Estás com a luta?

Eu já tenho o meu keffiyeh passadinho a ferro e a minha mochila verde tropa já se encontra equipada (não com o cocktail molotov, mas com as garrafinhas de água compradas no Lidl, a minha máquina fotográfica e uma bucha, que isto da luta não se faz de barriga vazia). Já sei, já sei. Para alguns parecerá uma posição reformista e anti-revolucionária mas para mim a importância do dia 29 não é a importância do primeiro dia da Revolução Socialista em Portugal. Não acho que no dia 29 vamos derrubar a ordem capitalista, nem queimar os bancos nem enforcar os padres…

Neste momento, confesso que não tenho grande interesse em desenvolver as linhas de um teórico futuro de superação da ordem capitalista. Parece-me preocupante, que na semana que culminará numa grande manifestação nacional, a principal preocupação de alguns seja a demarcação do PCP e da CGTP, que para bem ou para mal (segundo a perspectiva) estão a ser as grandes forças de organização, dinamização e direcção do processo de luta.

No momento actual, no imperativo de tomar medidas concretas de acção contra a ofensiva do capitalismo financeiro, perder-mo-nos na discussão sobre quem deve dirigir, sobre quem controla quem, sobre quem é mais burocrático ou quem é mais libertário, apenas contribui, na minha opinião, para um debate espurio, inconsequente e terrivelmente cinico.

Alguns criticaram o sentido de oportunidade do PCP em apresentar uma moção de censura como formalização prévia à grande manifestação de dia 29, outros chegaram a afirmar que tal apenas demonstrava que a CGTP era a correia de transmissão do PCP (num discurso arrepiantemente parecido com um Sócrates que via em qualquer acto de contestação à sua autoridade a mão do Partido Comunista), mas sendo concretos: a iniciativa do PCP deu visibilidade à luta? Eu acho que sim e só por isso valeu a pena.

Aqueles que se queixam da burocracia stalinista têm bom remédio: organizem-se, dêm o seu contributo para a luta, vão para as portas das fábricas e das empresas a apelar à participação, organizem debates sobre as responsabilidades da(s) crise(s), façam qualquer coisa. Mexam-se, façam a luta ser ainda mais plural. A gerência agradece.

Podemos ter muitas opiniões, muitas divergências, e até podemos ter soluções muito dispares mas a pergunta que importa neste momento é só uma:

Estás com a luta?

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26 Responses to Estás com a luta?

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Rafael,
    De acordo com parte do que dizes, mas irrita-me essa necessidade permanente de alguns mostrarem galões a dizer que são ELES a direcção da luta. Parece falta de confiança e , sobretudo, inibe o necessário alargamento desta luta contra o PEC e este governo. Acho que esta luta deve crescer com muita gente.

  2. rafael diz:

    Estou perfeitamente de acordo contigo, Nuno e acho que a luta só ganha em ter vistas plurais na sua direcçao, organizaçao e mobilizaçao, mas muitas das vezes parece que é dada mais importancia ao combate ao PCP e à CGTP que ao proprio governo por parte de alguma esquerda. e isso parece-me um tiro no pé…

  3. Carlos Vidal diz:

    Estou completamente de acordo com o Rafael Fortes.

  4. c diz:

    sorry…imprescidível ler porquê? desde quando é que esse senhor participou na economia real para eu ligar seja ao que for que ele diz?

    rapaziada…a massificação da intelectualidade trouxe à ribalta o trabalho manual… tão escasso. é ele que vale agora. e o “crescimento” podem pô-lo na prateleira das anacronias. a gente gosta de ser anões pibescos. pib até é cena de estado e a gente nem está nem aí. quem quer pib que trabalhe para pib , a malta tem para lá umas plantitas em casa e umas alheiras e assim umas cenitas bem boas para construir. massificação do pensamento é igual a zero pensamento. que é que querem ? um coxo nunca vai ser o ronaldo , por mais teorias igualitárias e boazinhas que desenvolvam. o senso comum concrecto feminino é tramado.

  5. maria povo diz:

    O Partido Comunista faz na Assembleia da República o combate politico para o qual os elegemos (de outros partidos não se pode dizer o mesmo…) e na Rua daremos força a esse combate!!!

    EU ESTOU COM (NA) LUTA!!!

  6. Rafael Fortes diz:

    c, nao se enganou na caixa de comentários?

  7. Niet diz:

    Bom Dia: N. Ramos de Almeida passou-se – ou confirma- sem dúvida de espécie nenhuma -que as organizações burocráticas em nome dos trabalhadores não são condição suficiente nem necessária para o desencadear inicial do processo revolucionário. Antes pelo contrário. Aqui se revela e elogia a vontade, a limpidez e desassombro de um homem íntegro. Niet

  8. Rafael Fortes diz:

    Niet, nao consigo perceber o sentido das suas palavras, o que é que quer dizer?

  9. Niet diz:

    Oh, meu caro, o peso da herança estalinista a ” funcionar ” no seu entendimento… Oxalá eu esteja enganado. O que queria dizer – a palavra passou-se está a mais – era que, conforme se exprime NR de Almeida, para a eclosão de um processo muito forte de contestação social – início de uma ofensiva ou revolta popular – os estados-maiores partidários e sindicais não são essenciais. Eu estou de acordo e sublinhei tal posição! Tudo entendido? O resto é impensável, claro! Niet

  10. Ricardo Noronha diz:

    Mas nota Rafael, como dizes a esse respeito qualquer coisa semelhante ao que o governo diz sobre aquilo a que chama a «esquerda radical»: em vez de procurarem soluções responsáveis para os problemas, estão sempre a criticar e no «bota-abaixo». Sendo que ninguém está a comparar a CGTP ao governo (como me parece evidente) ou a eleger os sindicatos como alvo. O texto limita-se a afirmar que é necessário outro tipo de combate. Penso que se estão a inventar fantasmas.

  11. ezequiel diz:

    a coisa resume-se ao “estás na luta!?”
    lindo. assim terás uma multidão caótica e hobbesiana. anárquica. inspirados por uma aversão comum e pouco mais. destituídos de futuro colectivo. somos uma multiplicidade de futuros (de soluções).

    mas devo dizer que foste honesto: reconheceste que “até podemos ter soluções muito dispares…” (reconheces que a multidão é caótica) ou seja, não és capaz de me dizer como seria o próximo “sistema.” não dizes nada acerca deste assunto vital. não há telos nesta vossa revolução? uma telos-less revolution? anarquismo, portanto. ou será que pensas como o Carlos Vidal? (o caos como momento indefinível no qual, ou através do qual, se constitui a vanguarda visionária???? ou a necessidade dela existir?) não faço a mínima.

  12. Rafael Fortes diz:

    de todo, meu caro, de todo, o meu entendimento estava toldado pela sua construçao gramatical, apenas. um problema de arquitectura, digamos.

    Sabe, já aqui o tinha referido antes, estou perfeitamente de acordo com o Nuno, e acho que anarquistas, trotskistas, maoistas e todos os anticapitalistas sao bem vindos à luta. Digo-lhe mais, creio que mesmo em alguns sectores tradicionalmente conservadores como a ICAR pode haver adesao a esta luta. mas o problema de fundo que eu coloquei nao é o da abrangencia, é o da critica consequente.

    O do traçar um caminho e uma estrategia de luta que nao seja condicionado pela revoluçao já amanha, com o fatal desanimo que tal provocaria. Organizem-se, organizem-se acho que é a palavra de ordem que faz falta para que dia 29 nao seja um desfile ou uma parada bem comportada, como dizem alguns (e nao concordo nada com esta formulaçao), mas um ponto alto de debate, organizaçao e consciencializaçao nas fabricas, nas empresas, nos cafés…

    Se acha prescindiveis os actuais estado maiores sindicais e partidários, eu até posso concordar consigo, mas por favor, analisando a actual conjuntura mostre-me a rede auto-organizada capaz de o fazer, aqui, em Portugal, neste momento. Eu acho que nao existe e por isso é que defendo que para a contruçao de uma luta tod@s sao importantes e serao tao mais importantes na medida do seu contributo para a luta. Sem exclusoes mas de forma solidária.

  13. ezequiel diz:

    caro Rafael

    eu nem sequer estava a pensar nos sindicatos. estava a pensar em toda a classe activista. a minha critica é muito simples: a necessidade de consciencialização de que falas, para mim, já é sintoma inquestionável de uma desorientação existencial deveras profunda. não é por acaso que invocas a “consciencialização”. invocas este conceito porque não tens outro. não há consenso quanto ao futuro. o teu movimento está fragmentado à priori. condenado à sua auto-dissolução. acontece com todos os movimentos plurais de contestação ou luta social. na Polónia, mal desapareceu o totalitarismo comunista as forças da oposição dissolveram-se numa miriade de tendências. é uma das leis fundamentais da política. é isto que acontece quando não existe VISÃO estratégica. uma narrativa. um destino. um sonho. chama-lhe o que quiseres. mas tens que falar do todo. tentar eliminar o pluralismo (discursivamente, ou seja, integrar o pluralismo no teu discurso-visão) só assim, meu caro.

    caso contrário, a rede que depressa se criou, depressa desaparece. fica reduzida a convergências pontuais de “issues.”

    a verdade, meu caro, é que a “crise” actual no ocidente e a crise do socialismus deixaram-nos completamente desorientados. a malta fica satisfeita com as micro-lutas do foucault e companhia. o pluralismo está aí, de boa saúde. mas não existe sequer a possibilidade de uma síntese genuinamente criativa. estamos enclausurados na história, como diria Kundera.

    eu sou capitalista, meu caro. por isso não me junto à luta.
    vou ser muito sincero: eu acho que Vocês não tem a mínima ideia do que estão a fazer. desculpa lá. opinião infantil, bem sei. uma impressãozinha.

    cumps
    ezequiel

  14. ezequiel diz:

    desculpa rafael. eu n quero ser chatinho.
    é mesmo isto que eu penso.

    melhores cumprimentos e boa sorte com a Vossa luta. espero que cheguem a conclusões interessantes. eh eheh 🙂

  15. hermínio diz:

    O que nós queremos é muito simples. É ganhar controlo sobre a nossa vida, retirar esse controlo à massa informe de ezequieis e aos parasitas no poder que eles sustentam.

  16. ezequiel diz:

    herminio

    Ganhar controlo sobre a nossa vida. Isto parece coisa de anuncio publicitário de banco. Sinceramente.

    ó porrovsky, explica lá como é que pretendes controlar seja o que for? é pedir muito?

    há parasitas.
    loonie tunes perigosos.
    ditadores brutais
    autoritários de meia tigela
    teocratas totalitários fatalistas
    presidentes de junta de freguesia

    há pa todos os gostos! eh ehe

    por vezes prefiro os parasitas aos loonie tunes. quando o loonie tune tá desorientado, dividido, pacóvio, sem mensagem ou massage, antes um parasita
    com piada. lol

    LOL

  17. ezequiel diz:

    quanto ao controle: não vais retirar coisa alguma porque não há nada para retirar.
    herminion, n captaste nadinha tu. eu acredito em algumas teorias capitalistas de dispersão riqueza. só isso. lê marx. achas que é possível ser capitalista e igualitário ao mesmo tempo? eu acho que sim. eu acho que é perfeitamente possível.

    mas n me quero alongar contigo, Herminion.

    pareces-me do tipo “acusatório”. chatice

    PS: sabes o que é que eu adoraria: que o capitalismo Americano viabilizasse o Estado Social. Ironia das ironias.

    cumprimentos
    ezequiel

  18. Rafael Fortes diz:

    Ricardo, nem sequer tinha como objecto do meu discurso o apelo que mencionas. Tinha-o presente mas nao lhe dei demasiada importância. Dizes que o meu discurso se assemelha à critica de bota-abaixismo que a direita faz à esquerda radical. Muito pelo contrário, meu caro. Eu quero é que os anarquistas tenham muita força, anseio por associaçoes de libertários pujantes e por cidadaos auto-organizados (autonomistas portanto) com uma forte capacidade de mobilizaçao. Porque todos eles sao necessarios para dar mais força à luta. E admito, sem nenhum dogmatismo, que quanto mais plural, quanto mais pontos comuns a esquerda encontre, maior será a sua força. O que nao vejo é que estejam criadas as condiçoes, que essas esquerdas tenham a força necessária para “reivindicar a rua” de forma tao literária. Se quiseres, entende a minha alusao às criticas ao PCP e à CGTP por parte de certa esquerda como um desabafo, porque se estas duas organizaçoes nao têm sido capaz de dar uma resposta em crescendo meteorico às aspiraçoes de alguns descontentes com os processos de luta, estes mesmos descontentes nao têm sido capazes de mobilizarem, de se infiltrarem nos intersticios desta mesma luta. Uma ultima coisa, e apesar das criticas (por vezes demagogicas feitas ao PCP) eu nao ponho nunca no mesmo plano os meus camaradas de luta (por muito diferentes que sejam as suas opinioes e as suas formas de encarar a luta) e o inimigo e por vezes parece-me que ao contrário nao é bem assim. Um abraço e boa manif.

    Caro Ezequiel, houve aí um comentário cruzado. A minha resposta era dirigida ao Niet. Mas já agora, reconheço-lhe toda a razao, dos afrikaners sul africanos aos democratas norte americanos passando pelas social democracias europeias e pelos torcionarios latino americanos, o capital sempre esteve bem unido e nunca se perdeu nestas questoezinhas da opiniao das pessoas, do povo. No entanto, creio que a esquerda tem uma máxima que a une: o fim da exploraçao do homem pelo homem. Se acha que é programa pouco ambicioso, nao sei que lhe dizer…
    Cumprimentos.

  19. Ricardo Noronha diz:

    Da parte que me toca também não faço essa confusão. Mas não me parece que a questão possa ser colocada em termos de «uns já não conseguem mas os outros também não têm feito muito melhor».
    Penso que há um problema de fundo e é esse que me ocupa: parte da classe trabalhadora não tem qualquer instrumento de organização e luta contra os processos de exploração. Essa parte é cada vez maior e a tendência é para que se torne a larga maioria. E não se trata de enxertar anarquismo ou outro qualquer ismo na luta. Trata-se mesmo de partir dessa constatação para compreender a raiz do problema. E a raiz do problema é da ordem da política e não da eficácia, no sentido de mais panfletos e mais cartazes e mais plenários. Não se trata de fazer mais, mas de fazer de outra maneira. E aí, o debate sobre as reivindicações, os métodos de organização, as palavras de ordem, o formato das manifs, a efectividade das greves, etc – ou seja, a forma e o conteúdo da luta – é decisivo.
    Não basta dizer que quem está descontente com os sindicatos deveria sindicalizar-se e trabalhar lá dentro para mudar as coisas. Todos sabemos que isso não é assim tão simples e que os problemas do movimento sindical não resultam simplesmente da falta de mão de obra.
    Um abraço.

  20. Rafael Fortes diz:

    “parte da classe trabalhadora não tem qualquer instrumento de organização e luta contra os processos de exploração.” Retenho esta expressao do teu comentário e é uma preocupaçao que partilho e que creio ser um dos grandes desafios futuros da luta. Como se mobiliza quem nao tem nenhum direito? Como pode fazer greve um falso recibo verde? Como se pode, por exemplo, constituir uma célula de empresa ou de sector quando se é pau para toda a obra? E perante estas realidades, creio que têm sido feitas aproximaçoes ao problema por parte da CGTP (pelo que me contam) mas nao as conheço em concreto…

    No entanto, acho que me expliquei mal no meu anterior comentário, quando falava de todos os ismos da esquerda, pensava essencialmente nao na sua integraçao disciplinada nas estruturas existentes mas sim na construçao de um universo proprio e diverso e que, solidariamente, estas realidades podiam coexistir com vista a uma luta comum.

  21. Niet diz:

    Rafael Fortes: Bakounine e Rosa Luxemburg têm muitos pontos comuns sobre a caracterização histórica e política da greve de massas ou das manifs. de protesto. Justamente, e isto é capital, não distinguindo a luta política da luta económica. Rosa aludindo a James Guillaume, atreveu-se a dizer:” A impetuosidade das massas inorganizadas é para nós menos perigosa nas grandes lutas que a inconsistência dos líderes “. A sua crítica ao ” fanatismo da organização ” já pré-anunciava o fim do poder dos Sovietes … Niet

  22. ezequiel diz:

    “o fim da exploraçao do homem pelo homem”

    + 1 seminarista.

    uufa. 🙁

  23. Justiniano diz:

    Niet, meu caro, mas todos eles pressupunham a homogeneidade da inteligencia e imanencia de axiomas (- Kropotkin vislumbrava, inclusive, um mecanicismo economico-social como culminar de uma longa evolução humana – uma subida aos céus). Nenhum deles percepcionava, verdadeiramente, as massas como “não entidade”, desprovida de qualquer identidade teleologica, como uma turba. Acrescente, à equação, a escassez (mesmo afastando o mito Malthusiano).
    Ora, meu caro, eu também creio que a transcendencia nos convoca à elevação da alma, mas as invariantes da nossa condição humana condenam-nos à precaridade e a alguma decadencia (o que o Cristianismo já havia compreendido há muito tempo e razão pela qual se construiu a sua ortodoxia).
    Um bem haja para si,

  24. Niet diz:

    Caríssimo Justiniano: Confesso que vou tentar perceber a sua interpelação, brilhante e profunda como sempre. Mas- como sente e apura – o momento é de luta! Como diz Anton Pannekoek, in ” Os Conselhos Operários “, ” Nós não podemos discutir com a classe operária. Só nos devemos confinar a fornecer-lhe argumentos.(…) Enquanto uma classe social não ganhar confiança em si-própria, não deverá esperar que outros grupos sociais lhe concedam esse afecto “. Niet

  25. Eu tb sou a favor da união. Mas de uma união respeitadora das diferenças, longe por isso das totalidades monolíticas; de uma união voltada para fora, e não para dentro.
    Só acho que são estes discursos, ou seja, estes panegíricos da acção política do “Partido dos Trabalhadores”, que levam ao afastamento de muita gente. Não agregam mais do que os do costume. Porquê? Porque muita gente não aguenta este subtexto, género, “a sabedoria do Partido”, “o Partido de Vanguarda”, etc., etc. Basta alguém questionar o tempo de actuação ou o sentido de oportunidade do PCP para logo ser acusado de estar a dividir o movimento dos trabalhadores.
    Com isto não estou a dizer que o mal seja do PCP, noutras forças da esquerda (vide o BE) tb há atavismos vários.
    Acho que, ao insistirmos nos rituais de sempre, vamos ficando cada vez mais para trás. Incapazes de congregar o descontentamento cada vez maior, que urge traduzir em alternativas políticas. Enfim, arriscamos a irrelevância perante a ofensiva do capitalismo financeiro causador da presente crise.

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