A árdua vida dos comentadores de sondagens


Ao ver os comentários do Eixo do Mal e outros programas televisivos sobre a última sondagem, o meu coração está pesado de compreensão e solidário com as duras tarefas dos especialistas da pantalha. Há uma semana toda a gente perorava sobre a sondagem da Euroexpansão que dava o PS e PSD a subirem, com o partido de Sócrates sólido em primeiro. Era vê-los desdobrarem-se em análises sobre o papel da crise e a importância da estabilidade governativa. Havia mesmo quem sublinhasse o bom desempenho de Sócrates. Nesta semana, o barómetro da Marketest dava 42 porcento ao PSD, colocando Passos Coelho à beira da maioria absoluta, e um dos piores resultados de sempre ao PS. É vê-los discursar, com a mesma certeza, sobre a pose de estadista de Passos Coelho e a debitar sobre a falta de alternativa em tempos de crise, em relação à apontada queda dos partidos de esquerda (PCP e BE).
Pode-se concluir algumas coisas importantes e retirar uma nota:
1. É preciso a entrada do professor Karamba e professor Fofana para darem alguma credibilidade ao sector das sondagens onde pontificam homens como o dirigente do PS Rui Oliveira e Costa.
2. Seria conveniente que os comentadores pensassem com a cabeça e não argumentassem com a última sondagem que lhes dão para soletrar.
Nota: Não se podia patrocinar as sondagens pelos elevadores Otis, dada a total disparidade de resultados, em que em menos de uma semana anda tudo a subir e a descer 20 pontos percentuais?

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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