O “Dia da raça”, tal como o Natal, começa a comemorar-se de véspera

Acompanhando o banquete desta noite em Faro, bute aí cantar alegremente!

Já chegou o 10 de Junho,
juntam-se os “apertócinto”
a banquetear-se na praça.
“Encosta o teu copo ao meu,
come a lagosta e chora,
que nunca são para nós
as ameaças de penhora.”
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7 respostas a O “Dia da raça”, tal como o Natal, começa a comemorar-se de véspera

  1. Ze de Fare diz:

    Não é preciso tanto. O homem anda por aqui sozinho e completamente desprezado. Estamos em época alta e ao contrário dele que vem passar férias com mais 600 convidados no Palácio Fialho, é agora que o Algarve começa a trabalhar…

  2. Abílio Rosa diz:

    Naquele tempo, Portugal era pelo menos dono do seu destino.

    Agora somos uma colónia de Bruxelas e um protectorado às ordens de Frankfurt.

    É triste reconhecer isto, mas é a verdade.

  3. Tem a certeza da veracidade da sua primeira frase, Abílio Rosa?
    Ou é mais um whishful thinking retrospectivo?

  4. Marota diz:

    Sr. Abílio desculpe estas minhas dóceis palavras, mas desta vez tem que ser. Portugal, no tempo em que o Sr. se está a referir era tão pobre que muitos portugueses tinham que, por exemplo, dividir uma sardinhita por três. Ainda não consigo entender como há portugueses a choramingar com o pobre destino de pertencermos à UE. Quando Portugal entrou para a CEE, o país estava de rastos – foi para nós uma grande sorte. Portugal recebeu sempre mais do que paga. Se Portugal está na estado em que está é porque somos uns grandes azelhas e a culpa não é da UE. A meu parecer a única coisa melhor no Estado Novo em comparação com os nossos dias, é que naqueles tempos tínhamos só um Salazar a sustentar e hoje temos uma quantidade deles.

  5. Abílio Rosa diz:

    De facto naquela tempo Portugal era considerado um país «pluricontinental», tinha recursos e tinha um vasto mercado e até tinha a sua própria zona monetária.

    No entanto, e se o Estado era financeiramente sólido, os portugueses (os da Metrópole e das ilhas adjacentes) eram muitíssimos pobres, oprimidos e ainda por cima tinham que aguentar o esforço de guerra em três frentes.

    A verdade é que a falta de liberdade, a ditadura do Salazar e toda o enquadramento económico e ideológico do Estado Novo, destruiram a vocação natural de Portugal, que não é a Europa, mas sim o Mundo Novo e a África.

    E foram todos os erros da ditadura salazarista, as complexidades do pós 25-de-Abril e a guerra fria, que empurraram Portugal para a Europa.

    Hoje Portugal está na Europa.

    Hoje Portugal, com esta doutrina e com este «whishtful thinking prospectivo», é irrelevante e está condenado a este vil e apagada tristeza.

    Se não fosse a politica maximalista colonial do Estado Novo e se a descolonização não tivesse sido tão dramática, aquela ideia de Portugal «pluricontinental» com estados independentes e solidários entre si, tinha pernas para andar e era tão útil, quer aos portugueses da Europa, como a todos os portugueses nascidos naqueles territórios e principalmente às populações autótocnes.

    Portugal só foi grande quando saiu do estuário do Tejo.

    Portugal só foi grande quando os seus melhores sairam desta prisão peninsular.

    Voltar para a Europa é um erro fatal e que vai provocar a nossa decadência irreversível.

    • paulogranjo diz:

      O chato é que as populações autóctones desses espaços pluricontinentais (em que o estado português só começou resolutamente a investir na década de 1960) não queriam nem esse projecto nem o nosso domínio, não é?

      Projecto que, já agora, para além de anacrónico e expoliatório, também era estruturalmente racista.
      (Característica que poderei demonstrar em comentários posteriores, em resposta a comentários que, inevitavelmente, se contraporão a este. Aliás, por isso o fiz. As catarses colectivas também se fazem de polémicas.)

  6. Abílio Rosa diz:

    As «populações autóctones» não foram consultadas para muita coisa.
    Em Angola,criou-se uma ficção, ao se reconhecer no Alvor três movimentos de «libertação», quando dois destes (UNITA e FNLA não passavam de dois bandos de criminosos armados).
    Só o MPLA tinha consciência politica e só eles tinham alguns «quadros» indiispensáveis a um processo de transicção e ulterior independência, como veio a verificar-se na África do Sul com o ANC.

    Não havia nem há qualquer mal haver influência de Portugal e dos portugueses nos seus antigos territórios. Bem pelo contrário.

    Teria sido útil aos portugueses e principalmente aos moçambicanos, angolanos, guineenses, são-tomenses, cabo-verdianos e até timorenses.

    Não vejo que seja passadista ou reaccionário que os interesses de Portugal e os interesses das novas nações estivessem irmanados.

    A Rússia quer manter a custo a sua área de influência geo-politica e economica, derivada da implosão da ex-URSS, e não vejo nisso mal nenhum. É por que se não for eles será outra potência.

    A natureza tem horror a espaços vazios…

    Hoje, em África, não está Portugal. Está a China, os EUA, a França, o Reino Unido,etc. em força e com um neo-colonialismo explorador e até racista.

    E será que as populações destes países estão mais livres e mais felizes?

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