Armado em cupido gerei uma depressão. As minhas mais sinceras desculpas. Quando é que regressam mesmo ao Campo Pequeno?

Começa a perceber-se os porquês de uma defesa tão cega por parte do espaço gourmet relativamente aos cem centímetros de que se falam. Quando a minhas expectativas no debate relativamente aos primeiros era que estes retivessem alguns, poucos, recursos linguísticos e relativamente à segunda a correcta utilização do uso das aspas, eis que gero entre eles um caso de amor não correspondido. Depois de defesa tão apaixonada por parte de Paulo Pinto Mascaranhas, o mais que este recebe em troca é uma declaração de má disposição no blogue jihadista de (i)nês teotón(i)o pere(i)ra, mesmo depois de ter citado o seu diário a propósito de um dos evangelhos que partilham.

Como relativamente ao debate há ainda muito a dizer, e porque ainda não perceberam o que disse aqui e aqui, vou tentar traduzir o meu latim em menos de oito postas. Apesar de não estar habituado a privar tanto tempo com gente tão selecta, vou mudar de registo a ver se retêm o essencial.

Comecemos pela ilustração do cupido para de seguida continuar o debate (ainda de forma amena):

Finalmente tive a honra de ser “glosado” pelo Jacinto Bettencourt que segundo confessa tem “lido muita coisa” minha. Fico contente. A grandiosidade do feito levou, imagine-se, a que o Nuno, que não é dado a grandes cerimónias, tivesse a gentileza de o “glosar” também. Ficou comovido. A ver se amanhã não deprime ninguém. É que se a coisa vira moda ainda me convidam para casamenteiro do Santo António. Se não pelo divino espírito santo, pelo Arraial Pride da Praça do Comércio. Vejam que foi de tal ordem a tremideira, que fez um elogio à moda do Pacheco Pereira ao 5dias: “Eu discordo de practicamente tudo o que se escreve no 5 Dias, mas gosto muito de os ler e encontro nos posts que por lá leio ideias que exigem uma tomada de posição e um esforço dos diabos a quem as queira contradizer.” É capaz de ser esse o motivo que levou a que ainda não tenham adiantado mais do que “o ódio e o preconceito pueril, que revela perturbadoras dificuldades emocionais no relacionamento com os outros”, a propósito do debate em curso.

Em defesa do texto de (i)nês teotón(i)o pere(i)ra apenas conseguem exprimir um esboço de argumento (mas ela tem o direito a educar os seus filhos) ainda que declamado com fidelidade canina. Como todos sabemos que os “nossos” filhos se educam na escola e em casa e não em crónica, ficou desde logo claro que a autora o que quer é educar os pais e (por seu intermédio) os filhos dos outros. Apesar disso, e incapazes de ver que passam o tempo a meter o bedelho na vida alheia, queriam que nenhuma “criatura socialmente amargurada e supérfula” questionasse a “especialista”. Acusam o Estado de se meter na cartilha da escola pública porque na verdade queriam que os seus filhos fossem educados pela cartilha bafienta dos jesuítas.

Paulo Pinto Mascaranhas, provavelmente por estar angustiado com a depressão da Jihadista, não foi capaz de mais do que ameaçar uma prosa sobre a minha família e de me considerar congelado no PREC. Vemos nas suas palavras a introdução de dois novos debates, uma vez que nem o PREC nem a minha família podem resolver as questões doutrinais levantadas por (i)nês teotón(i)o pere(i)ra. Poderia responder dizendo que a sumidade está ainda mais fora do prazo, pois consta que a sua data de embrulho vem do Estado Novo, da primeira República ou mesmo do tempo das descobertas. Mas como quero manter o debate nas aspas da Flotilha da Liberdade não vou ceder à tentação de aprofundar o tema. Deixo o desejo para outros bacanais.

Estes capangas da direita mais reaccionária da vida política portuguesa, julgam que assustam com este tipo de paleio velado. Da minha parte terão sempre resposta em verbo e em actos, com lugar marcado ou com a resposta na ponta da língua.

Relativamente ao “ódio”, não se preocupem. É coisa que guardo para os tempos em que não reine o optimismo.

[Os menos susceptíveis apreciem, com o volume no máximo, a primeira e a segunda parte desta magnífica expressão de contentamento popular.]

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2 respostas a Armado em cupido gerei uma depressão. As minhas mais sinceras desculpas. Quando é que regressam mesmo ao Campo Pequeno?

  1. simples diz:

    Eh pá ,onde está o esfreganzo com a manteiga?

  2. psd da boa-fé diz:

    Pronto, já está consumado.

    Lá foi o bom do Bettencourt, que é amigo da Buchholz e do Burnay (tudo malta de cá da nossa terra multiculti: não há afinal só os moldavos e cabo-verdianos que constroem as pontes e os bancos; há também estes que os mandam construir), fazer, via sr. Teixeira (!!!), uma explícita declaração de amor ao 5dias (que é o mesmo que confessar a bela poia apática e moribunda em que ele próprio vive: tem de fazer umas escapadelas ao 5dias para continuar a respirar; nem que seja por ver as gajas boas, amigas do Vidal).

    Não é que de um decapitado, em que a ordem dominante pensa por ele (e não o inverso), pode vir um pequerrucho laivo de lucidez?
    Fiquei baralhado…

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