25 anos a andar para trás II

Um bocado à laia do outro Carlos aqui da tasca (o Vidal), também eu venho insistir numa questão que já aqui levantei. Se derem uma vista de olhos pela caixa de comentários rapidamente perceberão o que me leva a reforçar a questão.

Quem, como eu, se recorda da miragem que nos foi apresentada por Soares e seus comparsas não pode deixar de pôr em causa muito (quase tudo? tudo?) do que se passou desde a adesão deste pequeno país à CEE. Vejamos: começaram por nos pedir que apertássemos o cinto pois a adesão à coisa a isso obrigava. Mas, atenção, isso seria apenas numa fase inicial, depois seríamos devidamente recompensados. A seguir vieram os anos «dourados» do cavaquismo, do oásis anunciado por Braga de Macedo. Foi um «fartar vilanagem». Resultados práticos? A nossa frota pesqueira é, actualmente, uma das melhores da Europa? A nossa agricultura desenvolveu-se de forma sustentada desde então? A nossa balança comercial revela os frutos de políticas económicas vantajosas? Não, não e claro que não! Mesmo para mim, um leigo em economia, é fácil de constatar que a coisa correu e corre muito mal. Chegámos, então, ao período pré-Euro. Período em que, uma vez mais, nos pediram que apertássemos o cinto. Muitas vozes se levantaram contra a coisa. Que os preços iam disparar e tal. «Velhos do Restelo», gritavam-nos do outro lado. Que nada disso iria acontecer. Que com o Euro é que a Europa iria passar a andar a uma velocidade… E então? O que foi que aconteceu? A bica, para usar um exemplo simples, passou de 50 escudos ou 55, vá lá, para os actuais 55 ou 60 cêntimos. É fazer as contas! Já no que diz respeito à «Europa a uma velocidade» basta olhar à nossa volta!

E pronto. Entretanto, 25 anos passaram. O Povo, essa coisa que até da Constituição foi corrida, nunca foi consultado sobre nenhuma destas questões. E, mesmo quando é chamado para eleger os seus representantes, acontece o que  todos sabemos com elevadíssimas percentagens de abstenção!

De maneira que, à laia do Vidal (lá está!), eu insisto na questão. Não por teimosia, mas porque gostaria mesmo que me convencessem de que esta coisa da União Europeia não é um projecto falhado e que temos tudo a ganhar em lá estar. Há 25 anos. And couting…

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