Pacto de Recessão e Instabilidade

Se é certo que não encontrei motivos para lançar um apelo ao Presidente da República reclamando a sua presença na cerimónia fúnebre de homenagem a Saramago parece-me que, nos últimos dias, houve motivos suficientes para que se lançasse um outro apelo. Cavaco devia ter posto de lado os seus velhos paradigmas ideológicos, o núcleo duro dos grupos instalados que o suportam e os interesses do seu partido para chumbar um plano de austeridade que colocará a república da qual é presidente em recessão, que aumentará o fosso entre ricos e pobres e que prosseguirá na destruição do aparelho produtivo nacional que o próprio iniciou.

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4 respostas a Pacto de Recessão e Instabilidade

  1. MFerrer diz:

    Ok. Percebo.
    Mas qual a alternativa se os bancos deixaram de se poder refinanciar?
    Qual a jogada seguinte?
    O Paul Kruegman bem se esforça para comtinuar a explicar que mais austeridade conduz a mais recessão e mais desemprego e menos consumo.
    Como quebrar a nível mundial este ciclo vicioso?

  2. augusto diz:

    Os bancos não se conseguem financiar, mas os lucros bancários continuam a aumentar, há aqui uma lógica que não se percebe.

    E se há crise em Portugal, como se compreende mais 600 milionários só num ano, ganharam todos o euromilhões….

    E se o sistema bancário continua a especular, a vender produtos tóxicos, a fugir ao controlo dos governos, em suma a acrescentar crise á crise, já é tempo de os governos porem um travão ao regabofe, e intervirem de forma activa no sistema financeiro,

    E isto nem sequer é uma medida de esquerda, até governantes como a Merkel, o Obama ou o Sarkozy, querem mão dura sobre a forma como estão a actuar os banqueiros.

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    MFerrer leia, leia muito. Verá que há inúmeras alternativas ao que PS e PSD propõem. Basta que queira ler, ouvir e pensar.

  4. Santix diz:

    E porque eu leio bem e muito,tenho ama das soluções já defendida por grandes Econimistas inclusivé o próprio,Paul Kruegman,menos estado e mais liberalização económica,acrescento ao menos estado menos despeza dele próprio.

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