Vencer o medo


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Centenas de milhares de pessoas encheram as ruas de Lisboa (apesar do que refere o jornalismo equilibrista de Nuno Sá Lourenço ou das notícias da TSF – rádio governo). Às 16.00h, o desfile iniciava-se com manifestantes a encher a Av. Fontes Pereira de Melo entrando pela Av. 5 de Outubro até ao Ministério da Educação, e um segundo braço a subir a Av. Joaquim António de Aguiar com uma multidão a perder de vista.
Como aqui procurei desenvolver, esta foi a manifestação de quem perdeu o medo e sabe que tudo tem a ganhar com uma alteração social e política do país.
A partir de agora, o reforço da luta não deve ser uma frase vã.
A construção de uma alternativa política, tal como não se faz exclusivamente a partir de um partido, não passa pelo discurso anti-partidos mas sim pelo reforço da participação popular nas escolhas decisivas para o país.
A raiva que trespassa a sociedade portuguesa, maioritariamente silenciada pelo receio que o céu nos possa cair sobre as nossas cabeças (qual Abraracourcix), mas justamente reforçada por notícias como esta deve ser um dos motores da transformação social.
Cada cidadão, seja de esquerda, de centro ou de direita, conquistado para acção política é um rombo no porta-aviões de quem nos governa.
Cada cidadão que perceba que temos de recuperar os centros da decisão política e rejeitar as soluções de miséria a que os especuladores nos continuarão a tentar acantonar, é um passo em frente na melhoria das nossas vidas.
Cada ataque à única central sindical que defende os interesses dos trabalhadores neste país, apesar do desapontante e pouco combativo discurso de Carvalho da Silva, é um balão de oxigénio na perpetuação do poder deste governo podre.
Cada cidadão que tome para si que a nossa luta em Portugal é a mesma que a do povo da Grécia, estará a construir uma Europa e um Mundo com futuro.

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3 Responses to Vencer o medo

  1. Leo diz:

    “A construção de uma alternativa política (…) (passa) pelo reforço da participação popular nas escolhas decisivas para o país.“ Quer com isto dizer que basta mais gente ir votar? Mesmo que votem nos do costume?

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    “as escolhas decisivas para o país” não se fazem de 4 em 4 anos.

  3. Leo diz:

    … se não se fazem de 4 em 4 anos, podem fazer-se às vezes depois de 2 anos, certo? Ou está a propor a tomada revolucionária do poder?

    Por isso advoga: “A raiva que trespassa a sociedade portuguesa (…) deve ser um dos motores da transformação social”, certo?

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