Ao ataque

Em Itália Berlusconi procura limitar os direitos de informação (ver dossier especial do La Repubblica). Em Portugal a situação não é muito diferente:

O dirigente socialista, Augusto Santos Silva considerou, esta segunda-feira, que a divulgação de escutas telefónicas efectuadas no processo Face Oculta «põe em causa fundamentos básicos de um Estado de Direito»

O vice-presidente da bancada parlamentar do PS [Ricardo Rodrigues] diz não admitir que «um juiz se meta nos trabalhos do Parlamento» e desvalorizou a importância da análise das escutas.

Os três jornalistas e a sociedade do semanário Sol foram ontem notificados do processo cível intentado por Rui Pedro Soares em Março. Em causa está um pedido de 400 mil euros, uma indemnização pelos salários e prémios que deixou de ganhar no resto do mandato como gestor da PT e as receitas extras ganhas pelo jornal pelo aumento de vendas de jornais e de publicidade nas edições em que o seu nome era citado nas escutas do “Face Oculta”

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1 Response to Ao ataque

  1. Von diz:

    É um caso extremo de clubite, tal qual como o FCP: se as escutas são ao “nosso” chefe, não interessa… ainda se fossem sobre o chefe dos outros…

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