Derrotar Israel a toda a linha! Por uma rendição sem condições! Por uma Palestina laica e livre! [actualizado]

[Soldados das Forças Armadas da Palestina]

Não há diálogo possível com Israel. À guerra só se pode responder com mais guerra. É o Estado mais racista do planeta e perdeu todo e qualquer crédito como interlocutor de boa-fé. Só descansarão quando a Palestina for um território sem povo. É uma guerra quente, bárbara, fascista. Não basta já a solidariedade, os abaixo-assinados, os boicotes, os apelos mudos. Podemos juntar o mundo inteiro para pedir que Israel pare, mas os ouvidos do genocídio, a marcha dos bulldozers e os nazis de Tel Aviv, só compreendem a linguagem da guerra, do sangue, do estrondo. É com armas que se ganham guerras. É preciso fazê-las chegar à frente de combate. “Armas para a Palestina” como pedimos “Armas para Timor”! É preciso derrotar o exército israelita para uma rendição sem condições. Rua da humanidade! Fora! Zute! Xô! É urgente destruir o Estado sionista para que os que lá vivem, judeus e palestinianos, sobrevivam. Pela vitória da resistência islâmica e por uma Palestina Laica e Livre!

HOJE: TODOS À MANIF!

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87 respostas a Derrotar Israel a toda a linha! Por uma rendição sem condições! Por uma Palestina laica e livre! [actualizado]

  1. Leo diz:

    Dois Estados, duas Constituições, muitos povos e em cada Estado um voto para cada um dos seus habitantes e direitos iguais para todos. E desnuclearização de todo o Médio Oriente, o que significa desmantelamento do arsenal nuclear de Israel.

  2. Por mais que nos horrorizemos com os ventos de guerra para cujo começo basta uma gota de mel, esta atitude de repúdio primaresca e unilateral não tem qualquer razão de ser. Não tenho visto nenhuma indignação de esses mesmos esquerdas virginais, como o descabelado Renato Teixeira, contra o linchamento de homossexuais, o apedrejamento de ‘adúlteras’ e a pedofilia matrimonial praticados na Faixa de Gaza, no Irão, enfim, nessas luminosas sociedades avançadas que bordejam Israel. Pelo contrário, Israel tem leis, um Parlamento, produz riqueza, produz ciência, cultiva e rentabiliza agrariamente mesmo o deserto e sem PAC, defende-se intransigentemente. O Estado de Israel, no que aos seus valores e cultura diz respeito, está muito longe de se transformar na lombriga europeia, descaracterizada culturalmente e autonegacionista no seu cristianismo-base. Vir agora um Renato qualquer inventar a roda e ter assomos virginais e pseudopacifistas é que dá vontade de rir-amarelo.

  3. Leo diz:

    “Toda a esquerda defendeu armas para Timor. Uns pelas via das organizações internacionais (pedido de intervenção da ONU), outras defendendo o apoio militar à Fretilin. Não lembro o que fez o PCP mas foi, como todas as forças políticas à esquerda, uma das duas referidas.”

    Nós para esse peditório das armas nunca demos. Mas alguém se deve ter abotoado com a massa pois nem uma fisga chegou a Timor.

  4. Renato Teixeira diz:

    Palavrossa vrvs Rex, fale do que sabe. Não invente. Não faça paralelos entre o Irão e Gaza. Nem esta posta e o pacifismo. Verá que nem no primeiro nem no segundo caso, as acusações fazem sentido. Quanto a pedofilos e incesto o Correio da Manhã mostra o quão pioneiros somos na matéria. Ria de amarelo, pois…

  5. Renato Teixeira diz:

    Leo, apenas uma pergunta na sua saída: o que faz aos refugiados palestinianos? Deixa cair o direito de retorno? Não percebe que isso é o mesmo que defender a politica do queijo, que tem dilacerado a cada ano o territorio palestiniano?

  6. Leo diz:

    O direito ao regresso é um dos direitos de que os palestinianos nunca abriram mão, lembra-se Renato? Eu acho que eles têm razão.

  7. Renato, resistência palestiniana, não resistência islâmica. Até porque há cristãos na Palestina.

    Isto sou eu a fazer-me de parvo, que é a única forma de não te dizer que a embaixada de Israel só te poderia agradecer por tão disparatado post. Fazes aqui mais pela sua propaganda do que eles poderiam esperar.

  8. Renato Teixeira diz:

    Leo, e como pretende fazer isso com dois Estados e duas Constituições?

    Daniel Oliveira, o seu keynesianismo e trote social-democrata está a tirar-lhe a vista. A resistência palestiniana é, na sua maioria, islâmica. O seu governo, é na sua totalidade islâmico. O que os palestinianos pedem é que acabe o horror de Israel. O que o DO defende tem respaldo em muitos diplomatas da Fatah que não metem os pés na Palestina, e poucos ouvem o que tem para dizer no território.

    A quem Israel agradece é portanto a sua excelência que é incapaz de dar uma palavra de apoio a um movimento político, sem no seu decurso se demarcar pelo menos em dobro do que deu em solidariedade.

    Mas compreende-se. Para quem defende que se envie dinheiro ao primeiro-ministro grego para a aplicação do PEC grego, venha agora atacar a defesa da resistência islâmica. Na mesma lógica, não vai uns trocos para o “PEC” que o governo palestiniano precisa de aplicar nas intenções coloniais israelitas? Não vai uns trocos para uns “tirinhos de kalash” pela vitória da Palestina? ONU para o Líbano está bem. Armas para a Palestina já o choca.

    Com a sua linha política, a Palestina só terá a vitória dos cemitérios, e estes só estarão lotados de um dos lados em confronto.

    Uma Estado, um voto, uma pessoa, não lhe parece uma premissa suficiente democrata para alguém tão democrata como o DO?

  9. Sérgio diz:

    Pelo menos é coerente eu lembro-me que o Renato defendeu com unhas e dentes a intervenção dos USA no Iraque… uh péraí…

  10. Renato Teixeira diz:

    Sérgio, mente com quantos dentes tem na boca. De resto, estive envolvido no primeiro protesto contra a cimeira das lajes e participei activamente no movimento contra a guerra. Quer atacar as minhas ideias, força, gosto. Não volto a publicar mais nenhuma alarvidade dessas. Passar bem.

  11. Sérgio diz:

    Anzol, linha e cana…
    Precisamente, não defendeu. Porque reclama agora de forma caricata a destruição de Israel?

  12. Sérgio diz:

    …e o “uh, peraí…” costuma ser óbvio…

  13. Sérgio diz:

    De resto é triste ver que o Double Standard está bem e recomenda-se. Onde eu vi mais deste Double Standard mas ao contrário? Ah sim, no insurgente…

  14. Leo diz:

    “Leo, e como pretende fazer isso com dois Estados e duas Constituições?”

    Exactamente como os palestinianos propõem, exigindo o respeito escrupuloso das resoluções da ONU.

  15. Renato Teixeira diz:

    Sérgio, defendo um Estado que inclua os judeus em igualdade de direitos com os palestinianos. Não há double standard. Como teve oportunidade de ler na posta: “É urgente destruir o Estado sionista para que os que lá vivem, judeus e palestinianos, sobrevivam.”

    Leo, como pode um refugiado regressar a um lugar onde actualmente está um colono? O escropuloso respeito pela ONU resulta na legitimação da ocupação.

  16. Leo diz:

    Quantos palestinianos é que acham que mais de 60 anos depois quereriam regressar? Possivelmente a maioria já morreu e possivelmente também os descendentes não se importariam de negociar uma indemnização. Se o princípio do direito ao regresso prevalecer, obviamente.

    A ocupação não está legitimizada exactamente como também não está o bloqueio a Gaza. São duas das muitas lutas em curso dos palestinianos, de novo na agenda mediática. A luta contribui para a mudança da percepção da opinião global.

  17. Eduardo diz:

    Caro Daniel Oliveira,
    Julgo que o Renato Teixeira está a fazer mais neste blog, do que outros que apelam à defesa da causa palestiniana.
    É estranho o seu silêncio ou até mesmo a condenação em relação ao último acto praticado pelos comandos israelitas.
    É também estranho, como não existe alguma intervenção para explicar todo esse mal que vem desse estado e que é silenciado pela comunicação social.
    Seria justo escrever algum artigo sobre as crianças (e até mesmo os homens e mulheres) palestinianas(os) que estão detidas(os) nas prisões israelitas ou mesmo sobre o paiol de armas nucleares que Israel armazena em segredo.
    Estamos a falar num país que ameaça a paz mundial, a todo o momento. Como a Alemanha nazi, despreza qualquer condenação pública aos seus feitos militares.
    Seria bom ouvi-lo sobre este assunto, Sr. Daniel Oliveira. Em vez disso, congratulo-me em ler os artigos do Renato Teixeira, um comentador mais atento e mais sensível sobre um problema que nos afecta a todos.

  18. Renato Teixeira diz:

    Leo, cada vez que fala deixa a nu a debilidade do seu conhecimento na matéria. A primeira vez que estive na Palestina e na Palestina ocupada (desculpe, desde este episodio que é assim que gosto de me referir a Israel), conheci um palestiniano com o qual percorri boa parte do emaranhado da medina de Jerusalém. Falamos horas a fio. Eu estava no início da adolescência ele no fim. Qualquer um dos dois despolitizados embora criados em ambientes muito distintos. Eu filho de médicos da pequena-burguesia europeia, ele filho de pequenos comerciantes árabes que todos os dias atravessavam os check-points para ir vender legumes às famílias israelitas. Ele tinha nascido muito depois de a sua familia ter sido despejada da sua casa e como já era órfão de pai era a ele que tinha sido confiada a chave da casa onde outrora moraram. Numa das subidas à muralha, apontou para a parte “nova” de Jerusalém, e entre dois prédios de grande envergadura disse ser o local onde um dia iria reerguer a casa onde seu pai havia crescido e onde seu avô havia nascido. A chave, ainda a levava pendurada ao pescoço. Os velhos árabes despojados da ocupação sionista já estarão na sua maioria mortos (até porque boa parte deles morreu cedo sob o fogo assassino de Israel), mas tempo nenhum há-de produzir gerações suficientes para que aquela chave deixe de ter valor e ser a síntese perfeita para o conflito.
    Quanto mais cedo a Palestina se libertar do jugo colonial, menos gerações de israelitas nascerão nos prédios que o dia a família do meu “amigo” há-de destruir para voltar a reerguer a sua casa.

  19. Renato Teixeira diz:

    Caro Eduardo, fico verdadeiramente sensibilizado com o seu elogio e devolvo-o na mesma moeda. Como julgo já o ter feito noutra ocasião, o seu contributo neste debate é determinante. É que para se ser um pacifista inconsequente não é preciso coragem nenhuma. Abraço.

  20. Pingback: cinco dias » Embarcações de todo o mundo, uni-vos!

  21. Leo diz:

    “Eu estava no início da adolescência ele no fim.”

    Presumo que ele já cresceu e que já esteja mais politizado. Trabalho, responsabilidades, filhos ajudam à politização. Prevalecendo o princípio do direito ao regresso, talvez ele não se importe de erguer a casa um pouco mais ao lado. Muitos não se importarão.

  22. Renato Teixeira diz:

    É possível que não se importe. Desde que lhe tenha os mesmos direitos e não tenha que atravessar muros todos os dias…

  23. José Estaline diz:

    Não percebi essa do PCP mais “modernaço”. Se há força política que, desde há décadas, tem estado solidária com a luta palestiniana, tem sido o PCP.

    Depois outro equívoco: o PCP não defende nem defendeu nunca o socialismo para um só país, mas para todos. Simplesmente também sempre considerou que a revolução, tendo de começar por algum lado, não deve – nas suas tarefas – ficar à espera do que suceda do outro lado da fronteira. Por outro lado, nunca defendeu a intervenção militar em países terceiros como Trotsky. Quer que lhe envie as teses?

  24. Renato Teixeira diz:

    Mande, mande. Mas depois não se espante se for obrigado a uma auto-critica. 😉 É que essa é uma das teses centrais da divegência das nossas concepções. Mas mande, claro.

  25. José Estaline diz:

    http://www.pcp.pt/programa_pcp

    Não estou a ver qual é a auto-crítica… o PCP sempre foi um partido internacionalista. A prova disso é que o Renato nos critica por sempre termos apoiado a urss

  26. Eduardo diz:

    Caro Renato Teixeira, como vê, sempre que se debruça sobre um tema interessante, o resultado está à vista: 74 comentários! É obra.
    Junto envio-lhe um video, com uma entrevista a Norman Finkelstein (autor de “A Indústria do Holocausto”):
    http://mrzine.monthlyreview.org/2010/finkelstein310510.html
    Tem um livro que saíu sobre os acontecimentos em Gaza (em 2008) e que foi proibido e Israel.
    Estou de acordo com Finkelstein: Israel tornou-se num estado lunático, com 200 a 300 ogivas nucleares, ameaçando, a qualquer momento, o mundo de um ataque nuclear.
    É pena que o Sr. Daniel Oliveira não entenda isto… não entenda, por exemplo, o efeito que uma “Jericho II” ou “III” pode fazer no globo terrestre. Os israelitas têm estas armas e são capazes de as usar, a qualquer momento.
    O problema, também, é que Israel já não é um estado, com um exército, mas um exército com um estado. Salvo erro, a mesma análise foi feita em relação à Alemanha, antes da 2ª Guerra Mundial. Será que estamos diante dos novos názis?

  27. Renato Teixeira diz:

    José Estaline, rendo-me com essa: “o PCP sempre foi um partido internacionalista”.

    Eduardo, o debate está a ser bom, é certo, mas não o avalie a metro. O que não faltam são debates fastidiosos com comentários infinitos e sem qualquer interesse. Boa dica o link. A publicar… Estamos sem dúvidas ante um Estado com demasiados paralelos com os fascismos e o nazismo derrotados na II Guerra Mundial. Tenebrosa comparação mas apenas por culpa da vitima de decidiu virar carrasco. Esperemos que pelo menos, acabe da mesma maneira.

  28. José Estaline diz:

    Mas é alguma mentira? Ou simplesmente lhe falta argumentação?

  29. javali diz:

    Disparate. Mil vezes um judeu do que um muçulmano.

  30. Leo diz:

    “Mil vezes um judeu do que um muçulmano.”

    Nem os USA e todos os seus acéfalos seguidistas diriam melhor.

  31. pedro bala diz:

    Renato, és ridículo. Tentas colar à minha opinião a posição da URSS sobre Israel e a Palestina quando a posição que deixei aqui nada tinha a ver com a da URSS.

    Isto foi o que eu disse:

    “Resistência islâmica? Que treta religiosa é essa, ó Renato? Com esse tipo de discurso justifica o discurso sionista. Nós devemos defender a resistência de libertação nacional do povo palestiniano. Devemos exigir uma Palestina livre, democrática e laica, com espaço para todos os credos religiosos. É esse tipo de discurso que afunda os nossos camaradas da FPLP, da FDLP e do PPP.”

    Desde quando é que a URSS defendia um Estado único, democrático e laico? A URSS apoiou a criação de Israel.

    Depois, não percebes nada do que significa defender que é possível o socialismo num único país. Isso significa tão somente que não temos de andar à espera uns dos outros para construir o socialismo. Que cada povo trilha o seu caminho ao seu ritmo. E não compreendes que isto não só não nada de anti-internacionalista como é bem mais internacionalista que o trotskismo empata-fodas: ou todos ou nenhum.

  32. Renato Teixeira diz:

    José Estaline, Não argumento a falta de internacionalismo do PCP porque não argumento sobre o amarelo ser azul ou o azul vermelho. Deixo.lhe apenas um facto: os tratados assinados entre Estaline a escoria ocidental. Argumento sobre as razões ou não do isolamento tactico-estratégico sovietico, emergente de uma das teses em análise (socialismo num só país e comportamento imperialista no marco da guerra fria). Os comunistas com que me habituei a discutir têm essa seriedade. Recomendo-lhe o mesmo método.

    Javali, o seu comentário é digno do seu nome.

    Pedro Bala, o meu comentário é feito com base no que cita: “É esse tipo de discurso que afunda os nossos camaradas da FPLP, da FDLP e do PPP.”

    Quanto ao resto as minhas desculpas. Ainda bem que neste assunto não tem a posição oficial da URSS.

  33. José Estaline diz:

    Renato: escusa de azedar. Eu estou falando em alhos e você vem com bugalhos. Do que falávamos era do carácter internacionalista do PCP. Bem sei do grande prestígio que o Partido e o seu secretário-geral Álvaro Cunhal, mas você não vai querer manter essa tese absurda de que o PCP determinava a linha política da URSS.

    Tratados assinados com a “esória ocidental”. Oh meu amigo e então o que foi a paz de brest-litovsky assinada por lenine? Aí ao menos o renato é consequente: Trotsky foi contra.

    E o que foram os acordos comerciais assinados durante a NEP.
    Não se enerve, respire fundo e já que mandou a postazinha, diga lá quando e como não foi o PCP um partido internacionalista

  34. Renato Teixeira diz:

    Lembra bem, José Estaline, mas falava principalmente dos assinados por Estaline. Falo do comprometimento sovietico em não intervir para lá do muro mesmo antes da criação do muro (isolamento dos republicanos espanhois).

  35. José Estaline diz:

    Isso é pura mentira!

    Com excepção do México, a URSS foi o único país do mundo a auxiliar o povo de Espanha: mandou armamento, víveres, militares. Graças ao movimento comunista (estalinista – dirá você) internacional, criaram-se as brigadas internacionais.

    Talvez esse apoio não fosse o que você desejasse. Mas não pode pôr essa solidariedade em causa. claro! Estaline poderia ter declarado guerra à alemanha. E depois talvez a alemanha tivesse feito guerra á URSS com o apoio das “democracias” ocidentais… Imagina o resultado?

    Mas Trotsky que fez? Escreveu artigos para jornais e ainda se zangou com os trotskistas de espanha (poum).

    Quem apoiou a revolução chinesa? Os USA? quem apoiou os movimentos de libertação? A Suiça? Haja paciência para a gradução dos óculos do meu amigo

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