A FIFA devia proibir-me de postar sobre o Mundial: rescaldo de um debate

Bombeiro tenta apagar as chamas que consumiram a blogosfera e parte do twitter

Ao longo das últimas 35 horas (eu sei que vos pareceu mais tempo, time drags its feet when you’re getting bored), lancei um conjunto de posts que pretendiam levantar a questão da resistência à apropriação do Mundial pelas gajas, pela FIFA e sobretudo por Por-tu-gal. O facto de serem posts entre o medianamente tonto e o gigantescamente disparatado permitiu que o debate entre os comentaristas ganhasse relevância. Era a intenção, e viu as suas melhores expectativas ultrapassadas. Num único tema e ao longo de quatro entradas absolutamente fora de jogo (cinco se contarmos esta, seis se contarmos a que se segue, e que tentaremos seja a última), foram feitos mais de 14 comentários (75 por cento dos quais manuscritos por mim), o que demonstra a actualidade e o interesse da temática. Infelizmente, a quantidade de comentários não é sinónimo de eloquência. Mesmo em comentaristas que costumam ser menos presos a dogmas e preconceitos vimos gente gritar “morgada ite domum”, “fora a morgada”, e o meu preferido, “vai ver se eu estou num babyblog”. Nem tudo foi, porém, tão positivo.

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Tivemos de gramar dois vídeos numa das línguas bárbaras da península (não legendados em português), e o sempre amável machismo-leninismo do NRA. Grandes ausentes do debate, a ala dura mulherista do minoria relativa (onde estão vocês quando são precisas?) e a blogosfera em peso, entretida a linkar o próprio umbigo (um dos quais com piercing), embora, para compensar, aquele gajo chato que gosta de futebol mas não grama a selecção tenha finalmente dado à costa, e [adenda] o Ouriquense tenha tido a amabilidade de nos fazer uma referência (lamentavelmente em letra demasiado pequena para quem não sofra de visão 20/20).

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Quero agradecer a todos a V. paciência para com o meu dumping postal em geral, e a fleuma artística do Carlos Vidal em particular. Há debates menos chatos, há questões menos prementes (poucas, muito poucas), e gente que sabe condensá-las em menos orações subordinadas que eu. O importante é que o joão gaspar possa ver o Mundial descansado e que ganhemos 15 a zero ao Brasil. Aos vossos cachecóis!

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6 Responses to A FIFA devia proibir-me de postar sobre o Mundial: rescaldo de um debate

  1. Renato Teixeira diz:

    Es-lo-vá-qui-a!

  2. antonio diz:

    Eu pago 25€ por mês por não sei quantos canais de Sport TV, mas frutebol costumo ver de costas (isto para não fazer como o Boris Vian recomendava, “on regarde la têlê, mais de l’autre cotê/virada ao contrário, c’est passionant…”.
    Duvido que a gente dê sequer um-a-zero ao Brasiú…

    P.S.
    O Nuno é machista-leninista>/i> ? Coitado…

    😀

  3. joão gaspar diz:

    «O importante é que o joão gaspar possa ver o Mundial descansado»

    é uma pena que não haja mais pessoas a pensar nos verdadeiros problemas do país.

  4. Antonio Mira diz:

    Entre a minha incapacidade para criar legendas e a evidente facilidade que têm em Portugal para entender línguas menores (o PM já deu mostras disso, e de swing dançarino, recentemente) acho que ficam absolvidos os vídeos. Espero mesmo que a Morgada (e os convidados) me desculpem, je suis désolé.

    Mas o importante não eram as palavras, eram as pernas das gadjas!

    Obrigado por este espaço, posso passar a insultar ao Renato?

  5. JMJ diz:

    Every day, in every way, i’m getting more and more fond de si e dos seus posts, Sra. Morgada de V.

    Já não nutria tais sentimentos por figura virtual, desde que percorri as catacumbas escuras da América do Sul, com a Lara Croft, nos primeiros níveis do Tomb Raider, em meados dos anos 90.

    Perdido para sempre neste amor impossível, também eu me resumirei, daqui para a frente, a insultar o Renato.

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