7. brunopeixe diz:

    Grande Carlos,

    Regresso em grande, o teu. Mas não resisto a deixar-te algumas provocações. É que ainda há uns dias te metias comigo por causa do Daniel Oliveira, e agora afirmas-te blogamigo do JG do Portugal dos Copinhos de Leite? Se a malta do vias é a Radio Miami, o que é que chamas ao Portugal dos Tótózinhos? Olha que o inimigo do meu inimigo não é meu amigo.
    Quanto ao MST, não posso senão dar-te toda a razão, meu caro. Acho que temos de combater a chantagem que nos servem todas as vezes que há a farsa eleitoral legislativa e que consiste em fazer crer que a escolha é entre dupont & dupont: PS e PSD. Não faço tenção de alguma vez votar no PS ( o PSD nem sequer está no espaço dos pensáveis), mas se do ponto de vista político nada de essencial os distingue (o que pode não ser verdade do ponto de vista sociológico), a verdade é que a política cultural é um desses pontos em que, historicamente, uma diferença se foi sedimentando.
    O PS quis ser, neste campo, “Langiano”, pelo menos quis sê-lo com Manuel Carrilho e com Augusto Santos Silva. Isto tem o seu lado sórdido, provavelmente. O Augusto M. Seabra teria, sem dúvida, coisas interessantes a dizer sobre tráficos de influência nestas áreas. Mas o facto é que o discurso é semelhante ao que tu tens: necessidade de apoiar a produção artística de modo a garantir a sua independência do mercado e desse mito liberal que é o « público ».
    Já o PSD, ou adopta o discurso do Sousa Tavares, às vezes em formas mais imbecis, como é o caso do Graça Moura, estigmatizando os artistas que recebem apoios como se fossem mendigos de mão estendida, ou então secundarizam completamente a cultura como domínio de intervenção. Lembras-te do Roseta?
    Para mim, esse sempre foi um ponto a favor do PS – uma atitude menos troglodita face à cultura e aos mecanismos que permite a sobrevivência de uma criação livre e moderna, e não apenas a obsessão com a conservação do património, que parece ser a preocupação exclusiva da direita.
    É claro que a cultura aqui não devia ser excepção, com o risco de se tornar reserva de valor do capitalismo e suplemento de alma. Ou seja, num mundo em que tudo é mercadoria, a arte não deve ser subtraída à lei do valor, para se constituir em domínio de excepção. Na verdade, parece-me que o mais importante é subtrair o pão, as batatas, os sumos, os iPods e os livros ao império da mercadoria. Na verdade, em podendo, é toda a produção e troca entre os homens, toda a satisfação das necessidades humanas que deve ser feita fora do mercado, e todo o objecto que deve ser libertado do seu carácter mercantil. A arte e o resto.
    Quanto à Moura Guedes, e ao Charles Smith, pois, olha, dirias que estás certo pelas razões erradas. O Sócrates não é mau porque é corrupto. É mau pelas mesmas razões que o Passos Coelho é péssimo, e o Guterres o foi antes dele, e do Durão depois deste e antes do que está agora. O problema é político e não legal. Achas que, se o escândalo do mensalão tivesse alguma correspondência com os factos o Lula se devia ter demitido? Pois com certeza que não! É que mesmo que nunca tivessem metido as mãos em dinheiros públicos, a corrupção do PSDB é bem pior.
    A pior corrupção não é o desvio à Lei. É a próprio Lei, que regula o roubo organizado a que chamamos capitalismo. Por isso os piores corruptos são os que cumprem a Lei. É para eles que ela é feita.
    Quanto ao António, diria que estão ambos certos. Tanto o MST como o VPV são, de há muitos anos a esta parte, inteligentes profissionais. Com registos diferentes, mas cumprindo basicamente a mesma função. Com uma agravante para o VPV, que foi a criação de profusa descendência, atestável na blogosfera de direita, com a pose trágico-céptica, que vem de uma boa comenda (de preferência no Estado que gostam de vilipendiar) e de umas férias lá fora.

    Um abraço,
    bruno.

  8. Justiniano diz:

    Ora, caro Niet, tenho andado na construção e desconstrução do meu velho Lister, fiel como não há igual, como o poema do Kipling – a little bit of oil…-, mas que sem motor não há rega e… não há pão!!
    É que, meu caríssimo Niet, o meu reduzido saber só dá para isto!!
    Sempre que possível venho aqui ler o nosso caro Vidal e a outro lado ler o mui caro J. Gonçalves, é que, verdadeiramente, nenhum dos dois acredita em gente!!
    Um grande bem haja para si,

  9. Carlos Vidal diz:

    Bruno, verdadeiro camarada destas coisas (e nota que a palavra “camarada”, num sítio-blogue que ambos conhecemos, vem sendo indecentemente banalizada, o que aqui não acontece),

    1.
    Dividamos isto.
    Dizes e bem, o que é natural e óbvio, que o inimigo do meu inimigo não é automaticamente meu/teu/nosso amigo; ora, ora, nada mais certo, mas também estou em crer que não vais, não vais mesmo, ao ponto de escolher os teus interlocutores de acordo com as deles e as tuas (ou a incompatibilidade de ambas) posições políticas.
    E sabes tão bem como eu que além de compatibilidades políticas também há questões artísticas, culturais, sociológicas, científicas… Há imensos espaços de compatibilizar incompatíveis compatibilizados. Além do mais, vamos a factos, o João Gonçalves é um melómano e um leitor assíduo de Cèline (um génio que nem por sombras era um personagem recomendável). Ora, tudo isso é muito diferente, por exemplo, de um tipo de “esquerda” do “arrastão” que só se interessa por economia e finanças. Bom, mas não é este o ponto, e já lá vamos:
    – Aprecio no Portugal dos Pequeninos, e no seu autor, a escrita, um precioso trabalho de ourives, a exacta e bem lapidada frase que implacavelmente designa e caracteriza o seu alvo, aí persistindo coerentemente; o que denota capacidade de criar raciocínios e argumentos. Além do mais, há algo no pensamento e trabalho de Gonçalves que me agrada mais do que a mera “escrita”: sendo um escritor de direita (o que ele por vezes assume clara e inequivocamente), há nele uma curiosíssima independência que o pode levar inclusivamente a atacar os “seus” (dele): em suma, o escritor não teme nada a solidão, ficar sozinho, sem ninguém à esquerda nem à direita.
    E eu, meu caro amigo, não estou mesmo em crer que nenhum de nós dois (BP e CV) use a escrita (como arma) de forma diferente. E aqui estamos em sintonia total: O BP, o CV, e o JG.
    Como a Agustina Bessa-Luís (que consegue sempre, mas sempre mesmo, ultrapassar a esquerda pela esquerda – uma manobra perigosa, ó Bruno), como a sibila, dizia eu, o J. Gonçalves é um Quixote das direitas, certo, não te contesto (se calhar nem ele, não sei), mas nunca o vi escudar-se na frase feita, no boçal lugar-comum liberalzito, no que eu e tu sem problemas chamamos de “linguagice” ético-democrática (e, nota, o termo é meu): não suporto, não suportamos, nós comunistas (não propriamente “democratas”) o lugar-comum (deixa isso para o Soares, filho ou pai), a boçalidade exasperante DOliveiresca sem pensamento e as suas crenças no “respeito pelo outro e pela multiplicidade das diferenças”, na “democracia como sociedade permanentemente em construção e aberta” às “políticas diversas” e “multiculturais”, na “justiça e estado social”, na “Europa dos povos e culturas” (totalmente expropriadas e expropriados foram), na “livre expressão”, e bardamerda e bardamerda.
    De novo em resumo, como Zizek não deixa de apreciar o conservador-ortodoxo G K Chesterton, eu igualmente prefiro, de longe (tu não?), uma voz de direita inteligente e imprevisível, como a do Portugal dos Pequeninos, do que um boçal “pensador” (à la Habermas. por isso é que Sloterdijk é superior) dito de “esquerda”.

    2.
    De resto, o que eu nunca, mas mesmo nunca, diria, seria algo à la Rui Tavares (outro pequeno monarca da boçalidade “liberalesca”) – foi isto que há dois meses li (não cito literalmente): Sócrates é um político do centro-esquerda, eu, Rui Tavares, estou muito mais à esquerda (???), mas, apesar disso, Sócrates tem alguma proximidade com a minha família.
    Ora, Bruno, não tem, não tem mesmo, nem penses. E o João Gonçalves aí está para o demonstrar.

    3.
    O DOliveiresco e o RTavares causam-me sempre exasperação, o Portugal dos Pequeninos provoca-me reacções contrárias. Está lá o prazer de uma radicalidade possível e genuína. Muitas, ou muitíssimas vezes, não partilho as conclusões de Gonçalves, mas aprecio a qualidade das suas premissas, ou melhor, a forma das suas interligações.
    Mas vamos ao que não suporto ler, sem me indignar: o indivíduo do “Equador” e coisas como o “Equador”, o romance reduzido ao “bom enredo”, à “história bem contada” – mas que merda é esta??; os jugulares (todos e todas intragáveis); o RTavares e o DOliveiresco – e, quanto a este, repara, o tipo não percebeu mesmo patavina do teu post sobre a relação entre a defesa da “democracia” e a chantagem do real: ele disse-te que te responderia à interessante interpelação, e nada até agora, nada – por isso te disse eu que dali não viria nada de nada com espessura, interesse…

    4.
    Entretanto, no teu 3º parágrafo falas, a propósito da cultura, de um ponto a favor do PS (só o Carrilho, que aprecio, não chega para essa conclusão). O PS, como máquina tentacular cresce também para a sedução da cultura: vai da universidade (não preciso dizer o nome, pois não?) às empresas (MOTA ENGIL), ora não iria à cultura? Já agora, o que preferes: um polvo organizado ou um outro desesperantemente desorganizado? (O PSD).
    Enfim, não compares MST com VPV. Não estou nem com um nem com outro, mas não os comparo. Mas sei quem personifica a estupidez da “opinião”.

    Grande abraço.
    CV

  10. Carlos Vidal diz:

    Caro sergio, o mundo não é a preto e branco, pois não, por isso é que eu escrevi o comentário atrás, das 14:17.
    Releia-o, sff.

  11. Niet diz:

    Meus caros: Ando há dias para tentar perceber(!) o teor do comentário de Bruno Peixe. Será que ele nos está a pregar uma magistral partida onde o sadismo militante, frenético, ultra-bolchevique se conjuga com uma detalhada ousadia movida por uma feérica nevróse filosófica? O mistério continua, mas prefiro o Comité Invisivel : ” Tous les milieux sont contre-révolutionnaires, parce que leur unique affaire est de préserver leur mauvais confort “. Niet

  12. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo Niet, o Bruno Peixe publicou acima um comentário com o qual eu não concordo, e já lhe respondi.
    Mas é um comunista de uma genuinidade à prova de bala (ou mais).

  13. grande manifesto, mas ainda muito influenciado pelos pasquins ” o público” e “o espesso” essas fons vitae informativas da indigência social escrita, bem como plataformas de lançamento pactuantes com o grande pulpo paul. Atenção ás balas Dum-Dum.

  14. Niet diz:

    CVidal: O livrinho do Comité Invisivel- para um Debordiano enragé como o Carlos-deve ter-lhe dado muita satisfação…Agora essa dos Bolcheviques puros faz lembrar a ” pureza ” do Voline que teimava, à viva força, que o W.I.Lénine quase que tinha sido anarquista antes de Out. 1917…A grande qualidade e rigor do Bruno Peixe Dias nunca esteve em causa, é claro para mim! Salut! Niet

  15. almajecta diz:

    brilham brilham brilham em argumentário nossos doutos advogados de a nossa praça, afundam-se os nossos tristes CEO’s, aconselhadeiros e demais chullage parasitária sempre do lado vitorioso em aquem.

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