E porque é que Israel “tem” ou “deve” existir?


Tel Aviv, acho eu (e quem vivia aqui em 1930? Como? Viviam de quê os homens e mulheres deste lugar?… e de outros lugares como este neste “país”?…)

Habituados que já estamos à barbárie de Israel, com a sucessão de ocorrências que deveriam envergonhar a nossa espécie, com a sucessão de actos inumanos de massacre diário (horário??), de vinganças psicopatológicas e de brutal ocupação seguida de humilhação sádica, apenas “porque sim”, da parte dessa anormalidade chamada “israel”, habituados a dezenas e dezenas de condenações não somente internacionais, e de todas as pessoas de bem, não somente ou não genericamente “internacionais” mas do Conselho de Segurança da ONU (inúteis, todas elas inconsequentes), já nos vamos cansando de argumentar sobre o assunto.

“Cansando” quer aqui dizer: já nos vamos habituando ao maior absurdo mundial do pós-II Guerra Mundial. Israel tem hoje apenas o apoio de uma direita extrema, que é uma autêntica extrema-direita, em Portugal (com uma Mucznik como farol), claro (que não somos excepção a nada), e mundial.

Diria mesmo que a extrema-direita se divide hoje em dois pólos: o anti-semita (linha nazi-Le Pen) e o sionista (a linha de Pims Fortuyns de pacotilha). Ora argumentar o quê?, e para quê? A história universal julgará esta anormalidade como uma ocorrência macabra e uma falha “humana” da espécie humana, porque errar é humano, no fundo. Ora, sem dúvida que este período posterior a 1948 da existência de Israel será recordado como algo que não mais se poderá repetir nem tolerar. Por mim, tentei argumentar, aqui, em muitos posts, um deles intitulado “Não se distribuam culpas: é preciso tomar partido, claramente!”. Teve este post (constituído apenas por uma imagem e um título), mais de 100 !! comentários (o que impresso dá 50 páginas), onde travei uma interessantíssima discussão com um extraordinário interlocutor de nome “Tribunus”. Um dificílimo e preparadíssimo contendor, diga-se de passagem. Foi isso apenas há ano e meio (!) e então julguei eu que se podia argumentar sobre este tema. Mas não se pode.

Não faz sentido nenhum, não faz sentido procurar determinar como é que uma escassa população de 60 000 pessoas no princípio do século XX (10% da população na Palestina de 1922) forma hoje, artificialmente e através de uma louca máquina de guerra, um pseudo-país de 7 a 8 000 000 de pessoas. Como é que isto surgiu, como é que se passou de 60 000 pessoas para 8 000 000 em tão pouco tempo? Com que custos… Nada de importante, para os defensores da coisa há apenas isto para dizer: sem a bomba nuclear, sem a sua máquina de guerra, sem a sua força bruta, Israel já não existiria. E isto é tudo para os defensores, ou para os que julgam “compreender” Israel. Mas não há nada para compreender.

Porque ninguém vê o lado inexplicável desta argumentação, como se Israel ali tivesse existido nos últimos 2 000 anos, e agora, de repente, inexplicavelmente, uns quantos vizinhos lhe querem tirar o direito à existência!! É espantoso, não é, como se pode ser tão cego. Mas, nada a fazer.

Por exemplo, o historiador Rui Ramos (que gosta de ostentar na lapela a medalha “Direita pura, dura e provocadora”) escrevia isto no “Expresso” de sábado passado: “Incomoda-nos a desproporção de forças, incapazes de compreender que sem essa desproporção Israel já não existiria”. Isto é inacreditável: um estado artificial tem o direito a existir e a massacrar diariamente toda e qualquer entidade (e ninguém se deixa espezinhar sem resistência) que se lhe oponha, apenas porque… tem o direito a existir, e existe apenas para existir, assim, sem mais, circularmente. Mas, o que esta direita extrema não explica é isto: e porque é que tem ou DEVE existir??

E porque é que nós humanos temos de tolerar a existência de um estado que nunca fez outra coisa em 60 anos de existência se não violar todas as regras mínimas da convivência humana?? Que passou a existir apenas muito recentemente pela lei da força e nunca (permita-se-me o trocadilho) pela força da lei?? Há algum estado na história da humanidade que tenha deste modo adquirido o direito a existir?? Ora, o “direito a existir” é tudo?? O “direito a existir”, sem mais nada se averiguar, permite tudo, tudo?? O “direito a existir” é um critério absoluto e ÚNICO para se existir?? Chega?? Aonde iremos deste modo parar??


Gaza

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83 Responses to E porque é que Israel “tem” ou “deve” existir?

  1. Ricciardi diz:

    «que eu saiba eles não estão aqui à nossa porta querendo (re)ocupar-nos e formar uma multitude de estados»Carlos Vidal

    Ontem queriam (reocupar), Hoje não, Amanha não sei. Portugal e Espanha pertencem ao sonho do ‘grande islão’…

    ‘1914-1920… 60 mil judeus’ – Pois é isso mesmo, veja bem os Judeus foram expulsos repetidas vezes na história, com regressos e reexpulsões sucessivas; outros foram ocupando o território de origem sem que constituissem um povo ou uma nação ou um país… aquela zona não era de ninguém, de facto; no entanto existiam lá pessoas; mas essas pessoas, ao contrario do que v.exa. pensa, não se opuseram aos Judeus; uns e outros partilhavam partes daquele território em menor ou maior numero. Quem se opôs não foi o povo que lá vivia, foram os lideres dos paises vizinhos, uns fanáticos que tem pretensões territoriais sobre uma terra que nunca lhes pertenceu e desejam ardentemente prosseguir o sonho do grande islão.

    Aliás, parte do povo(palestiniano) faz parte da população de Israel e representam 30% da nação Israelita. Trabalham lá, vivem lá e não tem problemas com israelitas. O problema são os lideres fundamentalistas… ora o hamas, ora a fatah, ou a siria ou o irão ou o hezbolah… que incitam à violencia gratuita e despejam martires e bombas diariamente para as cidades de israel.

    Nunca viu Israel bombardear deliberadamente (excepto por erro) alvos civis palestinianos; mas o contrario é frequente e quase diario.

    Voçe não sabe, nem eu, mas imagina o que será viver em constante terror de ser bombardeado.

    E quem sofre com isto? o povo, quer de israel, quer de gaza. Retire-se ou remava-se os fanáticos da liderança da Palestina e verá que Israel é uma país de gente de boa-fé. E tanto assim é, que Israel fez a paz com quem quiz fazer a paz… com o egipto, com a turquia, com a jordania, mas resiste e defende-se de quem afirma PUBLICAMENTE a extinção de um povo.

    RB

    • Jorge Basso diz:

      “Nunca viu Israel bombardear deliberadamente (excepto por erro) alvos civis palestinianos; mas o contrario é frequente e quase diario.
      Voçe não sabe, nem eu, mas imagina o que será viver em constante terror de ser bombardeado.”

      Eu vejo muitas bombas a cair do lado dos palestinianos, e muitas pedras a cair do lado dos israelitas. E talvez se pesquisassem um pouco sobre a doutrina que deu lugar à “utopia” Israel, quem apoiou e apoia, os interesses que protegem… O problema é que entretanto muitas pessoas estão a sofrer por causa daqueles mártires descendentes do holocausto. Daquelas vitimas… E que agora massacram, humilham, tiram qualquer hipótese de dignidade áquele povo que, COMO NÓS, COMO A IRLANDA, COMO O PAÍS BASCO, TIBETE, MONGÓLIA, entre outros, só querem o seu país de volta…
      Têm direito a isso! Viriato foi um terrorista, certo? E nós também o fomos enquanto nação ocupada pala Espanha…

  2. fernando antolin diz:

    Ai Carlos Vidal, que saudades do Tio José da Geórgia, ele ao menos não ia em sentimentalismos e se por cá andasse e pudesse, já tinha resolvido o problema de vez e posto a canalha israelita na ordem, não era ?? Que chatice isto da história e o costume dos israelitas preferirem receber mensagens de indignação em vez de mensagens de condolências…

  3. Carlos Vidal diz:

    “Nunca viu Israel bombardear deliberadamente (excepto por erro) alvos civis palestinianos”

    – Comentário de Ricciardi, hoje, 9 de Junho de 2010, às 17:05.
    – Ricciardi é uma pessoa muito, muito, muito atenta e sabedora. Neste tema, é mesmo cirúrgico, humano, responsável, justo.
    Eu dava-lhe o “Prémio 31 da Armada”.

  4. Dylan diz:

    Para fugir aos estereótipos do sr. Vidal, não me considero de direita nem de esquerda. Apenas noto um ligeiro salivar de ódio anti-Israel na sua prosa. Eu sei que é difícil aceitar uma democracia no Médio Oriente mas enquanto houverem discursos da sua craveira e acordos de cavalheiros com terroristas – alguém me pode explicar o que raio é o Hamas -, não estou a ver a situação a melhorar…

    • Jorge Basso diz:

      “Segundo várias fontes, a Irmandade Muçulmana (HAMAS) palestina, durante os anos 1970 e 1980, foi financiada direta ou indiretamente por diferentes Estados, como a Arábia Saudita e a Síria, mas também pelo Mossad, o serviço secreto israelense.”

      Gosto muito quando vejo pessoas a falar e opinar sobre o que não fazem a mínima ideia…

  5. Luís Teixeira Neves diz:

    A Bíblia não é um livro de história. Por vezes chega mesmo a parecer-se com um livro de propaganda (do antigo estado judaico fundado no seio do império persa). A diáspora judaica é tão antiga quanto o estado judaico. Roma não fez mais do que expulsar os judeus de Jerusalém. Nem todos os judeus se entregaram ao longo dos tempos à diáspora e dos que o não fizeram descendem em boa parte os actuais palestinianos. Não é por acaso que ainda hoje entre estes se encontram sinais de um cripto-judaismo recente. Acontece também que em várias ocasiões os judeus da diáspora não deixaram de praticar o proselitismo.
    A religião é o que os judeus têm em comum mesmo se muitos actualmente se encontram afastados dela e, assim sendo é compreensível que na altura de escolher um território para fundar o seu estado esta tenha pesado. Alguns grupos religiosos judaicos ortodoxos contudo não aprovam a interpretação literal que foi feita do regresso à terra prometida…

  6. Luís Teixeira Neves diz:

    Os israelitas, em particular os seus dirigentes, mas também os senhores que aqui tão fervorosamente os apoiam, deviam seguir o conselho de David Lynch: pararem um pouco, fazerem meditação transcendental.

  7. cá pra mim Israel ainda vai mandar uma broca na Turquia apesar da Nato, por vias dos barquinhos de cruzeiro provocatórios.

  8. geoblast diz:

    Carlos Vidal,

    Engraçado o argumento arqueológico. Vai negar a história e esquecer que a Palestina e a Judeia foram a pátria dos judeus durante alguns milhares de anos?

    Achei curioso ter-se esquivado a comentar porque é que nuns casos se apresenta como um defensor da liberdade e neste caso concreto se coloca ao lado duma brutal forma de opressão: a teocracia islâmica.

  9. Carlos Vidal diz:

    Jecta, será uma broca na Turquia ou no Irão.
    Acho que os tipos preferem o Irão. Veremos.

    geoblast,
    estarei sempre do lado dos ocupados, os palestinianos. E estarei sem mostrar qualquer equidistância. Nenhuma, sempre de um dos lados. Se esse lado decide organizar-se por via do islamismo radical, se decide por aí organizar-se para resistir à ocupação, desse lado estarei na mesma. Fui claro?

  10. Luís Teixeira Neves diz:

    Caro senhor “geoblast”
    Israel aparece mencionado pela primeira vez num texto egípcio de finais do 2.º milénio a.c.. Segundo os arqueólogos (que não confirmam o relato bíblico do êxodo) o processo de sedentarização de populações nómadas que conduziu à formação do estado israelita (por assim dizer) terá ocorrido por essa mesma altura. Em todo o caso eles também não encontram evidências de um primitivo estado unificado com capital em Jerusalém: esta realidade é posterior aos bíblicos cativeiros da Babilónia e só foi possível com a conquista do império babilónico pelo império persa. Antes, de acordo com o relato bíblico e que os arqueólogos aceitam, terá existido um reino a norte com capital em Samaria chamado Israel e um reino no sul com capital em Jerusalém chamado Judá.

  11. Saulo diz:

    “Fui claro?”

    Foi claro, sem dúvida. Cristalinamente claro!
    Queria, aliás, agradecer ao Sr.Carlos Vidal por ser tão….claro.

    Mas, caríssimo Sr.Vidal, algumas considerações (uma vez que parece que o Islão radical não o parece incomodar sobremaneira):

    1 – E os tão propalados Direitos Humanos, onde ficam?
    (pois…)

    2 – E os Direitos LGBT, onde estão?

    3 – E os homossexuais perseguidos e executados pelo tal “radicalismo islâmico”? Não lhe merecem um só post de indignação….ou as indignações são “selectivas”?

    4 – E a sacrossanta 🙂 Laicidade, onde pára? (ou só é válida e indispensável aplicada a países cristãos?)

    5 – E o combate contra o “obscurantismo e opressão religiosa”, onde anda? (ou será que só é “obscurantista e opressivo” o Cristianismo?)

    6 – E os Direitos das mulheres que ainda são sujeitas à lapidação? Que é feito?

    7 – E os chamados “Crimes de Honra” e suas vítimas? Não lhe merecem uma palavra?

    8 – E as perseguições a cristãos (e Ateus, e Agnósticos, e Hindus, etc…) nesses países? Não merecem um post de indignação da parte das esquerdas?

    9 – Será que, para certa Esquerda, o Islão tudo pode e nada deve?

    10 – “Não conheço nenhum estado que não tenha sido criado pela força. Ou que não tenha usado a força para se criar.”

    Ninguém rebateu isto. Enfim, uma maçada…

    O Sr.Vidal já se imaginou a defender nesses ” radiosos paraísos anti-sionistas” o que defende aqui nesta “tenebrosa-opressiva-sociedade-capitalista-decadente (sendo que está decadente e em sempre eminentíssima queda desde pelo menos 1848)-cristã-exploradora-horrenda”?

    Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada,

    Saulo

  12. Carlos Vidal diz:

    Tudo o que me pergunta, Saulo, não pode ser respondido por quem está ocupado.
    Nós não estamos, eles estão.
    Quer que reflictam sob ocupação?

    Luis Teixeira Neves,
    Ainda bem que nos trouxe essa questão. A capital em Jerusalem é uma ficção de, entre outros, Sharon e seguidores, que sempre se referiu a um Israel unificado, Judeia e Samaria (com capital em Jerusalem).

  13. Saulo diz:

    “Nós não estamos, eles estão.
    Quer que reflictam sob ocupação?”

    Sr.Vidal, permita-me, mas não lhes perguntei a “eles”, perguntei-lhe a si.
    Quero crer que não precisa do “propulsk” de ninguém para responder a algo sobre o qual qualquer cidadão pode ter uma opinião.

  14. Saulo diz:

    “Quer que reflictam sob ocupação?”

    Não me parece que este raciocínio seja pertinente.
    Parece-me redutor.
    Seria válido apenas se o “radicalismo islâmico” só acontecesse nos “territórios ocupados”.
    Não é isso o que se passa.

    Essa realidade a que se chama hoje de “radicalismo islâmico” é antiga, uma realidade preexistente à constituição do Estado de Israel em 1948.

  15. geoblast diz:

    Luís Teixeira Neves,

    Para o caso é pouco importante se Judá e Israel eram ou não um só estado com capital em Jerusalém. Para a tal «evidência arqueológica» o que importa é que historicamente aquela região era pertença dos judeus e Jerusalém personificava esse povo.

    Mas o direito à existência do Estado de Israel não provém apenas de direitos históricos. O mesmo direito de autodeterminação que tanto reclamam para os palestinianos existe para o povo judeu. Ambos os povos têm o direito de viver em paz. Os palestinianos só não vivem em paz por culpa própria. Os ataques ao nascente estado de Israel, a escolha do terrorismo como forma de autodeterminação e as agressões contínuas ao seu vizinho judeu são as causas da sua actual condição.

  16. geoblast diz:

    Carlos Vidal,

    Mais claro não podia ser. Será que nutre a mesma solidariedade pelos curdos ocupados pela Turquia e pelo Iraque? Alimenta a mesma simpatia pelos povos da Papua-Nova Guiné que resistem à ocupação indonésia? Indigna-se com a mesma veemência pela condição dos cristãos coptas no Egipto?

    Porque, como o afirma, o que o preocupa é a ocupação e a condição de subjugação a que são submetidos povos e etnias, não os princípios da liberdade, da democracia e da responsabilidade.

  17. Carlos Vidal diz:

    geoblast, conhece então muitos casos de autodeterminação sem terrorismo e sem luta armada?
    Em que planeta?

    Fala-me dos curdos e dos povos da Papua: estou do lado deles evidentemente, o que significa estar do lado das formas de luta que bem entenderem.
    Isto é, se deciderem enveredar por um qq fundamentalismo como forma de disciplina e resistência emancipadora, não os criticaria em nada.
    Respeito e admiro todos os que resistem, porque a emancipação é uma invariante humana. Só pode parar – a resistência – quando os povos conquistarem aquilo por que lutam/lutaram (Edward Said tem belas páginas sobre o assunto).

    Caro Saulo, faz-me perguntas armadilhadas, mas com este post eu quis ir direito (na medida do possível) ao assunto.
    Respondo pois: os “direitos humanos” são linguagice, quer dizer, tagarelice.
    Para um povo ocupado que mal pode sobreviver (os colonatos israelitas destruiram a vida agrícola dos pelestinianos), o direito a libertar-se do ocupante ilegítimo e brutal é mais importante do que o abstracto conceito tagarela de “direitos humanos” (e sobre “direitos humanos” já aqui escrevi muito: é um conceito muito pobre).

    Acho que respondi a ambos. Quer dizer, respondi mesmo. Não os fiz concordarem comigo evidentemente, mas discordantemente respondi!

  18. Saulo diz:

    “os “direitos humanos” são linguagice, quer dizer, tagarelice.”

    Posso inferir do que escreveu uma crítica à Convenção e aos obreiros da Revolução Francesa?

    Até podem ser às vezes uma “tagarelice”, mas são um “guia”, ou deveriam ser, digo eu…

    “faz-me perguntas armadilhadas”

    Não sei porque é que o Sr.Carlos Vidal diz isso.
    Até pelo contrário. Penso serem perguntas bem frontais e directas e sem “entrelinhas”.
    Só me respondeu ainda a uma (com o tempo, vou insistindo nas outras 🙂 )

  19. geoblast diz:

    Carlos Vidal,

    Notei que evitou qualquer comentário sobre os cristãos coptas.

  20. Carlos Vidal diz:

    caro geoblast,
    Não sei porque teria de comentar ou dizer algo em profundidade sobre a igreja copta do Egipto, uma realidade que mal conheço, mas conheço o suficiente para dizer que os conflitos ou mal-estar entre população islâmica e coptas em nada se relacionam com um fenómeno que é de ocupação e expropriação de um território, o da Palestina, ocupado por colonatos ilegais e por um exército brutal e impiedoso.
    Estará talvez a julgar que eu não me pronunciei sobre os coptas por uma suposta simpatia minha com o islamismo.
    Enganado.
    Não simpatizo nem deixo de simpatizar com o islamismo. Disse que os palestinianos ocupados devem encarregar-se das suas modalidades de resistência: laica com Arafat (que claudicou em 1992, com os inaceitáveis Acordos de Oslo), islâmica no presente (sobretudo em Gaza).
    Que posso dizer sobre os coptas senão o óbvio: que condeno que esta minoria (12 000 000 de pessoas) seja perseguida, mas não vejo relação com a questão palestiniana e com a ocupação.
    Os coptas existem no Egipto desde o século I, e vão continuar a existir. O problema é de rivalidade religiosa, e não de ocupação militar e política.

  21. Magen diz:

    Le nabot Carlos Vidal, qui ne connait visiblement rien à la question (ni historique ni archéologique ) retrouve les accents de Torquemada de catholique antijuif ignorant.

    Le christianisme étant bâtit sur le vol de la spiritualité juive, et sur une mascarade, son propos est banal de bêtise crasse.

    “Le «droit à exister», d’Israël, n’a pas besoin de votre accord , ni de celui de personne .

    Le question a été déjà posé ,il y a 60ans par les nazis, vos frères spirituels, vous voyez des “socialistes nationaux”.

    Je vais vous dire une chose très importante, si le monde , par folie , tentait de poser “radicalement” cette question, les temps ayant changé, les armes d’Israël poseront radicalement l’avenir de l’humanité , et je serait le premier candidat pour presser le bouton rouge.

    Mon pauvre Carlos , vous êtes un lourd abruti au front bas, regardant fixement votre haine ancestrale , maquillée en “idée” .

  22. Carlos Vidal diz:

    Torquemada chamam-me os amigos. Não é o caso, pelo que vejo.

    Bom, o tal “botão vermelho”… Então sempre há um “botão vermelho”…

    E será mesmo eficaz?
    Quem fala no comentário e em nome de quê?

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  24. Este Magen aqui por cima quer-me parecer que é o Almajecta com outro nome, às vezes ele gosta de ostentar ou acha piada, numa saloiíce de versão hi.tech, mas que não deixa de o ser, LOL, escrever noutras línguas.

    Em relação ao tema, quer-me parecer que enquanto o Cristianismo ,a religiao do perdão, não imperar e não entrar nos corações dos que vivem na terra de Jesus, na terra onde o Mestre nasceu e padeceu, nunca ali haverá paz nem nunca se conseguirá quebrar o ciclo da violencia a gerar violencia.

  25. Carlos Vidal diz:

    Carlos Fernandes,

    Não, não é, posso garantir-lhe (100%) que não é o Almajecta.

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  27. José diz:

    Ó Sôr Vidal! Quanto mas o leio mais gosto de o ler!
    é fantástico como consegue tirar conclusões brilhantes de tão pobres argumentos e tão pouco sustentados na realidade. É maravilhoso como consegue construir a sua própria realidade, acreditar nela e ter tão fiéis seguidores.
    Mas que excelente pergunta, afinal retórica: O “direito a existir” é suficiente???!!
    Claro que para Israel não, porra! Atão não se vê logo!
    Devolva-se, e já! – a Palestina aos seus donos pré-colonialismo, a República Turca, herdeira do Império Otomano de saudosa memória, que tratará de pôr esses 7 milhões de judeus com dono! Olá, senão!
    E os próprios árabes palestinianos também poderão começar a pensar a mudar de vida que os senhores turcos não estão para maçadas de interrogatórios com advogados e bloqueios com televisão!
    Sim, que a Turquia é uma democracia muito mais avançada do Israel, a exemplos dos seus vizinhos árabes que dão lições de democracia à entidade sionista, mas não é parva, esta Turquia!

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  29. june azou diz:

    Pour Monsieur Carlos Vidal, je peux vous certifier qu’Israël existera pour l’éternité, la haine que vous avez d’Israël et des Juifs prouve votre jalousie et votre incapacité à vous élever au niveau des Juifs Israéliens, qui ont réussis à contruire l’un des plus beau joyau de l’humanité ne vous en déplaise. Israël est la Cilicone Valley de l’humanité, tu peux vomir les Juifs, cela ne changera rien, les chiens aboient et la caravane passe. 2000 ans qu’on se fait chier par des merdes de ton espèce, et on est toujours là!! Am Israël Haï.
    June azou

  30. Carlos Vidal diz:

    Sim, sim, Israel é o Silicon Valey da humanidade, e eu sou o Robert Rauschenberg do distrito de Setúbal.

  31. Vês! Ainda hades reussir em grande escritor no Luxambourgo ou em Notre Dame com a esmeralda do corcunda.

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