
Via Pagan, Facebook
Theodor Herzl, o avô de Israel, definiu com muita clareza como se haveria de conseguir o que este mapa revela. Mesmo sem o ler, a pergunta salta de imediato à cabeça:
Quem é que quer mandar quem para o fundo do mar?
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Passagens clarificadoras da sua obra nuclear, O Estado Judeu:
“Nós devemos expropriar gentilmente a propriedade privada sobre o estado designado para nós. Nós tentaremos estimular a população pobre a passar pela fronteira buscando emprego para ela nos países de passagem, ao mesmo tempo que lhe negamos qualquer emprego em nosso próprio país. Os donos de propriedade passarão a ser dos nossos. Ambos os processos, de expropriação e a remoção do pobre, devem ser feitos discreta e circunspectamente. Deixe que os donos de propriedades imóveis acreditar que eles estão nos enganando, vendendo-nos coisas por mais do que valem. Nós, porém, nada venderemos de volta a eles.”
“Se nós desejamos fundar um Estado hoje, nós não o faremos do modo que teria sido o único possível a mil anos atrás. É tolice voltar às velhas fases da civilização, como muitos sionistas gostariam de fazê-lo. Supondo, por exemplo, que nós fossemos obrigados a limpar um país de bestas selvagens, nós não nos dedicaríamos à tarefa nos moldes dos europeus do quinto século. Nós não pegaríamos arpões e lanças e iríamos individualmente em perseguição às bestas; nós podemos organizar um grande e activo partido de caçadores, conduzir os animais para que fiquem juntos uns dos outros, e lançar uma bomba de melanita no meio deles.”
“A Palestina é o nosso sempre memorável lar histórico. O grande nome da Palestina atrairia nosso povo com a força de maravilhosa potência. Se sua Majestade, o Sultão, vier a trazer-nos à Palestina, nós em troca poderíamos administrar todas as finanças da Turquia. Nós poderíamos ali formar uma parte de uma defesa da Europa contra a Ásia, um posto avançado da civilização em oposição ao barbarismo. Nós poderíamos como um Estado neutro permanecer em contacto com toda a Europa, a qual teria que garantir nossa existência.”
“A criação do novo Estado é nem ridícula nem impossível. Nós temos em nossos dias testemunhado o processo em relação a nações que não são tão grandemente membros da classe média, porém mais pobres, menos educadas e, consequentemente, mais fracas que nós. Os governos de todos os países batidos pelo anti-semitismo ficarão entusiasticamente interessados em colaborar connosco na obtenção da soberania que nós desejamos. O plano, simples no desenho, porém complicado na execução, será executado por duas agências: a Sociedade dos Judeus e a Companhia Judaica. A Sociedade dos Judeus fará o trabalho preparatório no campo da ciência e da política, os quais a Companhia Judaica irá mais tarde aplicar na prática. A Companhia Judaica será o agente de liquidação dos interesses relativos a negócios económicos dos judeus que partem e irão organizar o comércio e as trocas no novo país.”
“Nós não devemos imaginar que a partida dos judeus ocorrerá subitamente. Ela será gradual, contínua, e levará várias décadas. Os pobres irão primeiro para cultivar o solo. Em acordo com um plano pré-concebido, eles irão construir ruas, pontes, estradas de ferro e instalações telegráficas; regularão rios; e construirão suas próprias residências; seu trabalho criará comércio, comércio criará mercados e mercados irá atrair novos colonos, pois cada homem irá voluntariamente, às suas próprias custas e a seus próprios riscos. O trabalho gasto na terra irá aumentar seu valor, e os judeus logo perceberão que uma nova e permanente esfera de operações está-se abrindo aqui por aquele espírito de empreendimento que até aqui somente encontrou-se com o ódio e a vergonha.”
“Se nós desejamos conduzir operações de construção de prédios, nós não plantaremos uma grande quantidade de estacas e montes nas beiras de um lago, mas nós iremos construir como os homens constroem agora. Realmente, nós iremos construir num estilo mais ousado e grandioso que qualquer um que tenha sido adoptado antes, pois nós possuímos os meios que os homens nunca ainda possuíram.”
“Os imigrantes que estão nos pontos mais baixos da escala económica serão lentamente seguidos por aqueles de níveis mais elevados. Aqueles que neste momento estão vivendo em desespero irão primeiro. Eles serão conduzidos pelos intelectos medíocres que nós produzimos tão abundantemente e que são perseguidos em todos os lugares.”
“Este panfleto irá abrir uma discussão geral sobre a questão judaica, mas isto não significa que irá haver qualquer votação sobre isso. Seu resultado seria a ruína da causa em sua saída, e os dissidentes devem lembrar que fidelidade ou oposição é inteiramente voluntária. Aquele que não deseja vir connosco deve ficar para trás.”
“Uma democracia, sem uma útil soberania em contrapartida, é excessiva em apreciação e condenação, tende a ociosa discussão em Parlamentos, e produz aquela condenável classe de homens – os políticos profissionais. As nações não estão realmente idiotizadas por uma ilimitada democracia neste instante, e irão tornar-se menos e menos moldadas por isso no futuro. Pois uma democracia pura pressupõe a predominância de costumes simples, e os nossos costumes tornam-se diariamente mais complexos, com o crescimento do comércio e o desenvolvimento da cultura. “Le ressort d’une democracie est la vertu”, disse sabiamente Montesquieu. E onde está esta virtude, quer dizer, esta virtude política, para a encontrarmos? Eu não acredito em nossa virtude política; primeiro, porque nós não somos melhor que o resto da humanidade moderna; e, segundo, porque a liberdade nos fará exibir nossas qualidade de luta primeiro. Eu também creio que o estabelecimento de perguntas por meio de referendo seja um procedimento insatisfatório, porque não existem perguntas políticas simples que possam ser respondidas meramente por Sim ou Não. As massas também são mais inclinadas que os Parlamentos a serem guiados por opiniões heterodoxas, e a serem manejadas por vigorosos brados. É impossível formular uma sábia política interna e externa numa assembleia popular. As nações não estão realmente idiotizadas por uma ilimitada democracia neste instante, e irão tornar-se menos e menos moldadas por isso no futuro. Pois uma democracia pura pressupõe a predominância de costumes simples, e os nossos costumes tornam-se diariamente mais complexos, com o crescimento do comércio e o desenvolvimento da cultura. “Le ressort d’une democracie est la vertu”, disse sabiamente Montesquieu. E onde está esta virtude, quer dizer, esta virtude política, para a encontrarmos? Eu não acredito em nossa virtude política; primeiro, porque nós não somos melhor que o resto da humanidade moderna; e, segundo, porque a liberdade nos fará exibir nossas qualidades de luta. Eu também creio que o estabelecimento de perguntas por meio de referendo seja um procedimento insatisfatório, porque não existem perguntas políticas simples que possam ser respondidas meramente por Sim ou Não. As massas também são mais inclinadas que os Parlamentos a serem guiados por opiniões heterodoxas, e a serem manejadas por vigorosos brados. É impossível formular uma sábia política interna e externa numa assembleia popular.”
“A Política deve ser desenvolvida nas camadas superiores e trabalhadas nas inferiores. Porém, nenhum membro do Estado judeu será oprimido, todo homem será capacitado e desejará elevar-se nele. Assim, uma grande tendência a elevação passará pelo nosso povo; cada indivíduo, tentando elevar a si mesmo, elevando todo o corpo de cidadãos. A ascensão tomará uma forma normal, útil para o Estado e prestativa à ideia de Nação.”
“Portanto, eu me inclino a uma república aristocrática. Isto satisfará o ambicioso espírito em nosso povo, o qual agora se acha degenerado em insignificantes vaidades. Muitas das instituições de Veneza passam por minha mente; porém todas aquelas que causaram a ruína de Veneza devem cuidadosamente ser evitadas. Nós aprenderemos com os erros históricos dos outros, do mesmo modo que nós aprendemos com os nossos próprios. Pois nós somos uma nação moderna e desejamos ser a mais moderna do mundo. Nosso povo, que está recebendo o novo país da Sociedade, irá também com gratidão aceitar a nova constituição que aquela oferece a ele. Nenhuma oposição deverá ser manifestada; a Sociedade a suprimirá. A Sociedade não pode permitir que o exercício de suas funções seja interpretado por pessoas de pouca visão ou mal intencionadas.”
“Tendo os Poderes declarado eles mesmos estarem desejando aceitar nossa soberania sobre uma porção neutra de território, então a Sociedade entrará em negociações pela possessão dessa terra. Aqui dois territórios entram em consideração, Palestina e Argentina. Em ambos países importantes experimentos em colonização foram feitos, embora sob os equivocados princípios de uma gradual infiltração de judeus. Uma infiltração atada a um desastroso fim. Ela continua até o inevitável momento quando a população nativa sente-se ela mesma ameaçada, e força o governo a parar um posterior influxo de judeus. Consequentemente, imigração é inútil, a menos que tenhamos o soberano direito em continuar tal imigração.
“Os industriais serão capazes de fazer uso de agências centralizadas de trabalho, as quais irão somente receber uma comissão grande o suficiente para assegurar sua continuidade. Os industriais podem, por exemplo, telegrafar pedindo 500 trabalhadores não qualificados por três dias, três semanas ou três meses. A agência de trabalho então colectaria estes 500 trabalhadores não qualificados de toda fonte possível e os despacharia imediatamente para realizarem o empreendimento industrial e agrícola. Parte dos trabalhadores irão assim ser sistematicamente destacados de um lugar para outro como um corpo de tropas. Esses homens irão, é claro, não trabalharão em excesso, mas trabalharão somente sete horas por dia e, apesar de sua mudança de localidade, eles irão preservar sua organização, trabalhar conforme seu termo de serviço, e receber comandos, promoções e pensões. Alguns estabelecimentos podem, é claro, ser capazes de obter seus trabalhadores de outras fontes, se desejarem, porém eles não acharão fácil fazê-lo. A Sociedade será capaz de prevenir a introdução de trabalhadores não judeus boicotando os empregadores obstinados, obstruindo o tráfico e por vários outros métodos. Os trabalhadores de sete horas irão, assim, ser obtidos e nós dessa forma levaremos nosso povo gradualmente, e sem coerção, a adoptar o dia normal de sete horas.”
“Nós escolheremos a Palestina ou a Argentina? Nós pegaremos o que nos foi dado ou o que foi escolhido pela opinião pública judia? A Sociedade irá determinar acerca desses pontos. A Argentina é um dos mais férteis países do mundo, estende-se sobre uma vasta área, tem uma escassa população e um clima ameno. A República Argentina obteria considerável ganho da cessão de uma porção de seu território para nós. A presente infiltração de judeus certamente produziu algum descontentamento, e seria necessário esclarecer a República sobre a diferença intrínseca de nosso novo movimento.”
Em, “O Estado Judeu”.
“Os anti-semitas tornar-se-ão nossos mais leais amigos; as nações anti-semitas tornar-se-ão nossas aliadas.”
Diário de Herzl citado por Tom Segev, One Palestine Complete, p. 47.
[Contra a preguiça na compreensão de Israel I]




uma vez mais
“e lenta e pacientemente os emissários da causa lá vão despejando resmas de prosa com a finalidade que os argumentos válidos vão ficando diluidos”…
Aquele último mapa, o da direita, que o Ricardo apresentou de facto está falsificado: aquela gota de sangue a pingar não existe! Francamente não sei porque é que alguém há-de exigir a retirada dos colonato judaicos da Cisjordânia (e de Jerusalém Oriental) quando os principais interessados nessa retirada não a querem… Porventura não é verdade que, mais uma vez, o reinício do processo de paz foi sabotado pelo governo israelita com o anúncio da construção de novos colonatos em Jerusalém Oriental?!
A história não legitima nada, mas pode-nos ensinar alguma coisa. A história diz-nos, por exemplo, que os mais antigos estados judaicos, Israel e Judá, foram conquistados por impérios vizinhos. Diz-nos igualmente que o estado judaico que a estes sucedeu sensivelmenete no território que hoje é Israel não era, na origem, um estado inteiramente independente, mas subordinado ao império que o viu nascer, o persa, que, ao longo de toda a sua existência, manteve essa sua natureza subordinada e que, no final, se suicidou quando se sublevou contra o império então dominante, Roma. Diz-nos ainda que o povo judeu acabou sendo perseguido quando, uma vez na diáspora, acolhido em país estrangeiro onde era minoritário, perante conflitos civis aí ocorridos tomou partido e o partido que tomou acabou vencido. Aconteceu isto no século XIV em Castela. Diz-nos mais a história que, da última vez que a coisa esteve mesmo preta para povo judeu os seus dirigentes foram hábeis em o conduzir ordeiramente ao matadouro. E diz-nos também que há vitórias (militares) que são de Pirro.
As armas por si só não sustentam nem legitimam nada se a seguir a elas a paz não for conseguida. É isso que acontece com Israel: tem as armas, mas não tem a paz.
Não é falso. As negociações estavam a decorrer, sob o compromisso de cessar fogo mutuo e o Hamas resolver comecar a enviar DIARIAMENTE rockets para Israel.
RB
Não, José, os palestinianos foram mesmo expulsos durante a guerra de 1948. Quem o afirma são historiadores israelitas, judeus. Esclareço: a maior parte de uma população não judaica, maioritária no território em que em 1948 se veio a constituir o estado de Israel, foi, nessa data, expulsa dele à força.
“Por muitos anos, séculos ou milénios que possa demorar, não há nenhuma alternativa razoável que não passe por um Estado Laico, onde judeus, muçulmanos, cristãos, satanistas e ateus vivam em igualdade plena.”
Não saberá,mas permita que o informe: tal como a generalidade dos cidadãos europeus, os israelitas que se afirmam judeus são agnósticos ou ateus ou, pelo menos, não praticantes. Ser judeu não significa necessariamente ser religioso. É todo um complexo identitário ligado a valores civilizacionais e identidades culturais que transcende a parcela confessional. Israel não é uma teocracia, nem no governo, nem na sociedade.
Agradeço a sua resposta, a qual pressupõe a existência do princípio de um-homem-um-voto. Resta saber como convencer a maioria israelita e a maioria árabe que querem, cada uma, o seu próprio estado.
“José, Qual carnificina prevê Herzl?!???
Mas você não sabe ler?”
Renato, eu sei ler e você continua a tresler. Lê figuradamente o que está literalmente escrito. É o que dá em ler “passagens seleccionadas” as quais até estão erradas e trocadas.
Leu o livro? Leia-o e depois comente. É pequenino e lê-se rapidamente. Fi-lo logo a seguir a ver o seu post, para poder confirmar a fonte, coisa que raramente se faz. Quer que lhe indique uma versão completa?
De tudo o que escrevi apenas conseguiu rebater isto? Dá-me razão no resto?
Renato, tenha paciência, mas comparar o Shoa com o conflito do Médio-Oriente é, no mínimo, insultuoso para qualquer inteligência e de um anti-semitismo furioso.
O que os nazis pretenderam foi resolver o “problema judeu”, aniquilando qualquer cidadão que tivesse até uma bisavó judia. Aos judeus – fosse qual fosse a sua religião, pois ainda que fosse ateu, agnóstico, católico ou protestante, seria sempre judeu se tivesse ascendentes judeus – era negado qualquer direito político e a generalidade dos direitos cívicos, obrigando-os a viverem em espaços delimitados e usando sinais identificadores da sua “etnia”.
Os cerca de 1,5 milhões de árabes israelitas estão representados no Knesset, têm os mesmos direitos dos restantes cidadãos e não foram perseguidos e expulsos de suas casas como aconteceu à generalidade dos judeus dos países vizinhos, de Marrocos ao Iraque.
Não precisa de insultos para defender a sua posição, e chamar nazis a israelitas apenas revela ignorância, acinte e má-fé.
“lenta e pacientemente os emissários da causa lá vão despejando resmas de prosa com a finalidade que os argumentos válidos vão ficando diluidos…
há um que chega a dizer que chamei “judeus wasp a um único judeu”, quando me referi ao lobie judeu norte-americano.”
xatoo, fico honrado por me dar toda a importância de emissário da causa. Duvido muito sinceramente que o governo israelita me achasse, se me conhecesse, seu amigo.
as aspas costumam ser colocadas para citar um texto de outrem. Esse não é o meu seguramente. E, no entanto, fui eu quem quis demonstrar a sua ignorância por querer chamar wasp a um judeu. São contradições entre si. Será que, verdadeiramente, ainda não percebeu??
Os wasps não se confundem nem se querem confundir com os judeus, religiosos ou não.
Tente ser mais rigoroso. E, já agora, defenda melhor as suas ideias em vez de admitir que enviando “resmas de prosa” diluem os seus argumentos. É que não vi qualquer alegação que os meus argumentos e factos aduzidos eram falsos.
“Porventura não é verdade que, mais uma vez, o reinício do processo de paz foi sabotado pelo governo israelita com o anúncio da construção de novos colonatos em Jerusalém Oriental?!”
É, é verdade. Não é toda a verdade, mas é verdade.
“em portugal a maçonari foi importante no liberalismo e na 1ª republica e cá não há judeus portanto abilio essa que os judeus querem o dominio do mundo já li em muito sites neo-nazis”
Confundir a maçonaria com judaísmo é demasiado delirante para sequer pensar em responder seriamente.
Sempre houve judeus em Portugal, encontravam-se é escondidos sob a capa de cristãos-novos. Vejam-se as comunidades de Belmonte e Trancoso, por exemplo.
São casos interessantes de resistência comunitária à integração, de feroz defesa comunitária da identidade que se encontrava ameaçada pela sociedade.
Percebemos pelo José que Herzl estava a falar no sentido figurado quando disse isto: “nós podemos organizar um grande e activo partido de caçadores, conduzir os animais para que fiquem juntos uns dos outros, e lançar uma bomba de melanita no meio deles.”
Só falta mesmo o José ir convencer o Governo israelita (e a oposição já agora) disso.
“Não, José, os palestinianos foram mesmo expulsos durante a guerra de 1948. Quem o afirma são historiadores israelitas, judeus. Esclareço: a maior parte de uma população não judaica, maioritária no território em que em 1948 se veio a constituir o estado de Israel, foi, nessa data, expulsa dele à força.”
Bom, o que eu tenho lido dos “novos historiadores” israelitas, aqueles que os ortodoxos chamam de revisionistas, continuam a dizer que a generalidade dos fugitivos acedeu ao apelo dos países vizinhos e fugiu, apesar de haver muitos árabes que foram deliberadamente expulsos, seja pelo Irgun -a maior parte – seja pela Haganah. Se tem outras fontes, agradeço que me preste essa informação. Estou sempre pronto a melhor informar-me sobre estes assuntos.
“se suicidou quando se sublevou contra o império então dominante”
Uma forma interessante de colocar a questão. Meio que justifica o império em detrimento do povo que revoltou. Terá o mesmo discurso com outras revoltas, como por exemplo dos palestinianos? Não me parece.
“Diz-nos ainda que o povo judeu acabou sendo perseguido quando, uma vez na diáspora, acolhido em país estrangeiro onde era minoritário, perante conflitos civis aí ocorridos tomou partido e o partido que tomou acabou vencido. Aconteceu isto no século XIV em Castela”
Não conheço esse episódio. Pode elucidar-me melhor por favor?
Por outro lado, acredita mesmo que todo um povo toma partido?
“Diz-nos mais a história que, da última vez que a coisa esteve mesmo preta para povo judeu os seus dirigentes foram hábeis em o conduzir ordeiramente ao matadouro. ”
É verdade. Já os nazis diziam e dizem o mesmo. Surpreendente como defende teses nazistas, não é verdade? Diz muito de como a ideologia tolda a percepção da realidade e força o pensamento.
Decerto que tem excelentes ideias do que os judeus deveriam ter feito. É claro que a revolta do gueto de Varsóvia e tantos outros exemplos de resistência nunca existiram.
“E diz-nos também que há vitórias (militares) que são de Pirro.
As armas por si só não sustentam nem legitimam nada se a seguir a elas a paz não for conseguida. É isso que acontece com Israel: tem as armas, mas não tem a paz.”
Tem toda a razão.
“Percebemos pelo José que Herzl estava a falar no sentido figurado quando disse isto: “nós podemos organizar um grande e activo partido de caçadores, conduzir os animais para que fiquem juntos uns dos outros, e lançar uma bomba de melanita no meio deles.”
Renato, você continua a tresler, homem!
o que eu escrevi:
“Renato, eu sei ler e você continua a tresler. Lê figuradamente o que está literalmente escrito. É o que dá em ler “passagens seleccionadas” as quais até estão erradas e trocadas.
Leu o livro? Leia-o e depois comente. É pequenino e lê-se rapidamente. Fi-lo logo a seguir a ver o seu post, para poder confirmar a fonte, coisa que raramente se faz. Quer que lhe indique uma versão completa?
De tudo o que escrevi apenas conseguiu rebater isto? Dá-me razão no resto?”
Leia, Renato. Leia que vai-lhe fazer bem ter mais e, sobretudo, melhor informação. E deixe lá a ideologia que não deixa ver o que está efectivamente escrito.
Bem… não seria necessário lançar a bomba atómica sobre Gaza… Diminuir a ração (através do bloqueio) é suficiente para que as pessoas morram naturalmente de fome e de doenças… Neste momento temos que constatar que foi necessário que morressem 9 turcos numa tentativa de furar o bloqueio a Gaza para que este fosse suavizado… Aparentemente a suavização do bloqueio não põe em causa a segurança de Israel… e então apetece perguntar: porque era ele tão severo?!
Renato, já foi ver o filme sobre a conspiração de extraterrestres para aniquilar a Terra? É muito bom, olhe que devia gostar muito. Os alliens são judeus assassinos e perversos que chupam sangue de animais e tudo.
RB
Não há muito tempo um responsável israelita ameaçou com a expulsão da população árabe de Israel se este tivesse que evacuar os colonatos na Cisjordânia…
Lendo a vasta prosa aqui postada ficamos a saber que os livros dos «camaradas» Adolfo e Teodor são obras literárias da mais elaborada ficção e quando se referem a matar, extorquir, intrujar, liquidar a ras raças dos antagonistas, fazer mal ao próximo,etc., devemos considerar que tudo aquilo é em «sentido figurado»…
Oremos, irmãos.
Surgiu aqui um comentador, de sua graça «José», com um bom arsenal de factos e argumentos históricos.
Como eu já tinha dito aqui o Estado de Israel foi uma grande criação «socialista», quer pelos princípios filosóficos e politicos que animavam os seus pioneiros, quer pelo apoio que receberam em armamento e diplomacia do então bloco de Leste.
Aliás eu já tinha referido que o «camarada» Estaline foi um grande entusiasta da criação deste «estado» e não é por acaso que tenha sido a URSS, ainda com José Estaline ao leme, o primeiro estado da ONU e a primeira potência a reconhecer.
O que faz alguma confusão é haver indíviduos, comentadores e blogues classificados de «direita» que rejeitam estes factos e nutrem um ódio destemperado a todos os comunistas ou ex-soviéticos.
Daqui se prova que estes sionistas ou «philosemitas», alegadamente encostados à direita neo-conservadora ou mesmo a algumas correntes neo-liberais, são uns ingratos e um fdp´s pois não reconhecem o esforço de muitos estados e de comunistas anónimos na libertação dos judeus e na criação do seu «estado».
Faz-me lembrar Aristides Sousa Mendes, consul português em França, que foi perseguido pelo regime salazarista e que quase morreu à fome mas não apareceu nenhum judeu rico ou associação judaica que o tenha ajudado a ele e à sua família em vida.
Depois de morto, essas «associações filantrópicas» nunca mais pararam de lhe fazer homenagens, e que são bem devidas!
Daqui se prova que é mais fácil entrar um camelo por um buraco duma agulha do que o um judeu capitalista no reino dos céus…
« um responsável israelita» ou «ameaçou» não são factos são conjecturas.
RB
Nem isso interessa muito. O que interessa é o resolver o problema original. As qeustiunculas acerca de quem mais tem culpa numa guerra soam a ridiculo.
Resolver a questão primeira é de uma vez por todas fazer da Palestina um Estado de acordo com as resolucoes da ONU e dentro dos territórios então definidos. Para que isso aconteça um milagre tem de acontecer ao povo palestiniano… o Hamas desaparecer, evaporar milagrosamente.
RB
RB
Os Palestinianos de facto mereciam melhor sorte do que aquela que lhes coube. Ninguém sabe, quando vota, o daí pode advir. Na Alemanha as eleições levaram ao poder um louco; em portugal as eleições tem levado ao poder pequenos delinquentes, enfim pelo pelos não são assassinos.
RB
“Lendo a vasta prosa aqui postada ficamos a saber que os livros dos «camaradas» Adolfo e Teodor são obras literárias da mais elaborada ficção e quando se referem a matar, extorquir, intrujar, liquidar a ras raças dos antagonistas, fazer mal ao próximo,etc., devemos considerar que tudo aquilo é em «sentido figurado»…
Oremos, irmãos.”
“Aparentemente a suavização do bloqueio não põe em causa a segurança de Israel… e então apetece perguntar: porque era ele tão severo?!”
Não sabe?! Leia as notícias homem! Não se fique apenas pelo que lhe dizem para ler e ouvir!
“Não há muito tempo um responsável israelita ameaçou com a expulsão da população árabe de Israel se este tivesse que evacuar os colonatos na Cisjordânia…”
É bem provável. Tem-se lido e ouvido tantos disparates de “responsáveis” de ambas as partes… este será mais um.
Lol, você é mesmo cómico. Não troca argumentos, mas faz rir. Continue assim que é o seu registo, mesmo quando quer parecer que fala a sério.
As minhas desculpas, Luís e Abílio.
Desta forma é que deveriam estar os textos.
Não quero insultar o sério chamando-lhe cómico e a este dando-lhe demasiada importância.
“Lendo a vasta prosa aqui postada ficamos a saber que os livros dos «camaradas» Adolfo e Teodor são obras literárias da mais elaborada ficção e quando se referem a matar, extorquir, intrujar, liquidar a ras raças dos antagonistas, fazer mal ao próximo,etc., devemos considerar que tudo aquilo é em «sentido figurado»…
Oremos, irmãos.”
Lol, você é mesmo cómico. Não troca argumentos, mas faz rir. Continue assim que é o seu registo, mesmo quando quer parecer que fala a sério.
“Aparentemente a suavização do bloqueio não põe em causa a segurança de Israel… e então apetece perguntar: porque era ele tão severo?!”
Não sabe?! Leia as notícias homem! Não se fique apenas pelo que lhe dizem para ler e ouvir!
“Não há muito tempo um responsável israelita ameaçou com a expulsão da população árabe de Israel se este tivesse que evacuar os colonatos na Cisjordânia…”
É bem provável. Tem-se lido e ouvido tantos disparates de “responsáveis” de ambas as partes… este será mais um.
abilio koba rosa
há quem não escreva livros e mate milhões
este “José” só se lê a si mesmo, fica muito contentinho e responde segundo o que leu (ele próprio) É uma pescadinha de rabo na boca
Sobre a sua nota das 14:18, ora vá lá ler o meu comentário das 18 de Junho de 2010, 10:22
Aí vai um video que resume a história do conflito.
http://www.youtube.com/watch?v=qdH0XxDEjG4&feature=related
RB
Ora, José, é a Própria Hannah Arendt que algures, num escrito ou numa entrevista, nos dá conta que, após a II Guerra Mundial em certos meios judaicos havia a opinião que as suas elites no curso do Holocausto se portaram muito mal.
Ilan Pappe é um desses historiadores. Tem traduzida em português e editada pela Caminho uma “História da Palestina moderna – Uma terra, dois povos”. No You Tube estão disponíveis entrevistas com este e com outros…
Em meados do século XV, em Castela, dá-se um conflito entre dois irmãos, Pedro I e Henrique II. Este mata o primeiro e sucede-lhe no trono. Desde este momento até à sua expulsão os judeus em Castela são vítimas de inúmeros actos de violência e de massacres.
“É a negação ao povo judeu de um direito fundamental que reconhecemos a todas as nações da terra. É a discriminação dos judeus, porque são judeus. É, numa palavra, o anti-semitismo. O tempo fez com que, no Ocidente, seja impopular proclamar abertamente o ódio aos judeus. Por isso o anti-semitismo tem de inventar a cada momento novas fórmulas para dar livre curso ao seu veneno…Quando as pessoas condenam o sionismo, estão a condenar os judeus.”
Martin Luther King, 1967
Para quem não percebeu:
http://www.ionline.pt/conteudo/63621-israel
“este “José” só se lê a si mesmo, fica muito contentinho e responde segundo o que leu (ele próprio) É uma pescadinha de rabo na boca
Sobre a sua nota das 14:18, ora vá lá ler o meu comentário das 18 de Junho de 2010, 10:22″
Você até tem piada. Não tem mais nada para dar, mas lá piada tem. Aos argumentos, aos factos responde desta forma.
Quando perceber a diferença entre wasp e judeu, quando conseguir entender nessa sua cabecinha os dois conceitos, volte a falar.
“Surgiu aqui um comentador, de sua graça «José», com um bom arsenal de factos e argumentos históricos.
(…)Daqui se prova que estes sionistas ou «philosemitas», alegadamente encostados à direita neo-conservadora ou mesmo a algumas correntes neo-liberais, são uns ingratos e um fdp´s pois não reconhecem o esforço de muitos estados e de comunistas anónimos na libertação dos judeus e na criação do seu «estado».”
Ó senhor Rosa, que bom ouvi-lo. E a elogiar-me ainda por cima.
Não sei se os “uns ingratos e um (apenas 1?!) fdp’s” é para mim, mas se for erra o alvo, porque desde o início que bem sei que Israel deve muito aos comunistas na sua origem, e que a grande maioria dos sionistas eram comunistas.
“Daqui se prova que é mais fácil entrar um camelo por um buraco duma agulha do que o um judeu capitalista no reino dos céus…”
Fico a saber que ao anti-semitismo junta a religiosidade à sua muito peculiar personalidade.
Acredite: é sempre com grande prazer e muito divertimento que o leio. Continue sempre.
Bom, não tenho a obra completa da Hanna Arendt, mas nunca li nada disso. Estamos mesmo desencontrados de leituras. Ainda assim parece-me demasiado vago que “nos dá conta que, após a II Guerra Mundial em certos meios judaicos havia a opinião que as suas elites no curso do Holocausto se portaram muito mal.”
Em que é que se portaram mal? Que fizeram? Que deveriam ter feito?
“Em meados do século XV, em Castela, dá-se um conflito entre dois irmãos, Pedro I e Henrique II. Este mata o primeiro e sucede-lhe no trono. Desde este momento até à sua expulsão os judeus em Castela são vítimas de inúmeros actos de violência e de massacres.”
“Diz-nos ainda que o povo judeu acabou sendo perseguido quando, uma vez na diáspora, acolhido em país estrangeiro onde era minoritário, perante conflitos civis aí ocorridos tomou partido e o partido que tomou acabou vencido. Aconteceu isto no século XIV em Castela”
É verdade, houve esse conflito e Portugal ainda por lá andou. Seja na Historia de España de Fernando Garcia Cortázar e José Manuel G. Vesga, seja na net, não encontro qualquer sustentação para a sua tese de que o apoio do povo judeu foi a Pedro I e que tal provocou perseguição. Ainda assim, pela leitura do seu escrito, deverá entender-se uma crítica aos judeus por “acolhido em país estrangeiro” haver tomado partido?
É curioso que ache que os judeus eram estrangeiros na península ibérica, eles que já cá estavam há centenas de anos quando os alanos, os suevos, os vândalos, os visigodos, os mouros e os borgonheses da casa real cá chegaram. Todos estes, no século XIV, 13 séculos após a grande emigração judaica, já misturados, na maior parte, eram ibéricos, os judeus eram estrangeiros. Interessante a sua tese e nada anti-semita.
Ficamos também a saber que, se os judeus tomam partido, podem lixar-se. Por isso, o melhor é ficarem quietinhos. Todos os outros têm direito de expressão, já os judeus é melhor ficarem quietos, porque o que a história ensina é que podem se lixar…
Certo.
Dylan
porque é que toda a sorte de intrujões escolhe este blogue para destilarem um rol infindável de aldrabices?
a «Carta a um amigo anti-sionista», amplamente divulgada na net e nalgumas publicações sionistas não é da autoria de Luther King, nem foi publicada originalmente na Saturday Review como apregoam. Trata-se portanto de uma peça forjada. Segundo Tim Wise, activista dos direitos humanos e especialista no reverendo King (não esquecer que se trata de um padre, um pregador), as únicas referências a Israel nas obras e discursos de King, foram: Em resposta à intervenção de um estudante em Harvard: “Não fales assim. Quando as pessoas criticam os sionistas, querem dizer judeus. Estás a falar de anti-semitismo» e «para Israel a paz significa segurança, e devemos apoiar firmemente o seu direito à existência, a sua integridade territorial”
o desmascaramento da fraude foi publicada na “The Socialism of Fools: The Left, the Jews and Israel” by Seymour Martin Lipset; in Encounter magazine, December 1969, p. 24.
e pode-se verificar ainda que esta revista até é pró Israelita
José 19 de Junho de 2010, 0:06
quem não quer perceber patavina é vc
mantenho a expressão, apesar de não a ter escrito dessa forma – os judeus norte americanos (que são 5 milhões) são brancos e muitos deles têm olhos azuis (está a ver o Timothy Geithner?), não são semitas (como o Ben Bernanke que é um pure eastern european jew), muitos usurparam a entidade étnica original e muitos outros são judeus por conversão (por exemplo a Madonna)
Os judeus americanos não têm nada a ver com os desgraçados judeus importados da Polónia, do Báltico, da ex-URSS, da Alemanha do pós-guerra, etc. que andam a dar o coiro para expandir os colonatos a troco de uns subsidios do Estado para se estabelecerem em Israel, ao abrigo da famigerada lei da entidade judaica
Não acho, José, não acho, mas esteja à vontade. Quer-me chamar anti-semita? Chame! Não importa aliás como.
Luís, não o conheço, não faço a menor ideia quem você é e como é. Comento o que escreve e não o homem.
O seu discurso, consciente ou inconscientemente, tem laivos de anti-semitismo, como explico nos meus comentários.
Quando você diz que o “povo judeu” tomou partido, há uma critica implícita ao facto de ele tomar partido.
Quando você diz que o “povo judeu” estava em país estrangeiro, ignora, conscientemente ou inconscientemente, que,
1 – na Idade Média o conceito de estrangeiro é muito diferente do actual, tal como o nosso conceito de cidadão não existia na altura. Havia súbditos e só;
2 – os judeus ibéricos encontravam-se na Hispania romana desde, pelo menos, o séc. I, muito antes da generalidade dos povos que vieram a formar a massa humana ibérica medieval;
3 – os judeus ibéricos falavam as línguas autóctones, criaram o Ladino – mistura de línguas ibéricas medievais – ainda agora falado, trabalhavam no que os deixavam fazer – na Idade Média deixaram de poder ser agricultores, por exemplo, perdendo as suas terras – estavam tão integrados quanto os deixavam, e bastante menos do que ocorria no império Romano, tolerante e protector das minorias, religiosas e outras.
São apenas dois exemplos do anti-semitismo do seu discurso.
Você não é anti-semita? Não será. O seu discurso, como vê, tem sido.
Xatoo,
Brilhante! Uma tão brilhante manifestação pública de ignorância já não via há longo tempo.
Se fosse o meu filho a ter este tipo de ignorância arrogante, diria algo como:
“Ó seu burro, de onde julgas tu que vieram os judeus americanos?! De geração espontânea?! Não sabias que a esmagadora maioria dos judeus americanos é ashkenazy, oriunda da Europa Central e Oriental? Que boa parte são loiros de olhos azuis?! Que raio de ignorante racista andas a ouvir?! E tens que deixar de ler as revistas das fofocas sobre a católica Madonna que gosta da Kabbalah. Não, Kabbalah não é igual a ser judeu, e o processo de conversão religiosa não foi feito pela Madonna… e se fosse? Qual o problema de alguém se converter ao judaísmo? Se fosse ao cristianismo ou ao islão tudo bem, mas ao judaísmo, que horror?”
Mas você não é o meu filho e não vou perder o meu tempo a eliminar as hipóteses de continuar a ler tão divertidas e brilhantes manifestações de ignorância.
Ah! E continua a não entender os conceitos de wasp e de judeu, claro…
Pois muita falta me faz ter alguém que me vigie a escrita e me aponte nela os assomos de anti-semitismo… Tenha dó… Mas satisfaz-me que defenda a naturalidade ibérica dos judeus… ibéricos (só não endendo porque não os diz sefarditas)… Eu não defendo outra coisa… perdão… constato. Os judeus, designadamente os israelitas, designadamente os de origem europeia, têm outras pátrias ancestrais, não é? Além da Terra Prometida que é tão pequena para tanta gente que lá se quer meter…
Gaza Sermon on Hamas’ Al-Aqsa TV: Annihilation of the Jews will be Achieved by the Muslims; The Destruction of Their State Will Only be Achieved Through Islam, by Those Who Bow Before Allah; The Communist East and the Capitalist West Fear Nothing as Much as They Fear the Words ‘Allah Akbar’
Luís, não gosta de comentários ao que escreve? Não escreva.
Quer que diga sefarditas? Judeus sefarditas.
Defendo a naturalidade ibérica dos judeus? Defendo que:
1 – na Idade Média o conceito de estrangeiro é muito diferente do actual, tal como o nosso conceito de cidadão não existia na altura. Havia súbditos e só;
2 – os judeus ibéricos encontravam-se na Hispania romana desde, pelo menos, o séc. I, muito antes da generalidade dos povos que vieram a formar a massa humana ibérica medieval;
3 – os judeus ibéricos falavam as línguas autóctones, criaram o Ladino – mistura de línguas ibéricas medievais – ainda agora falado, trabalhavam no que os deixavam fazer – na Idade Média deixaram de poder ser agricultores, por exemplo, perdendo as suas terras – estavam tão integrados quanto os deixavam, e bastante menos do que ocorria no império Romano, tolerante e protector das minorias, religiosas e outras.
Devem os judeus que residem num terra há centenas de anos ser discriminados por serem judeus e não cristãos ou qualquer outra religião? Eu acho que não, você, pelos vistos, tem outra opinião.
Têm os judeus israelitas outras pátrias ancestrais? Segundo eles têm: Judeia e Samaria.
Vêm de outros locais no mundo, designadamente, da Europa. Vêm.
Os árabes palestinianos estiveram lá sempre. Não.
Vieram os árabes de outras pátrias ancestrais. Vieram.
Foi o mundo alguma vez estático em termos de mobilidade humana? Não.
Tenho dó? Acredite, tenho.
José! Vá ler o Ilan Pappe, o Shlomo Sand, o… Acredite que aqui ninguém precisa de si para se inteirar da propaganda israelita. Eu não vou continuar a dialogar consigo relevando a sua má educação porque não colaboro em actos de censura. É censura o que você está aqui a fazer.
Luís Teixeira Neves, há coisas que alguns sionistas de pacotilha não se atrevem a ler.
Deixo aqui uma ligação para um vídeo onde se fala de cripto-judaísmo entre a população israelita árabe muçulmana e de património genético comum a estes e aos judeus provenientes da diáspora:
Luís, não quer falar comigo? Não fale.
Estou a ler o Ilan Pappe, que não conhecia e que vocês recomendou, como já li o Benny Morris e o Avi Shlaim. Ao contrário de outros, não leio apenas os que acho que dizem aquilo que eu irei gostar e não demonizo os que têm outras ideias. Sou tolerante e interessado no conhecimento, não apenas no idelógico.
Daí ser tão divertido ler os seus esforços de me chamar censor. Apresento argumentos e factos, analiso discursos. Não insulto nem faço juízos de valor sobre pessoas. Não faço birras nem viro as costa como um menino mimado. Aquilo que escrevo é sobre aquilo que você escreve, e ainda lhe dei a importância de achar que, não tendo a mesma opinião que eu, seria alguém que suportasse uma polémica baseada em argumentos e factos. Não é, claramente.
E o censor sou eu… é muito divertida essa sua tirada.
É curioso como algumas das pessoas que aqui escrevem não conseguem comentar blogs, opiniões, escritos, livros de outrem, sem personalizar as critícas. Não se rebatem argumentos, não se apresentam outros, não se contestam factos e se juntam outros. Chama-se fascista, sionista, censor, nazi, mossadista, revisionista, sei lá quantos “istas”, de pacotilha, e isto não apenas sobre questões do Médio -Oriente, mas sobre tantas outras coisas. Houve até alguém, já não me recordo quem e para o caso também não interessa, que, para se defender, escreveu algo como “eu nunca ataquei ninguém com a sua vida profissional”, como se atacar alguém sobre outros aspectos da sua vida já não fosse tão grave.
As trocas de argumentos não têm que ser um visita das 5 da tarde às Vicentinas, mas não têm que ser o destilar de fel sobre outros cujas opiniões não são iguais às nossas. Essa característica só demonstra fraqueza, insegurança, desespero.
Para terminar e com a censura: honra terá que ser prestada aos autores deste blog, os quais, sabendo que os meus comentários são, na sua maioria, de sinal contrário aos seus posts e comentários, nunca me censuraram qualquer comentário. Isso, Luís, sim, seria censura. Criticas ao que cada um escreve são isso mesmo: críticas.
Xatoo,
Porque é que toda a sorte de extremistas escolhem morar aqui?!… Seja moderado, homem!
O Carlos Vidal foi ameaçado na sua vida profissional… se está ao alcance de quem o ameaçou concretizar a ameaça não sei, mas que é grave e inaceitável que tenha sido ameaçado lá isso é.
Outro! Nem de propósito! Agora o Xatoo é extremista…
Se o C. Vidal foi efectivamente ameaçado, na sua vida profissional ou em qualquer outra dimensão da sua vida, com possibilidades ou não de concretização, é evidentemente grave, inaceitável, repugnante, merecendo o C. Vidal toda a minha solidariedade.
A livre expressão é um bem único e precioso de uma sociedade livre e democrática.
Luis Neves,
eu não falei consigo, mas se por acaso sentir o mesmo em relação a si não tenho problemas em dizê-lo também. Apenas respondi à acusação de “intrujão” da parte do seu amigo.
Sim, tudo bem, mas porque é que Israel “tem” (que) ou “deve” existir?! Pode-se perguntar?! Diz-se que perguntar não ofende…
Essa parece-me uma pergunta alheia, existente noutros posts…
Provavelmente a razão funda-se nos mesmo motivos dos que justificam a existência da Palestina enquanto país independente ou, até, qualquer outro país…
Curioso é que levante a questão relativamente a Israel e não a qualquer outro país.
Veja-se o caso de Portugal, por exemplo.
Alguns acham que este país se encontraria muito melhor fundido na Hispania, como o nosso recentemente falecido Nobel da Literatura.
Não José, é incomparável. Portugal sobrevive sem nenhum cêntimo gasto no aparato militar e cada cidadão tem o mesmo poder no voto que lhe é reconhecido. Não confunda merda com pudim.
Sim, a pergunta é do Carlos Vidal. E não é nada curioso que se faça esta pergunta. Os paralelismos não são esses. Israel é o único capítulo do colonialismo europeu dos séculos XIX e XX que ainda não está encerrado. O problema é que se não fosse o Holocausto o projecto sionista de construção de um estado judaico na palestina tinha abortado pela simples razão de que antes nunca foi popular entre os judeus europeus, mas o Holocausto que é hoje património de todos, de judeus e de não-judeus, não pode legitimar ou continuar a legitimar Israel e as suas políticas para com os seus cidadãos ou vizinhos árabes designadamente palestinianos.
O problema de Israel está em aspirar a um território, mas não à sua população e nisso difere de Portugal e do episódio inicial da sua história, a reconquista. Portugal conquistou os mouros, não os expulsou. E, mais tarde, mais uma vez, conjuntamente com os judeus, forçou-os à conversão, mas não os expulsou. O problema de Israel está em se definir como estado judaico quando a maioria da população dentro das suas fronterias reconhecidas internacionalmente e nos territórios que ocupa e/ou controla e já não é necessário acrescentar aquela a quem a comunidade internacional reconhece o direito de retorno, não se define como tal. E neste aspecto particular da questão não há comparação alguma entre Israel e qualquer estado dito islâmico porquanto estes assentam em populações maioritariamente islâmicas.
Deixo aqui uma ligação para uma entrevista dada por Cecile Surasky do movimento Jewish Voice for Peace que se intitula Ecos do Gueto de Varsóvia em Gaza:
http://www.countercurrents.org/voniati190610.htm
E a propósito de imagens:
http://www.normanfinkelstein.com/at-what-point-does-it-become-too-close-for-comfort/
Não dá, não é…
“Não José, é incomparável. Portugal sobrevive sem nenhum cêntimo gasto no aparato militar e cada cidadão tem o mesmo poder no voto que lhe é reconhecido. Não confunda merda com pudim.”
Será incomparável, mas muitos, como o Saramago, colocam em causa a existência de Portugal.
A sua 2ª frase daria para fazer diversos comentários sobre o seu autor…
Fiquemos por este link para uma notícia do Diário de Notícias cujo título é: “Orçamento do estado para Defesa em 2010 vai aumentar”
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1455997.
Se acha que € 2.300 milhões é pouco… provavelmente haverá muito militares que concordarão consigo.
Existem cerca de 1.500 milhões de árabes israelitas. No parlamento israelita há 12 deputados árabes e com partidos especificamente árabes. Desde a primeira eleição para o parlamento, imediatamente a seguir à guerra de independência, que existem árabes representados no Knesset.
Neste momento um árabe é juiz do Supremo Tribunal israelita. Já houve ministros árabes. O chefe da polícia israelita de fronteiras foi árabe. Existem embaixadores árabes.
Não consegui encontrar as edições de 2009 nem de 2010, e estes index valem o que valem, mas podem representar uma base de trabalho. Na edição do The Economist Index of Democracy 2008, Israel encontra-se em 38º lugar à frente de países da UE como Hungria, Polónia, Eslováquia, Lituânia ou, do Brasil, por exemplo. O primeiro estado muçulmano representado é a Malásia, em 68º. O primeiro árabe é, curiosamente, os Territórios Palestinianos, em 85º, à frente da europeia Turquia (87).
Com todos os problemas que Israel tem, a começar pela ocupação, todos temos a tendência de ter um grau de exigência muito superior a Israel face aos seus vizinhos. Ainda bem, porque o reconhecemos como um país democrático, a quem se pode e deve exigir os direitos que nós, aqui na pacífica Europa, gozamos.
Adoro gastronomia, mas os seus standards são demasiado baixos para mim.
Luís, fará você os paralelismos que entender que eu fico com os meus.
Seria fantástico que Israel fosse o único capítulo do colonialismo europeu que ainda estivesse por resolver!
Para não sair da área, ainda existe o caso do Líbano, o Líbano vs. Síria, a Jordânia, o Iraque, o Curdistão, o Kuwait, para não falarmos da Somália, do Sudão, de Nagorno-Karabakh, da Geórgia, do Quirguistão, da Ucrânia, da Bessarábia/Moldávia, da Bósnia-Herzegovina, do Kosovo, da Fyrom, etc, etc…
Bom, vou ter que devolver todos os livros de história de Portugal que tenho e fazer uma reclamação. Afinal estavam enganados e, durante a reconquista, nunca houve expulsões e movimentos de populações não cristãs. Grato por essa lição, Luís.
A matemática nunca foi o meu forte, mas raramente falho em aritmética e as contas que faço da população nas fronteiras internacionalmente reconhecidas (total de 7.500 milhões – 1.500 milhões de árabes israelitas = 6 milhões de israelitas não árabes) são algo diferentes das suas ou representam um tipo diferente de maioria.
Tem razão: qualquer estado dito islâmico vizinho de Israel e/ou com população de religião judaica teve o cuidado de expulsá-los desde 1948, movimento forçado de populações que não vejo aqui ninguém lamentar.
Tal como nunca vejo qualquer crítica aos movimentos forçados de populações de 1945/46, que representaram a espoliação económica, identitária e cultural de milhões de alemães dos Sudetas, da Prússia Oriental, da Silésia ou da Galícia, por exemplo, onde habitavam há largas centenas de anos. Curioso, não é?
Luis Teixeira Neves, impressionantes fotos neste seu último comentário. E ainda dizem que as fotografias não falam.
José, a representação árabe no parlamento israelita é ridícula e é garrotada pela limitação de árabes no território. Estes, para além do referido, não gozam de igualdade na sua relação com o Estado.
As fotografias falam. É verdade. Falam aquilo que cada um quer.
Os seus argumentos iniciais eram: “Não José, é incomparável. Portugal sobrevive sem nenhum cêntimo gasto no aparato militar e cada cidadão tem o mesmo poder no voto que lhe é reconhecido. Não confunda merda com pudim.”
Vejo com agrado que já não insiste neles e muda agora.
Fico sem perceber se é o número de deputados que é ridículo ou a forma como desempenham a sua função. Admitindo que seja o número – já que nunca li qualquer queixa sobre o desempenho – se acha que 12 é pouco num parlamento espartilhadissímo em 12 partidos, cujo partido mais votado não superou os 28 deputados e nem por isso faz parte da coligação governamental, não sei o que acha que seria uma representação condigna e como poderia lá chegar numa democracia representativa.
Não conheço qualquer limitação de cidadãos israelitas, seja qualquer for a sua etnia, à circulação no interior e para ou vindo das fronteiras internacionalmente reconhecidas.
De que desigualdades fala na sua relação com o Estado?