Robert Rodriguez: mau realizador.



Sendo eu adolescente tinha como filme de culto El Mariachi, do Robert Rodriguez (aquele colega do Tarantino que fez o Spy Kids e, por se fosse pouco, o Spy Kids II… e III. Mas ao que perdoamos aquilo por ter feito o Sin City). Por isso, e por não conhecer outros nomes, Robert Rodriguez era tido por um “bom realizador”. (Eu mesmo estou a reparar no ridículo que soa… mais tenham piedade, pouca vida tinha eu!!).

Afinal há um outro Robert Rodriguez que é pior realizador. Mas também não vive disso e sim de ser soldado no Iraque. O Robert (que é um senhor que está nos cus de Judas para libertar e proteger ao povo iraquiano, não é?) estava sem nada a fazer e decidiu passar o tempo com algo. Como todos nos levamos um cineasta dentro e aproveitando que os telelés gravam e tudo, o Robert atirou-se ao mundo do documentário.

E depois, é claro, colocou a peça no Facebook.

Homofobia, ódio, a estúpida tesão de gozar com quem não percebe (agora quase tenho pena do Sócrates e o jantar com os colegas da Espanha), a estúpida superioridade de gozar com crianças… Robert representa o melhor de todos nos. E é que, com as novas tecnologias, a merdinha está saindo constantemente à luz. Dantes só havia alguma que outra foto ou relato da África.

Mas pronto, já nos disse o jornalista qual era o problema: Os coitados passam mais tempo limpando armas do que fazendo aquilo pelo qual ingressaram no exército. E, claro, decidem passar o tempo o melhor que podem. A fim de contas, ninguém lhes disse que levar a democracia ao mundo fosse obrigatoriamente chato.

Oh Robert! E não preferirias estar noutro lugar?

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