Quando voltarem ao Campo Pequeno avisem com mais do que umas horas de antecedência. Vai ser um prazer ver a vossa nobre figura em tão afamado cenário.

Quando um Afonso Azevedo Neves, um Henrique Burnay e um Paulo Pinto Mascaranhas se metem com uma pessoa na sequência de uma posta sobre a colocação de aspas na ajuda humanitária turca da (i)nês teotón(i)o pere(i)ra, o ego fica verdadeiramente inchado. Se fosse o chefe, aquele Rodriguinho Moita de Deus do Combate de Blogues (que parece meia volta dá uma de rebelde e homenageia o Jaime Neves mascarado de Dark Vader), a Bragança Buchholz ou o Moniz de Bettencourt, ainda poderia ficar com medo e levar-me a verificar se tinha alguma milícia atrás da porta, mas como se trata apenas do Afonso, do Henrique e do Paulo, reagi sem sobressalto.

Confesso que visito pouco os blogues de direita. O motivo é simples: além de gostar pouco do olho fotográfico do Pacheco Pereira, são regra geral intérpretes de uma escrita tão reles como papista, que não justificam os segundos que são gastos na sua leitura. Raramente acrescentam mais do que o desejo expresso na véspera pelo amo, e nunca, mas nunca, surpreendem com um ponto de vista. Aos recortes do quotidiano são incapazes de imprimir um olhar que demonstre que lêem a vida com inteligência. Os que manifestem sintomas de tal atributo fazem como o Almada lhes ensinou, e raspam o crânio por dentro até que fique só o tronco e os braços sobre as pernas, de modo a ficarem preparados para ser carteiristas carreiristas de sucesso. Contudo, há uma direita, a patriótica, monárquica e trauliteira, que merece ser lida. Não que revelem a inteligência que os outros rasparam fora, mas porque exultam e riem com o curso da barbárie sem derramar nenhuma lágrima de crocodilo ou um desabafo politicamente correcto. A bonomia, é sabido, não é atributo que os satisfaça nem que os assalte de orgulho. A pobreza do articulado, a debilidade argumentativa, a ausência de debate em quase todos os debates, a indexação compulsiva de lugares comuns e a existência de escribas cujo nome ocupa mais caracteres do que a ideia, tem feito alguma erosão na minha persistência, mas a frontalidade com que debocham e chafurdam nas orgias da ordem dominante é enternecedora e estou certo que me fará regressar mais vezes àquelas bandas.

Estes senhores justificam e dão substrato ao que mais cedo ou mais tarde a direita pragmática ou a esquerda porreira acabarão por fazer dissimuladamente e com argumentações falaciosas. Nesta tasca, ou deverei dizer, espaço gourmet, clama-se entusiasticamente pela matança dos mais diversos povos sobre o jugo colonial, veneram-se os privilégios de classe, abomina-se tudo quanto é diferença normativa no campo dos costumes, ama-se o Papa, defende-se o regime até ao campo de batalha sem qualquer cosmética social-democrata. Tenho-os como uma espécie de multidão romana em fúria e entusiasta com o circo sanguinário do Coliseu de Roma, cujo anfiteatro há muito tempo passou a abraçar o mundo inteiro.

Como temos caracterizações recíprocas e sabemos que todos os debates terminam invariavelmente nas trincheiras e com as baionetas apontadas uns aos outros, a verdade é que sobram poucas ideias a trocar. Alimentávamos por isso uma espécie de guerra fria onde cada um se dedica a influenciar o seu campo político até que a política se venha a exercer por outros meios.

A única coisa que então justifica o ataque é o facto dos milicianos da blogosfera andarem nervosos com os acontecimentos em Gaza e saberem que o seu Estado Pária pisa terreno que inevitavelmente o conduzirá à derrota. O fim do bloqueio egípcio, a mudança do xadrez na Turquia, o aumento do número de flotilhas a navegar em direcção à Palestina, dão-lhes a certeza de que como reconhece nervosamente o seu chefe, a Palestina Vencerá e o Estado de Israel não terá outra alternativa senão a rendição absoluta e sem quaisquer condições.

Talvez por isso não tenham percebido que o meu problema com (i)nês teotón(i)o pere(i)ra neste artigo não foi o direito a ensinar os seus os filhos da forma que entender, mas a manifestação de uma diferença profunda relativamente à forma obscena com que esta jornalista ataca um conjunto de pessoas que foram assassinadas apenas por lutarem para que um determinado povo tenha acesso aos mais básicos direitos de humanidade.

Mas isso é paleio que vocês já não compreendem. As duas animações e as duas músicas anexadas servem para que percebam que não tenho nenhum problema com o acto mas com o conteúdo da questão doutrinal, e serve ainda para que os mostrem aos vossos filhos e aos da (i)nês teotón(i)o pere(i)ra, de forma que eles possam ver além das palas que vos colocaram nos olhos.

“O país vai de carrinho

Vai de carrinho o país

Os falcões das avenidas

São os meninos nazis

Blusão de cabedal preto

Sapato de bico ou bota

Barulho de escape aberto

Lá vai o menino-mota

Gosta do passeio em grupo

No mercedes que o papá

Trouxe da Europa connosco

Até à Europa de cá

Despreza a ralé inteira

Como qualquer plutocrata

Às vezes sai para a rua

De corrente e de matraca

Se o Adolfo pudesse

Ressuscitar em Abril

Dançava a dança macabra

Com os meninos nazis

Depois mandava-os a todos

Com treze anos ou menos

Entrar na ordem teutónica

Combater os sarracenos

Os pretos, os comunistas

Os índios e os turcomanos

Morram todos os hirsutos!

Fiquem só os arianos!

Chame-se o Buffalo Bill

Chegue aqui o Jaime Neves

Para recordar Wiriamu,

Mocumbura e Marracuene

Que a cruz gamada reclama

De novo o Grão-Capitão

Só os meninos nazis

Podem levar o “pindão”

Mas não se esqueçam do tacho

Que o papá vos garantiu

Ao fazer voto perpétuo

De ir p’rà puta que o pariu.”

O país vai de carrinho – ZECA AFONSO

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32 respostas a Quando voltarem ao Campo Pequeno avisem com mais do que umas horas de antecedência. Vai ser um prazer ver a vossa nobre figura em tão afamado cenário.

  1. antonio diz:

    Nota lateral: não desfazer muito no Jaime Neves, porque ele estava no 25 e aposto que tu não.

    🙁

  2. Mais um excelente post. Registo com prazer o crescente nível dos posts do Renato, assim que abandonou um estilo algo agressivo. Para ser radical não é necessário ser truculento. É claro que, para alguns, faz parte de um certo “modo de estar” revolucionário uma postura arrogante, ciente da sua superioridade moral (defeitos da “vanguarda”) – estilo cultivado, especialmente, por um colega deste blogue. É preciso cuidado com as companhias, e especialmente quando se trata da esquerda “radical”, infelizmente fértil em gerar autoritários de pacotilha.

  3. Justiniano diz:

    Caríssimo Renato, Vcmcê está a melhorar a escrita!!

  4. idi na hui diz:

    O jaime reles um jagunço ao serviço dos interesses da nobre banca.Deve estar com inveja de não estar no Afeganistão a carregar fardos de ópio pra enviar para Bondsteel no Kosovo e,assim estar a contribuir para uma alta causa de encher os cofres à CIA.Mais um chupista assassino!

  5. idi na hui diz:

    Neste sítio pútreo sei de comunistas q dizem q são comunistas!Mas,nunca ouvi dum gajo de direita,desta direita, que é um fascista!Estes patifes não têm a coragem de dizer aquilo que são pq de democratas nada têm!

  6. psd da boa-fé diz:

    À boleia propagandística do sr. Teixeira, fiz um tour pelo 31 da Armada e eu, que prefiro de longe uma direita esclarecida a uma esquerda porreira e sorridente, fiquei estarrecido com que por lá encontrei: nem uma linha surpreendente no meio de tanta propaganda ao ‘pensamento único’ imperante, nem um só argumento consistente no meio daquela mediocridade argumentativa.

    É sabido que a nossa esquerda parlamentar é, de uma ponta à outra, um monte enorme de esterco sem um pensamento original-actual sobre a ecologia-sociedade-cultura-economia; mas esta direita ordinária e corriqueira é o grau zero do pensamento crítico.

    Na revolucao que se avizinha (sorriam, sorriam…), nao teremos nem de decapitá-los…
    … porque já nasceram decapitados!

  7. Miguel Andrade diz:

    grande posta!

  8. clara diz:

    toda a gente sabe que essas pessoas horrendas de direita são uns salazarentos adoradores de hitler sem qualquer respeito pela dignidade humana nem por nada que não seja o dinheiro e a posição social.

    toda a gente sabe que as horrendas pessoas esquerdalhas como o 5 dias e jugulares e isso não passam de uns estalinistas adoradores do fidel castro sem qualquer respeito pelos mercados e uma ligeira adoração pelos terroristas palestinianos.

  9. editor69 diz:

    Foda-se foi só…blá blá blá whiskas saquetas…blá blá blá whiskas saquetas…blá blá blá whiskas saquetas..
    caralho…tanta intelectualidade até me deixou inspirado pra ir trabalhar…ainda mais…porra.
    Ao menos isso.

  10. joao diz:

    Como se pode ser tão ressabiado?!? Meu Deus…

    Depois a inteligência não é muita, senão vejamos: “raramente vou a blogs de direita, mas sei que tudo o que lá vem é pobre” (tradução livre)

    Enfim, vale pelos “boencos animados”…

  11. psd da boa-fé diz:

    Dona Clara: “respeito pelos mercados”?!!!!?
    Como é que ainda pode existir alguém que respeite aquilo que para funcionar num continente tem de escravizar pelo menos outros dois?
    Um planeta com 50 ‘corporations’, com milhares de milhões de escravos, precários e deprimidos e com milhões de favelas para alimentar um punhado de Donas Claras…?
    Vá mas é pró caraalho!! (porra, berrei tão alto que a minha musiquinha ambiente, esta pérola hipnótica de GAS, deixou momentaneamente de desenhar a atmosfera etérea, sem Madonnas nem Donas Claras, onde hoje despertei)

  12. FD diz:

    Quando se faz do apelido um argumento jocoso e estereotipado de alguém está tudo dito.
    Já agora, rendição a que ? A quem ?
    Informe-se que Israel já esteve bem pior e contra tudo e todos sobreviveu, não haviam era tantos blogs armados em zandigas.
    Eu sei que os óculos de alcanena estão na moda, mas isto já é exagerar.

  13. clara diz:

    queridinho psd da boa fé, isso era para mim? sugiro que leia o comentário inteiro, pode ser? depois tente tirar uma conclusão que não seja de atrasado mental. boa sorte com isso.

  14. Renato Teixeira diz:

    Não há, no texto, nenhuma critica ao nome dos escribas. Há, como poderão verificar, uma sátira ao facto das suas ideias se escreverem em menos caracteres do que os seus nomes. Nada mais.

  15. Carla diz:

    Acho que a ITP falava de uma coisa mais simples. E quanto ao “conteúdo”, como deve saber, os nomes que se dão às coisas dependem do lado em que se está. E daqui a uns tempos se a História assim o ditar, vamos mesmo todos ler esta acção foi um acto de defesa. Ou, ao contrário, um acto de terrorismo deseperado. Muito mais interessante perceber é que não se pode falar de nada neste país sem se ser agredido. Tenho impressão que não foi para isto que se fez Abril. Mas o que é que eu sei?

  16. Renato Teixeira diz:

    Carla, factos são factos. As águas eram internacionais e a flotilha levava mantimentos e material de primeira necessidade. Israel tomou o barco de assalto (estou em crer que se houvesse uma arma a bordo estes seriam os primeiros a fazer alarido da coisa).

    Podemos gostar ou não da flotilha da liberdade, consoante o campo em que nos colocamos, o que não podemos é falar dela com aspas.

  17. Carla diz:

    e o hitler foi eleito democraticamente!

  18. psd da boa-fé diz:

    Sr. Teixeira, escapou-lhe a minudência: a Clara virou Carla…

  19. Renato Teixeira diz:

    Já está corrigido grande Boa-Fé… desta feita confusão de nome e não de conteúdo. 😉

  20. Clap, clap, clap, clap

    Cara Inês

    Confesso que já há muito tempo simpatizo com a sua escrita, agora também com este seu ponto de vista;)
    Bem Haja

  21. Caro Renato

    O comentário acima vai para a Inês Teotónio Pereira…
    Para si Renato salvaguardo o facto de ser extraordinariamente bem observado…
    Interrogo-me todos os dias, o que devemos fazer para evitar a implementação do 1984 de George Orwell e da ditadura económica???

    Cumprimentos

  22. eheheh

    Uma boa prosa rematada por uma ainda maior poesia!
    Nunca desarmar contra estes gajos que pensam que lhes chega o sangue e o fino nome

    Subscrevo.

  23. JMCerdeira diz:

    Passa o texto todo a “enfeitar” com acusações. Chama-lhes estúpidos, de maneira velada. E depois em duas frases esgrime meio-argumento. (Que seja claro que não tenho posição sobre o conflito, porque não tenho informações sobre ele, como não o tem ninguém excepto os activistas e os soldados que desembarcaram. Não há honestamente maneira de chegar completamente à verdade dos factos.)

    Clap, Clap. Que belo disfarce para um “estúpido és tu”. E o meu argumento é claro. O senhor apenas chamou nomes e não discutiu. Ou discutiu com argumentos insuficientes. E o meu nome não é comprido nem pomposo.

    José (quer mais comum?) Cerdeira (Daqueles que até são confundidos com Cerveira e Cerveja)

  24. FMCMP diz:

    Não consegui deixar passar este post sem comentar a prepotência, a arrogância e petulância do seu autor.

    1 – Por norma, quem é tão inteligente como o sr. se julga, deixa que essa inteligência transpareça nos actos, nas palavras, nas tomadas de posição. O que aqui li deu-me muito mais a imagem de um homem inseguro que tenta através da retórica, sem significado ou valor, deitar abaixo pontos de vista, concorde-se ou não, legítimos. Qualquer blogger de direita lhe poderia dedicar o mesmo texto, tal é o vazio argumentativo (que o senhor tanto lhes aponta).

    2 – Gostava de saber quais os seus feitos para se considerar um ser humano de calibre tão superior.

    3 – Seja-se de direita ou de esquerda, uma pessoa inteligente consegue, na maior parte das vezes, perceber como legítimos e coerentes os argumentos do lado contrario, mesmo que não se concorde com eles – normalmente apenas são sinal de uma visão/interpretação diferente da sociedade.
    Ao ler o que escreveu apenas chego à conclusão que você não percebe os argumentos, e isso dificilmente é sinal de inteligência.

    4 – Esteja-se de que lado se estiver no conflito, o PRINCIPAL problema, o que faz que a guerra perdure e que a solução diplomática pareça cada vez mais fora do alcance, são posts como este: http://5dias.net/2010/05/31/e-preciso-derrotar-israel-a-toda-a-linha-por-uma-rendicao-sem-condicoes-por-uma-palestina-laica-e-livre/#comments … Se não estivesse tão enojado pelo seu conteúdo tinha pena do autor por este ser tão ingénuo dentro do seu mundo a preto e branco…

    5 – Pessoas como o sr. fazem-me pensar se Voltaire tinha razão quando proferiu a sua celebre tirada acerca da liberdade de expressão. Felizmente há poucas pessoas assim. Infelizmente fazem muito barulho.

  25. Joaquim Amado Lopes diz:

    O único comentário que este post merece é o de que os comentários que o elogiam só podem ser exercícios de ironia muito além do alcance do autor do post. Ou isso ou quem escreveu os comentários não leu o post.

  26. Libertario diz:

    A questão principal ainda parece que não é essa (ou essas).
    Tem Israel o direito de desrespeitar a comunidade Internacional. Sim ao que consta não cumpre as Resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
    Mais; recuem no tempo e constatem como foi formado o Estado de Israel?
    Para essa direita disfarçada de democratas o que entendem por actos terroristas? Não será matar inocentes, destruir escolas, dinamitar casas de familiares de resistentes, encurralar populações inteiras em guetos? Por direito à existência. Será produzir armas de destruição massiva, intervir impunemente fora das suas fronteiras e noutros Continentes, colaborar com regimes sanguinários? Por respeito aos direitos humanos? Será negar a um povo o direito à sua cultura e viver livre dentro de um Estado soberano, aprisionando milhares daqueles que se lhe opôem.
    Se é contra isso que lutam por favor averiguem qual tem sido a atuação dos Israelitas desde a fundação do seu país?
    Mas desde quando é que um simples produto como o cimento é um material estratégico.
    Não se escudem no 25 de A para impingirem a pilula de democratas. Mas vocês têm algum respeito por qualquer acontecimento que pertença ao povo? Não passam de umas sanguessugas.

    Tenham mas é vergonha, não se escudem em datas que pertencem ao povo para venderem a vossa mercadoria ideologica contra feita e fora de prazo. Só os “valores” com que se regem é que são certos, os outros é tudo uma cambada de néscios que estão todos errados.

    Mas vocês têm algum respeito por o 25 A para evocarem essa data com o fim de fazerem passar a vossa mensagem? Não passam de uma sanguessugas.

  27. neomiro diz:

    Perdoe-me a petulância deste comentário,mas, apesar de ter lido com atenção o seu texto, e de o ter até apreciado, o que eu não entendo é, porquê que na vossa extensa lista de outros blogues lá surge o supracitado 31 da Armada, mas não aparece nem rasto do Sexo na Parvalheira. Isto da política nos blogues baralha-me um bocado.

  28. Pingback: cinco dias » 31 da Armada para o Campo Pequeno. Basta de indigência na blogosfera. Volta Daniel Oliveira estás perdoado.

  29. Tuga Muga diz:

    Arre madre minha, que fico estarrecido e quase apoplético com tamanha caganeira intelecto-chaviana. A sua arrogânciazita é tão estéril e balofa que não cabe num verdadeiro penico nem na tijela da mais modesta mesa de confronto filosófico e político. Por isso é que não merece grande respeito, interesse ou admiração a sua alarvidade pueril, demagógica e quase fasciszante (politicamente e intelectualmente falando). A destruição e aniquilação vingativa do campo oposto – por ideais de suposta superioridade moral, humana luminosidade e nobreza filosófica – é a sua matriz estruturadora. Você é igualzinho, meu caro, sem tirar nem por aos “outros”. E nem o nariz empinado na prosa limpinha e by the usual book(s) (que cheiro a bafio que dai vem, rapaz), esconde o essencial: você fala sem saber (ou ter sequer vislumbrado a essência) das vidas que impetuosamente quer defender, sem qualquer autoridade, mandato ou savoir-faire minimamente útil. Em suma: bochechos intelectualóides de um menino bem comportado, de acordo com a cartilha (a do costume). Sabe que mais; vá à merda com a seu jargão de pacotilha enfezada e análises que tresandam a bafio de tiranete. Vá dar missa para a sua freguesia de camaradas revolucionários de crânios cheios de prepotência, convencimento e arrogância; Uns atrevidotes cheios de certezas e visões iluminadas – Porque, quanto ao resto, sobra nada de interesse sobre essa armadura cibernética revolucionária de onde foi extirpado o essencial. Passem bem.

    PS – Fica o desafio para definições, interpretações e suposições do “essencial”.

  30. Renato Teixeira diz:

    O essencial, Tuga Muga? O essencial está dito! Boa prosa. Não precisa de qualquer reparo, Tuga Muga.

  31. Joaquim Amado Lopes diz:

    Libertário,
    Se eu tiver uma desavença consigo, justifica-se que a resolva com a sua esposa, os seus filhos ou o seu cão?
    Se o Libertário me atropelar e fugir, justifica-se que eu dispare sobre qualquer pessoa que saia do prédio onde o Libertário mora?
    Se um espanhol cometer um crime contra alguém da minha família, justifica-se que eu retalie contra qualquer espanhol que encontre?

    Há alguma coisa que israelitas tenham feito na Palestina que justifique que palestinianos se façam explodir em autocarros ou mercados em Israel, matando todos à sua volta?

    Só para ver se entendo o seu ponto de vista sobre terrorismo.
    É que, pelo seu comentário, não ficou totalmente claro o que é “selectivo”, a sua definição de terrorismo ou a sua indignação contra actos terroristas.

  32. Pingback: cinco dias » Armado em cupido gerei uma depressão. As minhas mais sinceras desculpas. Quando é que regressam mesmo ao Campo Pequeno?

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