A filosofia dos carneiros


O livro A ideia do comunismo, editado por Slavoj Zizek e Alain Badiou (obra que transcreve o colóquio internacional com o mesmo nome), mereceu uma coluna do enorme filósofo João Tunhas no I. A crítica está ao nível do autor. Lénine dizia que o Estado deveria ser extinto de maneira que uma dona de casa pudesse tratar desses magnos assuntos. Sem desprimor para as donas de casa, a situação em Portugal não chegou a esse ponto, mas já conquistamos a maior rusticidade de pensamento possível no departamento de filosofia da Universidade do Porto.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

8 Responses to A filosofia dos carneiros

  1. Ricardo Noronha diz:

    Pelos vistos é do Porto, mas lá está, “do riso ao susto o passo é pequenito.” Para quando uma edição de tão glosada obra?

  2. Justiniano diz:

    Caríssimo Nuno Ramos de Almeida,
    O Paulo Tunhas apenas expos as aporias de algumas proclamações perfeitamente impertinentes face à realidade (e muito pode aprender com Paulo Tunhas)! E é como Vcmcê tem dito ultimamente, a colisão com o real, ou com as manifestações do real são geralmente dolorosas e o susto do Paulo Tunhas pode também ser seu, em comunhão! Já agora, porque razão tende a crer que a ruptura extra sistemática penderá para a pulsão socialista!?

  3. Maria diz:

    É um néscio. Tem parido outras pérolas: http://www.ionline.pt/conteudo/4140-um-mundozinho-explorar.

  4. Semeador de Favas diz:

    A julgar pelas conclusões do filósofo, que aliás são como as pescadas (antes do ser já o eram), juraria que leu a referida obra marcelorebelodesousamente: uma espreitadela diagonal e uns sublinhados a marcador florescente nos parágrafos mais polémicos (procurados à lupa e sacados com bisturi e pinças) – e zás catrapáz- aí está mais uma obra de esquerdistas radicais para colocar no meu Index Librorum Prohibitorum particular.
    E o mais inacreditável: este homem é um académico que se deve fartar de dar lições sobre regras de citação e de como se deve (ou não) tratar a obra de outro autor, por muito que dela se discorde: ainda para mais atirando-se que nem um cão raivoso sobre homens que, tal como ele, são académicos (e não polemistas).
    Badiou e Zizek fazem com certeza política, mas nunca os li fazerem propaganda barata como esta, ainda por cima alavancada numa desonestidade intelectual e num estilo caceteiro digno de um Gonçalves Sociólogo.
    Se é para armar ao ramalhortigão de pacotilha, então tenha a frontalidade de começar a opinião com um «Zizek e Badiou são dois idiotas…». Agora, tentar desqualificar desta maneira dois colegas de profissão, respaldado num «eu sou Doutor de Filosofia na Universidade do Porto e tudo» é intolerável.
    Fosse eu aluno dele e na próxima frequência respondia-lhe assim à primeira questão: Senhor professor, VÁ PARA O CARALHO.

  5. Justiniano diz:

    Caríssimo Semeador de Favas,
    Vcmcê está equivocado em relação a Zizek, que evidentemente, e com primor, usa da ironia, sarcasmo e insídia com a devida dose. Dentro da tradição académica britanica e norte americana onde se integra perfeitamente.

  6. Semeador de Favas diz:

    Caro Justiniano,
    Mas que escrevi eu que contrarie o que acaba de dizer?
    Ou vai-me dizer que o arrotexto do Paulo Unhas é rico em sarcasmo e em ironia fina?

  7. Justiniano diz:

    Caro Semeador de Favas, o seu agravo é injustificado!
    A edição, em livro, do colóquio, pretende ser apenas o testemunho escrito de um acto político de gente que activamente pretende fazer política, e que nessa veste se afirmam ali!
    Pretender erigir sobre esta publicação uma elaboração epistemológica é algo que nem os editores pretendem! Ora, quantos eminentes académicos exercem acção política entre nós! Seria o mesmo que pretender em relação à publicação das novas fronteiras ou às conclusões da Universidade de Verão do PSD ou outra coisa identica, onde intervêm qualificadíssimos académicos da nossa universidade, um tratamento ou aproximação denotando distancia analítica! A reclamação de tal escudo, pelos intervenientes, seria profundamente patética e inconsistente!!

Os comentários estão fechados.