
Paisagem palestiniana (3): o olival, o trabalho, a comunidade

Paisagem plestiniana (4): o colonato, o horror, o horror sem nome
Ao escrever sobre a legitimidade política, repito, POLÍTICA, da existência do estado de Israel insultei todos aqueles que transformam por pura má-fé (ou pior) esta crítica política em crítica rácica (sinceramente, quem transforma uma posição política numa posição rácica merece ser insultado!).
O caso da Sérvia-Kosovo é aqui exemplar: exemplar de um processo de clara legitimidade, política e histórica, mas legitimidade essa que (segundo a comunidade internacional e sobretudo os EUA, e numa argumentação de que discordo na totalidade), legitimidade essa que, dizia eu, num contexto de um grave conflito (de que não me esqueço a responsabilidade das máfias do UÇK na sua irrupção), foi perdida. Não concordo minimamente, mas a super-potência única, ou aquela que assim se arvora (decadente, mas apoiada por ilimitado poder militar), decidiu-se pela perda de legitimidade histórica da Sérvia sobre o Kosovo, que os primeiros têm como o berço do seu mito fundador identitário.
O mesmo creio ser possível aplicar ao estado de Israel, HOJE. Económica (os colonos judaicos, sobretudo desde os anos 30 destruiram a vida de milhões de palestinianos, destruiram a vida agrícola de gerações sobre gerações [ver fotos], destruiram a existência de toda uma comunidade que tinha um nome, “palestinianos”, que Israel sempre procurou negar que existia e Arafat – um mérito histórico incomensurável – colocou heroicamente no mapa), política (Israel é uma sociedade de apartheid em tudo semelhante à antiga África do Sul) e militarmente (é culpado da maior barbárie depois da II-Guerra), Israel – aplicado, por quem manda (EUA), o critério que foi à Sérvia – há muito tinha perdido a legitimidade política à existência.
Nesse contexto, escrevi (contra quem me acusava de anti-semitismo); e repito:
Em resposta, este indivíduo não percebendo que o meu parágrafo não se destinava a ele, mas antes a um colectivo e a uma ignara massa sem escrúpulos que denotava um determinado padrão de comportamento (que, de facto, ele repisa), redigiu no seu blogue (“Delito de Opinião”) um pequeno texto onde faz insinuações sobre mim e a minha vida profissinal. Fica provado aqui quem é o “cão raivoso” (para usar a expressão do tipo).
Por fim, um sublinhado: nunca ataquei aqui ninguém recorrendo à sua vida profissional.




atenção que o tal senhor Correia (de transmissão) é “jornalista” e diz que há aqui dois postadores que já correram daqui com a maioria dos bloggers, mas, ATENÇÃO, “permanecem dois que não sabe como se aguentam neste asco de blogue” – portanto, atenção, vcs estão (ainda) infiltrados por dois tipos que são amigalhaços do Paulo Gorjão e do Correia cãozinho de pavlov a-histórico do estalinismo (quer apagá-lo da História, a ele e a qualquer um que o mencione).
À margem, também gostei de ver o filantropo NRA na inenarrável missão de tentar civilizar o “jornalista correia”
Esse senhor Correia tem o estilo pidesco e bufo. Fui consultar o blog e há lá uma corte, todos se confortam uns aos outros (estilo puta velha). Tu és o maior, Correia. Obrigado. Os Stalinistas são um asco, Correia. Obrigado. Dá-lhe forte, Correia. Obrigado.
Quando aparece alguém a discordar, mesmo que levemente, salta toda a cáfila de cães nazis a insultar quem discorda deles. Bela democracia.
Com esta gente não há diálogo possível. O Nuno Ramos de Almeida bem tentou dialogar, mas foi tratado abaixo de cão…
Uma proposta: vamos falar de coisas sérias e deixar esses papagaios cegos a palrar na selva burguesa…
Manuel Monteiro
Tenho uma duvida quanto ao titulo deste post:
Sei reconhecer quem é o ‘cão raivoso’; por maioria de razões intuo quem sejam os ‘anti-semitas’, mas que raio, quem é o ‘filho da puta’, politicamente falando, claro está?
Pronto, agora aproveito para saber o que é escrever sobre legitimidade politica à existencia de um país e de um povo. Cada um pode legitimar o que quiser, dentro da sua cabeça, mas a legitimidade advem de um consenso mundial e emanado pelas instancias que regulam esses assuntos, acho eu, ou estarei enganado?
Discutir a legitimidade era discutir a anexação forçada que os Russos comunistas fizeram de todos os paises vizinhos e que geraram a maior carnificina da história da humanidade… ou discutir a legitimidade dos Indonésios quando anexaram Timor, ou ainda, quando o Iraque anexou o Kuwait.
RB
O “cão raivoso”, claro, não sou eu.
O “anti-semita” neste blogue não existe. Faz parte de um insulto sujo a quem critica política e militarmente Israel (máquina de guerra para a carnificina, máquina ainda de destruição – ver foto – e expropriação de território: o colonato, todo o colonato israelita, é o mais horroroso documento arquitectónico dos últimos 50 anos: facto corroborado por arquitectos israelitas).
O “filho da puta” aplica-se, como digo, a um colectivo de “interlocutores”.
Anexações, por anexações, Ricciardi, deixe-me que lhe diga que não há comparação entre invadir uma ilha vizinha e vir de todo o mundo (Europa, África, Estados Unidos…..) para ocupar e destruir uma comunidade com a sua vida própria há milénios.
Nada a ver, percebe?? (Não, claro)
grande chavão sr. Ricciardi “a legitimidade advém de um consenso mundial”, o que é que isso quer dizer? = sionismo global e universal?
Note bem: quando fala da Indonésia não quereria antes referir o meio milhão de militantes do partido comunista mandados assassinar pelo judeu Kissinger em 1966?
Para colocar o debate ao nivel do “jornalista correia&ricciardi” é preciso pô-lo ao nivel das circunstâncias na discussão sobre a figura de Estaline – aqui está, no avesso do contemporâneo, a instituição da “norma correia”: há um movimento nos EUA que pretende expurgar os marxistas de cargos governativos norte americanos; no index apenas o Wyoming está livre deles (lol) e à cabeça está o mais perigoso: “Barrack Hussein Obama aka Barry Soetoro (Liberal Democrat & Confirmed Marxist)
a exclusividade da burrice dos ultras-neocons é deveras divertida
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Grande Xatoo,
Epá, compreendo os dois lados do problema, sinceramente. O ‘usocapião’ das pessoas que por ali andavam (arabes e judeus) e viviam e a debandada que o ‘holocausto’ gerou no povo Judeu…
A legitimidade territorial não pode ser imposta por uma das partes, custe a quem custar. A legitimidade de Israel advem da ONU e da esmagadora maioria das nações.
Naquele ano da criação de Israel, a Palestina tinha uma população de 1 milhão e 300 mil arabes e 600 mil judeus.
Não é pois verdade que não existiam Judeus em terras da actual Israel; mas digo-lhe mais, o povo confunde-se e só foi possivel chegar a este numero através das diferenças religiosas expostas… ninguém mediu o adn de cada um para saber quem tem sangue arabe ou judeu, aliás seria uma idiotice, uma nação não se constitui só por afinidades geneticas, mas fundamentalmente por afinidades culturais. E neste capitulo, judeus e arabes comunhavam uns com os outros, embora com alguns desentendimentos derivados de sucessivos imperios dominantes daquele territorio, os Otomanos e os Ingleses (entre outros anteriores).
Portanto, a comunidade internacional tinha um problema a resolver: aonde meter os Judeus que foram sucessivamente expulsos (e eliminados) pelos Nazis? A esmagadora maioria dos paises da ONU ou o equivalente na altura, e que representam os paises de todo o mundo, decidiu pela criação de DOIS estados independentes; voto a voto os favoraveis foram esmagadores em numero.
O problema não está no Hamas ou na Fatah; o povo bem ou mal escolheu-os ou permite que eles continuem; é problema deles. O problema é que um dos movimentos, o Hamas, destila ódio aos Judeus e publicamente motiva os arabes ao assassinato de Judeus; taõ-pouco reconhece legitimidade a Israel, contrariando a determinação da ONU, e pretende o aniquilamento de Israel e dos Judeus (um dia coloco aqui a musica que cantam para melhor perceber).
Ora, é impossivel estabelecer dialogo com quem nos quer matar; é impossivel negociar a vida.
Tudo o que queremos é apenas o direito legitimo de viver…
RB
E os consensos mundiais que Israel escolhe ignorar, merecem comentário?
l. rtodrigues,
Merecem pois, negativamente claro. É pois necessario resolver o primeiro do qual todos decorrem, não acha?
RB
Master, Oh Master,
Pay no attention to them.
Let them speak… the more, the better!!!
“There is only one thing in the world worse than being talked about, and that is not being talked about”.O.W.
(Can’t you see?? Donkeys’ voices don’t arrive in Heaven)
Cum ilevada istima, sempre
Lembrei-me da “visão em paralaxe” face ao inimigo, segundo Slajov Zizec. O homem é sábio. Bons ensinamentos… É só transferir para outras situações de agressão.
(Zizec tem um grande senão… tem um raio de uma pronúncia em inglês, que quase faz rivalidade à do “meu querido Sócrates”…, mas pelo conteúdo vê-se que não estudou nas Novas Oportunidades e que tem mais do que um neurónio… Ah, mas como eu gostaria de ter a “orelhinha de Van Gogh” para o escutar… é que, ora bolas, fere a sensibilidade!)
E agora vou filosofar para outro lado.
O que que eu “lhe” estimo é o que eu “lhe” desejo, CV.
“Note bem: quando fala da Indonésia não quereria antes referir o meio milhão de militantes do partido comunista mandados assassinar pelo judeu Kissinger em 1966?”
Bom, pode ser chato, ou se calhar é apenas um pequeníssimo pormenor que, para o xatoo, não invalida o seu argumento, mas o que é um facto é que Kissinger só foi para o governo em 1969, com a vitória de Nixon, republicano. Anteriormente estava o Johnson, um democrata.
E fica-se a saber que a etnia dos personagens é relevante para o Xatoo. Se o Kissinger fosse cristão decerto não nomeava esse facto.
Ignorância, insultos e anti-semitismo não produzem bons argumentos.
2 questões:
- afinal, concorda ou não com a resolução dada ao Kosovo?
– estando o seu discurso eivado de insultos, admira-se quando alguém lhe responde na mesma moeda?! Não será melhor mudar de tom de discurso?