NÃO, NÃO, NÃO, NÃO ME FODAM A CABEÇA, ISTO NÃO É VERDADE, ESTA FRASE NÃO FOI DITA POR NINGUÉM, É IMPOSSÍVEL!

“Mário Soares é um patriota, gosta de Camões. Eu gosto dos políticos que gostam de Camões. Eu gosto muito do doutor Mário Soares”.

(Li no “Expresso”, via “Portugal dos Pequeninos”; isto tem de ser falso, é uma impossibilidade flagrante; aguardo desmentido, que Deus diga qualquer coisa.)

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32 Responses to NÃO, NÃO, NÃO, NÃO ME FODAM A CABEÇA, ISTO NÃO É VERDADE, ESTA FRASE NÃO FOI DITA POR NINGUÉM, É IMPOSSÍVEL!

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Vidal, deixa de imitar a Morgada, sff.
    Esta citação parece a célebre composição que o Vasco Pulido Valente escreveu a imitar um artigo do Soares sobre a existência de Deus. A imitação tinha o título sugestivo de “A vaca” e rezava o seguinte:
    ‘A vaca tem cornos. A vaca dá leite. Nós gostamos da Vaca’.

  2. António Figueira diz:

    O original está aqui:
    http://clix.expresso.pt/socrates-eu-gosto-dos-politicos-que-gostam-de-camoes=f590391
    Já agora, e a propósito da mesma peça jornalística, alguém me explica o que é ser um “perfeito republicano”? Isso quer dizer o quê, nos dias que correm? Não usar coroas, nem mantos de arminho?

  3. Carlos Vidal diz:

    Um ensaio de Soares, esse ilustríssimo pensador do outro mundo e de excepção à excepção, sobre a existência de Deus!!!??? (continuando a imitar a Morgada – só ela é que me entende, a mim e ao meu estalinismo).

    Nuno, passa-mo para cá.

    Deve ser melhor do que os seus textos de “crítica” e “reflexão” literária (o Círculo de Leitores editou um “livro” de coisas dessas do sr. e eu não o consegui comprar – nesse momento, sem $$ para tal, pobre como Job fui).
    Vasco Pulido Valente à presidência da república, já.
    Quanto ao primeiro-ministro, olha pá, decide tu o que fazer. Vou desligar o computador e dormir 2 horas.

  4. Niet diz:

    C. Vidal: Com tantos ” liberos” à ilharga- de amizade indefectível, não obstante- o meu caro vai deixar de ser estalinista e abraçar, em breve, a post-modernidade onde, o Sócrates, é um dos ícones, se bem conseguirmos perceber o Lyotard discurso…Ao contrário, claro! E que tal uma ” saison…” não no Inferno, mas na Praia? Como dizia o Lacan, a descer do avião em Caracas para visitar a comunidade psy,” “o progresso é reaccionário “… Bom vento! Niet

    • Morgada de V. diz:

      Se o Carlos Vidal deixar de ser estalinista eu vou para as ruas protestar. Eu própria formei a minha opinião sobre os bolcheviques com o Konsalik, que li em idade impressionável (e tal como Rogério Casanova, não admito que ninguém diga mal do Konsalik à minha frente), e não tenho a melhor opinião do dear Stalin; mas as pessoas não percebem que os posts do Carlos Vidal são pinturas impressionistas que retratam a recusa do embate ideológico com o real. É tudo muito difícil.

      • Morgada de V. diz:

        À propos de quoi, já foi ver os Caravaggios à Scuderie del Quirinale? Olhe que acaba a 13 de Julho.

  5. B.P. diz:

    Seria precisa a asneira no título?
    Tinha mesmo que ser?
    Havia necessidade?
    Ora foda-se…

  6. JMG diz:

    A insinuação de que o Prof. Vidal imitaria a Morgada com o seu texto canhestro é particularmente malévola: a Morgada não diz palavrões; e, quando os diz, não diz palavrões.

  7. Manuel Monteiro diz:

    Perante patriotas destes, e para estar à altura do seu elevado nível cultural só me apetece gritar: A MINHA PÁTRIA É A REBOLEIRA!
    Manuel Monteiro

  8. Abílio Rosa diz:

    Da boca daquel poltrão socretino nada me espanta.

    O que me espanta é ver uma nação e um povo de cócoras perante a ignorância daquele licenciado num domingo à tardinha…

  9. Mas haverá alguém que espere melhor de tal sujeito?

  10. Carlos Vidal diz:

    Morgada, os caravaggios na Scuderie já se foram – creio (a não ser que tenha havido alargamento da expo) – a 13 de Junho. Mas a expo era pequena, muito criteriosa, mas pequena. Entretanto, alguns até foram antes dessa data, por causa de uma outra expo para onde tiveram de ir, essa sim, única, embora menos mediática, e que retoma o título da exposição da redescoberta do pintor em 1951 (organizada pelo histórico Roberto Longhi), a expo “Caravaggio e o caravaggismo”. E é esse de novo o título da exposição que permanecerá em Florença (Uffizzi e Galeria Palatina) até 17/10. A Florença tenho de ir, a Roma não pude. Mas, no essencial, tratam-se de revisões. E tive de optar por Florença. A não perder (embora eu creia que não existe “caravaggismo” – Caravaggio só foi bem compreendido alguns séculos depois, mas isso é outra história).

    • Morgada de V. diz:

      Eu vi os Caravaggios na Scuderie quando ainda estavam todos, mas contava consigo para escrever um post sobre essa exposição. Thanks for the tip about Florence, though.

  11. Carlos Vidal diz:

    Entretanto, quanto à frase de J Sócrates; julgava eu que ela não tinha sido dita daquele modo tão… tão… tão…
    Mas, já vou perdendo a esperança, aquilo foi mesmo dito, ninguém a desmente. Deus meu.

  12. João Dias diz:

    Eu OUVI-O dizer isso.
    É patético!!

  13. Pedro Pousada diz:

    Não tem nada a ver com o assunto mas vale a pena para se sair do pântano das “impossibildades flagrantes”: http://www.lajiribilla.cu/

  14. Este silogismo do senhor primeiro-ministro soa-me a frase ao estilo américo tomás. Naturalmente, tudo isto é muito difícil
    http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/2010/06/eu-tambem-gosto-muito-de-camoes-mas-nao.html

  15. António Figueira diz:

    Meditação na pastelaria:
    “A outra razão para não gostar dele é que, tendo-se os portugueses habituado ao género Sócrates, parece que querem mantê-lo em vigência preparando-se para votar em massa no seu gemelgo Passos Coelho.”
    Prepare-se a autora, esta frase vai fazer história (embora o “gemelgo” fosse escusado).

  16. António Figueira, gemelgo é gémeo em Trás-os-Montes. Foi uma graça. Apesar de eu reconhecer desde já que a coisa não tem graça nenhuma.

    • Morgada de V. diz:

      Desculpem meter-me na conversa, mas eu sou uma filha adoptiva de Trás-os-Montes e nunca ouvi chamar gemelgo aos pobres gémeos. O google diz que é um termo galego. Talvez fosse melhor consultarmos o especialista residente. Bom post, em qq caso.

      • Morgada de V. diz:

        Uma das coisas divertidas neste post é o título: neste momento estão três pessoas diferentes na lista dos últimos comentários que parecem estar a dizer: “NÃO, NÃO, NÃO, NÃO ME FODAM A CABEÇA, etc”.

  17. CRF diz:

    Caro NRA

    O pretexto para o artigo de VPV não foi fornecido por reflexões do Dr. Soares sobre Deus, mas por algo ainda mais pasmoso: uma “composição” do dr. Sampaio sobre o “O Espírito dos Jogos Olímpicos”
    «A vaca dá bifes Eu cá gosto de bifes. A vaca dá leite. O leite dá manteiga. Eu cá gosto de manteiga. Eu cá gosto da vaca.» . E c’est ça que Socrates veut dire
    veut dire.

  18. António Figueira diz:

    Cara Meditadora,
    Eu também pratico o mais arriscado dos tipos de humor: o sem graça.
    E a minha boca ao gemelgo era só isso: uma piada sem piada nenhuma.
    De resto, não fazia ideia o que gemelgo fosse; tirei-lhe o sentido pelas palavras à volta (“interpretação sistemática”, não sei se é de direito), e era parecida com gémeo, de facto.
    Agora descubro que é transmontana, ou galega: para mim, tudo o que é acima de Santarém pertence ao Big North Wild Country, terra do actual PM e do próximo, e isso para mim, que sou campodouriquense arraçado de alentejano, parece tudo muito longe.

  19. Caro António Figueira, não sou transmontana nem sequer galega (mas, Morgada, em Trás-os-Montes já ouvi gemelgo – embora não tenha visto nenhum). Na realidade, nasci completamente ao sul. Mais ao sul seria impossível, ou teria nascido dentro de água. O que não foi o caso. Naquela altura não se usavam essas coisas. Despeço-me dizendo que também gosto muito de Campo de Ourique.

    • Morgada de V. diz:

      É perfeitamente possível, Ana Cristina, sou prodigiosamente distraída, e Trás-os-Montes além disso é um mundo: há o ToM profundo e o ToM com vista para o mar, aux alentours de Vila Real & afins, de onde é aliás o Simão Sabrosa, com todas as ramificações daí decorrentes (mas este ToM, nem minhoto nem transmontano, não é para levar a sério). É realmente tudo muito difícil.

  20. JMG diz:

    Eu peço com humildade perdão pela ignorância, mas que vem a ser o ToM? Pergunto-me se a Morgada não semeia nos seus textos estas armadilhas para apoucar alguns frequentadores deste blogue assim como o je, um bocadinho crocos e fachos quantum satis mas bem-intencionados.

    • Morgada de V. diz:

      Não tem mistério nenhum, JMG: é o acrónimo de Trás-os-Montes – mas quando não se percebe a culpa é provavelmente minha, que misturo de l’ail avec des bugailles.

  21. Renato Teixeira diz:

    Eu não sou um patriota embora goste de Camões mas detesto os políticos que gostam dele, especialmente se for o doutor Mário Soares.

    As coisas que se podem dizer com o recurso às aulas de filosofia do sétimo ano ou com as de português da quarta. Será português técnico?

  22. e sabes com que palavrinha acabam os Lusíadas?

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