A mais-valia da capitulação ou entrismo sui sui generis?

Seguindo as pisadas de outros que fizeram consigo a experiência da via revolucionária (João Carlos Espada, José Manuel Fernandes, Manuel Falcão, Henrique Monteiro, Jorge Coelho, Esther Mucznik), Nuno Crato foi nomeado presidente do Tagus Park.

(via Manuel Monteiro, seu ex-camarada).

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19 Responses to A mais-valia da capitulação ou entrismo sui sui generis?

  1. MM diz:

    Mas este, via Dona Palmira, também faz parte do núcleo da Câncio. É mais uma nomeação por insdiscutível preparação para a função, claro.

  2. Ze de Fare diz:

    Tinha-o em bastante melhor conta. Vamos ver o que vai sair daquele buraco chamado Tagus Park…

  3. Literalmente, um plano Inclinado!

  4. harness diz:

    pode ser que se renda finalmente ao eduquês

  5. Semeador de Favas diz:

    A “extrema-esquerda” (e a outra não tão “extrema”) é uma magnífica escola de quadros especializados: ao nível de uma Academia de Alcochete.
    Ao que parece, o Capitalismo de Estado e o Estado da burguesia, não conseguem produzir talentos na sua própria cantera, vai daí é só contratar pérolas aos clubes pequenos.
    Renato, fosse isto entrismo e já a implosão da ordem capitalista -dos órgãos de propaganda, passando pelos ministérios (onde já se viram até um Ministro da Defesa, e outra da Educação, simpatizantes da ideia anarquista!?) até às vísceras das grandes empresas – se dera, na Europa, à plomenos vintanos (ou +). Não é entrismo, não, é a puta da vida.

  6. augusto diz:

    Enquanto outros fizeram a experiência do xuxialismo real, e hoje estão hoje bem instalados…

    Desde o Vital Moreira ao José Magalhães , do Mário Lino á Isabel Pires de Lima, sem esquecer o Pina Moura…

  7. antónimo diz:

    Mais uma anedota elevada à categoria de iluminada. quem não lhe conhecer a prosápia que o compre. esta nomeação tem o lado bom de levantar-lhe os anticorpos que até aqui estavam desmaiados, por óbvia ignorância.

  8. Independentemente da nomeação, continua a ser das pessoas mais lúcidas a falar de educação em Portugal. Basta ler “O Eduquês” (altamente recomendável), para termos uma noção clara de grande parte dos motivos que têm progressivamente levado o nosso sistema educativo à beira do abismo.

  9. Renato Teixeira diz:

    Estou muito longe da esquerda moderna em muitos campos, mas o eduquês é provavelmente onde mais divergimos. Ainda assim, não sei se a mão de ferro do Crato é o caminho. Não haverá algo entre o chicote e a chupeta, João?

    Bem que podias fazer umas postas sobre o tema. Quando por aqui andava o Zé Neves era tema recorrente e motivo de bons debates… Abraço.

  10. Respondendo directamente à tua pergunta, acho que não. Acho mesmo que a mão de ferro é a postura certa. Só assim é possível ser coerente com a defesa dos ideais de esquerda (por muito que boa gente de esquerda pense exactamente o oposto), pois só assim permitirá a real igualdade de oportunidades e a diminuição do fosso entre as diferentes classes sociais. Com brandura e cedência, apenas se caminha para que alunos com famílias destruturadas, sem referências em casa, nem encarregados de educação que efectivamente se preocupam, sigam o rumo de seus pais ou avós, difundindo as desigualdades para as gerações seguintes.

    Como dizia uma mãe de um aluno de uma escola problemática da zona de Lisboa (entrevista na “Rubra”): “Educar um filho de um pobre é muito mais difícil do que educar um filho de um rico. Tem de ser-se mais intransigente, porque as solicitações, os perigos, são muito maiores”…

    P.S. Ando demasiado desanimado com esta falácia, a que se dá o nome de sistema educativo português, para fazer grandes textos sobre o assunto…

  11. Renato Teixeira diz:

    Conheço a entrevista bem como o debate que a Rubra tem tentado dar sobre esta questão, neste caso contra quase toda a esquerda. A entrevista ao Dermeval é do melhor que li sobre o assunto. Agora, se estou completamente convencido que a disciplina não pode ser um património da direita bem como da treta (perigosa) do eduquês (principal, reforçar o ensino para pobres e ricos) como a exercer ser o recurso ao chicote? Assim que te moralizes sobre o tema não hesites. Acho que já estou a magicar uma ideia de te picar… 😉

  12. Manuel Monteiro diz:

    Uma coisa é a disciplina e a organização nas escolas, outra é a mão de ferro ao estilo salazarista que estes arrependidos dos cratos defendem.
    Além de que eu não acredito no ensino burguês-capitalista. Ele tem só um fim: criar parafusos bem oleados para a máquina capitalista (veja-se a resolução de Bolonha, não sei se é assim que se chama).
    Manuel Monteiro

  13. A “mão de ferro” e o “chicote” são naturalmente referências metafóricas. Mas sem uma base inicial de rédea curta, tolerância zero e medidas disciplinares fortes para punir o incumprimento das regras (apenas suavizada depois, em função das circunstâncias), dificilmente o verdadeiro ensino (e não a fantochada que temos cada vez mais) será universal…

  14. Com esta política perversa de “eduquês” e de “escola inclusiva”, caminha-se para a degradação final das escolas públicas. Enquanto isso, cada vez mais basta aos colégios privados impor regras claras e ser rigoroso no seu cumprimento, sem outro tipo de favorecimentos, para que a sua importância seja progressivamente maior. Está assim em marcha, de forma subreptícia, o processo de decadência da Escola Pública e de promoção do elitismo educativo (quem pode, paga; quem não pode, fica no refugo).

    E agora digam-me, quem é que é afinal de direita?

  15. Manuel Monteiro diz:

    Reafirmo a minha: a escola só será aceite pelos jovens, e pelos mais rebeldes, se lhe proporcionar condições e eles tiverem na sociedade, junto da sua familia e comunidade, uma estabilidade que a sociedade capitalista não lhes proporciona. O resto é desespero pequeno-burguês de tentar resolver neste sistema o que nele resolusão não tem.
    A comparação com a escola privada é o mesmo que comparar a estabelidade, regra geral, de uma criança filha de um administrador da PT que ganha 10 mil euros ao mês, e o filho de um desempregado que recebe 475,00 (quando recebem) por mês…
    Manuel Monteiro

  16. Abílio Rosa diz:

    Na antiga URSS as escolas eram a sério, os professores ensinavam; os alunos aprendiam; havia ordem e disciplina; os alunos andavam uniformizados; e não é por acaso que foram ao espaço e criaram novas tecnologias e acarinhavam a música, a ópera, as belas artes e toda a cultura em geral.

    E isso era uma escola de direita?

  17. Manuel Monteiro diz:

    Abilio Rosa
    É o que eu digo: essa era uma escola numa sociedade igualitária, onde todos, desde o nascimento até à morte, estavam em pé de igualdade. Mas até na União Soviética isso foi pervertido e a nomencltura começou a ter privilégios que começou a minar o ideal comunista…
    Manuel Monteiro

  18. miguel maya diz:

    sim, claro João Torgal, a escola deve ser exclusiva, de exclusao e não inclusiva. E se for com redea curta, assim tipo chicote para aumentar a obedi^encia cega, melhor ainda.

  19. Não, a escola deve ser inclusiva e não “inclusiva”. Percebeu?

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