Philosémitisme em Gaza

[Mohammed Abed, AFP-WPP]

Não é uma criança, é uma semente…

Diria alguém de quem falaremos em breve.

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74 Responses to Philosémitisme em Gaza

  1. Pingback: cinco dias » A violência das imagens ou as imagens da violência?

  2. Uns e outros, gente boa para vir jantar cá a casa.

  3. Eduardo diz:

    “Filha de um americano ou de um índio americano, uma criança morta é uma criança morta.”

    Faço a comparação com outro momento da história e com outra cultura.

    Em Dezembro de 1890, o exército americano foi pedir satisfações a uma família da tribo Lakota, em Wounded Knee. Deviam entregar as armas que tinham escondidas no seu acampamento.

    Os mineconjou não aceitaram este pedido e tentaram resistir.

    Logo, isto foi o motivo para o exército americano disparar contra os índios, usando as suas “hotchkiss guns”. Mataram as mulheres, os velhos e as crianças. Os que fugiram foram perseguidos pelos soldados a cavalo.

    Enquanto, os soldados americanos disparavam, um deles gritou de raiva: “Remember Little Big Horn!”

    (Já agora, Miguel Serras Pereira, não dá para escrever algum artigo sobre esta batalha, em que os índios venceram o exército americano de Custer. No próximo dia 25 de Junho, comemoram-se 124 anos sobre a vitória dos índios cheyenne, lakota e arapaho contra os “wasichu” ou peles brancas).

    Tal como em Wounded Knee, morreram muitas crianças índias, como também em Sand Creek ou no Rio Washita.

    Uma situação quase idêntica ao do povo palestiniano…

    Infelizmente, julgo que o problema tem a ver com as culturas em causa e a pressão da propaganda vinda dos jornais e das televisões.

    No século XIX, os livros de Fenimore Cooper ajudaram muito a despertar esse ódio pela raça dos índios, assim como hoje qualquer jornal fala no “terrorista palestiniano”.

    O problema é o ponto de vista que se tem, ao ver as imagens.

    O problema também parece ser a forma como aguentamos a tal pressão vinda dos meios de comunicação, já que nos dias de hoje, pertencem ao “lobby” de Israel.

  4. miguel serras pereira diz:

    Eduardo,
    o que é que a sua evocação do extermínio das populações índias norte-americanas tem a ver com a discussão em curso?
    Não me vai dizer, com certeza, que a publicação da fotografia de uma criança israelita ou norte-americana morta na sequência de um atentado seria a justa celebração de uma vitória sobre o governo de Israel ou sobre o imperialismo americano.
    Os lobbies que se dispõem a servir o governo de Israel existem e são poderosos – devem ser combatidos. Qual é a dúvida? Mas acha que foram esses lobbies que puseram a imagem no post do RT – apesar de ser verdade que o post presta um péssimo serviço à causa da liberdade do povo palestiniano?

  5. Renato Teixeira diz:

    Já o seu contributo Serras Pereira, faz lembrar o do Pedro para afastar o Lobo. Da minha parte, vou deixa-lo continuar a gritar o meu nome, sozinho, na floresta. Para alguém que dedica uma percentagem significativa da sua produção blogosferica à minha pessoa, fica tudo dito quanto às suas prioridades e ratifica o acerto de não lhe ligar boi.

  6. Eduardo diz:

    Miguel Serras Pereira,
    Porque razão está sempre a evocar a “criança israelita” ou a “norte americana”, quando a realidade que estamos a tratar são as crianças palestinianas?
    A ideia que o post presta um péssimo serviço à causa da liberdade do povo palestiniano é falsa.
    Antes, presta um bom serviço ao debate deste tema. Contribui para o diálogo e para não erradicar da memória esta realidade que os palestinianos estão a sofrer em Gaza.

  7. Renato Teixeira diz:

    Eduardo, caríssimo, não se desgaste com quem desdenha os olhos e tem pouco carinho pela inteligência. Obrigado pelo elogio.

  8. Manuel Monteiro diz:

    João Vilaça
    Não se manifestou por nenhum dos lados do conflito? Então manifeste-se, homem, manifeste-se.
    Não o conheço de lado nenhum? Não tenho esse prazer, mas apenas me limitei a criticar as posições que me pareceram ser pró-sionistas.Da sua parte não eram? Folgo muito…
    Nuno Ramos de Almeida
    É impressão minha ou noto no seu tom de escrita um leve ar de superioridade e desdém? Então aquela frase “você tem sobre o jornalismo o meu conhecimento que tem de politica” é de arromba, embora eu não a tenha percebido bem. Pode explicar melhor?
    Quanto aos argumentos sobre a questão da foto nada mais tenho a acrescentar, acho que está clara a posição de cada um sobre o assunto.
    Manuel Monteiro

  9. joão vilaça diz:

    Manuel Monteiro, os meus argumentos não eram nem pró-sionistas nem pró-palestinianos simplesmente porque não era essa a questão que estava a debater. Os meus argumentos quanto à utilização e instrumentalização política de imagens como esta seriam exactamente iguais, como já lhe disse, se viessem da parte de alguém vinculado à causa israelita. Sou totalmente a favor da luta palestiniana (porque acho a sua reinvindiação justa, porque são a parte mais fraca e porque Israel tem usado sistematicamente práticas intoleráveis) mas nem isso vem ao caso nem importa grande coisa para o mundo. Não tenho soluções nem quero fazer espectáculo à conta dos sofrimento dos outros e muito menos quero fazer parte de um mundo desenhado à luz de um maniqueismo asfixiante (estás connosco, independentemente dos nossos métodos, da nossa ética, da nossa inteligência mesmo, ou estás contra nós) que levou o Manuel Monteiro a acusar-me imediatamente de sionismo, como se a declaração prévia de uma posição política fosse um critério exclusivo de participação de um debate que tem a ver apenas e só com os argumentos que usamos para expressarmos as nossas opiniões. Espero que tenha ficado claro. Cumprimentos.

  10. Manuel Monteiro diz:

    João Vilaça
    Não concordo consigo, mas estamos esclarecidos e desculpe se o ofendi, porque se alguém me chamasse pró-sionista eu também ficava fodido…
    Manuel Monteiro

  11. miguel serras pereira diz:

    Creio que a leitura deste texto do João Pedro Cachopo esclarece vários aspectos – pontos prévios e também conclusões – da discussão aqui havida:

    http://viasfacto.blogspot.com/2010/06/para-que-se-quer-ver-sangue.html

    msp

  12. Eduardo diz:

    O texto de João Pedro Cachopo em nada esclarece e apenas vai ao encontro das ideias defendidas pelo Miguel Serras Pereira.

  13. Renato Teixeira diz:

    MSP, virou agente desportivo? Está a dar uma de Jorge Mendes com o João Pedro Cachopo? Continue MSP, estão quase a conseguir referir o meu nome mais vezes do que o 31 da Armada. Interessantes as prioridades temáticas que tem impingido ao Vias de Facto. Reveladoras, diria mesmo.

  14. Sara diz:

    É incrível o fanatismo, a ponto de se dizer que uma vida palestiniana vale mais que uma de um judeu, de alguém que nem sequer tem nada a ver com o conflito. Que está confortável no seu sofá, no seu emprego, na sua família e que as únicas queixas do dia serão o aumento dos impostos ou o tamanho da fila num supermercado. E veja o que aqui escreve e os argumentos a que recorre.
    Se o senhor que é um nada neste conflito reage assim, imagine aquelas pessoas que vivem o conflito diariamente, seja de um lado seja de outro. E pessoas como o senhor que vivem uma vida do mais confortável que há é isto que fazem, é assim que contribuem.

    Muito triste.

  15. Renato Teixeira diz:

    Sim Sara… imagine essas pessoas. Se finalizar esse raciocínio estou certo que perceberá muito melhor as soluções encontradas ao longo das décadas pelos palestinianos.

  16. Sara diz:

    Pelos palestinianos, pelos israelitas, por todos os povos que já estiveram envolvidos neste tipo de guerras! Quem são vocês para acharem que sabem do que falam? O que é que vocês já sentiram na pele para se insurgirem deste modo, para jogarem tão baixo, para tamanho radicalismo bacoco? Ponham a mão na consciência em vez de se afundarem ainda mais com afirmações do tipo das que ali acima, onde a vida de uma criança vale mais ou menos de acordo com a sua nacionalidade. De facto, não era a foto de Estaline que deveriam ter ali em cima, era a de um tal Adolfo que pensava da mesma maneira. Os extremos estão mais próximos do que aquilo que julga!

  17. lili diz:

    Sara, Estaline, matou mais alguns milhões do que Hitler, são ambos assassinos em massa.

  18. Renato Teixeira diz:

    Mais bem disposta Lili? Não devia deixar de se preocupar com estas coisas?

  19. Sara diz:

    Lili, refiro-me ao racismo de um e de outro. É que aquilo que está patente aqui é racismo.

  20. Renato Teixeira diz:

    Sara, não embarque na ignorância do Delito de Opinião. Ninguém dá lições de racismo a Israel. Veja a sua constituição. Leia as suas leis. Não emprenhe de ouvido.

  21. Renato Teixeira diz:

    MSP, vá ler o texto do Ricardo Noronha no “seu” Vias de Facto. Vá, aprenda e depois regresse mais bem informado. Passar bem.

  22. José diz:

    Muito bem!
    Fica-se a saber que uma criança inocente de nacionalidade palestina/árabe é uma vítima inocente da guerra, mesmo que tenha sido morta por alguém da sua própria etnia, mesmo que tenha sido uma vítima inocente entre a guerra civil entre Hamas e OLP, mesmo que tenha sido vítima de uma ataque terrorista palestiniano.

    Uma criança judia é uma vítima de uma causalidade da guerra justa.

    Assim se aprende como algumas pessoas funcionam, como pensam.
    É com gente assim que o nazismo e o fascismo floresceram.

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