Sim, certamente terá ontem recebido um telefonema de agradecimento

De agradecimento pela análise rigorosa, compreensão e solidariedade expandida no notável texto “A caça ao homem”, publicado no “Expresso”, 26/6/2010, texto que consubstancia uma tese de uma sofisticação só comparável à obra “literária” (por assim dizer) “Equador”; tese, vamos lá: J Sócrates é vítima de uma “caça ao homem”; J Sócrates está fora de todas as confusões em que o querem envolver só por ódio gratuito e sabe-se lá que mais; a culpa de tudo o que se passa é única e exclusivamente dos colaboradores, “serventuários” e amigos de J Sócrates; o indivíduo da foto está pois em posição de assegurar que J Sócrates nada tem a ver com nada (cale-se sr. magistrado de Aveiro), e são os seus amigos que, por amizade, ou zelo-amizade excessiva, desenharam ou soltaram os maiores cometimentos comprometedores, uma gente “infrequentável” (contudo, por sinal  frequentada por J Sócrates, ah mas isso o sujeito da foto esqueceu-se de referir). E mais não digo, porque há coisas a que não se deve dar troco, senão lá se venderia mais um “Equador” (o Vasco Pulido Valente é que quis dedicar-se, sem que o obrigassem, julgo eu, à análise da obra “literária” do indivíduo, esquecendo-se que uma vida é coisa aflitivamente curta, e despejar no lixo um punhado de horas é grave, muito grave mesmo; mas cada um é como é, aquele Vasco tem cada ideia).

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13 Responses to Sim, certamente terá ontem recebido um telefonema de agradecimento

  1. Certas criaturas fazem uma pesquisa, ou um cálculo mercantilista, antes de escreverem em jornais e revistas, ou proferirem opiniões nas tv’s.
    Certas criaturas pagam favores autárquicos ou governamentais, omitindo denúncias ou elogiando abusos de poder. Não se importam por, ocasionalmente, surgirem como idiotas úteis.
    Um ataque a um “chefe” no poder não só diminuirá vendas de X livros, mas também criará anticorpos entre potenciais leitores. E, os favores pagam-se, não há “almoços grátis”.
    Um apoio a um “chefe” no poder corresponderá a mais X vendas, conquistará seguidores.

  2. Abílio Rosa diz:

    Este MST é um zero à esquerda.

    Com aquela pose gutural de quem pensa que sabe do que está a falar, debita incessantemente banalidades, lugares comuns e outras boutades dignas dum poltrão.

    MST pertence à geração – a mesma do Inginheiro da Treta – que enterrou este pobre país e o entregou às potências estrangeiras.

    O fogo dos infernos que os consumam até à eternidade!

  3. LAM diz:

    1-José Sócrates é um patriota, gosta de Miguel Sousa Tavares. Eu gosto dos políticos que gostam de Miguel Sousa Tavares. Eu gosto muito do engenheiro José Sócrates.

    2-Miguel Sousa Tavares é um patriota, gosta de Sócrates. Eu gosto dos escritores que gostam de Sócrates. Eu gosto muito do escritor Miguel Sousa Tavares.

  4. como literatos e ” literatura ” enquanto arte, prefiro o cais sodré. Grandes recuperações estas da nossa vítima do amor político, o máior de todas as artes.

  5. Carlos Vidal diz:

    Este indivíduo da foto está entre o pior da imprensa em Portugal (quanto à literatura, não falo – o indivíduo não lhe pertence sob critério nenhum: vender não é critério; não vender também não, claro – as coisas sérias não passam por aí).

    Basta lê-lo uma ou outra vez. Dado ao espectáculo e ao que julga ser “choque” (e por vezes chique, “diferente”), fútil e superficial, impreparado e incapaz de estudar documentação e dossiês a fundo (na entrevista do seu “Sinais qq coisa”, o título correcto pertence a Sena, na sua entrevista a Sócrates permitiu que este brilhasse na parte respeitante a economia e finanças!!). Não admira que deteste professores.

    E, claro, os professores, muito justamente, também o abominam.
    É apenas um opinador, pago para opinar sobre tudo e nada, todas as semanas há dezenas de anos.
    Nas suas entrevistas é especialista numa estratégia: forte, muito forte, com os mais fracos e desprotegidos.
    Pouco interveniente com os poderosos. Incrível.
    Sugiro aos leitores de jornais que não o leiam, e sobretudo não o discutam.

  6. JMJ diz:

    Este senhor fala de tudo, como a maior parte de nós fala de futebol. Ao de leve, sem saber, porque nunca fez, com impunidade e sempre a defender as nossas cores.

    Ele defende a sua cor (cor-de-burro-quando-foge? verde-dolar? rosa-xuxalista? Laranja-apodrecida? Azul-feio?). O nosso erro é não defendermos os nossos ouvidos quando fala.

  7. Niet diz:

    C. Vidal, meu caro: Não estou de acordo com o texto, nem com os seus comentários. MS. Tavares tem qualidade, êxito e sabe o que diz, como o diz e onde. Fez uma carreira a pulso, apesar de todas as aparentes facilidades, que só iludem os incautos. É como o JP. Pereira: os textos dele parecem ” fáceis ” por vezes, mas é ilusão óptica: são trabalhados por imensas ” agências ” de Informação, beneficiam de um pletórico escrutínio da grande Imprensa Mundial, e apontam para objectivos políticos do seu campo ideológico pessoal de forma indirecta e heterodoxa. O VPV está no patamar superior, no entanto. Tem um imenso charme, uma extravagância teórica muito profunda e trabalhada e uma ousadia de libertador audaz e indomável, aconteça o que acontecer! Niet

  8. Carlos Vidal diz:

    Niet, agora deu em ironista, foi?
    Qualidade?
    O quê?, o “Equador”, o cronista?
    Dê notícias, homem.
    Mas a sério.

    (De resto, estamos de acordo, VPV está infinitos patamares acima, foi o que eu disse, correcto.)

  9. Niet diz:

    C. Vidal: Mais um grande factor de complementaridade entre os nossos ” pensamentos “: VPV. Só falta a ” fundição ” dos maus exemplos do materialismo histórico. Nisso, o VPV é implacável- como sabe! Niet

  10. o que o estraga são aquelas dores nas costas de tantas horas sentado em cima da obra, arranha umas coisas de ricochete, dá uns ares e esgares, contudo continuo a preferir o cais do sodré.

  11. Carlos Vidal diz:

    Jecta, eu também prefiro o Cais do Sodré (que remédio).

    Quanto ao indivíduo, a quem te referes?

    Arranhar coisas de ricochete é com o VPV (é mestre nisso).

    Ares e esgares, e apenas isso, é com o da foto.

    Não é verdade?

  12. como habitualmente refiro-me ao boneco pois não tenho tempo para laudas ego-blogadas.
    Problemas… que tenho com os Universais.
    porreiro este teu pedaço de prosa, revanches do Dezembro não?
    trocaria apenas a palavra “serventuário” por ” boniche ” talvez menos literário mas é com certeza mais galaico-chã e vexatória.
    continuo a defender a tese da má sorte dos filhos de génios.

  13. Carlos Vidal diz:

    “Dezembro”?

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