Provocação Sindical

Não sei o que me custa mais entender: se as declarações de João Proença no I a dizer que a UGT não participa na manifestação porque a CGTP pretende a queda do Governo, se a reacção de Carvalho da Silva na SIC Notícias acusando o primeiro de estar a mentir e a lançar confusão no movimento dos trabalhadores. Espero para ver que caminho aponta daqui a umas horas, quando perceber que chegou ao Rossio à cabeça da maior manifestação desde o 25 de Abril.

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7 Responses to Provocação Sindical

  1. Antónimo says:

    É normal que João Proença não queria a queda do Governo.

    http://www.publico.pt/Política/antonio-jose-seguro-marca-terreno-no-partido-socialista_1437352

    Embora a coisa nunca seja referida o homem até participa nas reuniões da comissão política dessa gente que nos governa.

  2. Zé Miguel says:

    A imagem tá brutal Renato! :) o amarelinho cai-lhe mesmo bem!

    Da UGT nunca se espera grande coisa, principalmente quando é o PS que está no governo, agora da CGTP espera-se que continue o combate às medidas do governo, com ou sem queda do mesmo! Ainda hoje saíu uma sondagem da Marktest que dava o PSD nas intenções de voto com maioria absoluta. Portanto, este parece ser o eterno “fado” de Portugal…é só esperar um bocadinho que já temos outro actor em cena, o PSD!

  3. Renato Teixeira says:

    Zé, o problema é que as políticas não se combatem no abstracto. Em praticamente todos os sectores a via negocial fez o seu curso. Os resultados estão à vista de todos e têm como prato principal esta crise e este PEC. No fim disso, para derrubar políticas é preciso derrubar os seus governos e aprofundar as formas de luta.

    Virá o PSD? É uma hipotese. Com ou sem maioria absoluta, outro Sócrates qualquer estará pronto para fazer a vez do Passos Coelho, na manutenção da estrutura do poder. Mas pode não necessariamente assim. Alguns partidos da esquerda parlamentar podem vir alinhar numa aliança de salvação nacional com o PS, e a direita da direita pode voltar a uma versão melhorada (pior é impossível) do Santana-Portas.

    Nesse vai e vem de gestores de turno, faça-se a luta toda que na sua proporção serão as conquistas sociais. Não será assim?

  4. Zé Miguel says:

    Claro Renato, e quando falei no PSD foi exactamente por isso. Pegando nas tuas palavras, PS e PSD são “gestores de turno” com visões e práticas semelhantes mas que nos levam ao mesmo fim.

    Vamos esperar para ver a mobilização de amanhã, mas para mim mais importante que pedir a queda do governo é a projecção de medidas mais fortes de combate à política que tem sido levado a cabo nestes últimos 30 anos. No imediato parece-me que a greve geral tem de ser um objectivo.

  5. Justiniano says:

    Renato,
    O que lhe custa compreender, meu caro, é simplesmente o facto de ambas não desejarem a ruptura sistemática ou extra sistemática.
    Ambas pretendem participar no juízo gestionário de consagração do texto e do catálogo constitucional, conservando-o como a grande a ideia de justiça distributiva! São custódios do livro e guardiões do templo e em caso algum serão modelos de subversão desinstitucionalizadora ou de ruptura. Aqui chegadas, e bem avisadas, entendem as suas contradições e a racionalidade do tempo que passa e não vão mais além. Bem sabem que além fica para trás!!
    Em suma, são a legião da social democracia e sabem que nada mais existe para além disto!!

  6. pedro bala says:

    Não nos esqueçamos que a UGT está no governo, através da sua ex-dirigente que agora é ministra do Trabalho.

  7. Antónimo says:

    pedro bala, leia o link que juntei no primeiro comentário a este post e verá que a UGT também está no ps através da comissão política onde se assenta joão proença. a comunicação social e os publicistas do regime é que insistem em referir que a CGTP é um eixo de transmissão do PCP, sem nunca darem por estas ligações virtuosas

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