Há coisas que não podem ser toleradas – nem em nome da “liberdade de expressão” ou outra linguagice

Leio no blogue do Vítor Dias que a TSF tinha (tem) no seu site, este título a meio da tarde:

Manifestação começou às 16:00 com centenas de pessoas

Se tolerarmos este tipo de “informação”, então acabaremos por tolerar tudo.

É preciso dizer um Não rotundo (e combatê-los fortemente) a estes orgãos de informação e propaganda do governo.


29 de Maio, 2010.

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11 Responses to Há coisas que não podem ser toleradas – nem em nome da “liberdade de expressão” ou outra linguagice

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos,
    Estás a dizer mal da PSF? Eu desde que aquilo se tornou o repositório dos anúncios institucionais e dos notíciários dos clones do Augusto Santos Silva, oiço apenas a Radar. Melhorei muito a minha cultura. Tenho pena dos muitos bons profissionais que lá trabalham, e ainda tento ouvir as entrevistas do Vaz Marques e o governo sombra, mas de resto aquilo está inaudível.

  2. Carlos Vidal diz:

    Pois é, vamos chamar a essa coisa PS(F).
    Parece-me correcto.

  3. Pisca diz:

    Curioso é ler vários títulos em vários jornais online, todos afinam pela mesma ideia, “centenas”, ou os mais generosos “largas centenas”, devem ter passado pelo Marquês antes do almoço para despachar o assunto, e depois deu no que se vê

  4. Teócrito escrevia no dialecto de Safo, que nunca havia ouvido; se esperava dos seus leitores que reconhecessem na sua obra a alusão a um conteúdo fundador. É como o “cento” um poema inteiramente constituído por versos citados de outros poemas.
    Vidé psRTP1 e psDN.

  5. Tiago Mota Saraiva diz:

    Seria centenas de manifestantes/m2?

  6. Carlos Vidal diz:

    É que há uma sintonia esquisita nisto.
    Lendo hoje, por exemplo, o “Público” ficamos com a sensação de que a manifestação foi um semi-fracasso.
    O “Público” diz não ter tido 300 000 participantes, mas não cita fontes oficiais (a habitual contagem da polícia). Refere “observadores”. Quem? Observadores? O que é isso? Como se recrutam? São perguntas feitas a qualquer pessoa ao virar da esquina??

    No final, diz mesmo o jornal que esse semi-fracasso (deduz-se este termo de vários artigos) permitiu concluir que não estão reunidas condições para uma Greve Geral.
    Portanto, malta de ontem: fracassados é o que vocês são!

  7. O ministério da leopoldina tem lá o PAM-Plano de Acção da Matemática, porque não mandar para lá os jornaleiros broncos?

  8. Vítor Dias diz:

    No meu blogue, uma leitora (que tenho todas as razões para supor muitissimo bem informada) esclarece que a origem destes títulos sobre «as centenas» está num take da LUSA que essa leitora considera ter feito uma cobertura «miserável» da manifestação.

    É claro que isto não absolve nem a TSF nem outros órgãos de informação pelo «corta e cola» acéfalo e acrítico do take da LUSA. Mas põe em evidência a responsabilidade absolutamente condenável da LUSA que lembre-se é uma agência noticiosa PÚBLICA.

  9. Carlos Vidal diz:

    Grato, Vítor Dias, pelo desenvolvimento. Mas note-se que merece ainda atenção e denúncia o caso do “Público” (a foto da capa é uma porcaria), que faço em comentário acima, e o Nuno em post à parte.

  10. É, e a contradição entre a linguagem da imaginação e a dos meios de comunicação de massas dá origem à morte da literatura.

  11. Vítor Dias diz:

    Carlos VIdal:

    Não terá provavelmente reparado que eu, em «O TEMPO DAS CEREJAS», tratei do «tratamento» do «Público» à manifestação às 13.46 DE ONTEM.

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