
No dia em que o mundo deu um passo mais na locura da guerra, os telejornais dão embevecidos, a abrir com todos os meios e directos, a assinatura de contrato de José Mourinho. Uma notícia que já era, há uma semana. O mercado jornalístico no seu melhor.
Nota: A SIC deu a notícia aos 53 minutos.




mas quando é que jornalistas sérios tentam apostar num jornal sério mesmo que seja para abrir falência? uma coisa onde se atire à cara dos directores de informação que vamos tendo.
Tirou-me as palavras da boca…
A TVI foi a primeira. Deu aos 26 minutos…
Para fazer um bom jornal é preciso mais do que bons jornalistas. É preciso dinheiro. Eu já tenho a minha conta de jornais sem dinheiro. Fui director-adjunto do Já que durou um ano. E sei que para fazer um jornalis diferente é preciso bastante dinheiro. Infelizmente, não há capitalistas para apostar num jornal que não seja como os actuais, para repetir o discurso de sempre.
A “nossa” TV, RTP1 hoje, deu directo do Mourinho antes do telejornal e durante o mesmo. Simplesmente nojento. Um treinador que assina um contrato com uma empresa tem direito a tanto tempo de antena!
Entreguem a RTP ao Belmiro!
Anda uma tontaria colectiva nos meios de comunicação social sobre o futebol. Esta pouca vergonha é pior mil vezes k no fascismo.
E ninguém levanta a voz! Pois, os votos, camaradas, os votos.
E o Nuno esperava o quê?
Talvez a TVI e a Moura Guedes fossem melhores!
Ignorava que a Câmara Corporativa já tinha força aérea. Se fosse tão pouco noticiosas como todas as outras, teriam certamente a minha crítica. Eu já trabalhei para a RTP, a SIC e a TVI. Não dirigi nenhuma estação de televisão. Criticarei sempre o que achar mal.
Eu sei disso, Nuno Ramos de Almeida, mas fica melhor quando se explica assim clarinho…
Pingback: Tweets that mention cinco dias » Jornalismo no seu melhor -- Topsy.com
já agora gostava de uma clarificação.
1) A AR criou uma comissão sobre liberdade de expressão para onde se convidaram vários directores de jornais, mas não jornalistas
2) O público enviou um “jornalista” fazer a cobertura de uma manif acompanhado de uma ex-cgtp
3) O DN envia um ex-assessor de durão barroso fazer a cobertura de viagens governamentais
4) O i tem um editor de política que andou ligado a um pasquim que durante anos foi sustentado por um desses bancos cujos gestores foram agora condenados pelo Banco de Portugal e que se me não engano foi assessor do Portas
5) o CM tem um editor que quando era director-adjunto no DN elogiava todas as intervenções de Portas/Barroso e até publicava na íntegra e sem assinaturas comunicados de imprensa do ministério de Portas Por acaso, é paineleiro fixo de um programa na TVI
6) Mal o PS volte à oposição, os actuais assessores dos gajos vão voltar aos jornais e tvs
7) Pode falar-se de liberdade de expressão quando os cargos de chefia estão dominados por esta gente cujas ligações nunca são clarificadas?
A propósito de informação, de jornais, televisões, rádios, o que quiserem, não basta, porque realmente não basta, que nos insurjamos contra o vento, à tola, e que digamos que melhor seria entregar a RTP ao Belmiro, que estamos pior que antes de Abril, que péu, péu, péu, pois quando não se é capaz de dizer algo de útil, repito, útil, melhor será nada dizer. E ouvir, pensar, construir cenários ou desenhar hipóteses de se conseguir ter voz e vez na matéria. è falso que não hajam exemplos de alguma coisa que mexe, mas é garantido que a informação é um bem muito caro, e que a esquerda NUNCA foi capaz de manter, disse manter, não disse criar, um projecto informativo válido, coerente, prolongado, etc., Por quê? Olhem que eu digo!
José Luís Moreira dos santos,
Por algum motivo, a Atlântico que vendia uns três ou quatro exemplares se manteve muito mais tempo do que uma revista já não digo de esquerda, bastava isenta.
Ao banco que lhe pagava a publicidade interessava manter aquele tipo de propaganda e opiniões.
Boa piada essa da Câmara Corporativa.
Não me afecta.
Nem me sinto ofendido se o Nuno achar que tenho alguma afinidade com esse blogue dito governamental.
Sentir-me-ia ofendido se a afinidade fosse com a Moura Guedes, por via de ir ganhando uns cobres.
É a vidinha…triste!
É a vid
Aviador,
Não me ofende trabalhar. Mt menos me ofendeu trabalhar com uma pessoa corajosa e destemida como a Manuela Moura Guedes. Não concordo com ela em muitas matérias. Mas não vou passar a insultá-la só pq não tem agora nenhum cargo de direcção. Gostei de trabalhar no Jornal de Sexta, gostei de voltar à investigação.Trabalhei em muitos sítios. Só em duas situações como director. Mas não me arrependo de nenhum trabalho que fiz no jornalismo.