Os tributados do RSI

«As crianças, os idosos e os trabalhadores correspondem a 77% dos mais de 400 mil beneficiários do rendimento social de inserção (RSI). (…)

Cada beneficiário recebe, em média, 89 euros por mês. Por família, o contributo médio é de 242 euros. Pelo menos em 31% dos casos, o subsídio serve para complementar um ordenado muito baixo. (…)

“Estamos a perder tempo e a inventar medidas de tributo social, quando só 33% são empregáveis. Parte destas pessoas tem ‘handicaps’, como toxicodependência, problemas psíquicos, desqualificação ou desemprego de longa duração, que obstaculizam o acesso ao emprego.(…)”»

(JN)

Se a solução que um partido candidato ao poder tem para resolver a crise é “tributar solidariamente” velhos e crianças que recebem 89 euros por mês, até tremo com aquilo que Passos Coelho tem na manga para quando chegar a São Bento.

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7 respostas a Os tributados do RSI

  1. Tiago Mota Saraiva diz:

    Só ainda não se lembraram de colocar como condição de acesso à Sopa dos Pobres uma tarde de “serviço cívico” (outrora reeducação) a limpar a Almirante Reis.

  2. sm diz:

    Eleições, já!

    PS e PSD estão a tomar medidas que em lado algum foram prometidas e sufragadas pelos portugueses.

    A situação é excepcional mas devem os portugueses devem ser chamados a decidir sobre as medidas e o rumo a tomar

    Demissão do Governo e eleições em 30 dias.

    Cada partido apresenta a sua proposta de combate à crise e o caminho para o pós-crise e os portugueses decidem.

    Democracia, já!

  3. Caro Jorge

    Chega a ser ridículo a forma imoral com que os políticos colocam o problema nos desfavorecidos desta sociedade implacável, onde a igualdade se divide entre os que se permitem tudo e os que nada tem…
    Chegada é a hora de assumirmos o País como nosso… E não de um qualquer banco ou agência de rating, de “heróis de cartão partidários” forjados na comunicação social, ou senhores que falam em competitividade, produtividade, mas depois inibem a produção e a criatividade… Tudo o que importa é o consumo, a engorda da máquina do estado e a possibilidade de contrair mais crédito!!!

  4. José Manuel Vieira diz:

    E porque não ser ele a tremer ?

  5. Força Emergente diz:

    A situação vergonhosa em que nos encontramos é esta:

    EM PASSO ACELERADO
    Até ao estertor final.
    As noticias são estas;
    Portugal está colocado no sexto lugar a nível mundial dos Países com maior risco de incumprimento. Isto é, já só existem 6 países com menos crédito que nós.
    Consta que no largo do Rato, a noticia foi recebida assim;
    Portugal, conseguiu sair dos últimos lugares no que se refere á capacidade de pagamento externo. As medidas tomadas por este governo já colocaram o nosso País no sexto lugar.
    Só aqui é possível assistir a este deslumbramento comunicacional que permite ocultar a verdade por cima da mentira. Está confuso não é ?
    Mas é mesmo assim.
    Para lá das leituras focadas nos já tantas vezes mencionados especuladores e depois de tanta asneira já feita, parece-nos mesmo que estamos a ser beneficiados nesta classificação.
    No entanto já merecíamos estar no primeiro lugar, pois conseguimos no curto espaço de 10 meses, esgotar a “almofada financeira” resultante da catrastófica politica fiscal seguida nos anos anteriores. E não nos esqueçamos que esta nos era apresentada como a ferramenta necessária para enfrentar a crise e conduzir o País a um estado de maior desenvolvimento.
    Acresce ainda que até fomos informados pelo primeiro ministro que tinhamos conseguido atingir a maior taxa de crescimento a nível Europeu.
    Tudo isto, só podiam ser as oscilações delirantes de um louco.
    Mais uma vez, o mentecapto abria a boca e esboçava o sentimento que de novo nos tinha enganado e convencido.
    Por detrás do sorriso trocista, ainda balbuciou para o rafeiro silva que normalmente o acompanha; Vais ver como esta massa bruta e empedernida me vai agradecer por ter conduzido o País a este estado.
    Como habitualmente, Silva abanou a cabeça três vezes.

    Vamos esclarecer melhor.
    O estado do País não precisava de uma almofada mas sim de um esquife. Com efeito, tinham conseguido destruir o tecido empresarial de base, o desemprego era já galopante e para todos era evidente que grassava a incompetência nos Órgãos de soberania.
    Porque não dizer, a irresponsabilidade. A safadeza. O saque.
    Com efeito, no final de 2009 estavam seriamente comprometidas quaisquer possibilidades de mais agravamentos nas medidas fiscais.
    No entanto insistiram de novo com as medidas do PEC 1, acrescidas rapidamente com um PEC 2.
    A justificação era mais uma vez a necessidade de sossegar investidores e analistas internacionais. Tínhamos que demonstrar-lhes que Portugal não é a Grécia. Dizíam mesmo que o nosso problema é muito diferente !!??, segundo os nossos esclarecidos políticos e alguns comentadores. Até nos vieram dizer que a própria U.E. reconheceu estas medidas como de grande mérito e arrojo.
    Até Passos Coelho se juntou a sócrates. É verdade que disse depois só ter dado a mão ao País, mas foi pena não ter reparado onde a tinha posto, pois apenas continuava a apertar-nos ainda mais o pescoço.
    É que já estamos nus e apenas a gravata nos compõe a figura.

    Esquisito mesmo é não conseguirmos perceber agora, porque razão é que nos atribuem este 6º Lugar ?
    Isto significa, pura e simplesmente, que todos os restantes países são mais credíveis que nós !!!
    E são 136 não é ?
    Se ainda há pouco estávamos na cauda da Europa, conseguimos agora acelerar o passo para chegar mais rapidamente ao fim do Mundo.
    É obra !

    Temos de encarar a realidade a que chegámos e os políticos que temos.
    Não é possível a um País com a estrutura sócio-económica do nosso, conseguir aumentar o esforço de desenvolvimento sem se adoptarem novos modelos e métodos de governação, suportados por agentes políticos inovadores na forma e na abordagem á necessidade de resolução global que se exige. Este País não pode continuar sem um objectivo nacional que mobilize e seja sentido por todos.
    O que é preciso é uma nova classe política de gente séria e com capacidade de entender as necessidades básicas de uma população à tanto tempo remetida e condicionada a nível social e educativo.
    Somos um povo de gente deseducada, maioritariamente subvertida a ideias e conceitos de vida inculcados sistemática e metodicamente com objectivos específicos e por gente de mau porte, que acabam por limitar em grande parte a nossa capacidade de percepção das novas realidades deste mundo contemporâneo.
    Esta estrutura vivencial há tantos séculos imposta e que reflecte a matriz da nossa evolução, tem de ser radicalmente reformulada, mesmo que se tenham de questionar ideias ou sentimentos de há muito prematuramente assumidos.
    A liberdade de escolha é consequência da capacidade de discernir.
    O Discernimento é a grande batalha que será necessário vencer.
    Um povo que se deixa subalternizar de forma tão dramática como aquela em que nos encontramos, será sempre presa fácil para oportunistas ocasionais e aldrabões por natureza.
    É necessária uma Nova Identidade e um Grande Objectivo serem apresentados ao Povo Português.
    É necessário sacudir o pó deixado por 35 anos de desleixos, desvarios e gente de mau porte.
    Estamos convictos que com as pessoas certas, as politicas necessárias e as decisões adequadas, poderemos de novo sentir orgulho naquilo que somos e em breve virmos a retomar o caminho junto dos países mais desenvolvidos e sérios.
    O nosso destino ainda não está traçado.
    Estes políticos que se cuidem.

  6. Olaio diz:

    Bom post, para se perceber do que estes populistas, sem soluções nem idéias, estão a falar.

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