Uma síntese perfeita

Ricardo Rodrigues nunca apresentou um pedido de desculpas nem devolveu os gravadores
( Público )

O levantamento da imunidade parlamentar a este estafermo político é o menos. O mal é terem de o pedir porque ainda é deputado. Os que o sustentam têm tanta vergonha na cara como ele. É tudo sinal da mesma coisa.

É preciso registar que a sustentação deste indivíduo vem, em primeiro lugar, do seu chefe de bancada, o Prémio Nobel da Ética do Concelho de Felgueiras, F. Assis: “Não é bom revalorizarmos questões episódicas” (Bravo!).

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

10 Responses to Uma síntese perfeita

  1. Repara no esmero com que Assis trata o português. Não se trata de um só episódio, como tal, dado que não se repete e não voltará a acontecer, sem importância. Como estamos perante um roubo de dois gravadores, são “questões episódicas”. É de aplaudir este rigor aritmético.
    O mal é que apesar de conseguir contar, o líder do PS não sabe avaliar: em qualquer outro país do mundo, tirando a Libéria durante a guerra civil, o Sr. Ricardo Rodrigues já estava na rua, a pedido do seu próprio partido.

  2. Carlos Vidal diz:

    E também é interessante o “não revalorizarmos”. Ou seja, “eh pá vamos lá a esquecer isto, pronto, não se fala mais no assunto. A malta até pode ir ali lanchar e passar um bom bocado”.

    Realmente, nunca fui especialista em ética.

  3. carlos graça diz:

    Já o Gama dizia: “são apenas fait-divers”….

  4. Francisco de Assis perdoou quem lhe chegou à corneta em Felgueiras, portanto, roubo de gravadores são feijões. É vê-lo na SICn a simular diferenças com Morais Sarmento num programa chamado contraste com a bonita e dócil Ana a assistir ao duelo. É linda, a pouca vergonha do faz de conta em Portugal.

  5. JB diz:

    “É A ÉTICA, ESTÚPIDOS”

    «A ética da República é a ética da lei» – Pina Moura e o seu carácter: antigo funcionário do PCP, ministro e deputado do PS (socialista), presidente da empresa Iberdrola.
    «A credibilidade da política não está na ética» – Paulo Rangel, antigo deputado do PSD na AR, euro deputado do PSD em Bruxelas.
    A sua eleição para Bruxelas, o seu empenho (palavra) em cumprir o mandato, a sua decisão em concorrer à liderança do PSD, diz bem do valor da palavra ou carácter do político.
    «Manso é a tua tia pá» – o PM José Sócrates na AR.
    «A moral, a ética pública é das coisas mais importantes. A responsabilidade, moral e ética de cada um, é das coisas mais importantes da vida» – António Barreto, intelectual e investigador emérito.
    Acrescente-se: ASSIS, from PS

  6. pápa lá essa diz:

    Se o outro se demitiu por ter feito uns cornitos…bemmm, o caso era mais grave…

  7. VBranco diz:

    É por causa de aberrações democráticas destas que eu às vezes fico com pena de não existirem por cá umas brigadas vermelhas…
    O partido da rosa é só mete-nojos…

  8. olha-me este! O Lã branca.
    Depois de estiolar lá pelas ilhas, por cá, são gravadores a voar e pombinhos a apanhar.

  9. A prova provada de que a ética é palavra tagarela, é o facto deste indivíduo ainda ter o cargo que tem. Invocar a ética é pois nada.
    É, claro, preciso ir mais longe.
    E mais não digo.

Os comentários estão fechados.