Exclusivo 5dias: de acordo com a imprensa norte-coreana quatro jogadores portugueses desertam da selecção

A comunicação social norte coreana anuncia que quatro jogadores portugueses terão desertado da selecção. Ontem Eduardo, Daniel Fernandes, Simão e Deco, não terão treinado e cruzando fontes do diz-que-disse, o trajecto da lua e a ciência de três druidas da bola, a imprensa norte coreana, afirma que os jogadores em causa terão renunciado à nacionalidade. Até ao momento a FIFA tem desmentido dizendo tratar-se de “rumores sobre uma possível deserção“.
Hoje de manhã, no treino da selecção portuguesa, os jornalistas perderam quinze minutos numa contagem de cabeças constatando que faltava apenas um jogador, embora um “jornalista francês” afirmasse que “Podia estar um cozinheiro disfarçado que ninguém sabia“.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

11 Responses to Exclusivo 5dias: de acordo com a imprensa norte-coreana quatro jogadores portugueses desertam da selecção

  1. Excelente. O grupo de fans da Coreia do Norte cresce diariamente.

  2. tio sam says:

    Pena que na Coreia do Norte não se possa praticar este tipo de humor!!

  3. Aliás, na Coreia do Norte não se pode praticar nada! Os tipos conseguiram o apuramento para a fase final do mundial de futebol através de deserções massivas de jovem jogadores que se infiltraram nas outras selecções concorrentes (à moda de Deco, Liedson e Co.) e corromperam a capacidade vitoriosa geneticamente comprovada de todas as selecções de países livres! A FIFA de conluio não “ajudou” apenas a França, cedeu também aos encantos dos soldadinhos de chumbo norte-coreanos e da água-ardente de cobra.
    Aquilo é o país que sintetiza todo o mal capaz de ser gerado pelo homem! Ali mata-se, invade-se, cala-se, tortura-se, manipula-se, bombardeia-se, prende-se, explora-se. Aquilo é a imagem do inferno na terra. O comunismo no mais puro sentido! Marx e Lenine juntos como nunca ao serviço do enriquecimento das elites e do Grande Líder, herdeiro do velhaco Estaline.
    Mas descansemos, assim que as pressões e sanções -ou preciso seja a guerra libertadora dos soldados da fortuna, provocarem o seu efeito convincente; assim que o “regime” caía-a com estrondo no tapete da democracia cá nossa, o nosso mundo será mais pacifico, desenvolvido, sem desemprego nem fome, com saúde e escola para todos, sem explorados e com justiça universal!
    Está quase. É só mais um bocadinho… Basta ganharmos amanhã!

  4. RML says:

    Eheheh! Muito bem!

  5. geoblast says:

    Como alguém escreveu algures: prémio de jogo dos coreanos – uma refeição completa e a família sem problemas.

    E o canal oficial a dizer que os tipos até ganharam ao Brasil… Ainda vão ser campeões do mundo!

  6. Pinto says:

    Cunhal em Joanesburgo

    Nos cinco anos da morte de Álvaro Cunhal, os media, ligeira e proverbialmente hagiográficos, dedicaram-se a recordar a “coerência”, as “convicções”, a “inteligência” e a “abnegação” do histórico líder comunista. Com o devido respeito, não era preciso. A maior homenagem aos valores e aos princípios do dr. Cunhal surgiu, algo inesperadamente, no Mundial da África do Sul. Foi no jogo entre a Coreia do Norte e o Brasil, quando, frente a um ou dois biliões de telespectadores, um futebolista coreano chorou baba e ranho durante o hino do seu país.

    Na altura, não alcancei o motivo de tamanha comoção. Mas nos dias seguintes correu a história de que quatro colegas do futebolista desertaram antes do desafio e sinceramente presumi: o chorão estava destroçado por não poder imitá-los.

    Ou não. Entretanto, ouvi dizer que o chorão até vive no Japão e também sei que a FIFA, embora de modo nebuloso, negou que os quatro rapazes tivessem desaparecido. Aqui, porém, o importante não é bem o desaparecimento ou as lágrimas: é o facto de toda a gente os achar plausíveis. Na República Democrática Popular da Coreia como em Cuba ou, antigamente, na extinta União Soviética e nos países do Pacto de Varsóvia, é tradição dos seus desportistas aproveitarem competições no estrangeiro para sumir e reaparecer numa embaixada ocidental sob o estatuto de refugiados. Em contrapartida, são escassos os casos em que atletas de nações democráticas, na prática e não de nome, pedem refúgio junto de nações comunistas (contas por alto: zero).

    A lendária “coerência” do dr. Cunhal consistiu em passar uma vida às avessas da humanidade, a sonhar para os outros um mundo de que os outros fogem horrorizados. Cinco anos depois, é essa convicção cega nas virtudes do horror o seu legado, que muitos continuam a honrar e que a democracia acolhe com a leviandade de um corpo de bombeiros que emprega um reputado pirómano.

    Alberto Gonçalves no DN de hoje.

  7. Abílio Rosa says:

    Quem é esse palhaço do Alberto Gonçalves que nem escrever uma historieta sabe?
    Para ele o meu abundante vómito.

  8. Olaio says:

    Segundo a TSF de hoje à tarde, dezenas de jornalista aproveitaram o tempo em que assistiram ao treino da selecção Norte-Coreana para contar e recontar os jogadores coreanos e então não é que em vez de menos 4 jogadores havia mais 1 jogador. Isso mesmo, mais um jogador!
    Será que afinal em vez de terem desertado jogadores, não se estará a dar o caso de haver jogadores de outras selecções que andam a pedir asilo politico junto da delegação Norte-coreana?

    Já agora a propósito de histórias sobre a Coreia, porque será que naquele caso do barco sul-coreano afundado misteriosamente e que Seul e os americanos juravam ter sido os do norte, porque será afinal que agora se calaram?
    Será porque chegaram à conclusão que tinha sido um torpedo utilizado pelos americanos, um erro, mais um caso de “fogo amigo”?
    O que é engraçado é que a imprensa tão solicita em acusar os norte-coreanos de tal acto se calou quando se descobriu o que se passou.

  9. Von says:

    Vocês são impagáveis. A sério, já têm morada lá no norte, ou continuam à procura de casa?…

  10. elimao says:

    É delicioso… Quando os tipos conseguirem usar este truque de desaparecer e reaparecer durante os jogos é que vamos ver quem é que lhes consegue ganhar… O que seria de nós sem o jornalismo…

  11. elimao says:

    A FIFA já instruiu as equipas de arbitragem para procederem á contagem dos jogadores aquando do hino nacional, não vá desaparecerem 4 ou aparecer mais um…

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>