25 anos a andar para trás

Há 25 anos Portugal aderiu à CEE. Alguém me consegue explicar o que ganhámos com isso? Mas assim, devagarinho, como se eu tivesse 5 ou 6 anos…

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22 respostas a 25 anos a andar para trás

  1. sergio diz:

    carlos
    para quem é do pcp ou aáreas afuins é coo explicar a existência de deus a um ateu
    mas sugiro comparar o nivel médio de vida de há 25 anos e de hoje
    com todos os erros cometidos
    já agora, quala sua alternativa?

  2. joão viegas diz:

    Mais de 25 anos de idade é que você não tem com certeza…

    Olhe, para não ir mais longe, Portugal ganhou com que pagar professores que tinham a obrigação de fazer com que você aparentasse saber hoje mais do que quando tinha 5, 6 anos.

    Portanto o que Portugal “ganhou” não me parece questionavel.

    Mas talvez você queira saber se o pais realmente soube aproveitar.

    Bom, pelos vistos, não tanto quanto devia…

  3. psd da boa-fé diz:

    Ganhámos o vinagre balsâmico de Modena, a mobília moderna dos suecos, bicicletas mais leves em alumínio, alimentos poluídos espantosamente baratos mas de paladar espantosamente falsificado, muitas janelas diferentes dentro da única janela lá de casa — a têvê — e, fundamentalmente, o direito para escravizar os continentes africano e asiático que alimentam o mercado europeu de que agora também fazemos parte.

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  5. Carlos Guedes diz:

    Caro João Viegas, usar o exemplo dos professores é, no mínimo, irónico, visto tratar-se de uma das profissões que mais desqualificada foi ao longo, precisamente, destes 25 anos. Tenho mais de 25 anos, já agora. E mais educação do que a V. Exca. revela com a forma como tece o seu comentário!
    Sérgio, os mais de 600 mil desempregados são um bom dado relativamente ao nível de vida actual. Outro há.
    Alternativas? Havia uma, que era não termos entrado ou termos sido questionados acerca dessa entrada. Não aconteceu assim. E agora estamos como estamos. Estaríamos melhor se não tivéssemos entrado? Não sabemos. Mas pior não estávamos, certamente.

  6. joão viegas diz:

    Caro Carlos Guedes,

    E’ o que eu digo, você não sabe ler.

    Sem a adesão europeia, pode dizer-me onde é teriamos ido buscar o dinheiro que permitiu pagar aos professores, os quais ainda hoje auferem um rendimento invejavel (se comparamos com a maioria dos outros paises da Europa) ?

    Mesmo dando de barato que os professores sofreram uma ligeira diminuição de rendimento durante o periodo considerado, a partir do momento em que o seu numero cresceu significativamente, os custos não podem deixar de ter sido mais importantes. Como é que foram pagos ? De onde vinha o dinheiro ?

  7. Marota diz:

    Olá Sr. Carlos Guedes, penso que nós somos os únicos culpados da triste situação em que Portugal se encontra. Devíamos encarar a UE como uma oportunidade que não soubemos aproveitar, assim como não aproveitámos o ouro do Brasil e os diamantes de Angola. O povo português foi sempre pobre – mesmo em alturas que na escola nos ensinavam que éramos os mais ricos deste mundo. Portugal nunca teve políticos interessados no bem estar dos Portugueses. Estes governam melhor a sua carreira política e o saldo das suas contas bancárias.

    Quando visitei pela primeira vez Budapeste, fiquei extremamente impressionada com a piscina Szechenyi . Esta piscina é enorme, instalada com todo o conforto, no entanto foi feita para ser usada por todos, não só pelas elites (isto foi só um exemplo). Em Portugal nessa altura, fazia-se uma destas, mas só para os mais priviligiados, o Zé Povinho, esse ía banhar o rabiosque ao rio. Gostaria também de acentuar que as Termas/Piscinas Szechenyi foram feitas antes do regime comunista, porque depois, estes fizeram da Hungria o mesmo que nós fizemos de Portugal 😉 – com isto digo – privilégios só para os tubarões camaradas e as sardinhitas como a gente, ficavam a chuchar no dedo.

  8. carlos graça diz:

    … a nostalgia melancólica…. que bom que era quando andávamos de burro, ou bicicleta, sem esta chatice das velocidades, da mobilidade célere, esta treta dos computadores….. as mulheres casavam virgens, havia respeitinho (muito lindo, diz o jmb), nada destas pós-modernidades vindas de outros países europeus, uma chatice pá…

  9. António Lopes diz:

    Com franqueza, entre milhões de razões dos benefícios que para nós advieram – um país periférico, pobre, sem recursos naturais, muito atrasado económica e culturalmente -, não valerá a pena lembrar que com a CEE/UE há paz na Europa há anos, a mesma Europa que assistiu às duas guerras mais mortíferas e sangrentas no seu território?
    Onde é que nós estávamos se não fosse a CEE/UE? Sinceramente, a minha opinião é que a esta hora haveria muitos assaltos a supermercados para as pessoas roubarem comida…

  10. sergio diz:

    peço desculpa por dar a minha opinião em blog de gente tão lietrada e culta e joão tem razão já que quando estivwe no liceu os professores passavam o tempo a faltar….
    mas ou menos não me falta educação…

  11. Antónimo diz:

    salvo erro foi o medeiros ferreira que contou a história de uma reunião entre o mário soares e um nobel qq da economia.

    o então pm perguntava ao nobel se ele achava que portugal tinha condições para aderir à cee

    e o nobel ter-lhe-á dito que não, que a economia nacional ia ser destruída e comida pelos outros.

    mário soares terá respondido que no dia seguinte iniciaria o processo de adesão

    parece que acreditava que era a única maneira de manter o país afastado de certos “riscos”

  12. Marota diz:

    Upps, fui esquecida ou ficou amuado…

  13. psd da boa-fé diz:

    A CEE-UE é um momento, um breve episódio na história da ditadura do mercado. Pelo que o ‘pensamento único’ que hoje vigora (nos média, nas cabeças dos banqueiros e nas cabeças ocas desta prole de comentadores) considera-a imprescindível e necessária.

    Esta prole tão acrítica de comentadores (sérgio, viegas, marota, graça, lopes… vão mas é comentar pró 31 da armada!!), além de provar-nos que não precisamos de governantes para foder-nos a vida (já bastam eles para isso), mostra-nos o marasmo apático de país em que infelizmente vivemos e explica-nos porque é que no metro, diariamente, o povo ‘lê’ aquelas poias gratuitas que uns mocinhos mascarados-desgraçados, em nome do negócio e da ignorância, vão distribuindo.

  14. carlos graça diz:

    Sr psd da boa-fé : apenas umas questões –

    1- caso tivesse sido um político psd a assinar a adesao,já concordava?
    2- que é isso do pensamento único? o senhor defende tantos discursos quantas as consciências, para, digamo-lo enfatizando P. Ricoeur, estar em permanente “conflito das interpretações”?
    3-O senhor acha que uma sociedade não é constituída pela diversidade?não aceita que haja pessoas a ler “poias”, que é como quem diz que não pode haver pessoas a ouvir tony carreira, todos têm que ouvir as árias do mahler, ou o saxofone do s.rollins? (aliás, pelo texto, parece-me que o senhor é simultaneamente contra o pensamento único, mas depois, acaba por deixar escapar um certo ódio aos que lêem outras poias que nao as que você lê, certo?)
    4- hásempre solução para quem não quer a Europa….
    5- Life is not a crime….. 🙂

  15. Renato Teixeira diz:

    Parabéns Carlos. A posta é verdadeiramente corajosa. De todos os temas, este é aquele onde é mais difícil elaborar uma crítica consistente. Em suma, um bom começo de debate sobre a importância de deixar claro as intenções coloniais do eixo. Continuemos…

  16. António Lopes diz:

    Pergunta ao “psd de boa-fé”:
    O raciocínio seguido no post, e mercê do qual escreveu “Esta prole tão acrítica de comentadores (sérgio, viegas, marota, graça, lopes… vão mas é comentar pró 31 da armada!!)”, também se pode aplicar a uma outra: O que é que ganhámos com o 25 de Abril? É o que a direita gosta de perguntar e discutir!
    E, já agora, o 5dias e o 31da armada não estiveram juntos numa manifestação a favor da liberdade de imprensa que o tenebroso Sócrates queria ou quer estrangular?
    Os factos são uma maçada…..

  17. Pedro diz:

    Carlos Guedes, se não é fácil explicar a um puto de 25 anos, como era este país antes de entrar na CEE, como explicar a uma criança de 6 anos? Se há gente com quarenta anos que se pergunta o que ganhámos com o 25 de Abril, imagine. That’s tough.

  18. psd da boa-fé diz:

    Sr. Graça, teve pouca graça, mas cá vai:
    1- Vivó Cavaco Silva, mestre supremo da informática!!
    2- O ‘pensamento único’ é muito simples: já imaginou a Coca-cola, a Sagres, a Toyota, a SIC, a Vodafone ou a Merck a pensarem por si? Claro que não. Pois é isso mesmo que acontece. Quando decide como se quer curar, o que quer beber, onde quer passar férias, o que quer fazer nos tempos livres, você chega inevitavelmente a um leque restrito de opções. É simples: você não pensou!! Foi a ‘mercadoria’ que lhe poupou essas fadigas, pensando e decidindo por si! Claro que estou para aqui a inventar se nem o conheço… Ora, o ‘pensamento único’, que diz, entre outras coisas, que a UE é sagrada, não está só na sua cabeça: ele está em toda a parte. A publicidade é o seu porta-voz (hoje há ‘só’, em média, 2500 impactos publicitários por dia e por habitante; e a própria informação é hoje ‘publicidade’: jamais contradiz as opções estratégicas tomadas pelos Senhores deste enorme reino mercantil).
    3- Haver gente a ler poias formatadas pela mercadoria é a prova de que não há diversidade.
    4- ‘Europa’ não é necessariamente ‘UE’.
    5- Life is beautiful!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Ant. Lopes, como deve calcular, não vou perder tempo consigo (além dos 7 segundos desta frase).

  19. carlos graça diz:

    Portanto, o que se defende aqui, é uma já antiga ideia, de I. Kant, de um sujeito sem mundo, sem estar sujeito às determinações da mundaneidade, que concretiza um pensamento puro, em si e por si, não está mal, não senhor….

  20. António Lopes diz:

    Ok, psd de boa-fé, factos e números são de facto uma grande maçada. Outra é o pensamento único contra o qual teremos que lutar, até almejarmos a liberdade de pensamento da Coreia do Norte.

  21. psd da boa-fé diz:

    Sr. Graça, nunca deixe de prestar atenção às ideias antigas, mas procure sempre aplicá-las com propriedade…
    Sr. Lopes…

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